Rotary Clube da Vitória promove mais uma ação humanitária – SOS MÃOS!

Articulada mais uma vez pelo Rotary Clube da Vitória de Santo Antão será realizada em nossa cidade a 42ª Missão SOS MÃOS  Recife. O evento, de caráter humanitário, se propõe à realização de cirurgias em crianças com algum tipo de deformidade congênita ou sequelas provenientes de traumas.

O processo de triagem terá inicio no próximo dia 11 dia de agosto,  na sede do Rotary Clube ( bairro do Livramento),  e as intervenções cirúrgicas acontecerão nos dias 02, 03 e o4 de novembro no Hospital SOS MÃOS, localizado na capital do Estado.

Essa é a 2ª ação humanitária que acontece na nossa cidade que conta com a coordenação geral do renomado doutor Rui Ferreira que, entre outros,  possui  em  sua equipe uma médica com origem familiar antonense, ou seja: neta do também médico  – que marcou época na nossa cidade e virou nome de bairro – Doutor José Leal. Eis ai, portanto, mais uma boa ação do Rotary Clube da Vitória.

 

 

Paulo Câmara: PARABÉNS E VAIAS PARA O SENHOR………

No último de 02 de agosto completou um ano que o então governador Paulo Câmara visitou o Instituto Histórico e Geográfico da Vitória. Naquela ocasião, juntamente com toda sua comitiva, após percorrer os espaços do museu da “Casa do Imperador”, disse ele: “a gente ao visitar aqui o museu e ver o trabalho que está sendo feito,  tanto na parte histórica como na geográfica,  de Vitória, a gente fica muito feliz em saber que tem pessoas muito comprometidas com essas tradições e que mantém aqui esse espaço. Eu recomendo a todos…….”

Lembremos, também, que hoje, dia 08 de agosto de 2023, o doutor Paulo Câmara, atualmente presidindo o Banco do Nordeste, deverá receber muitas felicitações em função da passagem de data natalícia. Ou seja: o ex-governador nasceu em 08 de agosto de 1972, portanto, chegando aos 51 anos de idade, hoje. Parabéns para ele. Vida longa ao ex-chefe do nosso estado.

Pois bem, na ocasião, ocorrida no inicio do mês de agosto de 2022, provocado – no bom sentido da palavra -,   o então governador Paulo Câmara, diante da diretoria do IHGVSA, dos políticos locais, da sua comitiva e de todos os presentes, se comprometeu, ainda na sua gestão, com recursos do governo, para patrocinar um elevador ao sodalício antonense. Inclusive, se disponibilizando inaugura-lo, no mês de novembro (2022), no contexto do aniversário da referida instituição.

Animada e segura de que a palavra do então governador Paulo Câmara seria cumprida, a diretoria do IHGVSA seguiu para o Palácio do Campo das Princesas levando toda documentação para celebrar  o convênio. Após muitas ligações, idas e vindas, o tão sonhado elevador, que  proporcionaria  dignidade, cidadania  e respeito às pessoas com algum tipo de dificuldade de locomoção, não chegou. Mas o sonho continua…..

Portanto, nesse importante dia para o doutor Paulo Câmara, parabéns e vaias,  num só tempo,   para o senhor…….

1ª Feira de Agosto – a tradição continua….

Por mais um ano, marquei presença na tradicionalíssima 1ª Feira de Agosto. O referido evento se configura numa das mais antigas manifestações econômicas da nossa terra. No tempo pretérito o encontro era marcado por atividades comerciais ligadas a chamada indústria canavieira.

O tempo passou e os engenhos de cana perderam protagonismo, mas o encontro regional manteve sua força pulverizando o foco do evento. É possível dizer que hoje pouco existe da sua essência. Aliás até o nomenclatura – 1ª Feira de Agosto – vem sendo descaracterizado.

Mas independente de tudo e todos, a 1ª Feira de Agosto da Vitória de Santo Antão  é um patrimônio imaterial da nossa cidade e como tal deve ser fomentado e prestigiado. O mesmo aconteceu no último sábado (05), no Parque Joaquim Rodrigues de Lira.

Dom Fernando Saburido: Ação de Graças pelo pastoreio……

Na qualidade de pároco da Matriz de Santo Antão e vigário episcopal do Vicariato Vitória, o monsenhor Josivaldo Bezerra, juntamente com toda comunidade católica antonense comemoraram a Celebração Eucarística em Ação de Graças a Deus pelo pastoreio (duração de 14 anos) Bispo da Arquidiocese de Olinda e Recife, Dom Fernando Saburido.

O encontro religioso ocorreu na noite do feriado municipal – 3 de agosto – na Matriz de Santo Antão. Com origem em Jussaral – Cabo de Santo Agostinho -,  Saburido, de uma forma ou outra, sempre esteve ligado a nossa Vitória de Santo Antão. Além do título de cidadão vitoriense, recebido há 2013, o mesmo iniciou sua vida religiosa, como acólito, na Igreja Nossa Senhora do Livramento.

Portanto, próximo de deixar sua missão pastoral, em função da idade, ao que parece, essa foi a sua última visita oficial – no cargo –  nas  terras  de Santo Antão.

Lampião e o Promotor – por @historia_em_retalhos.

Durante o ciclo do cangaço, raríssimas eram aquelas pessoas que ousavam escrever qualquer coisa que falasse mal dos cangaceiros.

Pior ainda, se esse cangaceiro fosse Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião.

Vaidoso, ególatra e impiedoso, Lampião não aceitava ser contrariado.

Para quem o fizesse, a resposta seria a morte.

Pois bem.

Em 1934, o promotor de justiça Manuel Cândido (foto) publicou o livro “Fatores do Cangaço”, enquanto atuava na cidade de São José do Egito/PE, desnudando as arbitrariedades praticadas tanto pelos cangaceiros quanto pelas volantes.

Por um acaso do destino, um exemplar da obra caiu nas mãos de Lampião, que não gostou do que leu.

Estava sacramentado: a partir daquele momento, a vida do promotor estava sob risco.

Poucos meses depois, quando seguia para Água Branca/AL, Manuel Cândido deu o enorme azar de estar dentro de um caminhão que foi interceptado por Lampião.

Ao reconhecer o autor da obra, Virgulino determinou que descesse do veículo e o acompanhasse para uma conversa.

– “Doutor, cadê o livro que o senhor escreveu sobre Lampião? Está aí?”, indagou o cangaceiro.

– “Está, capitão!”, respondeu o promotor.

– “Então, doutor, o senhor vai lê-lo agorinha mesmo!”

Inteligente e sabedor da pouca intimidade do cangaceiro com as letras, o promotor adotara a seguinte estratégia: pulara os trechos que criticavam Lampião e caprichava na leitura dos parágrafos que falavam mal das forças volantes.

Ao perceber a artimanha, Lampião ficou furioso e ofereceu ao promotor duas opções: ou comia página por página do livro, ou se deixaria sangrar pela ponta de um punhal.

E agora?

Acreditem: o safo promotor conseguiu escapar.

Anos depois, ele narrara que a única saída que lhe restou foi tentar sensibilizar Maria Bonita, esposa de Lampião.

Para tanto, ele afirmara que o seu pavor não era da morte, mas de deixar a sua filhinha de 6 anos sem ter quem a sustentasse.

– “Lampião, garanta o doutor, pois eu só me lembro de minha filha”, ponderou a Rainha do Cangaço.

O capitão atendeu ao pedido da esposa, mas fez o promotor prometer que, no caso de uma nova edição da obra, corrigiria as passagens “erradas”.
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Instituto Histórico promoveu Cerimônia Solene dedicadas aos 378 anos da Batalha das Tabocas.

O  Instituto Histórico e Geográfico da Vitória de Santo Antão promoveu na noite da quarta-feira (02), véspera do feriado municipal do dia 03 de agosto, Cerimônia Solene em Comemoração aos 378 anos da épica Batalha das Tabocas.

Com a casa lotada de convidados e autoridades, o evento proporcionou uma noite memorável a todos os presentes. Na pauta, além da brilhante palestra proferida pelo jornalista José Edalvo –  “A Importância de Tabocas Para Vitória” – ocorreram condecoração, aposição de fotografias, tomada de posse de novo sócio, apresentação musical e um coquetel.

Registramos como ponto alto de emoção, as homenagens realizadas aos antonenses, já falecidos, Ovídeo de Melo Verçosa Filho e Severina Andrade de Moura, respectivamente.

Fundado em 1950, o nosso Instituto Histórico, entre outras atribuições,  se configura no guardião das melhores práticas de celebração à memória das tradições da nossa gente. Portanto, Viva o Monte das Tabocas! Viva o Instituto Histórico!

Este é Luiz de França – por @historia_em_retalhos.

Se você não o conhece, vou te apresentar.

Nascido em 1.º de agosto de 1901, na rua da Guia, Bairro do Recife, Luiz de França foi uma figura de resistência e o principal líder do maracatu de baque virado, principalmente da Nação do Maracatu Leão Coroado, onde foi mestre por mais de 40 anos.

Conta-se que a Nação do Maracatu Leão Coroado foi fundada em 1863 por ex-escravos e tinha como um de seus diretores o pai de Luiz de França.

Após assumir o Leão Coroado, na década de 1950, o mestre viveu apenas para o maracatu, até a sua morte, em 1997.

Luiz de França era mais do que um Babalorixá: era um Oluô, que, na língua iorubá, significa “sacerdote máximo”.

Ele tinha plena consciência da importância do Leão Coroado como patrimônio cultural do Recife e sempre batia de frente com os órgãos públicos, tecendo críticas à pouca verba destinada aos maracatus tradicionais.

Orgulhava-se de ter o único maracatu a nunca ter ido parar em um museu, em mais de cem anos de existência.

Para ele, os objetos sagrados do maracatu serem recolhidos a um museu não significava a sua preservação.

A preservação somente aconteceria colocando o maracatu na rua, todo ano, todo carnaval.

E foi isso o que fez.

Em reverência à sua luta e à sua memória, o dia 1.° de agosto foi instituído como o Dia Estadual do Maracatu, pela Lei n.° 11.506/1997.
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Marselhesa – por @historia_em_retalhos.

Por que a Marselhesa, um dos hinos mais famosos do mundo, recebe a desconfiança de atletas consagrados?

A atitude é um protesto silencioso contra aquilo que alguns consideram a xenofobia presente na letra da canção.

Em verdade, a crítica remete à história do hino nacional.

Isso porque a Marselhesa é um hino de guerra.

Foi criada em 1792 e popularizou-se durante a Revolução Francesa, especialmente entre as unidades do exército de Marselha, daí porque ficou conhecida como “A Marselhesa”.

O hino é uma exortação militar aos soldados que combatiam na fronteira do país e fala em “combate aos estrangeiros”.

Diz a letra:

“Às armas, cidadãos / formai vossos batalhões / marchemos, marchemos! / Que um sangue impuro / banhe o nosso solo.”

Para muitos, a expressão “sangue impuro” é interpretada como uma referência aos imigrantes e seus filhos, cujos direitos civis vêm sendo cada vez mais ameaçados com a ascensão de grupos de ultradireita na França.

Em um passado recente, o ultraconservador e presidente de honra do partido Frente Nacional, Jean Marie Le Pen, sugeriu que o atacante Karim Benzema (foto) não fosse mais convocado para a seleção francesa por não cantar o hino nacional.

Em sua fúria contra aqueles que não considera “os verdadeiros franceses”, Le Pen chegou a exigir, em 1998, que não fossem convocados à seleção jogadores negros ou de origem árabe.

A colocação é um acinte.

É justamente a essa geração Black-Blanc-Beur (negros, brancos, árabes) que o futebol francês deve os seus principais triunfos no futebol mundial.

Existe atualmente na França uma organização chamada “La Nouvelle Marseillaise”, que defende a alteração da letra para tornar o hino mais apropriado à França moderna, pacífica, multicultural e multiétnica.
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Mulheres na vida e na arte plural de Burle Marx – por Marcus Prado.

 

Neste 4 de agosto comemora-se o aniversário de nascimento de Roberto Burle Marx (1909-1994), o mais influente paisagista do seu tempo, precursor do que se entende de modernismo nesse campo no Brasil, pelo legado de uma nova identidade dessa arte em nível internacional. Sua fama chegou a ser elogiada, pelo pioneirismo de um novo estilo e de uma nova estética do urbanismo, por grandes vultos internacionais, como o celebrado Le Corbisier.

Muito já foi dito nas suas biografias, em numerosos ensaios sobre a sua obra, como pintor e paisagista, referência dentro e fora do Brasil, sobre a facilidade com que manipulava as duas vertentes de criatividade. Diversos estudiosos da obra paisagista de Burle Marx apontam nele o surgimento de uma imposição das formas sobre o olhar do passeante sem precedentes na arte dos jardins. Era a marca da sua genialidade.

Nessa data, quero lembrar mulheres que se tornaram amigas e exerceram grande influência sobre Burle Marx. A primeira, no despertar da sua vocação, foi a mãe, pernambucana do Recife, Cecília Burle, de origem francesa, que o fez amante da natureza, das flores, um iniciado no campo do piano, da pintura e do canto lírico; que o tornou aprendiz e estudioso de mais de um idioma. Depois, foi a alemã de Berlim, Erna Busse. A história começou com chegada do jovem Burle em Berlim, para onde havia sido levado por seu pai, Willheim Marx, judeu alemão nascido em Estugarda e criado em Tréveris (tinha parentesco com Karl Marx), para tratamento de saúde. O pai contratou uma governanta para o menino, a jovem e bela Erna Buss. Na fagulha do primeiro olhar, na troca inicial de abraços, aconteceria o inesperado. Ela teria visto, no perfil do jovem brasileiro, a reencarnação do noivo, morto em campo de batalha, na Primeira Guerra Mundial (1914-1918). Nasceria nesse instante uma amizade pelo filho de Cecilia, vista somente nos versos dos poetas românticos do cânone universal. Era adepta do budismo, acreditava na reencarnação, no “eterno retorno”, um dos mais intrigantes e misteriosos temas da filosofia de Friedrich Nietzsche, na primeira versão do seu quarto livro, que possui o título: A Gaia ciência.

Todos os desejos de Burle Marx, na vida cultural da cidade, seriam realizados. Juntos, visitavam teatros, museus, exposições de Manet, Monet, Renoir, Picasso, Paul Klee, Matisse, dos expressionistas alemães. Naquelas visitas Burle Marx receberia o impacto de Van Gogh. Eram vistos com mais assiduidade no Neuköllner Operarl-Marx-Straße, na Ópera Alemã, na Bismarckstraße, na Gemaldegalerie, no Gropius Bau (Construído por Martin Gropius, mas Burle Marx não teve nada de dadaísta, me parece sempre mais um Paul Klee). Finalmente, no Botanischer Garten und Botanisches /Museum Berlin-Dahlem, jardim botânico de 43 hectares com as suas 22 mil espécies de plantas. Foi ali, com Erna, que nasceria a decisão de Burle Marx dedicar a sua vida ao paisagismo. Pode-se dizer que a semente do Jardim das Vitórias Régias, de Casa Forte, sua obra inaugural no Brasil, nasceu no Jardim Botânico de Berlim. (Minha sensação, quando estive em visita a esse talvez mais famoso jardim botânico do mundo).

A terceira mulher e grande amiga de Burle Marx, na sua maturidade gloriosa e fama internacional, foi a arquiteta pernambucana Janete Costa. A que mais influência exerceu, (na troca de impressões, sugestões, ideias), nos projetos de Burle Marx. Janete e Acácio Gil Borsoi foram como dois irmãos para Burle Marx. (Um dos ambientes mais belos do atelier e galeria do artista, na Barra, foi de autoria do casal Janete e Acácio). Não havia um só projeto de grande porte sem que houvesse o olhar opinativo de Janete.

Entre as pernambucanas amigas de Burle Marx pintor destaco a presença da galerista Bethe Araruna. Ela aceitou o desafio do artista para ser a sua representante oficial no Recife. Tornou-se amiga, figurando no seleto grupo dos que frequentavam a casa do sítio Barra de Guaratiba, na Zona Oeste da cidade do Rio de Janeiro, nos famosos almoços, que reuniam celebridades da vida cultural carioca.

Marcus Prado – jornalista. 

Abelardo da Hora – por @historia_em_retalhos.

Se ainda estivesse entre nós, Abelardo da Hora completaria, hoje, 99 anos.

Não há um único cidadão que, andando pelas ruas do Recife, nunca tenha se deparado com alguma obra deste artista.

Escultor, desenhista, gravador, pintor e ceramista, Abelardo da Hora foi um homem à frente do seu tempo, precursor das artes plásticas em Pernambuco, influenciador de várias gerações.

Suas obras sempre revelaram preocupação social, tendo se notabilizado também pelo estilo próprio com que retratou a temática da mulher, com linhas e curvas inconfundíveis.

Para alguns, teria recebido influência da obra do pintor modernista Cândido Portinari.

Fundou a Sociedade de Arte Moderna do Recife, o Movimento de Cultura Popular e o Ateliê Coletivo.

Deste último (1952), participaram nomes como Gilvan Samico, José Cláudio, Wellington Virgolino e Aloísio Magalhães.

Uma curiosidade é que Abelardo era irmão do grande cantor de carnaval Claudionor Germano.

Além da arte, também teve participação na política, como membro do PCB, até o golpe de 1964, tendo sido figura destacada no processo de redemocratização do país.

Outra particularidade é que foi dele a iniciativa para a aprovação da Lei n° 14.239/80, que prevê a colocação de obras de arte em áreas construídas com mais de 1.000m², transformando o Recife em uma grande galeria a céu aberto.

Em outubro de 2018, a família divulgou uma carta em que esclarecia que todo o acervo pessoal de sua obra, avaliado em R$ 11 milhões, havia sido doado ao estado vizinho da Paraíba, a despeito de ter sido oferecido nas mesmas condições ao estado de Pernambuco.

Ficamos felizes pela aquisição por nosso estado irmão da PB, mas é difícil não se fazerem algumas indagações:

– seria algo tão impossível de conceber que a casa na Rua do Sossego, onde ele morou, poder-se-ia transformar em um memorial, acondicionando as suas obras para os turistas e, especialmente, para as futuras gerações?

– teria o estado de PE dado a Abelardo da Hora o reconhecimento que ele tanto merecia?

As perguntas pairam no ar, até hoje, no imaginário dos seus admiradores.

Mas a sua obra é perene e atemporal.

Abelardo é de todas as horas!
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São João e a cidade de Pombos: sintonia perfeita!!!

Na Vitória de Santo Antão de antigamente, segundo os livros que contam nossa história, a então “Rua da Lagoa do Barro” – hoje Praça Duque de Caxias – tinha muita lama e camaleão. Os cavalos dos matutos,  carregados com mercadorias, vindo das diversas partes da Zona Rural, não raro, trafegavam enfiando as patas  (até o meio) nas vias lamacentas. Nessa época o comércio da Vitória funcionava também aos domingos,  até às 9h.

Costumava-se,  nas folgas dominicais, os homens de negócio e pessoas financeiramente  confortável,  “matar” o tempo nas matas,  se divertindo com suas espingardas. Carregadas nos ombros em busca dos alvos em movimentos os “caçadores”, por assim dizer, se deslocavam para o lado poente da cidade,  no qual,  havia grande quantidade pombos bravos (asa branca).

Na segunda-feira, nos momentos em que os fregueses no comércio rareavam,  e com tempo de sobra, nas calçadas dos estabelecimentos, as aventuras e as peripécias eram contadas como vitorias aos amigos comerciantes  que não puderam comparecer na empreitada prazerosa. Ao serem questionados, falavam com galhardia: “foi um verdadeiro são joão nos pombos”.

Eis ai, portanto, o motivo pelo qual a nossa vizinha cidade, que um dia foi distrito da Vitória de Santo Antão, recebeu o nome de  POMBOS. Hoje, porém, certamente poucas pessoas de lá sabem,  exatamente,  o motivo pelo qual são pombenses de nascimento.

6ª Festa da Saudade – Orquestra SUPER OARA – 19 de agosto!

Já consolidado no calendário social da cidade o evento dançante, intitulado de FESTA DA SAUDADE, chega para sua 6ª edição. O referido encontro tem como principal proposta reviver os grandes bailes e as grandes festas ocorridas nas sedes dos clubes locais.

Como uma espécie de marca registrada, a principal atração musical do evento é a internacional Orquestra SUPER OARA, comandada pelo artista Elaque Amaral. Antes, porém, os presentes irão saborear os clássicos do rock nacional e internacional com a Banda Vintage Soul.

Faltando pouco mais de 20 dias para o evento, já começamos as entregas das senhas (mesas e camarotes) aos festeiros,  que fizeram suas respectivas reservas com antecedência. Aproveitamos, também, para agradecer ao Engarrafamento Pitú pelo apoio de sempre. Portanto, aperte os cintos com destino ao mais animado encontro dançante que acontece nas terras da República da Cachaça.  

SERVIÇO:

Evento: 6ª Festa da Saudade.

Local: Clube Abanadores “O Leão”.

Data: 19 de agosto.

horário: a partir das 21h. 

Vendas de Mesas e Camarotes: Pilako – 9.9192.5094. 

 

Trânsito Complicado………

Por conta de um serviço realizado pela CELPE, na manhã de hoje (26), ao longo das Ruas Doutor Aloísio Xavier e Senador João Cleofas de Oliveira, Centro Comercial, uma grande retenção no fluxo de veículo foi registrada. Praticamente todo movimento daquelas vias ocorreram  em apenas uma faixa. É oportuno lembrar que as referidas vias é a única opção de deslocamento viário,  passando pelo centro, no sentido Matriz/Livramento.

Mesmo com algumas intervenções pontuais, promovida pelos atuais gestores da  AGTRAN, no sentido do melhoramento da fluidez do tráfego,  no entorno do Centro Comercial, tal qual  a que ocorreu  no cruzamento das Avenidas  Mariana Amália com Henrique de Holanda,  não podemos ser “refém” de apenas uma via – pelo centro – para seguir no sentido Matriz/Livramento – como há muito tempo vem acontecendo.

Nossa cidade,  há muito,  precisa de um “frei de arrumação” na nossa lógica viária. A atual gestão municipal já passou da hora  de se debruçar num macro planejamento para destravar muitos gargalos existentes. Por exemplo: a Rua Silvino Lopes segue “relaxada” enquanto a José Rufino encontra-se “infartada”. Ambas no bairro Cajá e bem pertinho uma da outra. Sem que haja uma ação inteligente para se dividir parte do fluxo daquela localidade. 

O sistema viário de uma cidade feito Vitória de Santo Antão – em crescimento – é uma espécie de obra inacabada, ou seja: precisa-se de intervenções constantes e principalmente que atenda a uma lógica viária, sobretudo pensada no conjunto das pessoas que se deslocam de formas diferentes. Portanto: mãos a obra…..

João Pessoa – por @historia_em_retalhos.

Que fato aconteceu neste bonito prédio da foto?

Este imóvel fica na Rua Nova, centro do Recife.

Nele, funcionava a Confeitaria Glória, local em que, no dia 26 de julho de 1930, há exatos 93 anos, foi assassinado João Pessoa, governador da PB e então candidato a vice-presidente da República, derrotado pela chapa de Júlio Prestes.

Embora o crime não tenha sido motivado por razões políticas, este fato é considerado o estopim da Revolução de 1930, que levou Getúlio Vargas ao poder e pôs fim à política oligárquica do “café com leite”, a chamada República Velha.

Em verdade, João Pessoa e o seu algoz, João Dantas, eram inimigos capitais, por razões locais, que se intensificaram a partir do dia em que o primeiro ordenou a realização de uma devassa no escritório do segundo, trazendo à tona um relacionamento amoroso secreto que Dantas mantinha com a poetisa Anaíde Beiriz.

Não importava!

Este crime, aliado à insatisfação generalizada com as fraudes da política dos governadores, à crise de 1929 e à não observância, por parte de SP, do acordo de alternância do poder com MG, efervesceu o país.

Em 03.10.1930, os militares liderados por Vargas, no sul, e Juarez Távora, no norte, convergem para o RJ e depõem o presidente Washington Luís.

Naquele mesmo ano, em uma decisão que, até hoje, divide opiniões, a capital do estado, antes denominada Parahyba, passou a chamar-se João Pessoa, em homenagem ao governador assassinado.

Há controvérsias, mas muitos afirmam que foi de Pessoa a célebre resposta do “nego”, expressão presente na flâmula da PB, quando ele rejeitou a adesão às forças “perrepistas”, dando fôlego à chamada Aliança Liberal, com RS e MG.

Poucos sabem, mas este fato histórico também alcançou o cancioneiro popular!

Incompreendida por muitos, a canção “Paraíba Masculina”, imortalizada por Gonzagão, retrata a participação do estado na Revolução de 1930.

De nome feminino, pequenina e brava, a PB foi decisiva nesta importante quadra, contribuindo para a inauguração de um novo ciclo na história do Brasil.

Paraíba, sim senhor!

A quem interessar, indico o filme “Parahyba Mulher Macho”, de Tizuca Yamasaki!
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COMDICA divulgou aprovados na prova escrita para concorrer ao Conselho Tutelar da Vitória de Santo Antão

O Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente da Vitória de Santo Antão (COMDICA) divulgou na segunda-feira (24.07) a lista dos candidatos aprovados na avaliação/prova escrita para o processo de escolha do Conselho Tutelar da Vitória de Santo Antão, conforme dispõe a Resolução n° 004/2023 – COMDICA e o Edital n° 001/2023.

Os candidatos que desejarem interpor recurso pertinentes a publicação deste resultado deverá comparecer ao COMDICA nos dias 25 e 26 de julho do corrente ano, conforme cronograma publicado na Resolução 004/2023. Os candidatos que não constarem nessa lista não foram classificados ou não compareceram a avaliação/prova escrita.

A votação acontecerá no dia 01 de outubro de 2023, das 8h às 17h. Serão eleitos dez membros, sendo cinco titulares e cinco suplentes. Poderão votar todas as pessoas maiores de 16 anos, regularmente inscritas no TRE-PE, portando Título Eleitoral e documento de identificação civil oficial com foto. A posse dos 05 membros mais votados será concedida pelo Prefeito do Município, no dia 10 de janeiro de 2024.

CONFIRA LISTA dos APROVADOS NA PROVA:

Evany Maria Alpes de Vasconcelos 9,75
Fábio Etelvino da Silva 9,75
Sandra Cristina Santos Veridiano 9,0
Samuel Antônio da Rocha 8,85
José Roberto de Souza Teixeira 8,75
Verônica Valéria Nunes da Silva 8,65
Karla Rafaelly Bezerra Alvares 8,50
Elizabete Feliciano da Silva 8,25
Lucicleide Maria de Oliveira Silva 8,25
Delayne Balmam de França Araújo 8,15
Renato José Ferreira Júnior 8,00
Danielle Vitor Martins de Lima 7,85

José Luciano da Silva Filho 7,85
Jonas Rodrigues Ozório da Silva 7,50
Valderlan José de Moura 6,85
Valmir Lucas de Souza 6,75
Lúcia Salustiano da Silva Gomes 6,65
José Carlos de Lira Cunha 6,50
Adriano Campelo de Farias 6,25
Erika Lira da Paz Barreto 6,25
Joselito Elias da Silva 6,15
Liosvaldo Franklin de Almeida 6,00
Paulo Henrique do Nascimento 6,00.

Portanto, 28 nomes poderão entrar na disputa as Eleições Unificadas do Conselho Tutelar do Município para o quadriênio 2024-2028, marcadas para o mês de outubro; isso porque os atuais cinco conselheiros, pela legislação, estão automaticamente apto-habilitados a participarem do pleito eleitoral, pois se encontram no curso do mandato e tentam a recondução, sendo dispensados da realização da prova escrita.

Blog A Voz da Vitória. 

Novas reflexões sobre o lusotropicalismo de Gilberto Freyre – por Marcus Prado.

Gilberto Freyre (1900-1987), “o mais intensamente brasileiro dos nossos escritores”, no dizer de Rodrigo Melo Franco de Andrade (1898-1969), o mais traduzido em nosso idioma no âmbito dos estudos sociais, autor de uma obra iniciada com Casa Grande & Senzala (1933), mais do que científica, que alarga os limites da Nação, continua despertando nos meios não só acadêmicos, dentro e fora do Brasil, uma intensa curiosidade intelectual.

Resenhas e artigos sobre a trajetória intelectual de Freyre, ensaios acadêmicos e teses universitárias não param de ampliar a sua bibliografia, em quantidade, qualidade e prospecção de ideias e descobertas, como foi o caso recente do livro Escrita histórica e geopolítica da raça – A recepção de Gilberto Freyre na França, da pesquisadora pernambucana Cibele Barbosa (Editora Global). A autora é reconhecida como portadora de larga experiência na área de História Contemporânea, com ênfase em história afro-brasileira. Nota-se, de imediato, nesse livro, originariamente tese de doutorado (Universidade Paris IV-Sorbonne), o domínio da escrita científica, o poder de exegese a partir de diferentes perspectivas, sem se deixar encapsular por concessões, modismos metodológicos ou por correntes teóricas insubsistentes. Um caso raro entre os pesquisadores de sua geração brasileira na sua especialidade.

O livro trata do “papel civilizador do negro”, da recepção e relação entre a obra de Freyre e o contexto pós-guerra na França, no cenário de descolonização dos continentes da África e Ásia. Aborda questões culturais, políticas, intelectuais e de raça para entender a recepção de CG&S entre o final dos anos 1940 e o início dos anos 1950.

Cibele contribui com instigantes análises e ampla documentação para a questão do lusotropicalismo de Freyre. Alonga-se, entre outras questões, sobre o que foi visto, antes dela, por pesquisadores altamente qualificados. Uma das fontes citadas pela autora é o excitante e polêmico Gilberto Freyre e a intelligentsia salazarista em defesa do Império Colonial Português (1951 – 1974), do erudito professor João Alberto da Costa Pinto. A proposta de Costa Pinto é analisar o percurso de Gilberto Freyre junto à “intelligentsia” salazarista, a partir de 1951. Questões teóricas e metodológicas de ideias e teses sobre fatos históricos, como as de Cibele, são necessárias ao grande debate, para remontar fatos e as causas históricas sob outras lentes.

O livro de Cibele não é perspectivado na descrição somente da política colonial portuguesa da época salazarista. “O livro é corajoso, polêmico”, salientou o professor e ensaísta Anco Marcio (UFPE) no seu lançamento. Possui a “liberdade de crítica”, de que nos fala Karl Popper (1902-1994) no seu clássico Conjecturas e Refutações. Sua exegese crítica combina com a severidade de Popper. Discute no seu livro sobre a história do Brasil em CG&S; sobre Freyre e os historiadores dos Annalles (A escola dos Annales é um movimento historiográfico de grande relevo do século 20); sobre CG&S e o imaginário exótico na França no pós-guerra; sobre a herança escravista nos Estados Unidos, entre outros temas. Na verdade, a obra de Gilberto Freyre, pela sua impressionante pluralidade, tem permanecido como desafio constante aos leitores, aos comentadores e a vitalidade de sua obra se mostra, talvez, como a mais moderna entre os clássicos do pensamento social brasileiro e suas questões ganham, ao invés de perderem, em atualidade.

Em admiração. O elogio, rebeldia e o pensar, novos leitores, novos críticos, continuam em torno do “Solitário de Apipucos”. Ele adorava isso. Fazia parte da sua (vaidosa) genialidade. O livro de Cibele foi premiado no 1° Concurso Internacional de Ensaios, certame promovido pela Fundação Gilberto Freyre e pela Global Editora. Aposto que será um primeiríssimo lugar do Jabuti/2023, no seu gênero. A autora é pesquisadora da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj).

Marcus Prado – jornalista. 

Paraisópolis – por @historia_em_retalhos.

Madrugada de 1.° de dezembro de 2019, bairro de Paraisópolis, São Paulo.

Jovens estavam reunidos no baile funk da DZ7, realizado na esquina da rua Ernest Renan com a rua Rodolf Lutze, quando a Polícia Militar entrou no evento para dispersá-los.

31 policiais participaram da operação.

Segundo a polícia, a ação foi em resposta a dois homens em uma moto que teriam atirado contra policiais e teriam tentado se esconder na festa, ocasionando o tumulto.

Usando bombas de gás lacrimogêneo, disparando tiros de bala de borracha, golpes de cassetetes e rajadas de gás de pimenta, a polícia encurralou uma parte da multidão (estimada em 5.000 pessoas) na Viela do Louro, palco da tragédia.

Sem terem como fugir, nove jovens, sendo quatro menores, desmaiaram e ali morreram.

Com uma entrada de 2,78m de largura e com uma saída bem mais estreita, de 1,71m, ainda havia, para agravar, um desnível em relação à entrada, onde estavam nove degraus.

Ou seja: as pessoas foram pressionadas para frente e para baixo, sem qualquer área de escape.

As vítimas, com idades entre 14 e 23 anos, já chegaram sem vida ao hospital.

A causa da morte de oito jovens foi asfixia (quando os pulmões não conseguem realizar os movimentos de expansão e retração necessários à respiração).

Um aspecto que chama muito a atenção: entre a chegada da PM no baile e o fim da operação, o rádio dos policiais ficou em silêncio por 21 minutos, tendo sido exatamente neste intervalo o cerco ao quarteirão.

O MP/SP denunciou 12 policiais por homicídio com dolo eventual, quando se assume o risco de produzir o resultado.

Hoje, 25 de julho de 2023, três anos e sete meses após o fato, vai acontecer a primeira audiência do caso, no Fórum Criminal da Barra Funda, em São Paulo.

Desejamos muita força aos parentes dessas vítimas, em especial à nossa seguidora Maria Cristina Quirino @cristinaportugalddds, mãe de Denys Henrique, uma das vítimas fatais, que perdeu a vida aos 16 anos.

Desejamos, também, muita lucidez e serenidade aos atores que conduzirão o processo, para que a verdade seja esclarecida e a justiça seja feita.
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Lourinaldo Martins e Lournaldo Júnior promoveram mais um encontro festivo…

Bem relacionados,  “Os Lourinados” – pai e filho – reuniram,   no domingo (23), no Restaurante Espaço de Ouro uma legião de amigos para celebrar mais um encontro festivo. Por mais de uma década o dia do trabalhador sempre recebeu uma atenção especial do amigo Lorinanldo Martins.

Tendo sua sequência interrompida pelos efeitos restritivos da pandemia, o evento voltou com toda força. Anfitrião dos melhores, “Os Lourinaldos”, no atual contexto, também se configuram em atores importantes no atual tabuleiro político local. Pelo movimento realizado, ontem, eles mostraram  quem continuam com suas “pontes eleitorais” bem preservadas. Aliás, 2024 chega já…..