Instituto Histórico – troca de experiências e novas ações….

Durante o dia de ontem (18) aconteceu na cidade dos Palmares o 1º Encontro dos Institutos Históricos da Zona da Mata Sul – pernambucana. Na pauta, entre outros assuntos, a promoção da integração e troca de experiências, no sentido da preservação e educação patrimonial.

Nosso estado – Pernambuco – desponta com um dos mais frutíferos quando assunto é Instituto Histórico. Possuímos 25 cidades que ostentam  esse tipo de equipamento. Vitória de Santo Antão possui um dos mais antigos – 73 anos – fundado em 19 de novembro de 1950.

Na qualidade de atual vice-presidente da referida instituição – IHGVSA -, juntamente com outros membros, participamos do evento que ocorreu nas dependências do histórico e bem preservado Cine Teatro Apolo – Palmares. Na ocasião, tive a oportunidade de realçar aos presentes algumas potencialidades do nosso sodalício assim como contribuir na formatação de algumas reinvindicações que estamos elencando para em breve propormos no conjunto das políticas públicas governamentais.

Para concluir, deixamos um sonoro parabéns aos diretores do Instituto Histórico anfitrião,  pela condução dos trabalhos.

O GRANDE EVENTO DO ANO ESTÁ CHEGANDO!!! – GRAU TÉCNICO VITÓRIA.

O GRANDE EVENTO DO ANO ESTÁ CHEGANDO!!! EEEEHH! A FEIRA DE EMPREGABILIDADE DO GRAU TÉCNICO VITÓRIA ESTÁ DE VOLTA!!! VENHA PARTICIPAR DA QUARTA EDIÇÃO , NO DIA 27 DE OUTUBRO, DAS 9H AS 16H! VÁRIAS EMPRESAS VÃO ESTAR PRESENTES, EM BUSCA DO SEU CURRÍCULO! ESSA É A SUA GRANDE CHANCE DE ENTRAR NO MERCADO DE TRABALHO E MUDAR DE VIDA!

ANOTE AI NA AGENDA E CHAME TODO MUNDO! FEIRA DE EMPREGABILIDADE GRAU TÉCNICO VITÓRIA! DIA 27 DE OUTUBRO, DAS 9H ÀS 16H, NA AVENIDA HENRIQUE DE HOLANDA, NUMERO 1210! QUEM PENSA NO FUTURO
FAZ GRAU TECNICO!

Assessoria. 

Este é Edgardo Tito Sicato da Silva – por @historia_em_retalhos.

Quem vê esse sorriso largo no rosto não imagina a história por trás deste angolano lutador, naturalizado brasileiro.

Edgardo imigrou para o Brasil na condição de refugiado no ano de 1989.

Àquela época, Angola vivia o horror de uma sangrenta guerra civil.

Tão logo se tornou independente de Portugal, em 1975, o país mergulhou em uma luta fraticida entre dois ex-movimentos de guerrilha anticolonial: o MPLA, apoiado pela antiga União Soviética, e a UNITA, apoiada pelos EUA.

Esta guerra interna teve um custo altíssimo, com milhares de mortos e mutilados, destruições de vulto nas cidades e o comprometimento grave da infraestrutura do país (estradas, pontes, aeroportos etc).

Antes de completar 11 anos, Edgardo vivenciou a maior tragédia da sua vida: assistiu à morte da própria mãe, alvo de um bombardeio praticado pela UNITA, no local onde moravam.

Dona Isabel, sua mãe, foi atingida pelos estilhaços de uma bomba que a feriram letalmente nas regiões da cabeça e do peito.

O aspecto mais doloroso: sair de casa naquelas circunstâncias de guerra para buscar socorro significaria a morte dos demais integrantes da família, de sorte que a própria dona Isabel pediu aos familiares que apenas se mantivessem ao seu redor, rezando, enquanto desfalecia aos poucos.

Toda guerra é insana e este dia mudou radicalmente a vida de Edgardo.

Indefeso, órfão da mãe, afastado do pai e em um país banhado de sangue, a sua vida parecia fadada ao mesmo fim das demais crianças angolanas: ser forçado a incorporar-se às guerrilhas ou morrer.

Três anjos, todavia, entraram em seu caminho, trazendo-o para o Brasil: os tios Teodoro e Amélia Chitunda (foto) e a freira Frances.

Esta última fez contato com as irmãs beneditinas da Academia Santa Gertrudes, em Olinda/PE, que acolheram a todos, garantindo-lhes trabalho, moradia e educação.

No Brasil, Edgardo concluiu os seus estudos e, hoje, vive em paz em Caruaru, ao lado da esposa Helena.

Para quem não sabe, há 31 anos, este angolano/brasileiro é um amigo-irmão deste subscritor.

À sua história de luta e superação, eu presto esta homenagem no dia de hoje.
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DEPOIS DE JÚLIO VERNE – A VOLTA AO MUNDO DE SÍLVIO AMORIM – por José Nivaldo.

Júlio Verne, em seu famoso romance, deu a volta ao mundo em 80 dias, melhor dizendo, 81. Silvio Amorim, que esconde por trás de uma aparência pacata e uma carreira profissional de sucesso um espirito aventureiro como poucos, levou 112 dias. Imagine em que a experiência dessa viagem ao redor do mundo pode resultar?

PRIMEIRA EXPERIÊNCIA
Não é a primeira grande aventura de Silvio. Anos atrás, ele percorreu de moto o que resta da rodovia Transamazônica, partindo de Cabedelo, PB, e terminando nos confins da floresta. O livro, recheado de passagens exóticas e perigosas, foi muito comentado na mídia nacional e o autor participou dos principais programas de entrevista da televisão.

AGORA
Para o advogado e ex-presidente do IAHGP, Silvio Amorim, o período serviu para reunir memórias de uma vida no livro “*Uma viagem de volta ao mundo da minha aldeia”. que será lançado no dia 6 de novembro, às 18h, na Academia Pernambucana de Letras.

MINHA ALDEIA É O MEU MUNDO
O livro é uma coleção de histórias particulares e, ao mesmo tempo, coletivas, de um período do Brasil.

ANOTE NA AGENDA
Quando: 06 de novembro (segunda-feira),
Hora: 18h
Onde: Academia Pernambucana de Letras – APL

Jornal O Poder
José Nivaldo Junior

O CINEMA BRAGA – por Marcus Prado.

QUANDO O CINEMA BRAGA estava prestes a fechar e ser demolido, fotografei um painel floral que existia ao lado da tela. Foi o que restou das cinzas da demolição de uma sala que nos deu tantas alegrias e devaneios no nosso tempo vitoriense. Me lembro de uma peça teatral que foi encenada nesse palco, JOANINHA BUSCAPÉ, com Pedro Ramalho e uma moça (não me recordo mais do seu nome) da família Floro.

 

A escultura de Augusto Ferrer – por Marcus Prado.

 

QUANDO CAMINHO PELAS RUAS DO CENTRO, uma das esculturas públicas que sempre chama minha atenção é o Caranguejo Gigante, na Rua da Aurora. Não me atrai porque é chamativa – na verdade, muitas pessoas mal percebem porque ela se integra ao ambiente da cidade de forma tão natural. Para mim, uma boa escultura convida a participar do espaço em que ela existe. É o caso desse Caranguejo que acena para uma das mais tradicionais ruas da cidade, às margens do Rio Capibaribe. É um dos cartões postais da capital pernambucana. Um dos símbolos do imaginário e criatividade do Recife no campo da arte.

IDEALIZADA pelo artista plástico vitoriense Augusto Ferrer, a escultura do crustáceo faz referência ao mangue recifense e, por conseguinte, ao movimento Manguebeat – que teve entre seus líderes o famoso Chico Science, um dos vocalistas da banda Nação Zumbi, falecido em acidente de carro.

Marcus Prado – jornalista. 

A Plenária do Partido dos Trabalhadores em Vitória de Santo Antão – por Jairo Medeiros.

A Plenária do Partido dos Trabalhadores em Vitória de Santo Antão foi exitosa e aqui passo para agradecer cada militante e filiado que prestigiaram o ato do PT VSA.

O PT VSA assume nova executiva com a missão dada de fortalecer, organizar, planejar e disputar amplamente proporcional e majoritariamente as eleições municipais de 2024.

O Partido dos Trabalhadores em Vitória de Santo Antão terá projeto e execução de campanha baseada na realidade vivencial e do acúmulo de forças desde a aurora democrática brasileira e em especial a primeira eleição do Presidente LULA em 1989.

Debaterá amplamente com todas outras legendas partidárias na construção de forças progressiatas que queiram o avanço social cultural econômico para Vitória de Santo Antão destacando as obras, programas e ações trazidos pelos governos petistas para nossa cidade; inegável que o Centro Acadêmico de Vitória/CAV (campus UFPE), programas como minha casa minha vida, bolsa família, PRONAF, PRONATEC, a vinda das fábricas (SADIA, MONDELEZ, ROCCA…) e tantas outras políticas mudaram o cenário local.

A reconstrução do Brasil passa urdidamente pela união nacional e por várias Políticas que foram negadas recentemente, dentre outas, pela valorização do salário mínimo emprego e renda; o marco fiscal e simplificação tributária, protagonismo internacional, incentivos para pessoas físicas e jurídicas, Plano Safra… associado a política macroeconômica (controle dos juros e queda da Selic/Copom) é antevisão auspiciosa de que o Brasil está de volta e no rumo certo e 2024 será maravilhosamente abençoado.

Encabeçada pela companheira Clícia Roberta e eu na Vice, a Diretoria Executiva conta com Karina, Marcia, Marcelo, Lizandro e Isaias. A missão é hércula, mas, quando dada será missão cumprida!

2024 será de Vitórias!

JAIRO MEDEIROS
VICE PRESIDENTE PT VSA

5ª Edição da Corrida do Vapor – Show de Bola!!!

Na manhã do domingo (15) aconteceu na nossa cidade a 5ª Edição da Corrida do Vapor. O evento teve como ponto de concentração, partida e chegada o Pátio da Matriz. Na ocasião, além dos muitos atletas da Vitória participaram, também,  grupos de corridas e atletas dos municípios circunvizinhos e até da Capital.

Em clima de alegria, descontração e desafio, ao final, um grupo de corredores promoveram uma animada atividade física mostrando, assim,  que estão muito “obrigado” no que se refere ao condicionamento físico.

Na qualidade de membro do Grupo do Vapor, juntamente com os amigos Jurandir Soares, Gabriel Lima, Aldenisio e Diego Tavares marcamos presença e prestigiamos mais uma edição desse importante evento esportivo da nossa cidade.

Clube dos Motoristas – feijoada dançante….

Após melhoramento no seu aspecto físico a Diretoria do Clube dos Motoristas “ O Cisne” realizou na manhã/tarde do sábado (14) uma “feijoada dançante”, no sentido de congregar pessoas que vinculadas à agremiação e também aos carnaval de modo geral. Na qualidade de anfitrião da festa o doutor Ozias Valentin era só alegria. Na ocasião, ao som do autêntico frevo pernambucano, o assunto mais comentado foi a expectativa para o  carnaval 2024.

Baby Alegria no Dia das Crianças…..

Comemorando os seus 25 anos de fundação, o bloco carnavalesco infantil Baby Alegria “ganhou” as ruas centrais da cidade brindando o “Dia das Crianças”, ocorrido na última quinta-feira (12). Como acontece tradicionalmente – seguindo animada concentração,  ocorrida na Praça da Restauração” –  o som do trio elétrico “arrastou” o pessoal.

Por ocasião da passagem no Pátio da Matriz, registramos alguns momentos, inclusive as palavras do seu diretor presidente, Charles Romão.

A lenda do Menino do Pirulito – @historia_em_retalhos.

Quem frequenta o Zoológico de Dois Irmãos, no Recife, já deve ter ouvido falar do menino que vendia pirulitos.

Alegre, a criança era vista tocando o seu apito e vendendo pirulitos de açúcar, em forma de cone, arrumadinhos no tabuleiro.

Reza a lenda que esse menino teve um fim trágico.

Atraído por um gato que criava, o menino teria caído na jaula dos ursos, sendo devorado por eles.

O seu corpo nunca teria sido visto.

Até hoje, quem passa por lá, à noite, garante que ainda escuta os seus apitos.

Em alusão à lenda urbana, Abelardo da Hora (1924-2014) confeccionou a escultura “Menino do Pirulito” (foto), que adorna o Parque Estadual de Dois Irmãos.

É no embalo dessa passagem infantil, que eu quero desejar a todos vocês um feliz Dia das Crianças, com:

MENOS: trabalho infantil, evasão escolar, discriminação com crianças negras e diferença de oportunidades entre crianças ricas e pobres.

MAIS: amor, solidariedade e respeito ao público infantojuvenil, em especial, neste momento, às crianças palestinas e israelenses.

Um bom feriado, gente!
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PEDEX E PLENÁRIA DO PT DE VITÓRIA DE SANTO ANTÃO/PE.

O Partido dos Trabalhadores de Vitória realiza o PEDEX (Debate sobre eleição 2024, Eleição de Nova Direção do PT em Vitória)

No próximo sábado,  dia 14 de outubro,  das 12 as 17 horas,  na Câmara de Vereadores Vitoriense e dele sairá a eleição da nova Direção do PT e debates sobre ações estratégicas do PT para a eleição municipal de 2024 em Vitória de Santo Antão. VENHA PARA O RUMO CERTO VOCÊ FILIADO, MILITANTE E SIMPATIZANTE E PARTICIPE DO EVENTO.

Assessoria. 

 

PE-45: “3 deputados e é mesma coisa de num ter nenhum…..”

Nas mais diversas oportunidades e nos mais variados encontros sociais, quando o assunto adentra no universo político local,  não é difícil  se escutar a seguinte frase: “temos 3 deputados e é mesma coisa que num ter nenhum”…..

Pois bem, domingo próximo passado, dia 08 de outubro,  por ocasião de uma participação em um determinado evento esportivo, ocorrido na cidade do artista Cicero Dias – Escada -, distante da Vitória 35km, fui obrigado a antecipar minha saída em cerca de 1 hora por conta do péssimo estado da principal estrada  que liga as duas cidade – Vitória/Escada. Em alguns trechos, inclusive, não existe mais pavimentação ou mesmo resquício dela. O condutor do veiculo, mesmo a contragosto, é obrigado a praticar o chamado  “Off Road”.

Até parece que esta estrada esburacada cumpre uma importante “função política”, ou seja: às véspera das  eleições ela (estrada esburacada) serve de plataforma para todo tipo de promessa e proselitismo politico – para não dizer mentira mesmo….

Os nosso ilustres, legítimos e atuais representantes na ALEPE – Assembleia Legislativa do Estado -, Joaquim Lira, Henrique Queiroz Filho e Aglailson Victor, em suas agendas de campanhas, investiram pesado na mídia para alardearem que com seus respectivos prestígios os problemas da PE-45 estariam, em breve, resolvidos.

Passadas as eleições, os três reeleitos, tudo que foi dito como “verdade insofismável” , agora,  já faz parte do tempo pretérito – é hora do povo esquecer o que foi dito…

Portanto, para  concluir essas já repetidas linhas,  não me canso de dizer: nossa cidade precisa de um deputado estadual que não seja aliado ao  governo de plantão. Quando esse pessoal “aliado” sentam-se nas suas respectivas cadeiras logo se apressam em não contrariar o ocupante da cadeira mais importante do Palácio do Campo das Princesas,  em troca da proteção  aos negócios da família e dos espaços na máquina pública para empregar parentes e aliados do seu grupo político. Infelizmente, essa é uma realidade que somos obrigados a assistir com cenas reprisadas – diga-se de passagem…..

Preconceito contra pessoas nascidas no Nordeste – por @historia_em_retalhos.

Qual a origem do preconceito contra pessoas nascidas no Nordeste?

Eis um tema polêmico e que divide este imenso país.

É frequente assistirmos a atos de rejeição e brutalidade contra pessoas nascidas na região nordeste do Brasil.

Mas, por mais dolorosa que seja a análise do tema, eu pergunto: há razões históricas a justificar este repugnante sentimento de segregação?

A resposta é sim.

Para alguns, a origem histórica deste sentimento guarda relação com a formação da intelectualidade paulista, nos anos de 1920, que estabelecia São Paulo como a “locomotiva” do Brasil e as demais regiões como “vagões” a serem carregados.

Gilberto Freyre, sabiamente, reagiu e defendeu a posição do Nordeste como o “berço da nacionalidade”.

Outros sustentam que o preconceito esteve associado às grandes massas de trabalhadores que migraram para o Sudeste, principalmente entre as décadas de 30 e 50 do século 20.

Àquela altura, aspectos comparativos entre os grupos de migrantes nordestinos e grupos de imigrantes europeus eram comuns.

O resultado dessa comparação pode ter sido a veneração dos hábitos e idiomas estrangeiros e o menosprezo pela rusticidade das pessoas simples do interior nordestino, fazendo nascer o sentimento de discriminação.

Hoje, 08 de outubro, é o Dia do Nordestino.

A criação desta data é uma homenagem ao centenário do poeta popular cearense Antônio Gonçalves da Silva, o Patativa do Assaré (foto).

A data foi oficializada com a Lei n.º 14.952, de 13 de julho de 2009, na cidade de São Paulo, local com a maior concentração de nordestinos do país.

Que o dia de hoje sirva-nos como reflexão acerca dos enormes malefícios causados ao país por este tipo de sentimento, além de ser crime, que pode resultar em reclusão de 1 a 3 anos e muita.

Que jamais nos esqueçamos: reverenciar o povo nordestino é, em última análise, reverenciar a alma deste país, porque esta região guarda os maiores traços da identidade nacional.

Viva o povo nordestino.
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Engenho Cachoeirinha – por Marcus Prado.

Casa-Grande do Engenho Cachoeirinha, em Vitória de Santo Antão, um imóvel em estilo colonial de maior tradição não só arquitetônica e histórica. Guarda a memória de uma moradora ilustre: a senhora Flora Cavalcanti, na época em que era noiva do famoso diplomata e historiador pernambucano, Manuel de Oliveira Lima. Nessa casa, Oliveira Lima escreveria páginas da sua obra-prima DOM JOÃO VI NO BRASIL. Seu casamento, estando ele em missão diplomática, fora do Brasil, foi realizado por procuração, estando o documento arquivado no Cartório que tinha como titular o saudoso Manuel de Holanda. Parabenizo o casal Jaime e Yeda Beltrão, proprietários da Casa, pelo permanente cuidado e zelo notável por esse patrimônio.

Estive nessa Casa várias vezes, uma delas, levando os colegas do Conselho Estadual de Cultura. Foi um dia memorável, ficando em todos a simpatia e os elogios a Jaime e à senhora Yeda.

Marcus Prado – jornalista 

O Veneno das Mulheres – por Pedro Ferrer

“O Veneno das mulheres”. Com este título, o Lidador, no início da década de trinta, exatamente, no dia 14 de janeiro de 1933, publicava, em sua primeira página, o resultado de  uma pesquisa, vindo da Áustria. Essa pesquisa estabelecia, melhor diria, tentava estabelecer uma base científica, sobre uma escabrosa mentira contra o sexo feminino. Velha mentira que remontava ao tempo de Moisés. O Levítico, um dos livros do Antigo Testamento, trata com detalhes sobre o tema e estabelece até normas de comportamento. A mulher, de acordo com o artigo, secretaria no período menstrual, um hormônio capaz de prejudicar o comportamento e a fisiologia dos que a cercavam. Essa afirmação foi proferida por um cientista austríaco, Schick, que deduziu através de suas pesquisas que as mulheres durante a menstruação secretavam um hormônio, o menotoxina. O dito cujo hormônio tinha efeitos espantosos sobre a fermentação e sobre os seres vivos, vegetais e animais.  Uma mulher, que menstruada estivesse, a bater a massa de um pão  ou de um bolo, não conseguia fazer a massa crescer. O menotoxina inibia a ação do fermento. As flores desvaneciam-se e até mesmo  os animais sofriam modificações em sua fisiologia. Essa teoria, da ação negativa do menotoxina impregnou-se no subconsciente popular e foi incorporado à nossa cultura. Hoje, sabemos  que tudo isto é falso, não passa de crendice e superstição.

Lendo este artigo rememorei o dia em que o destilador do  engenho Cacimbas não me permitiu ingressar na destilaria com algumas amigas. Na ocasião não entendi a razão da proibição. Queixei-me ao meu pai da decisão do destilador. Para mim era um absurdo ele impedir nosso ingresso na destilaria. Meu pai ponderou que uma, entre elas,  poderia estar no período menstrual e a fermentação estaria comprometida.  Infelizmente, esse conceito permanece ainda hoje no meio rural. Um vaqueiro da fazenda,   Teju,  não  fazia tratamento, nem nenhuma outra intervenção no gado, quando sua mulher menstruava. Dormindo ao seu lado, sentia-se contaminado.

Pedro Ferrer – presidente do IHGVSA

Matéria da Mondelez pelas lentes da Inteligência Artificial….

O texto aborda a relação entre a cidade de Vitória de Santo Antão e a empresa Mondelez, que recentemente anunciou investimentos na região. Há algumas observações a serem feitas:

Reconhecimento do investimento: O autor reconhece a importância do investimento da Mondelez na cidade, mencionando o impacto positivo que isso terá na economia local, na oferta de empregos e na geração de receitas públicas.

Crítica à falta de representatividade: O autor critica a governadora Raquel Lyra por não convidar o prefeito da Vitória de Santo Antão, Paulo Roberto, para o anúncio do investimento. Isso é visto como uma falta de consideração e respeito pela representação local.

Questões de responsabilidade social: O autor sugere que a Mondelez ainda não estabeleceu uma forte conexão com a comunidade local em termos de responsabilidade social, especialmente no que diz respeito às tradições culturais e religiosas da região. Ele expressa a esperança de que a empresa leve esses aspectos em consideração no futuro.

Metáfora final: O autor fecha o texto com uma metáfora sobre uma garrafa no mar, sugerindo que a Mondelez está presente em Vitória, mas ainda não absorveu completamente a cultura e os valores locais.

Em resumo, o texto apresenta uma análise crítica da relação entre a Mondelez e Vitória de Santo Antão, destacando a importância do investimento da empresa, mas também apontando questões de representatividade e responsabilidade social que precisam ser consideradas para fortalecer os laços entre a empresa e a comunidade local.

Ismael Feitosa/Chat GPT.

A “menudomania” e o Recife – por @historia_em_retalhos

Quem viveu a década de 1980 recorda do fenômeno musical da banda porto-riquenha composta por cinco adolescentes que levava multidões aos seus shows.

Histeria, euforia e fanatismo marcaram os anos de sucesso da banda que, no ápice da fama, veio ao Recife para apresentar-se no Estádio do Arruda, reunindo cerca de 60 mil pessoas.

A apresentação aconteceu no dia 1.° de março de 1985 e é considerada o primeiro grande show em estádio realizado na capital pernambucana.

Foi um alvoroço poucas vezes visto!

Com formações variáveis, o grupo encontrava-se na sua composição mais memorável (Robby Rosa, Charlie Massó, Roy Rosselo, Ray Reyes e Ricky Martin) e emplacava sucessos como o hit “Não se reprima”.

A chegada do Menudo contou com mais de 200 soldados e seis viaturas, que foram insuficientes para conter a multidão no Aeroporto dos Guararapes, sendo necessária a utilização das saídas do Aeroporto Militar do Ibura.

O tumulto continuou até a frente do Othon Palace Hotel, em Boa Viagem, onde o grupo ficou hospedado.

Durante o show, Ricky Martin, que era o integrante mais recente daquela composição, acalentava o coração das adolescentes:

“Un beso a las chicas del Recife”.

Poucos lembram, mas uma figura muito polêmica era o empresário da banda, Edgardo Díaz.

Segundo a sua filosofia, os meninos deveriam ter bom comportamento, entrosamento com a família, ser alunos exemplares e manter-se distante das drogas.

Além disso, seriam substituídos sempre que atingissem 16 anos, mantendo uma espécie de “fonte da juventude”.

Nos bastidores, todavia, Edgardo era conhecido como um sujeito autoritário e controlador, sendo acusado, mais tarde, de abuso sexual contra os adolescentes.

O sucesso do Menudo foi estratosférico, mas não foi longevo, esbarrando em um entrave muito comum em bandas que alcançam a fama precocemente: a efemeridade.

Mesmo assim, o seu estilo fez escola, influenciando diversos outros conjuntos que o sucederam, como os brasileiros Dominó e Polegar e o argentino Tremendo.
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Mondelez – Vitória de Santo Antão – uma relação que precisa avançar….

Desde sempre, nosso torrão carrega um conjunto de vertentes  favoráveis ao empreendedorismo. Mesmo antes da chegada da energia elétrica em nossas terras  fomos referências na indústria canavieira, através do chamado “engenho banguê”. Com efeito, colecionamos uma infinidade de rótulos de cachaça, hoje, representados no bem sucedido empreendimento que carrega a internacional assinatura da marca Pitú. Lembremos,  contudo,  que a família Azoubel,  a partir do inicio do século XX, contribuiu de forma sublinhada para a  consolidação do conjunto industrial antonense.

Já no século XXI, a reboque da melhoria na renda dos mais pobres em função das políticas federais  assistencialistas, dos  incentivos governamentais e  pela   localização privilegiada  do nosso lugar –  cravado no centro da Região Nordeste –  aterrissou em Vitória de Santo Antão um conjunto de empreendimentos fabril, dentre os quais duas gigantes do setor de alimentos.

Nesse contexto, sobretudo nessa última década, entre outros fatores, graças ao desempenho extraordinário das “gigantes”  assistimos ao incremento fabuloso  e continuado da oferta de emprego e da chegada de recursos aos cofres públicos,  vinculados aos impostos gerados pelo faturamento estratosférico dessas duas companhias.

Coroando esse desempenho e ratificando que a Vitória de Santo Antão se configura  como  “solo fértil” – abençoado pelo Glorioso Santo Antão –  nós, antonenses, recentemente, recebemos com muita alegria e entusiasmo  a  informação que a Mondelez reafirmou  seu interesse nas  operações  locais – Vitória de Santo Antão – ao anunciar investimento na ordem de 300 milhões de reais em novas construções no seu parque fabril,  como também na ampliação da sua produção conjugando, também,   novas linhas de produção. Sem esquecer, claro, dos muitos postos de trabalhos que irão ser ofertados já na obra de ampliação como também, em futuro próximo,  no chão da fábrica.

Vitória de Santo Antão, na qualidade de comunidade acolhedora dessa empresa gigante  deve sempre comemorar entusiasmadamente. Afinal, a Mondelez  também é nossa!

Pois bem, como estudioso, pesquisador e observador da história e do cotidiano da nossa pólís,  fundada pelo português Diogo de Braga há quase 400 anos, imagino que a governadora Raquel Lyra,  por ocasião do extraordinário  anuncio aos pernambucos e em particular aos antonenses, através das suas redes sociais, tenha “pisado na bola” ao não convidar para o  referido anuncio em Palácio o prefeito da Vitória de Santo Antão, Paulo Roberto (seu aliado político),  até porque a figura do gestor municipal, na ocasião em tela (anuncio),  teria um peso simbólico no quesito  representatividade.

O  prefeito da Vitória, Paulo Roberto, que investe pesado na sua imagem nas redes sociais,   certamente “engoliu esse sapo” calado para não passar o recibo,  de haver sido ignorado pela sua aliada política, Raquel Lyra.

FOTO DIVULGAÇÃO

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Para os mais atentos e pela simbologia da ação, que emiti eloquente atestado de arrogância da governante  da província,  demostrando que Raquel não cumpriu com a  chamada liturgia dos entes federativos (estado/município), da minha parte,  segue uma “Bola Murcha” para a líder política que em recente campanha disse que “não iria deixar ninguém para trás”.

Ainda no contexto da nota desafinada, por assim dizer,  dessa vez direcionada à “gigante” Mondelez, apesar de todo sucesso nos seus respectivos empreendimentos, principalmente nos  realizados em nossa terra, no meu modesto entendimento, a mesma ainda não conseguiu estabelecer com a comunidade da Vitória de Santo Antão laços “fraternos” no amplo sentido da palavra responsabilidade social.

Isto é: aquilo que é importante para os nativos, envolvendo aspectos culturais, religiosos, tradicionais e etc ainda não foram captados pelas respectivas diretorias da Mondelez, causando, assim, uma espécie de orfandade na comunidade quando imaginava-se  que com a chegada desses novos empreendimentos as “tradições  sentimentais da localidade”,  tão caras e representativas ao município acolhedor,  seriam melhores observadas e  levadas em contas, no sentido da reciprocidade.

Para concluir, uma historinha: dizem que uma pessoa colocou uma rolha em uma garrafa e logo depois  a jogou no mar. Após 12 anos  boiando em mar aberto, ela  foi resgatada por uma outra pessoa que também não tinha educação ambiental. Ao  retirar  a rolha da garrafa e  devolve-la ao mar,  observou que naquele momento a mesma foi invadida pelas águas e afundou.

Moral da história: a garrafa estava no mar, mas o mar não estava na garrafa. Sob o ponto de vista social e sentimental, podemos imaginar  que a Mondelez está em Vitória, mas a Vitória de Santo Antão (ainda) não está na Mondelez.

 

 

 

4ª Edição do Vitória Games – nossa cidade na rota dos grandes eventos de crossfit em Pernambuco!!!

Com domingo  ensolarado, ontem (01),  aconteceu no estacionamento do Vitória Park Shopping a 4º Edição do Vitória Games. O evento congregou, nas várias categorias, no masculino e feminino, equipes da nossa cidade  e também de outras: Recife, Caruaru, Carpina e etc.

Planejado e coordenado pelo amigo Zé Luís, do Box Vitória, o evento, nessa 4ª edição, mais uma vez,  se superou em número de equipes participantes, na estrutura e também no púbico que acompanhou a competição.

Em crescimento contínuo no Mundo, no Brasil e também em nossa cidade o “crossfit” vem ganhando muitos praticantes, sobretudo no segmento jovem. Eventos como este, ocorrido ontem,  coloca nossa Vitória de Santo Antão, definitivamente, na rota dos grandes movimento da modalidade.

Parabéns ao amigo Zé Luís e toda sua equipe, como também aos patrocinadores pela disposição e coragem na realização desse grande evento esportivo.

Em tempo: a equipe “Os Antonenses”, representando o Box Cross Nórdicos, que é formada pelos atletas Carlos Neto, Gabriel Melo e Rafael Paixão foi o trio local mais bem colocado na competição – 3º lugar na categoria “intermediário masculino”.