“Balas” para a guerra de mentirinha……

Recentemente, ao caminhar pela calçada do prédio que um dia já deu morada à piscina da AABB, encontrei essas preciosidades. Com raridade, também as encontro na Praça  3 de Agosto, no bairro do Livramento. Automaticamente – as mesmas – transportam-me ao tempo pretérito, vividos, na qualidade de maloqueiro, no Pátio da Matriz. Por lá, existam aos montes.

Coletava-as para fazer estoque e assim usa-las na vantagem, como “bala” de “badoque de liga de dinheiro. A armação do mesmo era de arame de “biliro de cabelo”. ficava tudo perfeito. Era tiro para todos os lados.  Qualquer dia,  irei testar minhas habilidades do passado, na construção desse instrumento de “guerra/brincadeira”.

Momento Cultural: ASAS DO CORAÇÃO – Por Egidio T. Correia.

Um poeta tem FOGO no cérebro,
Tem ASAS no coração,
Um foguete espacial
Quando chega inspiração.
Trouxe consigo um destino,
Viajar no infinito
Estando alegre ou aflito,
Quando tem, ou não, razão.
Seu combustível é um verso
Estreitando o universo
Polindo imaginação.
Ou pra registrar sentimentos
Com a caneta na mão.

Egidio T. Correia é poeta.

O coração que ri – por Sosígenes Bittencourt

O sofrimento é um prolongamento da dor, ele sobrevive à dor. Sofrimento é deixar de agradecer pelo amor recebido e resmungar pelo amor que deixou de receber.

Pessoas que amam a vida são pessoas que agradecem e, por isso, são pessoas calmas. A calma promove harmonia, porque a calma organiza a vida. E um dos benefícios dessa postura diante da vida é fundar no convívio a esperança.

O coração que ri não dá asas ao sofrimento porque palpita desesperança.

Sosígenes Bittencourt

“Vamos Dançar Forró”: música de Aldenisio Tavares – canta Vivia Santos.

Na estrada musical há quinze anos, a versátil cantora Vivia Santos está com trabalho novo na praça. Trata-se da música “Vamos Dançar Forró”! Após passagem pelas bandas Siri-Love, Anjo Bem, Banda Astro, entre outras, Vivia, em parceria com o compositor vitoriense Aldenisio Tavares, quer “estourar” nesse São João – como se diz no jargão popular.

A música carro chefe do seu trabalho – VAMOS DANÇAR FORRÓ – é uma das mais de duzentas já compostas por Aldenisio Tavares que, diga-se de passagem,  tem seu nome já inscrito na galeria dos “imortais” da AVLAC (Academia Vitoriense de Letras, Artes e Ciência), defendendo o legado do influente e ilustre antonense, Nestor de Holanda.

 Com uma pegada quente a música – “Vamos Dançar Forró” –   tem conteúdo hiper atualizado, isto é retrata o cotidiano das novas tecnologias, evidentemente, sem desprezar o tradicional e o regional. Ou seja: o “roncar” da sanfona, à batida forte do zabumba e o inconfundível tilintar do triângulo.

Segundo o compositor “é sempre bom arrumar novos parceiros. Já tive minhas músicas gravadas pela Orquestra Super Oara, Vanildo de Pombos, o mestre Duda da Passira, pelo sempre lembrado Pierre e tantos outros. Espero que a Vivia também consiga seu “lugar ao sol”, nesse concorrido mundo artístico”, pontuou Tavares.

Para Vivia, que conheceu  o Aldenisio pelas mãos do seu esposo, companheiro de trabalho do compositor, espera poder traduzir, no palco, todo sentimento da música. Disse ela:  “ me deu uma felicidade imensa gravar essa música….Ela não sai da minha mente”. Veja o vídeo com clip da música.

 

 

 

 

 

Articulação: “Lixo Zero do Elo Social”…..

Na qualidade de articuladoras e divulgadoras de um projeto inovador nas questões sociais, recentemente, recebi na nossa redação as amigas Isabel e Jaidenise. Elas, que militam na área social, buscam novas parcerias para efetivação do arrojado projeto que já funciona em outras regiões do país. Abaixo, segue algumas informações.

O projeto, que é nacional, prevê em Pernambuco,  em sistema de consórcios, para atender as necessidades de todo o Estado. O projeto cooperativas de trabalho e ofertas de cursos de capacitação para população necessitada.

 O que é

O programa “Lixo Zero do Elo Social” que promete revolucionar todo sistema de coleta de lixo, tratamento e destinação de resíduos sólidos do país.

RESULTADOS: Cooperativas e cursos Nas regiões com cem mil habitantes está prevista a constituição de uma cooperativa de trabalho, franqueada pela CTF e pelo CTT do local. Serão oferecidos cursos de tapeceiro, decorador e restaurador, a ser ministrado pelo Sindicato dos Trabalhadores em Decoração e Tapeçaria, SINDETAP – para 180 participantes que, preferencialmente, terão que ser indicados pelos assistentes sociais dos municípios do consórcio empresarial das usinas. Com 45 dias de aulas teóricas, os participantes que estudam apenas dois meios períodos por semana, passarão a ter as aulas práticas, e assim ficarão capacitados para atuar no reaproveitamento das mobílias jogadas nas ruas e recolhidas pelas prefeituras. E isto já passa a gerar renda a todos os participantes do curso que irão trabalhar em forma de cooperativa.

 Após a conclusão do curso que levará dez meses é feita uma assembleia geral, na qual, os 180 participantes votarão entre si, e os 40 mais bem votados permanecerão na diretoria da cooperativa, e os demais se tornarão empregados da própria cooperativa ou integrarão o mercado de trabalho. Dada à parceria que mantemos com o SEBRAE, os formandos terão acesso a uma linha de crédito como pequenos empreendedores, o que possibilitará a construção da cooperativa ou a montagem de uma empresa de tapeçaria própria. Como o Programa Lixo Zero Social 10 prevê que os CTTs irão doar equipamentos necessários ao funcionamento dessas cooperativas, como o fornecimento de maquinários, uma prensa, um trator e um triturador, a futura cooperativa não terá custo para os cooperados com a aquisição de equipamentos.

Informações com assessoria.

Momento Cultural: A ILUSÃO – por José Miranda

Para vivermos nós contentes pela vida
sem essa mágoa que tortura tanto a gente
da culpa de Eva no Édem, um dia nascia.
O Senhor deu-nos a ilusão constantemente.

Quanto seria: a alma por tudo entristecida
e o coração ensimesmado e até doente
se a ilusão fosse deste pélago banida
se não houvesse, não o sonho doce e ingente!

De assalto sem se esperar conta do destino
a ilusão toma para nos dar prazer na dor
para nos fazer o espiamento pequenino.

Da nau de crença a vela enfuna com vigor
e fortifica quando sofre, o coração:
toda beleza está da vida na ilusão.

José Tiago de Miranda, vitoriense, nascido a 9 de junho de 1891 e faleceu a 29 de maio de 1960. Foi professor primário na Vitória, em Moreno e em Limoeiro, exercendo, em todas as cidades, o jornalismo. Foi proprietário e diretor de O LIDADOR a partir de 1932 até sua morte. Cronista, poeta e jornalista de alto valor. Seus filhos (Ceres, Péricles e Lígia) reúnem em volume muitas de suas crônicas e poesias, em livro “Antologia em Prosa e Verso”, comemorando o centenário de seu nascimento, aos 9 de junho de 1991. Do casamento, com D. Herundina Cavalcanti de Miranda, houve ainda um filho, Homero, falecido logo após a morte do Prof. Miranda.

NO BAR DA COCHEIRA – por Sosígenes Bittencourt

O Bar da Cocheira fica como quem vai para o Matadouro. É uma casa de família. O barzinho é um fundo de quintal, de dona Léo de Zé Pedreiro. Quando bate a tardinha, sobe aquele aroma adocicado de chiqueiro de porco, relembrando a década de sessenta. Zé Pedreiro não diz nadinha, pai das meninas, de mulheres diferentes, todas contentes. A mais velha deve ser Maria de Nazaré, loirinha, meio sofrida por uma paixão que se acabou. Na televisão, toca até Zezo dos Teclados, com aquela gemedeira romântica que faz a mulherada querer beijar na boca. Tem dobradinha, quiabada, sarapatel, tripinha de “pôico”, tudo no estrinque. Chega dá vontade de tomar uma lapada de cachaça e passar a boca na manga da camisa. Todo ser humano tem um maloqueiro dentro do peito. Sobretudo se nasceu no interior, no tempo que fazer sexo era pecado e urinar na rua era falta de educação. Deus me defenda! No tempo que mulher da vida chamava-se rapariga e tinha mais vergonha na cara do que a geração de Malhação. Morreram quase todas. Outro dia, eu vi Maria Guarda-Roupa.

O Bar de dona Léo fica lá na esquina, como quem vai para o Matadouro. As meninas descem da Faculdade e vão beber cerveja. Tem até estudante de Pedagogia. Umas meninas sabidas, falantes, de batom, cabelo na escova e sandália de dedinho. Se não fosse isso, a vida seria muito chata.

Sosígenes Bittencourt

O eleitorado da Vitória também continua mau humorado!!!

 

Por mais que haja inúmeros interesses em jogo, sobretudo para os que teem capacidade de raciocinar “fora da caixa”, à notícia de que a popularidade do presidente Jair Bolsonaro, nesses primeiros três meses de gestão, tenha sofrido uma retração, de tudo, não é apenas fruto das chamadas “conspirações”.

Eleito basicamente na esteira do mau humor do eleitorado  contra o desgoverno e robalheira do PT, a maioria dos brasileiros que hipotecaram voto no  “Capitão”, necessariamente, não eram e nunca foram seus “fãs de carteirinhas”. Votaram nele  não pelas suas qualidades, mas sim pelo conjunto de defeitos do seu oponente.

Como os principais  vetores  desse mau humor do eleitorado continuam ativos – economia estagnada e desemprego nas alturas – o votante mantem-se  abusado com a classe política, seja ela na esfera federal, estadual ou municipal. Ao que parece esse “clima azedo” do eleitor  chegará  em 2020 – ano das eleições municipais – em ebulição.

Em nossa Vitória de Santo Antão –  que não é uma ilha –  não poderia ser diferente. Se bem avaliado, tomando como base a eleição municipal de 2016, um terço do eleitorado da cidade já decidiu que os tradicionais grupos políticos locais – vermelho e amarelo -, antagônicos entre si, mais siameses nas práticas, não servem mais para governar a cidade. Basta imaginar, contudo,  que o prefeito Aglailson Junior foi eleito,  em 2016,  contra a vontade de dois terços do eleitorado antonense. Ao seu favor, hoje, o mesmo dispõe de algum tempo para  governar, até do próximo  pleito,  e uma “caneta com tinta” para mudar a situação.

Com as novas regras eleitorais em vigor,  a partir do ano vem, no que se refere à eleição proporcional (vereadores), um novo jogo estar para ser jogado. Sem a permissão dos partidos se coligarem “em baixo” (legislativo), os atuais vereadores, inevitavelmente, perderão autonomia para negociarem “seus votos”. Para “cantar de galo”, como alguns faziam,  se faz necessário montar um partido para si, o que convenhamos, não é uma tarefa das mais fáceis. Assim sendo, para os vereadores (de mandatos) garantir-se na disputa serão obrigados a se “engalfinharem” no mesmo partido.

Nesse contexto, porém, candidatos com bom potencial de votos – os chamados “quase vereador” – deverão se alinhar em partidos que não tenham vereador de mandato disputando. Se assim o fizerem – deixando de ser calda –,  terão muito mais chance de lograr êxito na disputa. Já para os candidatos que desejam entrar na corrida  majoritária (prefeito) – se realmente quiserem participar do jogo eleitoral pra valer –  deverão os mesmos se alinhar em uma candidatura única,  e com  apenas uma  chapa de candidatos à Câmara.

Dispersos e fraturados serão meros “candidatos olímpicos”. Essas são as minhas impressões, no cenário de hoje………

ABLOGPE: comunicação em debate…..

Durante todo o dia do sábado (13) um grupo de blogueiros que compõe a diretoria executiva da ABLOGPE – Associação dos Blogueiros do Estado de Pernambuco – discutiu, analisou e deliberou questões atinentes à instituição assim como o contexto das novas ferramentas na comunicação de massa.

Na chamada sociedade “líquida” – detalhada pelo sociólogo Zygmunt Bauman (recém-falecido, aos 91 anos) – tudo muda com rapidez. Assim sendo, entender esse deslocamento de conceitos que, na prática,  se revelam no comportamento das pessoas nos mais variados grupos sociais é um dos grandes desafios para aqueles que desejam se comunicar bem. Já dizia o velho guerreiro, Chacrinha: “ quem não se comunica, se trumbica”.