SAPATO CONGA – por Sosígenes Bittencourt

No tempo de eu menino, chic era calçar um Sapato Conga. Isso foi no tempo em que roubar era falta de educação. Hoje, se você desfila com um Tênis de marca, pode perder o pé. Nós éramos felizes e não sabíamos. Tudo que fazia vibrar o nosso coração, nós só pensávamos que era amor. Todo namoro parecia uma história de Romeu e Julieta. Isso foi no tempo do erotismo, quando imaginar era mais sensacional do que fazer. Não era o Conga da menina, era a menina do Conga.

Sosígenes Bittencourt

Na casa de “Seu” Nô Ferrer o espeto era de pau……….

“Casa de ferreiro, espeto de pau”. Ditado popular muito conhecido de todos que dispensa maiores explicações. Tem quem diga que houve uma alteração no sentido original dessa expressão. Sabidamente, o ferreiro fazia o espeto de pau por conhecer muito bem os efeito,  nas mãos, do aquecimento do ferro. Pelo sim ou  pelo não, segue um fato curioso, corrido na Vitória de Santo Antão de outrora,  envolvendo duas figuras importantes.

Corria o ano de 1955. Naquele ano Juscelino Kubitschek foi eleito presidente, juntamente com o vice-presidente João Goulart. Nesse período, as eleições para presidente e vice não tinham vínculos, ou seja, eram separadas. na ocasião, João Goulart (vice) recebeu mais votos que o “cabeça” da chapa, Juscelino,  que se consolidou como o presidente mais votado da referida eleição com 36% dos votos, seguido por Juarez Távora ( 30%).

João Goulart,  em campanha,  passou por nossa cidade. Por aqui,   fez uma visita ao empresário Severino Ferrer (Nô Ferrer) – um dos fundadores do Engarrafamento  Pitú. Devidamente registrado por um importante meio de comunicação do País, o encontro rendeu uma nota na Revista CRUZEIRO,  cujo título foi: “EM CASA DE FERREIRO…..”

 

Forró Beneficente promovido pelo Lions reuniu forrozeiros animados….

Conforme anunciado, na noite do sábado (29) – Dia de São Pedro – o Lions Clube da Vitória promoveu o “Forró Beneficente” em favor do “Lar Espírita São Francisco de Assis”. O evento dançante aconteceu no Clube Abanadores “ O Leão”. A festa, por assim dizer, foi animada pelo Conjunto Musical “`Pombinho do Acordeon”. Veja o vídeo.

A direção da instituição, na pessoa do entusiasmado Ismael Feitosa, estava animada na perspectiva de crava o evento no calendário junino da cidade. Por lá, além dos  muitos forrozeiros conhecidos, registramos a mesa comandada pelo amigo “Castanha” como uma das mais animadas.

Momento Cultural: Ser Filha de Maria – por Corina de Holanda.

Ser “Filha de Maria” é ser na terra,
Quase aquilo que os anjos são no céu;
Viver do amor que só pureza encerra
Contemplando a Jesus quase sem véu…

Ser d’Ele irmã, viver ao lado seu
Na intimidade que o pavor desterra;
Dizer: Meu bom Jesus, sois todo meu!
Ao pecado eu declaro guerra.

É possuir dos títulos o mais belo.
É ter, num traço azul, puro e singelo,
Fonte perene de eternal poesia…

Ser “Filha de Maria”, é tanta cousa
Sublime, tanta, que dizer não ousa,
Por ser bem pobre a minha fantasia.

(Entre o céu e a Terra – 1972 – Corina de Holanda – pág. 37).

Quarteto de homossexuais no tempo do ronca.

Avelon, Vavá, Nildo e Brigite (da esquerda para a direita). 

Isso foi no tempo que se podia vaiar homossexual. No entanto, ninguém matava homossexual. O termo homofobia não havia nascido, e a turma que transava de costas vivia mais sossegada.

O mundo era outro mundo, pois o ódio não se traduzia necessariamente em agressão física e homicídio. As pessoas não dispunham de tanta informação quanto hoje, mas eram mais pacatas, mais tementes a Deus. O trabalho era glorificado, os ricos trabalhavam mais do que os pobres. Hoje, o pobre quer ser rico às custas do crime.

Quem mata homossexual, não é homofóbico nem heterossexual, é ASSASSINO. Quem mata homossexual, mata um idoso, mata uma criança, mata um negro, um branco. É preciso focar no aspecto substantivo do crime e não perder tempo com o rito processual, que é “a mais excelente das tragédias”, como concluía Platão (428-348 a. C.)

Brigite era o mais conhecido, o mais saliente e festejado dos homossexuais. Vi-o vaiado, nas ruas, diversas vezes. Contudo, ouvi dizer que quem o deformou, de uma surra, foi o próprio irmão.Brigite me parecia um animal sem maldade e me despertava uma certa misericórdia. Talvez, pela rígida educação que tive, orientado a respeitar as pessoas.

Sosígenes Bittencourt

4ª Festa da Saudade: reservas de mesas e camarotes a partir de próxima semana, pelo zap 9.8333.5890

Na perspectiva de promover mais um animado encontro dançante, a partir da próxima semana, estaremos entrando em contato com os casais amigos que gostavam de curtir uma boa noitada festiva, ao som das boas e eternas canções para as devidas reservas de mesas e camarotes.

Na sua 4ª edição,  o evento – FESTA DA SAUDADE – contará com duas atrações musicais: abrindo a festa,  a Banda Made In Recife tocará o melhor dos anos 70/80. Na qualidade de atração principal do “embalo”, em seguida, a  ORQUESTRA SUPER OARA & ELAQUE AMARAL  entra em cena para não deixar ninguém parado executando os clássicos nacionais e internacionais.

Mais uma vez, o local escolhido foi o Clube Abanadores “O Leão” e o dia já está programado  no calendário da Vitória como o evento social mais esperado: sábado, 24 de agosto. Reservas de mesa apenas comigo (Pilako),  pelo zap 9.8333.5890 ou pelo contato telefônico de sempre: 9.9192.5094.

Serviço:

Evento: 4ª FESTA DA SAUDADE

Local: O LEÃO

Dia: 24 DE AGOSTO.

Horário: 22 HORAS.

Atrações Musicais: BANDA MADE IN RECIFE E ORQUESTRA SUPER OARA.

Mesa para 4 pessoas R$ 280,00

Camarotes para 8 pessoas R$ 450,00

Segue também o vídeo oficial do evento anterior:

Lions Clube da Vitória promove “Forró Beneficente” – SÁBADO (29) – “LEÃO” – 22H

Maiores informações e compra de mesas e camarotes,  procurar a direção do clube de serviço, na pessoa do amigo Ismael Feitosa, pelo fone/zap 9. 8877.0655.

Forró Beneficente do Lions Lar Espírita São Francisco de Assis.

Local: O Leão

Dia: próximo sábado – 29/06

Horário: 22h

Atração: Pombinho do Acordeon

A SUÉCIA E O BRASIL HAITIANO – Escreveu: Ronaldo *SOTERO

São fecundas as ligações entre o Brasil e a Suécia, país de 10 milhões de habitantes. A cidade de São Paulo, sexta população mundial, com 22 milhões de pessoas é a “segunda cidade industrial fora da Suécia”, como costumam dizer, após Gotemburgo. Várias são as empresas suecas em nosso País, a exemplo da Ericsson, Electrolux, Nokia, Scania, Volvo, Tetra Park, Skf, Atlas Copco, Lego, Maersk, entre as mais conhecidas.

É na Suécia também, que na cidade de Linkoping, a 174 km da capital Estocolmo, são construídos os 36 aviões caças na fábrica da Gripen para a Força Aérea Brasileira, em contrato de 5,4 bilhões de dólares.Na cidade de Gavião Peixoto,São Paulo, uma unidade da Embraer sedia um ponto avançado de troca de tecnologia em mercado de alta empregabilidade para jovens e engenheiros aeronáuticos. Mais de 350 já viajaram a Suécia para treinamento.

Em Curitiba, a fábrica da Volvo está em produção máxima. Vendeu 700 ônibus para a Colômbia. Há negócios com parceria com a Scania para mais 1.400 para aquele país e uma negociação para produzir 2 mil ônibus para o Chile . No mercado interno ,ano passado foram vendidos 450 ônibus e previsão de 600 para este ano.

Enquanto os suecos empregam e investem no Brasil, muitos brasileiros acometidos de surto epidemico, buscam o “quanto pior, melhor “, a chamada “vanguarda do atraso”, comportamento comum de mentes necrosadas pela ideologia fracassada de países totalitários, de ditaduras jurassicas, que tanto embriagam a mente da esquerda caviar brasileira e dos comunistas da água escocesa doze anos da beira da piscina que, no discurso saturado de criticar o capitalismo, adoram a Disney, New York, embora ninguém queira morar em Cuba ou Venezuela.

RONALDO SOTERO

Dr. José Rufino Bezerra Cavalcanti – por Pedro Ferrer

Primeiro vitoriense a ocupar o Palácio do Campo das Princesas. Tomou posse no governo do Estado, exatamente no ano de 1919, o mês era dezembro. Naquele momento sua saúde já estava combalida. Mesmo enfermiço ele enfrentou com denodo os sérios problemas de instabilidade social que assolava Pernambuco. Acentue-se que ele chegou ao posto de governador através do voto direto¹. José Rufino sucedeu ao marechal Manoel Borba (1915/1919), “que deixara o poder onde fora o centro de todos os ódios.” ² Manoel Borba deixou um rastro de rancor e desarmonia na sociedade e na política pernambucanas. Pacificar o estado foi a primeira medida do novo governador que lançou o plano “Paz e Concórdia”. Com muita paciência e diálogo, conseguiu unir as três facções políticas: os rosistas, os dantistas e os borbistas3.

 A um convite de seu Zé
 ninguém resiste ou discorda;
 e, no fim desse banzé,
 a paz foi feita “com corda”4

 Algo curioso e estranho aconteceu nas eleições de 1919, quando os pernambucanos foram convocados para escolher o novo governador. Uma série de aborrecimentos e vexames atingiram a população vitoriense. Esse fato merece ser tratado com um pouco mais de detalhes. Próximo à eleição, o prefeito da Vitória, na época, coronel Antônio de Melo Verçosa, que era seu velho amigo, resolveu inabilmente apoiar um dos candidatos da oposição, o Barão de Suassuna. Dr. José Rufino venceu a eleição em todos os municípios pernambucanos, perdendo apenas em sua terra natal e em Escada.  Essa imprudência ou talvez inexperiência, do coronel Antônio de Melo Verçosa, bateu forte nos sentimentos do dr. José Rufino, deixando-o triste e revoltado. O nefasto resultado das urnas na Vitória provocou-lhe a ira e o deixou transtornado a ponto de abandonar sua terra natal ao destempero de seus seguidores. O coronel Antônio de Melo Verçosa ficou sem apoio e sem condição de administrar o município. Eram dois galos de boa rinha que não cediam. O inditoso ano de 1920 decorreu em um clima de insegurança e desordem, na República das Tabocas. Tumultos, agressões, perseguições faziam o dia a dia dos vitorienses. Como sempre acontece nesses casos, prevaleceu a lei do mais forte. Pressionado e sem condições de bem administrar a cidade, Melo Verçosa, aconselhado por amigos e correligionários, renunciou.

Se o prefeito foi inepto ao apoiar o Barão de Suassuna, muito mais o foi, nosso governador, ao dar as costas para seu torrão natal. Falhou em sua missão de líder e condutor político maior do estado prejudicando a população indefesa. Ele que havia proposto a “Paz e a Concórdia” não devia guardar nem alimentar ressentimentos contra Melo Verçosa. Uma questão política que se transformou em capricho pessoal coletivo e que só prejuízos trouxe à República da Cachaça. É lamentável que um político de sua estepe, empresário de grande porte e sucesso, que conseguira congregar as principais correntes políticas do Estado, tenha se prendido a quinquilharias domésticas. Uma nódoa que empana seu magnificente currículo.

Com a renúncia de Melo Verçosa, de seu vice e dos conselheiros, nova eleição foi marcada para o dia 20 de março de 1921. Para concorrer ao pleito, Dr. José Rufino indicou João Cleofas de Oliveira, um jovem engenheiro de 22 anos, que saiu como candidato único. Surgia, pela mão do dr. José Rufino, uma nova liderança na arena política vitoriense. O empresário, João de Albuquerque Álvares, amigo e partidário do dr. João Cleofas, confidenciou-nos que seu amigo lhe havia narrado uma conversa ocorrida entre ele e o governador. Na ocasião o dr. José Rufino afirmara: meu jovem, vá em frente, você tem tudo para ser um grande político.

O rico empresário e poderoso político nasceu no engenho Serra, no dia 16 de agosto de 1865. Seus pais, José Rufino Bezerra Cavalcanti e  Maria Januária de Barros Lima zelaram pelos seus estudos desde a mais tenra idade.  Estudou o primário na Vitória, seguindo logo após para o Recife onde cursou humanidade. Aos 21 anos diplomou-se em direito pela Faculdade de Direito do Recife.

Surgiu para a política em 1890 quando foi nomeado presidente da Primeira Intendência na cidade da Vitória5. Ao tomar posse o jovem doutor José Rufino alertava seus pares “que só tinha por égide o bem público e um vasto programa de economias”. A partir d’aí sua carreira política foi pontilhada de sucessos: deputado estadual e federal em diversas legislaturas, senador, ministro da Indústria e Comércio e ministro da Agricultura no governo do presidente Wenceslau Brás. No pleito de 1919 bateu dois adversários, o Barão de Suassuna e Dantas Barreto, na disputa para o governo do estado de Pernambuco.

Eleito governador, desenvolveu, de acordo com seus biógrafos, uma política de paz no Estado, tentando conciliar e aproximar as classes produtoras e os comerciantes. Outro destaque do seu governo foi o empenho em prol do equilíbrio orçamentário. Em parceria com o prefeito do Recife, inovou, criando um sistema de capacitação de recursos através do qual a população emprestava ao governo e recebia em parcelas, com juros. Com esses recursos eles calçaram ruas, abriram avenidas, reformularam praças, fizeram obras de saneamento etc.

Em maio de 1921 sua precária saúde o obrigou a embarcar para Europa em busca de tratamento. Seu afastamento do governo, sempre, pelo mesmo motivo, ocorreu outras vezes. A imprensa opositora prognosticava constantemente sua renúncia, o que não aconteceu. Sua frágil saúde era motivo constante de preocupação para seus correligionários, visto que os primeiros frutos de sua administração começavam a surgir.

Seu combalido estado de saúde foi se agravando. Afastado do governo, morreu no dia 27 de março de 1922, de ataque cardíaco, com 57 anos de idade, em seu palacete no bairro do Tejipió, sem ter concluído as démarches, já iniciadas, para escolha do seu sucessor. Em vida foi casado com Hercília Pereira de Araújo com quem teve onze filhos, um deles, José Bezerra Filho, também vitoriense, foi prefeito do Cabo e deputado estadual.

Se sua vida política foi um sucesso, a profissional não ficou por menos. Na vida acadêmica obteve dois diplomas: engenheiro agrônomo e advogado. Como engenheiro atuou na Estrada de Ferro Central e na Estrada de Ferro do Sul. Mas como não poderia ser diferente, foi na indústria açucareira, seguindo a tradição familiar, que ele se destacou. De rendeiro do engenho Trapiche no Cabo tornou-se um grande usineiro transformando-o em uma usina, Usina José Rufino, em homenagem ao avô e ao pai. José Bezerra foi o principal acionista da Companhia de Melhoramentos de Pernambuco tendo construído uma estrada de ferro ligando a usina Cucau à cidade de Barreiros6. Seu vasto patrimônio incluía os engenhos Barbalho, Malinote, Malakof, Mataripe, Novo, Pirapama, São João, São Pedro e Santo Inácio.

Notas:
1 – A eleição foi disputada por três candidatos: José Rufino, Henrique Marques de Holanda Cavalcanti, o Barão de Suassuna e o marechal Emídio Dantas Barreto. Em todo o Estado Dantas Barreto obteve apenas 7.000 votos, contra os 25.000 dados a José Rufino.
2- Gayoso, Armando – A verdadeira verdade – Livraria Universal, Recife, 1925, página 17.
Armando Gayoso: ex-oficial de Gabinete do governador José Rufino e ex-vice presidente da Câmara dos Deputados (1919-1922).
3- Havia três grandes líderes políticos no Estado: Rosa e Silva, Dantas Barreto e Manoel Borba.
4- Lemos Filho – Clã do Açúcar (Recife 1911/1934) – Livraria São José, Rio de Janeiro, 1960, página. O autor da quadra faz o trocadilho de “concórdia com corda”.
5- Com o advento da República as Câmaras Municipais de Vereadores foram substituídas pelos Conselhos de Intendência, constituídos por três membros.
6- A Companhia de Melhoramentos de Pernambuco tinha por centro a Usina Cucau, edificada no município de Rio Formoso. Muitas figuras ilustres, tais como os governadores José Rufino e Manoel Borba, dela, faziam parte como acionistas.

Observação: recentemente foi sugerido por um leitor deste blog a mudança do nome da rua dr. José Rufino (Cajá) para Avenida Monte (ou Batalha) das Tabocas. Creio que o nome de dr. José Rufino, pelo que ele representou na política e na história vitorienses, não deveria ser retirado. Poder-se-ia usar os dois nomes: dr. José Rufino permaneceria e iria até a ponte que antecede o templo católico e a feira. A partir da ponte seria avenida Monte ou Batalha das Tabocas. Fica a sugestão. 

Pedro Ferrer

Momento Cultural: FRAQUEZA por ADJANE COSTA DUTRA.

Oh! Senhor, como eu preciso do carinho que está

sumindo como um relâmpago.

Qual é Senhor o fantasma que me persegue e não vejo?

Porém os Teus olhos são a amplidão dos meus dias,

o fortalecimento da minh’alma.

Ao amanhecer estou eu a afagar as minhas dores no soluço

da manhã.

Ao entardecer estou eu aos alpes andinos escalando montanhas

com o canto de uma gaivota perdida…

Ao anoitecer estou eu vestida de branco como fantasma da luz.

Meu sono é o fugir da realidade à procura de um mundo forte e bom.

Minha fraqueza são como as linhas que entrelaçam meu sorriso no

fundo do poço.

Meu ser é como uma sombra que se perde ao amanhecer…

(TAPETE CÓSMICO – ADJANE COSTA DUTRA – 1995 – pág. 28).