Carnaval em Vitória de Santo Antão – por Sosígenes Bittencourt.

Tenho lido muitas críticas ao Carnaval de Vitória e queria dar um pitaco.

De início, Vitória de Santo Antão precisa implantar uma safena administrativa no coração da cidade. A Praça da Bandeira é uma artéria infartada de barracas de alvenaria, loteada pelos prefeitos, num total desrespeito ao que é público e não poderia jamais ser privatizado.

Depois, a meninada que nasceu equilibrando-se sobre a Boquinha da Garrafa e saracoteando que nem a Eguinha Pocotó não pode apreciar Beethoven nem reconhecer o FREVO como a única música genuinamente nacional, nascido ali, entre as cidades gemelares de Olinda e Recife.

Nossa música, nosso ritmo só está preservado, intacto, em nossos corações. E não tem essa de ser homem, é de fazer chorar. É o sistema límbico de nosso cérebro, responsável pela MEMÓRIA EMOCIONAL.

Sosígenes Bittencourt

Com aumento de 39% das exportações em 2018, cachaçaria pernambucana agora quer aumentar a presença nos Estados Unidos

Alavancar as vendas fora do país conquistando, inclusive, novos mercados. Esta é uma das metas da Pitú para 2019. No ano que acaba de chegar ao fim, as exportações da cachaçaria pernambucana cresceram 39% em volume e 55% em faturamento. A marca se tornou líder na exportação de cachaça, dominando o mercado europeu, sendo a Alemanha o país de maior consumo. Pelo menos 70% do total exportado pela empresa tem como destino a Alemanha. Para o ano que se inicia a aposta será outra: o foco estará nos Estados Unidos.

“Na Alemanha fizemos uma estratégia de colocar promotores no destino e divulgar melhor o nosso produto. Será essa a estratégia que levaremos para os Estados Unidos. Já estamos com promotores no local testando o mercado, mas não investimos pesado neste ano. Em outubro eu estive lá pessoalmente e traçamos um plano conjunto de investimento e ações que iremos realizar para esta praça”, conta a sócia-diretora de Exportações e Relações Institucionais da Pitú, Maria das Vitórias Cavalcanti.

De acordo com Maria das Vitórias, estratégia também será aplicada na Índia. “A diferença é que, diferente dos EUA, na Índia, nossa base ainda é pequena. Porém, é um mercado muito potencial e que estamos trabalhando já há dois anos, conhecendo e estudando o mercado. É um país onde se bebe muito. O desafio é fazer com que eles bebem Pitú pura, que é como eles tomam as bebidas alcoólicas por lá”, detalha. No ranking dos maiores destinos de exportação estão a Alemanha, México e as mais de 40 lojas duty-free espalhadas pelo mundo.

Por ano, a Pitú comercializa no exterior 1,7 milhão de litros, dos quais 1,5 milhão é destinado para o continente Europeu, que desde 1970 engarrafa o produto em Wilthen (Alemanha) e distribui a bebida para todo o continente. Além do velho continente, a indústria também está presente em outros países (Estados Unidos, Canadá, México, Chile, China, Japão, Índia, Israel, Emirados Árabes, Tailândia, Austrália, África do Sul, Angola, Guiana Francesa, Peru, Argentina) e em mais de 40 lojas duty-free espalhadas por todo o mundo.

Os resultados colocam a companhia entre as 20 marcas de bebidas destiladas mais produzidas do mundo, comercializando, em média, 95 milhões de litros de cachaça por ano, dos quais 2% representam as vendas no exterior. “O resultado positivo das exportações em 2018 também foi consequência do câmbio. Nos favoreceu. Somos um produto com uma tendência positiva e de valor agregado”, diz Maria das Vitórias.

Nacional

No Brasil, a Pitú é a aguardente mais consumida nas regiões Norte e Nordeste do Brasil, a segunda no mercado nacional. Desde o ano passado, a empresa iniciou um projeto de expansão de mercado no Sudeste do país, que tem um grande potencial de consumo mas ainda um mercado pouco explorado pela marca. Em média, a participação do Sudeste é de 3%. Entre os principais desafios para crescimento no Sudeste está o transporte e distribuição do produto, cuja produção acontece em Vitória de Santo Antão.

Oito décadas de investimentos

Por ano, a Pitú comercializa, em média 98 milhões de litros de cachaça. Há oito décadas em funcionamento no município de Vitória de Santo Antão, a empresa continua em busca de novos mercados e de melhoramentos no processo produtivo. No ano passado, a empresa anunciou o investimento de R$ 15 milhões na instalação de três tanques de aço inox com capacidade para armazenar 21 milhões de litros de cachaça. Além disso, R$ 1 milhão foi destinado a equalização de tratamento de efluentes em novos equipamentos de maior eficiência e com uma melhor reciclagem de resíduos líquidos e sólidos.

“Antes a fábrica era no centro da cidade e como o produto foi ganhando mercado, a unidade ficou pequena e nos mudamos para o terreno onde atuamos atualmente. O mercado e a produção cresceram e hoje somos líder nas regiões Norte e Nordeste e segundo lugar no país”, detalha Alexandre Ferrer, que assumiu a presidência da empresa em 2017.

O grupo, inclusive, está na terceira geração de gestores. A empresa começou a operação em 1938 por Joel Cândido Carneiro, Severino Ferrer de Moraes e José Ferrer de Moraes. Inicialmente, a empresa trabalhava com a fabricação de vinagre, bebidas à base de maracujá e jenipapo, além de engarrafar aguardente de cana fornecida por engenhos locais.

Atualmente, a indústria, que ficou conhecida com o slogan “mania de brasileiro” gera mais de 500 empregos, entre contratados e terceirizados, com uma produção em dois turnos, cinco dias por semana.

Diário de Pernambuco. 

Festa do Glorioso Santo Antão: 08 á 17 de Janeiro – VIVA A SANTO ANTÃO, VIVA!

Ao poder do nosso Glorioso Santo Antão, a nossa Paróquia Matriz de Santo Antão iniciar hoje a 394º festa do nosso Padroeiro .
Essa é uma das festas mais tradicionais de nossa cidade.
De 08 á 17 de Janeiro de 2019 Festa do Glorioso Santo Antão!


Já está à venda as camisas da festa do Padroeiro 2019! 
• R$ 25,00.

 

Trio e Frevo – por Sosígenes Bittencourt.

Bom salientar, pessoal, que a história do TRIO ELÉTRICO começa em Salvador, em 1951, quando DODÓ e OSMAR contratam outro músico, formando um trio, e saem em cima de uma FUBICA tocando FREVO PERNAMBUCANO. Era uma homenagem ao que aconteceu no ano anterior, 1950, quando um bloco de Recife parou o Carnaval Baiano com um show de execução de FREVO. Com a palavra MORAES MOREIRA: E o frevo que é pernambucano, ui, ui, ui, ui / Sofreu ao chegar na Bahia, ai, ai, ai, ai / Um toque, um sotaque baiano, ui, ui, ui, ui / Pintou uma nova energia, ai, ai, ai, ai

Agora, se hoje nós tocamos AXÉ, e eles não tocam nosso FREVO, isso é problema nosso.

Sosígenes Bittencourt

O talentoso artista vitoriense, Jonatha Chocolate, coloca voz e materializa a nova música da SAUDADE para o carnaval 2019!!

Na noite da última sexta (05), no SPG Studio, concluímos a gravação da nova música que irá animar e marcar o tema da Saudade para o carnaval 2019 – “A Saudade Imperial”. Como já amplamente divulgado, estaremos comemorando a passagem dos 160 da visita da Família Imperial a Vitória de Santo, ocorrida em 1859.

Em parceria, a nova musica, composta por  Aldeniso Tavares e Samuka Voice, ganhou vida e materializou-se na voz do talentoso artista Jonatha Chocolate. Mais trabalho realizado para marcar esse recorte temporal do carnaval da Vitória de Santo Antão.

Em breve, estaremos postando o vídeo oficial da música. Por enquanto, uma pequena amostra dos bastidores……..

Uma fantasia que marcou época – por Joel Neto.

Meu caro Pilako,

No ano de 1991 o Clube Vassouras o Camelo desfilou nas ruas da Vitória de Santo Antão com uma das mais lindas alegorias de todos os tempos. Um trabalho extraordinário do grande artista vitoriense Valdir Maciel, tendo como tema o  “Diário de Pernambuco – Centenário –,  meio de comunicação pernambucano. Sua personagem de destaque ficou por conta da lindíssima Marcela Sotero,  com uma fantasia toda bordada de paetê francês e acrescida de plumas do acervo do carnaval do Rio de Janeiro, uma confecção perfeição  de  Lourdinha e Creusa Fischer…….Saudades deste tempo maravilhoso do nosso carnaval.

Abraços,

Joel Neto

CARNAVAL E CARNAVALIZAÇÃO – por Sosígenes Bittencourt.

Você pode brincar Carnaval, não pode carnavalizar a vida. Carnaval é uma festa, não é uma lei, é escolha, não é obrigação. Brincar Carnaval não significa impor seu ritmo, sua vontade à vontade dos outros, submeter os demais aos seus caprichos.

O Carnaval teve origem na Grécia, foi adotado pela Igreja Católica e popularizou-se na Europa sem nenhuma correlação com pornografia. Pornografia é desrespeito e sempre será. Você não pode extrapolar os limites de sua liberdade ao ponto de atropelar o direto do seu semelhante. Ninguém pode estar obrigado a ouvir tudo que você queira dizer ou fazer em qualquer lugar ou a qualquer momento. Sequer uma Música Clássica. Se você desfilasse tocando Bach ou Beethoven, não estaria cometendo uma pornografia, mas estaria obrigando o seu semelhante a ouvir aquilo que ele não queria.

Respeito ao próximo deve ser coisa ensinada na tenra idade e vivenciada no dia a dia. Respeito quando é imposto, mediante punição, é sinal de que as pessoas não foram educadas para respeitar. Por isso, tanta estranheza. Proibir pornografia não tem a ver com CENSURA, tem a ver com RESPEITO. Zelar pela educação das crianças é questão até de Saúde Pública.

É que a Imoralidade no Brasil foi dessubjetivada, passando a fazer parte de nossa cultura. Por isso, tanto arrepio mediante sua proibição.

Sosígenes Bittencourt

Revivendo o Carnaval: confusão entre rivais resulta na fundação do Clube dos Motoristas

O carnaval em Vitória chegou ao seu apogeu na primeira parte do século XX, onde foram criados diversos tipos de agremiações que faziam a população festejar com muita alegria. Dentre elas, os Clubes de Fados e os Clubes de Manobras. Estes últimos, com inúmeros fãs, realizando grandes desfiles e bailes, principalmente o “Abanadores”, posteriormente batizado como “O Leão” pelo poeta Teopompo Moreira, e o “Vassouras”, conhecido como “O Camelo”.

Segundo o professor José Aragão, no seu livro História da Vitória de Santo Antão, volume III, foi em uma dessas grandiosas apresentações que tudo começou. O “Vassouras’’ vinha do bairro do Livramento e da Matriz saia o “Abanadores”, fazendo os rivais se chocarem durante o percurso, levando as autoridades, quando necessário,  ordenarem o recolhimento às suas sedes, prevendo piores conseqüências. Posteriormente, pensando em evitar tais interrupções, vários foliões reuniram-se para fundar uma nova agremiação, formada em sua maioria por motoristas,  como afirmou o jornalista João Álvares:

“O Clube dos Motoristas da Vitória de Santo Antão foi fundado no mês de março do ano de 1949, idealizado por um grupo de motoristas e pessoas ligadas ao ramo automobilístico que desejavam construir um clube para proporcionar lazer para os profissionais do volante, bem como cultivar solidariedade e o espírito de disciplina e cooperação nas relações humanas”.

Foi assim que surgiu o “Clube dos Motoristas”, em reunião realizada em 04 de março de 1949, pelos seus fundadores: “Valdemar Lino Chaves (1º presidente), Alfredo Francisco de Oliveira, João Vicente de Freitas, Sebastião Ferreira do Nascimento, Joaquim Francisco Damásio, Pedro Ferreira Guimarães, Abiatar Ferreira Chaves, Manoel José de Souza e Sebastião Pinheiro de Souza”, além da presença de mais de 80 pessoas.

No ano seguinte, em 1950, estreava-se pelas ruas da cidade, já com muita alegria, que ao longo dos anos foi atraindo muito mais foliões.