Introjeção de norma e castigo – por Sosígenes Bittencourt.

Antigamente, a juíza da infância e da adolescência era a mãe. Isso foi no tempo da palmatória. Escreveu, não leu, o pau comeu. Embora ninguém questionasse o valor da chinelada na educação doméstica, não me lembro de criança castigada com injeção letal.

A criança precisa entender que está sendo castigada porque descumpriu normas que precisam ser introjetadas, regras que precisam ser aprendidas, não por irritação, autoritarismo ou abuso da força paterna. Ninguém bate em criança por amor à criança, bate com raiva da criança. Ninguém mata um estuprador por amor ao estuprado, mas por ódio do estuprador.

Introjetamos normas com medo do castigo, mas isso não credita a todo castigo a melhor forma de promover a introjeção da norma.

A criança precisa entender o motivo pelo qual está sendo castigada, não pode concluir que está sendo castigada pelo ódio dos pais, pelo capricho dos pais, pela força maior dos pais. Isto seria como treiná-las para odiar.

Sosígenes Bittencourt

Momento FAMAM – Faculdade Macêdo de Amorim.

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Apelidos Vitorienses: CAPITÃO BIU

Seguindo a tradição popular da nossa região, todo “Severino” é “Biu”. Mas, convenhamos, que não é todo “Biu” que recebe a patente de “Capitão”, muito menos ser possuidor de habilidades e coragem que possam transforma-lo num artista admirado e reconhecido,  dentro e fora do seu País.

O Severino José de Araujo –  internacionalmente conhecido por “Capitão Biu” –   é mais um vitoriense que ficou mais conhecido pelo apelido do que pelo próprio nome. Desde jovem o nosso amigo Severino era apenas mais um “Biu”.

A “patente” de Capitão lhe foi concedida pelo fato de, junto com seus irmãos, protagonizarem  perigoso e arriscado espetáculo chamado de “Globo da Morte”, no qual motociclistas circulam,  simultaneamente,  dentro de um minúsculo globo de ferro em diferentes sentidos,  deixando a plateias no mundo inteiro com o coração na mão.

Assim sendo, hoje, mesmo depois de não mais praticar o referido espetáculo, o nosso amigo Severino José de Araujo continua sendo tratado pelo nome “artístico”. Na maioria dos casos até o próprio apelido “Biu” é deixado de lado, sendo lembrando apenas por “Capitão”. Esse apelido, portanto, é mais um que fica catalogado no nosso projeto cultural que atende pelo nome de “Apelidos Vitorienses”.

4ª Festa da Saudade – Super Oara – 24 de agosto – no “Leão”.

Ao som dos clássicos musicais e das boas e inesquecíveis canções acontece a FESTA DA SAUDADE. Esse ano, 2019, chegando para sua quarta edição. Portanto, para quem gosta de curtir com a família, rever amigos e principalmente dançar o dia 24 de agosto deve ser reservado ao referido evento. Reserva de mesas e camarotes apenas comigo (Pilako), pelo zap 9.8333.5890.

SERVIÇO:

Evento: 4ª FESTA DA SAUDADE – Local: O LEÃO – Dia: 24 DE AGOSTO – Horário: 22 HORAS – Atrações Musicais: BANDA MADE IN RECIFE E ORQUESTRA SUPER OARA – Mesa para 4 pessoas R$ 280,00 –  Camarote para 8 pessoas R$ 450,00.

Momento Cultural: O HOMEM E A NATUREZA – por MELCHISEDEC

A ingratidão é condição própria do ser humano, ele raramente reconhece os benefícios recebidos.

A Natureza supre o homem de tudo que é necessário para se manter vivo, entretanto, existem seres humanos que recebem todas as dádivas e são incapazes de agradecer.

A Natureza oferece sem paga, cereais, frutas, vegetais, leite, ovos, açúcar, calor, frio, luz, chuva, sol, água e ar, necessários à vida. Sem ela não haveria luz, calor, frio, chuva, sol e brisa.

Infelizmente o ser humano esquece que a vida é um ato de doação e recepção. O ato de dar implica necessariamente no de receber, porque é dando que se recebe.

O homem envolvido cada vez mais na existência material esqueceu os propósitos da Criação, convertendo-se em ladrão das dádivas da Natureza, por isso, tornou-se transgressor das leis naturais e responsáveis pelos seus atos.

Para se redimir de suas faltas é necessário que procure, na medida do possível, tentar mudar nas criaturas e em si próprio a mentalidade retrógrada, sempre voltada para o mal, procurando o caminho da iluminação, construindo a paz e o bem estar comum, no seio da sociedade.

(VERDADES FUNDAMENTAIS – MELCHISEDEC – pág. 77).

SINFONIA INACABADA – por Sosígenes Bittencourt.

A mulher é a única Faculdade que não consigo concluir. É uma sinfonia inacabada. Há sempre um “senão”, uma “vírgula” etecetera. É um doce mistério, uma graça. É como se enlouquecesse sem perder o juízo, um cego cuja proa visionária vislumbrasse a luz. Por isso, me entrego ao que sei, e o resto, entrego a Deus.

Sosígenes Bittencourt

Hotel Fortunato – por Pedro Ferrer – presidente do Instituto Histórico.

Volto ao blog do Pilako. Há dias falamos da “casa de ferreiro com espeto de pau”.

Hotel Fortunato. De acordo com Aragão o Hotel Fortunato foi fundado em 1896. Não diz construído. Pouco importa. Nas minhas andanças pela madrugada a dentro deparei-me com o jornal “A Província”, de 22 de outubro de 1901, órgão do partido Liberal em Pernambuco. Aprofundei a pesquisa e minha curiosidade levou-me à seguinte matéria. “CIDADE DA VICTORIA – Novamente no seio deste bom povo victoriense, folgo de publicar as agradáveis impressões, que a sua generosidade e lhaneza tem produzido em meu espírito”

O missivista continua com rasgados e arraigados elogios a nossa cidade e a sua gente. Elogios ao senhor Fortunato e esposa: “o acolhimento benévolo, o tratamento captivante, que hei recebido do estimável sr. Fortunato, em cujo hotel me acho hospedado, impõem-se ao meu ilimitado reconhecimento – reconhecimento que devo tornar extensivo a sua exma. Esposa, por muitos títulos digna do maior apreço”. Por aí vai e continua se desmanchando em elogios ao casal e às instalações do hotel. “Agora mesmo o sr. Fortunato está ultimando a construção de dous prédios, chalets, – confornte à estação- em os quaes pretende definitivamente instalar-se”. Podemos concluir que em outubro de 1901 o Hotel Fortunato não estava concluído.

“ Esses edifícios – adequadamente feitos com espaçosas e hygienicas acomodações, vão assim constituir-se em breve n´uma das primeiras casas no gênero.”

O missivista conclui: “A cidade da Victoria, pela sua situação corographica e a natural bondade de seus munícipes, bem merece um logar distincto entre as suas irmãs deste estado, e é com prazer que prevejo o salutar impulso, que lhe imprimirá o novo hotel Fortunato”. (As. Ricardo Correia Lima, 21 de outubro de 1901).

E hoje? Por quanto anda o Hotel Fortunato? Quantas reuniões políticas, festivas, culturais e cívicas em suas dependências! Cleto Campelo quando por aqui esteve e parou, esticou o esqueleto em uma espreguiçadeira do seu terraço. Nele, Inácio de Lemos reuniu-se com João Cleofas e Thedomiro Valois Correa para engendrarem a ideia do nosso aeroclube. Em seu refeitório foram recepcionados os interventores Carlos de Lima Cavalcanti e Agamenon Magalhães. É longa a lista. Mais longa são a história e as recordações que guardavam aquelas paredes.

Bela construção, na mesma linha do chalet de Dona Isabela Paes Barreto, madrasta do padre Felix Barreto. Ambos, por nossa insensatez, em nossa memória, um monte de pó. Outras belas construções na cidade sofrem contínuas ameaças. A cupidez dos empresários e corretores não tem limite.

Pedro Ferrer 

Carnaval 2020: aplicativo dos “Monges em Folia” – por Rivaldo Felipe.

É com grande satisfação que lhes apresento o APP dos MONGES EM FOLIA – em fase de conclusão. Nessa plataforma,  teremos uma ferramenta para atender melhor o nosso folião no qual o mesmo poderá adquirir os kits – inclusive dividindo no cartão -, saber do nosso históricos – temas, homenageados e etc – esteja ele em Vitória ou qualquer parte do mundo. No próximo carnaval – 2020 – a Companhia dos Monges em Folia comemorará 22 anos de existência.

 Nesse aplicativo,  você folião, além de toda vantagem e rapidez,  terá a oportunidade de conhecer os “Monges” por dentro: membros da sua  diretoria, hinos oficiais e até se   associar ao grupo e ser um verdadeiro “mongeano”. Haverá, também, o  espaço reservado ao nossos parceiros e patrocinadores. Algo de vanguarda para Vitória e Pernambuco. Pioneirismo na “Folia Antonense”.

Segue o link do aplicativo que já pode ser baixado, inicialmente, e depois em definitivo na play store do google. Link – CLIQUE AQUI.

https://applink.com.br/mongesemfolia

Momento Cultural: NOTURNO DA PRAIA DOS MILAGRES – por José Tavares de Miranda.

Esses navios, que passam na noite,
são navios perdidos no além
são navios de piratas, marinheiro,
doudas fragatas que vão e que vêm.

São navios a vela
Bergantins, Brigues, Caravelas,
velozes, breves, fugazes,
perdidos para sempre sem roteiro.

Todos passam na amplidão do mar,
nessa noite escura de pressentimentos,
francamente alumiada por velhos candeeis.

Lá vão os piratas heroicos,
os que mancharam de sangue as águas com seus alfanjes,
os loucos comandantes abandonados, sem remissão,
alucinados no meio das águas,
nessa noite de incrível escuridão,
a procura de marujos naufragados
noutras noites de abandono, sem perdão,
pedindo à Mãe dos Navegantes
o encontro de saudosos irmãos.
Esses navios que passam, marinheiro,
são navios perdidos na além;
são navios de esquecidos guerreiros
que procuram, que buscam alguém.

(em TAMPA DE CANASTRA)

José Tavares de Miranda, vitoriense nascido a 16 de novembro de 1919, filho do Prof. André Tavares de Miranda. Fez os primeiros estudos na Vitória, sob os cuidados do seu genitor, e transferiu-se para o Recife, onde teve grande atuação na imprensa. Mudando-se para São Paulo, ali concluiu o seu curso de Direito (iniciado na Faculdade de Direito do Recife) na Faculdade de Direito do Largo S. Francisco, em 1939. Escritor, jornalista e poeta. Teve vários livros publicados inclusive de poesias, sendo estes últimos reunidos em um só volume: TAMPA DE CANASTRA. Faleceu em São Paulo (Capital) a 20 de agosto de 1992.

SAPATO CONGA – por Sosígenes Bittencourt

No tempo de eu menino, chic era calçar um Sapato Conga. Isso foi no tempo em que roubar era falta de educação. Hoje, se você desfila com um Tênis de marca, pode perder o pé. Nós éramos felizes e não sabíamos. Tudo que fazia vibrar o nosso coração, nós só pensávamos que era amor. Todo namoro parecia uma história de Romeu e Julieta. Isso foi no tempo do erotismo, quando imaginar era mais sensacional do que fazer. Não era o Conga da menina, era a menina do Conga.

Sosígenes Bittencourt