MOMENTO CULTURAL: CORDEL DO CONTRADITÓRIO/09 – POR Egídio Timóteo Correia

egidio-poeta

Coração não se escraviza
Não se prende sentimentos.
Ideias precisam de asas
Pra voar no firmamento
Ninguém deve controlar
A força do pensamento.

Um poeta social
Preso à sociedade,
Proibido por etiquetas,
Esconde as suas verdades.
Poetas precisam ser livres
De ódio, mágoas e vaidades.

Um poeta religioso
Tem seus versos algemados,
Tem medo de se expandir,
Cometer alguns pecados.
Poemas querem ser livres
E nunca ser censurados.

Por isso é que a poesia
Deve ser independente.
Falar do fundo da alma
Como ela pensa e sente
Ser uma interprete da vida
E das coisas de sua gente.

Egídio Timóteo Correia

 

O TEMPO VOA – Mané Capão

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Mané Capão

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Momento Grau Técnico Vitória

O Grau Técnico foi a empresa pernambucana mais bem colocada no ranking das PMEs que mais crescem no Brasil, feito pela Deloitte. Foi eleita 1º lugar na categoria Educação, 1º lugar entre as empresas pernambucanas e 3º lugar em todo o nordeste. No ranking nacional, ficou na 34ª posição, demonstrando mais uma vez a sua qualidade e capacidade de se reinventar, seguindo como um bom investimento, mesmo com o momento conturbado que o país vive. Dedicação e amor pelo ensino fazem da nossa empresa, um sucesso constante. Obrigado a todos que fazem parte desse projeto! Quem pensa no futuro, faz Grau Técnico. #Premio #Qualidade #GrauTecnico

Violação de Direitos Humanos
GOVERNO E SOCIEDADE CONTRA ABUSOS

Dia 30/08/17 houve uma reunião coma Dra. Lucile Girão Alcântara, Promotora de Justiça, Direito do consumidor e cidadania, na sede do Ministério Público nesta cidade.

Compareceram autoridades do Governo Municipal e entidades não governamentais, para definir um trabalho em parceria para adequar as empresas de ônibus urbano e rural as exigências do Estatuto do Idoso (Lei federal 10.741 de 01/10/2003), acessibilidade dos idosos, gestantes e pessoas com necessidades especiais, nas cadeiras padronizadas, adesivos e tratamento respeitoso por parte das empresas e funcionários.

Haverá a curto prazo um curso de capacitação para motoristas e trabalhadores, iniciativa da secretaria de Assistência Social do Município. Bem como fiscalização educativa nos ônibus para elaboração de dados estatísticos das empresas que faltam cumprir as exigências da legislação federal.

A ouvidoria do Escritório Vitoriense dos Direitos Humanos, tem recebido muitas denuncias e reclamações das violações de direitos por parte das empresas de ônibus, agências bancárias e casas lotéricas. Marcaram presença na reunião: Cel. Paulo Targino, Secretário de Defesa e Segurança Cidadã; Sr. Elmir Nogueira, Diretor da AGTRAN; Dr. Danilo José Barbosa, representando a secretaria da Assistência Social; Alexandre Rogério, presidente da ADVISA – Associação dos Deficientes da Vitória; Sr. José Alberdam representante do Conselho Estadual das pessoas Deficientes; Wilson Brito, ouvidor do escritório dos Direitos Humanos. A sociedade vitoriense, parabeniza a louvável iniciativa do Governo Municipal e sociedade civil organizada.

Com informações da assessoria de imprensa.

O Tempo Voa: Pharmacia Popular

Foto extraída do livro O Sobradinho de Seu Miro – de Manoel de Holanda Cavalcanti

Antiga Farmácia Popular, onde Manoel de Holanda teve seu primeiro emprego e escreveu suas primeiras crônicas. Nesse sobrado (hoje tombado pelo Governo de Pernambuco como patrimônio histórico do Estado), morava Martha de Holanda, a escritora mais influente no seu tempo pernambucano. Além de ponto comercial, a Farmácia Popular, uma das mais antigas do Brasil em funcionamento, era ponto de encontro e de tertúlias literárias que contavam com a presença, além de Manoel, de expressivos nomes de nossa literatura: Célio Meira (sogro de Zito Mariano), Jorge Campelo (irmão de Áurea Ferrer), Silvino Lopes (famoso jornalista), Ulisses Pernambucano de Mello (famoso psiquiatra, primo de Gilberto Freyre), entre outros. Na parte superior desse sobrado, que se mantém com seus traços originais, funciona a Academia Vitoriense de Letras. A proprietária é Diva, filha de Manoel de Holanda, que cedeu os direitos de uso à instituição de cultura.

(DO LIVRO “O SOBRADO DE SEU MIRO E OUTRAS CRÔNICAS – MANOEL DE HOLANDA CAVALCANTI – PAG 111)

Zezé do Forró canta “Não sou Vaqueiro” de Sirano e Sirino

Do novo CD de Zezé do Forró, ouça a música NÃO SOU VAQUEIRO, de autoria Sirano e Sirino.

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Aldenisio Tavares

Como era nossa Vitória, no inverno ou verão, sem a energia elétrica?

Ao circular pelas ruas centrais da nossa urbe, na noite fria e chuvosa de ontem (20), percebi, paradoxalmente, um movimento estático. Calçamento molhado, portas fechadas, praças desabitadas, bares silenciosos, carros estacionados e nem os mototaxistas, sempre agitados, faziam barulho, através dos escapamentos da suas respectivas ferramentas de trabalho.

Parado no semáforo, do cruzamento da Avenida Silva Jardim com a Rua Joaquim Nabuco, o painel  marcava pouco mais de duas dezenas de segundos, na contagem regressiva, indiferente a tudo e a todos e obrigando-me a esperar. Nem precisava, eu estava sozinho, naquela selva de pedra molhada.

Nesse lapso temporal, aparentemente insignificante, deu-me tempo para uma viagem, mesmo que sem sair do canto. Fui a um período, não sei precisar, na Vitória de Santo Antão de antes de 1922, quando, ainda, não dispúnhamos da então moderna energia elétrica já, largamente usada, em outros centros urbanos mais desenvolvidos.

À Vitória de antes, materializada na minha imaginação, não contava com essa invenção de alcance coletivo que mudou, radicalmente, a forma das pessoas se relacionarem, na sociedade moderna. Até então, claridade, após o pôr do sol, só pela obra e graça da lua, sobretudo na cheia, e pelo fogo, graças à combustão da madeira, ainda em abundância, nos quatro cantos da imaginável bucólica Vila de Santo Antão.

Quando estava me aprofundando no ritmo social, vivenciados pelos nossos antepassados santonenses, no inverno ou no verão, durante a noite ou dia, nos conceitos familiares e nas obrigações religiosas com o santo local,  o contador do semáforo zerou e a lâmpada vermelha apagou. O verde, acendeu em mim uma obrigação contemporânea, dando-me, imperiosamente,  uma ordem: o direito é seu,  para seguir, mesmo que, naquele instante,  não pugnasse pela volta, para o mundo atual.