A castanha é um mimo da natureza que mais se acumplicia com a nossa infância, o seu sumo, o seu aroma, o seu formato, o seu sabor, sua fumaça quando explode no fogaréu.
O caju também. Caju vermelhinho, amarelinho, rechonchudo e de delicada protuberância, que nem peito de moça desabrochando.
Em meus devaneios poético-sofístico-dramáticos, quando mastigo castanha assada, é como se mastigasse quintais ou inalasse a década de 60. Assim como sinto uma sensação de funeral quando polvilho orégano e associo quiabo a seis horas da noite. Sou um fuxiqueiro de minhas sinestesias poéticas.
Fundo de quintal foi tudo na minha infância. Era o meu paraíso. A ventania, o alvoroço das árvores, o cricrilar dos grilos em sintonia com o tremeluzir das estrelas. O cheiro de perfume e cigarro que escalava a ladeira do cabaré lá embaixo. Reunião de gatos, o desfile das galinhas… Fundo de quintal foi a minha primeira aula de leitura do mundo.
Na qualidade de abertura oficial dos festejos de momo da Vitória de Santo Antão, acontece no próximo dia 02 de fevereiro, a partir das 11h, no Restaurante Gamela de Ouro a 8ª edição da Feijoada da ABTV. O encontro congrega toda comunidade carnavalesca antonense. Reuni também artistas locais, atrações dos blocos e orquestra de frevo. Para participar, basta comprar uma pulseira/ingresso ao custo de R$ 20,00 com os diretores de blocos.
No Tempo Voa Vídeo Carnaval de hoje, relembramos o desfile da Agremiação Carnavalesca “Bloco Energia”, em 1993. Aliás, essa ocasião, foi o primeiro desfile de um trio elétrico no nosso carnaval. Veja o vídeo:
O frevo me arrepia as cerdas do coração. Lembra-me o tempo de eu menino. Abstraído, vou andando pela calçada, com medo de me perder na multidão. Fui passista de rua; hoje, sou passista do ar.
Nos próximos dez dias – até o dia 31 de janeiro – estaremos intensificando nossa campanha para renovação e novas celebrações de parcerias publicitárias para a SAUDADE 2019 – apoios e patrocínios. Para as empresas e/ou profissionais liberais, que desejam divulgar seu produtos/serviços, nossa agremiação, indiscutivelmente, se configura como um bom veículo de comunicação. Assim sendo, nos colocamos a disposição para as devidas apresentações dos planos de mídia. Para maiores informações entre em contato pelo zap (9.8654.4281) que iremos até você. Com toda certeza acharemos um plano que caberá no orçamento na sua empresa.
Você NÃO está embriagado! É isso mesmo, são 100 CAIXAS DE CERVEJAS para o grupo de Virgens mais irreverente! Já pensou? Se divertir, soltar a franga, reunir os amigos e ainda ganhar 100 CAIXAS DE CERVEJAS na abertura oficial do carnaval ?🍻😱 É Cerveja pro seu carnaval inteiro! . .
Para concorrer, você precisa reunir 10 amigos caraterizados de Virgens, com os crachás oficiais do bloco e soltar a franga!
Uma amiga do peito (ab imo pectore) postou no facebook que estava sentindo uma “saudade gostosa” no primeiro domingo do ano. Pois bem…
Saudade gostosa é poesia, é uma embriaguez natural, promovida por “droga” cerebral. O nosso sistema límbico é responsável pela memória emocional, por isso choramos nos sepultamentos.
O romancista francês Victor Hugo (1802-1885) definia a Melancolia como “a felicidade de ser triste”. Eu preferiria dizer que a Melancolia é a alegria de ESTAR triste. Porque SER triste não me parece sinônimo de Felicidade.
Já o jornalista e escritor carioca Carlos Heitor Cony, refletindo sobre o tema, revelou seu sentimento: Nostalgia é saudade do que vivi, melancolia é saudade do que não vivi.
Ávidos por algo diferenciado e motivador para brincar o carnaval de 1950, um grupo de “corrioleiros” (amigos), teve a inusitada ideia de “roubar” a girafa alegórica usada como símbolo do Armazém Nordeste – A Girafa Tecidos (casa comercial situada na Praça da Bandeira). Discretamente a missão foi cumprida com sucesso, e o produto do ilícito sorrateiramente recolhido à Oficina Atômica, de propriedade de Zé Palito.
Reunião marcada, corriola reunida, bebidas servidas, discursos proferidos: estava fundada a Troça Carnavalesca Mista A Girafa. Oficialmente a data da fundação é 16/01/1950, como consta em Ata lavrada à época.
A primeira Diretoria ficou assim constituída:
– Presidente: José Mesquita de Freitas (Zezinho Mesquita); – Vice-Presidente: José Augusto Férrer; – Secretário: José Jacinto; – Diretor Geral: José Celestino de Andrade (Zé Palito); – Orador: Mauro Paes Barreto; – Tesoureiro: Aluízio Férrer; – Diretor Musical: Paulo Férrer; – Fiscais: João Carneiro (Doido) e Hugo Costa; – Diretor Artístico: Nivaldo Varela; – Porta-Estandarte: Wilson Coelho (O Bruto); – Comissão de Recepção: Donato Carneiro, José Pedro Gomes, Eliel Tavares, José Vieira (Zequinha), Rubens Costa e João Peixe.
Após o carnaval, sanadas as arestas geradas por conta de “roubo” do animal símbolo de Armazém Nordeste, ficou devidamente acordado entre as partes que a alegoria em questão, seria emprestada anualmente pela referida loja e posteriormente devolvida em perfeito estado de conservação. Anos após, a diretoria mandou confeccionar sua própria Girafa, símbolo maior e marca-registrada dos girafistas até os dias atuais. Vale enfatizar que a Girafa é a única agremiação da cidade a participar de todos os carnavais desde sua fundação.
Durante anos e já na condição de Clube, abnegados foliões conduziram os destinos da folia girafista e suas alegorias foram montadas em diversos locais da cidade, até que me 1986 foi concluída a construção do um moderno e amplo barracão, localizado à Rua Eurico Valois (Estrada Nova). O citado barracão não foi festivamente inaugurado, em face do falecimento de Dona Jura. Tão girafista quanto seu marido, Mané Mizura.
As apresentações ocorriam nas manhãs de domingo e terça-feira de carnaval, saindo da Praça Félix Barreto, no Bairro do Livramento. Acordes do famoso hino e gigantesca queima de fogos sinalizavam o início de mais um desfile. Clarins anunciavam a presença do Clube na ruas da cidade e o abre-alas era composto do animal símbolo e de foliões devidamente caracterizados de Girafa. Belas e criativas fantasias compunham as alegorias, geralmente inspiradas em temas infantis. Transcorridas alguma horas, o percurso era alegremente cumprido. Novo show pirotécnico, frevo e muita confraternização, fechavam com risos e lágrimas mais um dia de exaltação à Girafa.
Três estandartes saíram às ruas da cidade durante mais de cinco décadas de existência. Inúmeras orquestras animaram os girafistas. Dentre elas: A Venenosa, 3 de Agosto e a do Maestro Seminha de Limoeiro. O hino oficial é: Exaltação à Girafa, composto por Guga Férrer (letra) e Sérgio Patury (música), gravado na voz de Babuska Valença.