
É TUDO UMA QUESTÃO DE VISÃO…
A respeito da matéria intitulada “E os primeiros três anos?”, postada neste conceituado blog no dia 13 de abril próximo passado, em face de tratar de assunto referente a mais recente edição do Jornal da Vitória, do qual sou Diretor, e a matéria comentada ter sido por mim assinada, obriga-me a oferecer resposta a título de melhores esclarecimentos aos nossos leitores.
Em primeiro lugar eu quero deixar patenteado os meus sensibilizados agradecimentos pelas palavras elogiosas a mim direcionadas pelo confrade Pilako citando a minha trajetória (“Via Crucis”) de mais de três décadas na imprensa vitoriense, reconhecendo o prestígio e credibilidade que conquistamos junto aos formadores de opinião desta cidade ao longo de tantos anos no exercício dessa árdua e nobilitante missão.
Sincronicamente, quero reiterar neste espaço a minha excelsa admiração e profundo respeito pelo querido confrade, pelo exercício de um jornalismo sério e independente, descompromissado com interesses pessoais ou sectários, imbuído do propósito de colaborar para o bem-estar social, com dignidade cristã e sentimento de responsabilidade histórica.
Diante dos fatos, se faz oportuno citar aqui, translucidamente, que ninguém é perfeito. Muitas vezes, não somos felizes no julgamento de certos méritos. Estou convicto de assim ter ocorrido com o amigo Pilako, no caso em tela.
Dito isto, volto a me referir à matéria através da qual o confrade destacou que este colunista “deve ter ido para algum oculista, e que o mesmo indicou 01 grau a mais, e na hora da ótica despachar a receita dos óculos deve ter errado e aumentou em pelo menos uns 100 graus nas suas lentes, isso porque, na última edição de seu Jornal ele deu uma “carga” nas obras de Elias que “Benza-te Deus.”
Assim ocorrendo, gostaria de externar que parece que o amigo Pilako mandou fazer os seus óculos na mesma ótica onde encomendei o meu, e os seus óculos, estes sim, é que tiveram um aumento de 100 graus nas respectivas lentes. Ou seja: partindo do princípio de que todo governo, sem exceção, tem seus erros e seus acertos, do mesmo modo que o confrade acha que eu superdimensiono os acertos do governo Elias Lira (e é um direito seu), eu acho que ele superdimensiona os erros do governo Elias Lira (o que é um direito meu).
Outrossim, faço questão de salientar que não quero nesta oportunidade vestir-me de paladino implacável ou intransigente causídico do governo Elias Lira, até porque, não tenho motivos para tanto. Contudo, como homem da imprensa e, principalmente, por dever de justiça na condição de testemunha da história, se faz mister deixar registrado para os pósteros que, ao contrário do que foi citado na matéria, os três primeiros anos do Governo Elias Lira não passaram em brancas nuvens.
À guisa de exemplo, só para trazer à tona a verdade dos fatos, elenco a seguir algumas ações e realizações apenas do primeiro ano da sua administração, inobstante o início do processo de saneamento das contas e “arrumação da casa”, naturais em todo início de Governo. Vejamos:
- Construção de um Centro Profissionalizante no bairro de Águas Brancas, oferecendo vários cursos, entre os quais, música, padeiro, corte e costura, computação, cabeleireiro, culinária, artesanato, entre outros.
- Construção da ponte que liga o bairro do Maranhão ao bairro de Lídia Queiroz;
- Início da construção da Academia das Cidades, no elegante bairro da Bela Vista (Em parceria com o Governo do Estado);
- Aquisição de novos ônibus para o transporte escolar gratuito;
- Implantação do Programa “Sopa Para Todos”, visando melhorar a qualidade de vida da população mais carente;
- Criação de um Polo de Inclusão Digital na cidade e outro na Vila de Pirituba, inclusive com acesso à internet gratuitamente p/ estudantes e pessoas carentes.
- Reforma de Postos de Saúde e aquisição de novas ambulâncias;
- Reforma de 20 escolas municipais e início da construção de uma escola em Cidade de Deus;
- Assinatura de contrato com a Caixa Econômica Federal para construção de centenas de casas do Programa “Minha Casa, Minha Vida” (Em parceria com o Governo Federal);
- Construção de Passagem Molhada no sítio Várzea Grande e conserto de estradas vicinais em toda a zona rural;
- Pavimentação com asfalto da Rua da Madeira e recuperação de 6.000m2 de asfalto no centro da cidade;
- Implantação de 3.000m de saneamento urbano, com destaque para a Rua do Chafariz em Sítio do Meio e Drenagem no bairro da Pitada;
- Construção de um bonito pórtico na entrada da cidade;
- Reforma no Estádio Severino Cândido Carneiro, o nosso Carneirão;
- Empenho destacável para a implantação de novas indústrias através da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Industrial, cujo trabalho dinâmico mudou a face da economia vitoriense, transformando a nossa cidade no maior pólo econômico da região.
- Vale ressaltar que estou falando, apenas, do primeiro ano do Governo Elias Lira.
As citações acima fornecem um claro atestado da marca de grande administrador que emblema a bem sucedida trajetória de Elias Lira à frente da Prefeitura local. Isso não quer dizer, no entanto, que o confrade Pilako tenha usado de má fé ao afirmar que os três primeiros anos de sua gestão foram marcados por verdadeira atonia. É que pesa sobre esse mesmo governo o pecado da falta de divulgação, da falta do exercício da transparência – e eis aí, sim, uma grande falha. Elias Lira não faz uma boa divulgação dos seus atos de Governo (Para se ter uma idéia mais nítida desta realidade, basta compará-lo nesse aspecto ao seu antecessor imediato, o vibrante José Aglailson). Daí, talvez, a justificativa da cobrança da sociedade, personificada, neste caso, no “Blog do Pilako”.
Dentro desse contexto, não tenho dúvidas de que fazendo uma análise mais equilibrada dos fatos – e estou certo de que o fará – ao proceder um balanço democrático isento de paixões, o dileto amigo há de concluir que o Governo Elias Lira tem muito mais acertos do que erros.
Reafirmando as grandes virtudes que permeiam o seu universo jornalístico recheado de tantas perspectivas de um futuro glorioso, renovo nesta oportunidade ao confrade Pilako, os mais elevados protestos de respeito, consideração e admiração profunda e, simultaneamente, professo o desejo de que este continue servindo à terra querida, Vitória de Santo Antão, com o mesmo idealismo, coragem e desprendimento que sempre nortearam a sua profícua existência até os dias atuais.
Sem mais para o momento, um forte abraço:
JOSÉ EDALVO PAULO DA SILVA
Diretor do Jornal da VITÓRIA