NO TEMPO DE EU MENINO – MÊS DE MAIO – por Sosígenes Bittencourt.

 


O mês de Maio sempre foi um mês dedicado à mulher. Mês de Maria, de se celebrar o namoro e o noivado, místico período entre os prazeres da carne e o sacrifício do espírito, o desregramento e a temperança, a fornicação e a castidade. Mês de se respeitar a mãe e desobedecer-lhe. Recebido com ovação, o Papa veio condenar tudo que é vontade do corpo e seduz o cérebro. Lembra-me O Êxtase de Santa Teresa D’Ávila, trespassada pela seta de um anjo, magnificamente burilada por Bernini, no século XVI.
Quem danado aguentava, em Vitória de Santo Antão, embora calma, sem os agitos nem a desobediência reinante de hoje, controlar-se, com a popularização da minissaia? De repente, quando não se podia ver um tornozelo, lá estavam os joelhos das meninas do Colégio Municipal e do Colégio das Freiras à mostra. Naquele tempo, o desejo vinha embalado pelas músicas de Roberto Carlos, Renato e seus Blue Caps e The Fevers, o que emoldurava o apetite com uma vaga sensação de amor. Ninguém sabia exatamente o que estava acontecendo, porque a Medicina ainda não mapeara o cérebro e a endocrinologia cabia em algumas folhas de caderno. Mas, só Deus sabe o quanto a enxurrada de hormônios fustigava a pele da adolescência de tanta emoção. Os namoros eram na calçada, fiscalizados, com hora marcada. Cinema, só com acompanhante, geralmente um irmãozinho bobo, comedor de bombom, mas fuxiqueiro, cujo perigo residia em contrariá-lo. Os cinemas eram o calorento Cine Braga e o inesquecível Cine Iracema, espaçoso, onde se podia procurar um lugar mais reservado para beijar. Todo mundo ficava tomado, neste mês de maio, de uma expectativa de noivado, casamento e maternidade. Festejava-se a mãe, a namorada e se fazia plano para o futuro. Chegávamos a imaginar como seriam nossos filhos. Se pareceria com a mãe ou seria uma escultórica mistura dos olhos de um com o nariz do outro. Eita, mundo velho!
Sosígenes Bittencourt

Pitú conquista certificado de empresa verde e lança nova campanha para o Mercado Internacional

O Selo Verde é destinado a empresas brasileiras que potencializam a valorização humana e a sustentabilidade, tornando-se um grande diferencial competitivo no Exterior

Sendo a maior exportadora de cachaça, ocupando posição de liderança em países como Alemanha, Estados Unidos e Canadá, a PITÚ sempre percebeu a importância que os seus consumidores dão em relação às questões socioambientais. Tanto aqui no Brasil, quanto no exterior, cresce o número de consumidores que buscam marcas e empresas que estão genuinamente engajadas com iniciativas de preservação e proteção ao meio ambiente.

E a PITÚ, em seus mais de 80 anos de mercado, sempre teve o seu crescimento baseado nas boas práticas, que antes poderiam ter uma finalidade mais econômica e hoje se mostram como soluções de grande importância para o meio ambiente.

Um bom exemplo, são as garrafas retornáveis, que existem desde a década de 60 e tinham como objetivo reduzir os custos na aquisição de embalagens. Hoje, com soluções nas áreas de produção e logística, a PITÚ conseguiu consolidar uma operação que utiliza 94% de garrafas retornáveis. Outro exemplo, surge no início da década de 90, quando a empresa, preocupada em garantir um de seus principais insumos, que é a água, iniciou seus investimentos na área de tratamento de efluentes. Atualmente, com os novos investimentos realizados na ampliação e modernização do sistema de tratamento de efluentes, a PITÚ consegue retornar mais de 80% de toda a água captada do Rio Tapacurá, sendo 40% dessa água retornada ao rio para ser usada pela comunidade local e 40% usada nas lavagens de garrafas.

Com as terceiras e quartas gerações assumindo a direção da empresa, estas iniciativas que antes eram pontuais ou focadas em resolver problemas somente de produção, passaram a ser tratadas como uma responsabilidade da empresa com a sua região e a sociedade.

Desde então, o Engarrafamento PITÚ intensificou seus esforços socioambientais e nos últimos anos investiu mais de R$ 3 milhões num plano estratégico de sustentabilidade que está organizado em cinco pilares, que são: gerenciamento da água, reciclagem, reflorestamento, educação ambiental e preservação cultural e histórica.

As iniciativas já existentes, unidas a um plano estratégico de sustentabilidade, tiveram como consequência a conquista doSelo Verde, na categoria Ouro, no qual o Engarrafamento PITÚ será certificado pela organização ambiental Ecolmeia.

Para obter este reconhecimento, a organização Ecolmeia constatou que a empresa está em plena conformidade com as práticas ambientais previstas na Política Nacional de Resíduos Sólidos, instituída pela Lei n° 12.305/10, além da responsabilidade sociocultural que envolve toda a cadeia produtiva de cachaça e as comunidades do entorno da fábrica.

21/07/2008-Vitória de Santatão-Recife Fabrica da Pitú,Diretora Vitória
Foto:Wellington Cerqueira

Maria das Vitórias Cavalcanti, diretora de Exportações e Relações Institucionais da Pitú, explica que um dos requisitos mais relevantes para a indústria ter conquistado o Selo Verde é o retorno ao parque fabril e o reaproveitamento de 90% dos resíduos sólidos que são produzidos em todas as etapas do processo de produção da cachaça, incluindo as garrafas de vidro, as latas de alumínio, os rótulos das embalagens e até as tampas das garrafas. “A Pitú atende a todas as legislações ambientais. Desde a década de 1960, bem antes da vigência da Política Nacional de Resíduos Sólidos, a empresa adota práticas sustentáveis adequadas, a exemplo da Estação de Tratamento de Efluentes (ETE) e da Central de Resíduos Sólidos”, explica Maria das Vitórias.

Recentemente, a Pitú investiu R$ 1,6 milhão somente na equalização do tratamento de seus efluentes, com a aquisição de modernos equipamentos que proporcionam mais eficiência na reciclagem de resíduos líquidos e sólidos.  No Brasil, 120 organizações já integram a rede de certificadas pelo Selo Verde Ecolmeia e já são multiplicadoras de boas práticas socioambientais.

Com a conquista do Selo Verde, a empresa se motivou a ampliar suas iniciativas e agregou duas novas ações no pilar social. A empresa está apoiando o Instituto Vitória Humana, que acolhe crianças e adolescentes em Vitória de Santo Antão e também irá promover a educação ambiental aos estudantes do ensino médio da cidade, através de visitas dirigidas ao Centro de Visitação da empresa, situado na própria fábrica.

E, para completar o pilar da preservação da história e cultura da cachaça, a PITÚ também passa a apoiar o Projeto Golfinho Rotador da Ilha Fernando de Noronha, lugar que é considerado, historicamente, o berço da cana de açúcar no Brasil.

Campanha internacional – Todas estas iniciativas geraram a oportunidade para a criação de uma nova campanha publicitária da PITÚ, baseada em Branded Content e com foco especial para o mercado internacional. Uma campanha que será lançada no mês de junho e apresentada, com exclusividade, no próximo dia 16 de maio, cujo objetivo é divulgar os cinco pilares que fazem da PITÚ uma empresa com espírito verde.

TUDO É HISTÓRIA – ESCREVEU RONALDO SOTERO

SHALL NOT PERISH (não perecerá ) – Esse é o lema do porta-aviões Abraham Lincoln, da Marinha americana, ora ancorado a 2 mil quilômetros do Irã, depois de ter cruzado o Canal de Suez. A extraordinária máquina de guerra transporta 5 mil homens e 90 aviões, inclusive helicópteros. É movido a propulsão nuclear, dois reatores nucleares que permitem ao porta-aviões navegar até 20 anos sem reabastecimento. Em geral, ele não viaja sozinho. Recebe o suporte de outras embarcações e, se necessário, os submarinos nucleares, chamados de armas do Apocalipse, o Michigan, por exemplo, equipado com ogivas nucleares capazes de destruir 24 cidades simultaneamente. Resolvem o que a aviação embarcada não consegue. Esses submarinos, de uma frota de 14, disparam em menos de um minuto diversas ogivas atômicas. Apenas um desses na Península Asiática, fez o ditador Jong desistir de ameaçar aliados americanos, como o Japão e Coreia do Sul.
Além do Abraham Lincoln , existem outros onze estrategicamente situados em todo o mundo, prontos para uma resposta rápida e devastadora, além de armas secretas que só num conflito de ampla abrangência serão empregadas.
A expressão SHALL NOT PERISH (NÃO PERECERÁ ) foi inspirada no discurso do presidente Lincoln no cemitério de Gettysburg, em 19/11/1863, na homenagem aos soldados da União mortos na Guerra da Secessão (Norte e Sul), em que morreram 600 mil americanos.O discurso é uma rara peça de concisão na oratória : tem apenas 272 palavras. 0 presidente Abraham Lincoln (1809-1865), um lenhador que chegou à Casa Branca, é um dos mais admirados dirigentes dos Estados Unidos até hoje. Outro é o presidente Franklin Roosevelt e, por último, o presidente John Kennedy.  TUDO É HISTÓRIA!

Ronaldo Sotero

13 de maio – Princesa Isabel – por Lucivanio Jatoba.

DURANTE MINHA ÉPOCA DO GINÁSIO TRÊS DE AGOSTO

Comemorava-se, efusivamente, o dia 13 de maio. Havia palestra sobre a Princesa Isabel e os horrores que foi a Escravatura no Brasil.
Recordo bem que alguém recitou, em 1963, o poema extraordinário , de Castro Alves, O Navio Negreiro. Choramos! Versos que denunciavam feroz e inteligentemente o tráfico de escravos.
Lembro ainda de Albérgio Maia, um jovem recifense genial, recitando O Navio Negreiro, na TV Canal 2, naquele ano de 1963.

Viva a Princesa Isabel!

Lucivanio Jatoba

 

Momento Cultural: ASAS DO CORAÇÃO – Por Egidio T. Correia

Um poeta tem FOGO no cérebro,
Tem ASAS no coração,
Um foguete espacial
Quando chega inspiração.
Trouxe consigo um destino,
Viajar no infinito
Estando alegre ou aflito,
Quando tem, ou não, razão.
Seu combustível é um verso
Estreitando o universo
Polindo imaginação.
Ou pra registrar sentimentos
Com a caneta na mão.

Egidio T. Correia – poeta

ESTUDADO PORTUGUÊS – por Sosígenes Bittencourt

(O verbo “SUICIDAR-SE” é um PLEONASMO?)

O verbo “suicidar-se” vem do latim sui (“a si” = pronome reflexivo) + cida (= que mata). Isso significa que “suicidar” já é “matar a si mesmo”. Dispensaria, dessa forma, a repetição causada pelo uso do pronome reflexivo “SE”. Ou seja, “ele suicidou” em vez de “ele SE suicidou”.

É importante lembrar que as palavras terminadas pelo elemento latino “cida” apresentam essa ideia de “matar”:
formicida – que mata formiga;
inseticida – que mata inseto;
homicida – que mata homem.

Voltando ao verbo “suicidar-se”, se observarmos o uso contemporâneo deste verbo, não restará dúvida: ninguém diz “ele suicida” ou “eles suicidaram”. O uso do pronome reflexivo “se” junto ao verbo está mais que consagrado em nosso idioma. É, na verdade, um PLEONASMO IRREVERSÍVEL.

Numa história que é contada pelo grande ator, compositor, escritor e poeta Mário Lago, do seu livro 16 Linhas Gravadas, entre outras histórias, encontra-se a do professor de Português que se mata ao descobrir a traição de sua amada esposa Adélia. Deixou escrito na sua mensagem de despedida: “ADÉLIA SUICIDOU-ME”.

Sosígenes Bittencourt

Instituto Histórico: mais uma parte da nossa história preservada!!!

“Pra todo canto que eu olho, vejo um verso se bulindo”, assim escreveu o poeta popular, Patativa do Assaré. No conteúdo dessas linhas, se bem avaliado, está a história da vida de cada um. Suas escolhas, sonhos, ações e suas consequências….

Dias atrás, ao encontrar o professor Pedro Ferrer no nosso Centro Comercial, ele foi logo me dizendo: “ vem cá, vê um uma relíquia que eu encontrei perdida aqui”,  e foi se dirigindo para a Rua 15 de Novembro. Antes mesmo de chegarmos ao local desejado ele foi logo me dizendo: “ um poste inglês, remanescente da primeira eletrificação da cidade”.

Inquieto, no bom sentido da palavra, dias depois, estava o professo Pedro me ligando para comunicar-me que, após a devida autorização, estava “arrancado” o dito poste do local de origem para “planta-lo” na calçada da “Casa do Imperador”, ou seja: doravante, o mesmo  será mais uma peça do museu do nosso Instituto Histórico.

Realcemos, porém, que até o início da década de 20 (1920) nossa “aldeia”, à noite, era iluminada apenas pelo luar e pelos candeeiros, tanto dentro das casas quanto na chamada Iluminação Pública. A inauguração da primeira eletrificação da Vitória de Santo Antão só veio a ocorrer no dia 15 de novembro de 1922, pelo então prefeito João Cleofas de Oliveira.

Assim sendo, graças ao “olhar” diferenciado do professor Pedro, no qual, antes,  muitos só enxergavam um “esquecido” poste velho e enferrujado, doravante, o mesmo será “peça-chave” para entendermos o processo evolutivo da nossa cidade, no que se refere ao seu desenvolvimento econômico e social. À época – 1922 – todos esses postes foram importados da Inglaterra.

Eis aí, portanto, entre tantas, mais uma contribuição à história da nossa Vitória De Santo Antão protagonizada pelo filho de “Seu” Ferrer e “Dona” Áurea que,  depois de estudar e morar fora do País,  retornou ao seu torrão para contribuir,  somar e fazer a diferença…….

Show de Humor – Solo de Dois – sexta, 17 de maio – 20h – Auditório Faintvisa

O Espetáculo “Solo de Dois” acontecerá no  Auditório Professor José Aragão (Faintvisa), na próxima sexta,  dia 17 de maio. A apresentação segue o formato do pocket show Stand Up Comedy, consagrado  nos EUA e é sucesso por onde passa – teatros, bares  e casas noturnas do Mundo inteiro. O show de humor é apresentado pelos humoristas Flávio Andrade “O tabacudo” e Ítalo Sena “O Leigo”.

Rafael Rachide – contatos –  81 9 9711 2120 WhatsApp.

LIVRO DA SEMANA – Sugestão : Ronaldo Sotero.

REPÓRTER
O jornalista americano Seymour M. Hersh, 82 anos, durante meio século participou intensamente de grandes decisões e momentos tensos na história política americana. Trabalhou nos principais jornais do país, e envolveu-se em várias polêmicas . Ao longo de 384 páginas, lançamento da Editora Todavia, autor narra suas memórias em linguagem objetiva e documental, além de fotos .Quem tiver o interesse em desfrutar da leitura de texto com conteúdo imprescindível para entender os dias de hoje, consequência desses últimos 50 anos, encontrará muitas respostas . Conhecerá o poder que a palavra escrita exerce na comunicação.
Vale conferir!

Ronaldo Sotero

Momento Cultural: Visitando o Nosso Colégio – ALBERTINA MACIEL DE LAGOS

(confrontando Luís Guimarães Filho no seu soneto: “Visita a casa paterna”. Composto para o Colégio Nossa Senhora da Graça na fundação do dia da “ex-aluna”, em 9 de julho de 1947)

Como ao porto quando voltam as jangadas
após bem forte e cerrado temporal,
rever, quisemos, num elo fraternal,
o nosso Colégio de emoções sagradas!

Chegamos!… Ao nosso encontro maternal,
vem Madre Superiora muito amada
que, sorridente, instituem, mui dedicada,
da ex-aluna o áureo dia magistral!

Entramos!… – Era esta a sala de estudo!…
Oh! a Capela!… ali, o açude!… e, de tudo,
sentimos que a Saudade a alma nos invade!

Ei-las, as boas Mestras!… as caras companheiras!…
revemo-los, hoje, alegres, prazenteiras…
e, de Gratidão, quem palpitar, não há-de?…

(SILENTE QUIETUDE – ALBERTINA MACIEL DE LAGOS – pág. 42).