Remédio para virilidade é mulher sem silicone. Não há nada pior para virilidade do que apalpar silicone.
Sosígenes Bittencourt

Sosígenes Bittencourt

Eu tenho mania de pensar que a paz do mundo está no coração. Não há paz no mundo porque procura-se onde não está? Nas coisas mudas, naquilo que está do lado de fora. Nas coisas sem vida, meramente coisas. Por que teima, o homem, em procurar a paz lá onde não está?
Eu penso que a paz não será fundada por algum herói, nem por um regime político, nem pela ciência, a paz só será celebrada quando for extraída do coração.
Se tudo que pensamos repercute no coração, o coração é uma espécie de espelho daquilo que pensamos. Logo, é preciso entender o que faz bem ao coração, explorar o que é saudável ao coração. Isto será bom para o mundo.
Eu tenho mania de pensar que a paz do mundo está no coração.
Sosígenes Bittencourt

Agora, inventaram essa expressão “comendo paima”. Coisa como “engolindo corda”, cuja vítima é o cacimbão.
Mas, pegando carona na moda, esse é um tempo propício para otário cair em cantada de político sabido, raposa velha em influenciar candidatura. O poderoso passa a mão na cabecinha do inocente, alisa o narcisismo do embevecido, e diz: “Você, hoje, tem voto pra ser vereador na cidade”. Aí, o influenciado vai dormir sadio e acorda candidato a vereador. Filia-se a partido que nem sabe traduzir a sigla. Depois de filiado, até a maneira de andar muda de cadência. Afaga menino, diz que o vizinho está jovem, a vida vai melhorar, o mundo não vai se acabar e que bom mesmo só Jesus. Toma pinga no balcão da venda, mete o pau na inflação, ri para os inimigos de estimação, vai às igrejas, ao estádio de futebol, vela defunto e chora em sepultamento. Sempre pensando que toda pessoa que conhece é um eleitor em potencial. Confunde popularidade com eleitorado. Ora… se o cara vende mangalho e ninguém lhe deve um pimentão, quem fez favor a quem? Ninguém. Depois, tem detalhe. Aquele que tem um dinheirinho, porque trabalhou e amealhou, não tem, necessariamente, gabarito para administrar uma cidade. “Ah! fulano é um homem próspero, enricou do nada. É um homem honesto e trabalhador, daria um bom prefeito.” Conversa mole pra boi dormir. Conhecemos incontáveis casos de políticos imaturos, eleitos por eleitores piores ainda. Portanto, meu vaidoso amigo, cuidado com a vivacidade dos sedutores, dos craques em inventar candidatura, não alimente tanta ilusão. Lembra-me o Eclesiastes: Vaidade das vaidades, tudo é vaidade.
Dr. João Cleofas de Oliveira costumava dizer: O amor na política é mais forte do que no amor.
Prudente abraço!
Sosígenes Bittencourt

O saber é um contato com a ignorância.
O saber é como uma bola de festa, quanto mais enche,
mais amplia a superfície de contato com o que ignora.
Por isso, quem sabe mais, tem mais noção do que ignora, é humilde.
Quem sabe menos, tem menos noção do que ignora, é arrogante.
Sosígenes Bittencourt

No primeiro século da Era Cristã, o nascimento de Jesus era comemorado no mês ADAR (fevereiro e março). Portanto, segundo a Astrologia, Jesus era do signo de Peixes. O PEIXE é um dos mais significativos símbolos da Cristandade. Talvez, a conversão de alguns piscianos tenha tudo a ver com a sua data de nascimento. Parabéns, pessoal!

Um dia, o meu menino, como me considerasse velho, deduziu:
– Painho, eu penso que, quando o senhor era menino, o mundo era PRETO e BRANCO.
Eu: – Acabaste de realizar o teu primeiro poema.
Sosígenes Bittencourt

Hoje, creio que pouquíssimas pessoas sabem que quem construiu os jazigos da primeira entrada do Cemitério São Sebastião foi meu bisavô, José Guedes da Costa. E não só, ele também esculpiu os frontispícios do Cemitério e do Mercado de Farinha.
José Guedes era pai de minha avó materna, Natércia Guedes Pereira. Ele morava em frente ao cemitério, onde hoje deve ser uma Casa Funerária que oferece espaço para velar os mortos. Conta, minha mãe, que levava bolacha com café para ele lanchar no canteiro da construção.
José Guedes não tinha formatura em nada e burilava suas obras com a ponta da colher de pedreiro. No braço, estava o caminho entre a intuição e a arte. Foi assim que cinzelou o brasão do Mercado de Farinha, ainda hoje do mesmo jeitinho, porque ninguém saberia refazer a arquitetura tal e qual o Mestre Zé Guedes, com a mesma desenvoltura, a mesma técnica.
Foi no tempo do fogo-fátuo. Minha mãe ficava pastorando o cemitério, escondidinha, para ver as línguas de fogo que saíam das covas. Eu ainda me lembro dessa história que contavam quando era menino lá na Feira das Panelas. A luz era da Pirapama, as ruas ensombradas, e o medo, de caveira, de assombração.
Monumental abraço!
Sosígenes Bittencourt

O telefone chamado está fora de área ou desligado, seu idiota!
Há quem pense que cultura é o acervo artístico de um povo. Está correto. Contudo, hábitos também são dados culturais. Um hábito que já faz parte de nossa cultura é o furto. Quer ver? Quem foi queescapou de ter um celular furtado? E tanto faz parte de nossa cultura que, mesmo sabendo que o chip e o aparelho podem ser bloqueados, o sujeito pode levar tapa na cara, ir preso, ficar desmoralizado, a safadeza continua. Você não pode dar bobeira. Eu mesmo já tive celular subtraído no cabaré e na Universidade.
A pergunta é a seguinte: – O que é que um professor vai fazer numa Zona de Baixo Meretrício?
A resposta é a seguinte: – E o que é que um ladrão vai fazer numa Universidade?
Também já tive celular encantado na padaria mais chique da cidade. O pior é que, em volta, só havia mulher, um animal que ainda considero melhor do que o homem. O aroma era de perfume francês, e as madames, com as bochechas infladas de guloseimas. E ainda se diz que é menos arriscado ser furtado do que ser roubado. O roubo tem uma historinha de ameaça na base do pau de fogo e da faca peixeira.
Meu Deus me perdoe, mas é uma desgraça! Tóquio tem 35 milhões de habitantes, e a polícia vive de cara pra cima, sem ter o que fazer.
Miserável abraço!
Sosigenes Bittencourt

Quando pergunto aos alunos: O que é mais difícil, fazer sexo, ou distinguir Sujeito e Predicado numa oração? Ele logo responde: – Distinguir o Sujeito e o Predicado.
Ledo engano. Uma regra gramatical é uma regra e acabou-se. Fazer sexo com outra pessoa requer muito mais inteligência e imaginação. Implica em refletir sobre o pecado, nas consequências do ato, em noções de higiene, prevenção contra DST, gravidez, amor e paixão, empreender sedução, etc etc etc.
A grande questão é que “sexo” dá prazer, e “estudar”, não. Ora, qual a grande função dos pais e mestres, depois da Internet? Mediar esse universo de estímulos ao qual os jovens estão submetidos. Nunca, ser pai foi tão exigido; nunca, ser professor foi tão importante. Eu tenho tentado provar aos alunos que alguém pode ser feliz, sentir prazer nos estudos. Conhecer dá felicidade, estudar dá prazer. O prazer, que é o que se busca, está maquiado pela mídia, a serviço do Capitalismo de Consumo, como associado ao delírio, à ebriedade, embora queira-se combater o uso de drogas. Daí, o vazio e a sensação de inutilidade dos jovens, a perda da esperança. Esse é o quadro. E aproveito para relembrar a célebre reflexão de Einstein: “A alegria de ver e entender é o mais perfeito dom da natureza.”
Sosígenes Bittencourt

De madrugada, a lamúria de gatos em reprodução
parecia um pranto de enlutados sobre um caixão.
Seres humanos caem no choro quando perdem o objeto amado, ou partem para perpetrar crime, quando são vítimas de violenta paixão. Não há veterinário que me explique tanta choradeira num coito, como fazem os gatos, do Alasca à Terra do fogo.
Sosígenes Bittencourt

Se tudo que der prazer na vida for pecado, aceito toda condenação. Porém, não creio, como o filósofo Nietzsche, que os valores judaico-cristãos sejam de desvalorização da vida. Que tenhamos de ser pobres, fracos e tristes para ingressar no Reino dos Céus. Acredito, como São Tomás de Aquino, que a essência da Felicidade consiste num ato da inteligência. Ou seja, que os olhos do espírito estejam abertos e a alma prevaleça sobre o corpo.
Sosígenes Bittencourt

Eu tenho mania de pensar que a paz do mundo está no coração. Não há paz no mundo porque procura-se onde não está? Nas coisas mudas, naquilo que está do lado de fora. Nas coisas sem vida, meramente coisas. Por que teima, o homem, em procurar a paz lá onde não está?
Eu penso que a paz não será fundada por algum herói, nem por um regime político, nem pela ciência, a paz só será celebrada quando for extraída do coração.
Se tudo que pensamos repercute no coração, o coração é uma espécie de espelho daquilo que pensamos. Logo, é preciso entender o que faz bem ao coração, explorar o que é saudável ao coração. Isto será bom para o mundo.
Eu tenho mania de pensar que a paz do mundo está no coração.
Sosígenes Bittencourt

Eu sempre tenho a impressão de que alegria é bênção e tristeza é padecimento. Por isso, quando estou alegre, penso em Deus, e, quando estou triste, penso em mim. Acho que tudo é resultado da ação do homem, o bem à bondade, e o mal à maldade. Ninguém quer acreditar que tem uma parcela de culpa e, como consequência, um saldo de padecimento. O pecado humano é VONTADE PERMISSIVA DE DEUS. No entanto, Deus não nos abandona, concedendo-nos o DISCERNIMENTO, a perfeita noção do BEM e do MAL.
Sosígenes Bittencourt

Há quem pense que a Eternidade é depois da Morte.
Ora, se a Eternidade é Eterna, ela sempre foi e sempre será.
Então, a Eternidade é agora, ela é feita de “agoras”.
Não há Vida fora da Eternidade nem Morte na Eternidade.
Portanto, nós estamos na Eternidade.
Sosígenes Bittencourt
O filósofo alemão Friedrich Nietzsche (1844-1900) deduzira: Sem a música, a vida seria um erro.
Depois, chamam-me de hiperbólico quando descrevo minhas emoções musicais. Quando a dosagem é exagerada, é natural que o efeito seja um exagero.
O filósofo francês Voltaire (1694-1778) já apregoava: Tudo que entra pelo ouvido vai direto ao coração.
Não foi, em vão, que a mitologia personificou a música na deusa Euterpe, cuja etimologia resume-se em “a doadora de prazer”. E eu não quero me curar de nada que me dá prazer.
Sosígenes Bittencourt

Há trevas que requerem luz interior.
O homem quer saber do mundo onde está,
mas precisa saber o mundo que é.
Sosígenes Bittencourt

Um homem tem todo direito de não querer uma mulher, mas não tem o direito de enganá-la. Não querer não é falta de respeito, enganar é roubar.
Transparência é a palavra. E serve para ambos. É preciso saber o que se quer. Há casais que nasceram para fazer sexo, não nasceram para se casar. Casamento só funciona na base do amor, e amor éAMIZADE. Na relação amorosa, a amizade é o ator principal, o sexo é personagem.
Inteligente seria compatibilizar AMOR com SEXO, ou seja, ser amigo, preservando o fogo carnal.
É assim. Se sexo é BAIXARIA, e amor é ALTARIA, você tem de ser versátil para não estragar a relação conjugal. Na hora de amar, um amparar-se no outro; na hora da safadeza carnal, um esfregar-se no outro.
Sosígenes Bittencourt

Um dia, eu estava na Praça Leão Coroado, à Hora do Ângelus, numa roda de cervejeiros a filosofar, quando me apareceu um ex-aluno potencialmente embriagado: – Professor, o senhor fala difícil, é metido a sabido, mas os tapurus irão comer todos nós.
Não tive dúvida: – Menos a verdade. Os tapurus poderão comer você; a mim, comerão os “miodários cuterebrídeos calipterados”.
Sosígenes Bittencourt

No primeiro dia útil do ano, um casal anoiteceu se beijando. Inútil lembrar-lhes o cotidiano. Esqueceram até que mudaram de ano… Sôfregos, se abraçavam, se beijando. O Brasil deve ser um dos países onde mais se beija no mundo. Falta-se ao trabalho para se beijar. Vai-se ao trabalho para se beijar. Beija-se ao pingo do sol, no deserto, à beira-mar, assim haja quem se preste para beijar. Beija-se até sem beijar, mergulhado em sonho, de tanto desejar.
No primeiro dia do ano, um casal anoiteceu se beijando. A lua ia rápida, atravessando as nuvens, o aroma era de mato, de terra, de rio, como sói acontecer no Brasil. O palco talvez sugerisse uma peça musical à la Villa-Lobos, eivada de tantos arroubos.
No primeiro dia do ano, não cabia desengano, no espaço que estreitava o casal que anoiteceu se beijando.
Amoroso abraço!
Sosígenes Bittencourt

Caso nossa maior necessidade fosse informação,
Deus nos teria enviado um educador.
Se nossa maior necessidade fosse tecnologia,
Deus teria nos enviado um cientista.
Se nossa necessidade fosse dinheiro,
Deus teria nos enviado um economista.
Mas, uma vez que nossa maior necessidade era o perdão,
Deus nos enviou o Salvador.
Max Lucado
Sosígenes Bittencourt