Feijoada da ABTV – Vitória é toda carnaval……..

Tal qual todo início de ano, viramos a “chave central” do conteúdo do nosso jornal eletrônico –  intitulado Blog do Pilako –  para o tema carnaval. Na República da Cachaça e também da folia, doravante, até a fatídica quarta-feira ingrata, o sem números de agremiações reinaram absolutas.

Na virada do ano, as agremiações “Boi Dela” e “Acorda Corno” realizaram suas respectivas prévias. No próximo sábado, dia 06 de janeiro, o Clube dos Motoristas “O Cisne” promoverá o seu “ensaio de rua”.

No sábado, 13 de janeiro, a ABTV – Associação dos Blocos de Trio da Vitória – estará promovendo a 11ª Edição da “Feijoada da ABTV”, no Restaurante Gamela de Ouro, a partir das 11h.

Para participar, segue informações:

11ª Edição da Feijoada da ABTV – Abertura do Carnaval da Vitória – sábado, 13 de janeiro, a partir das 11h, no Restaurante Gamela Ouro – pulseiras/ingressos $10,00 – Pitú, Patrocinador Oficial.

 

Folia e frevo na virada do ano em Vitória….

Com tradição secular nos festejos do Rei Momo, nossa cidade – Vitória de Santo Antão -, por iniciativa das agremiações carnavalescas “Boi Dela” e “Acorda Corno”, brindou a virada do ano com muito frevo.

 

No dia 31/12, à tarde, os diretores do “Boi Dela” começaram sua já tradicional  prévia carnavalesca. O local escolhido foi o “Lava-Jato” do amigo Roberto Tenório, diretor da referida agremiação. Por lá, o frevo reinou absoluto.

Para começar o Ano Novo com o pé na folia, os diretores do “Acorda Corno” “convocaram” os foliões para um desfile às 6h, saindo da Rua Doutor José Rufino, no bairro do Cajá. Registramos parte da passagem pelo Pátio da Matriz. A turma estava animada!

Vencemos 2023……

Chegou 2024! Com ele, um novo ciclo começa. Mas é bom que se diga que tudo permanecerá do mesmo jeito, se você não tomar a iniciativa em mudar, naquilo que é desejado. Mas também é bom que se diga, indiscutivelmente,  que vencemos mais uma etapa do eterno desafio de nos mantermos vivos,  até (nosso) o final dos tempos. Vamos em frente….

Espetáculo nos ares – ontem e hoje…..

Por volta do meio dia de ontem, quinta-feira, 28 de dezembro – última quinta do ano de 2023 – ao deslocar-me, de carro, pelo centro da cidade, com destino ao bairro do Cajá, observei um movimento diferente no trajeto, já que costumeiramente o faço.

Das esquinas, das calçadas e dos portões, pessoas, das mais diversas idades, curiosamente e sincronicamente, levantavam sua visão na direção dos  céus. Aeronaves do tipo helicóptero, intensamente, cruzavam os ares. Só depois, circulou a informação de que se tratava de uma operação policial.

Pois bem, mesmo vivenciando tempos  (atuais) em que as mais extraordinárias imagens da vida moderna estão disponíveis,  24h, através dos celulares, o “mundo ao vivo” sempre será mais convidativo,  ao que poderíamos chamar de “espanto”.

Saindo do tempo presente e viajando ao de outrora, tendo como circunscrição espacial  os céus antonenses,   fiquei imaginando,  mesmo sem haver vivido esse espetáculo,   o alvoroço das pessoas, em solo, por ocasião dos eventos promovidos pelo nosso Aeroclube,  em que contava com várias aeronaves se deslocando,  ao mesmo tempo, em que, também, sincronicamente, paraquedistas saltavam dos aviões.

Lembremos que tudo isso aconteceu em nossas terras por volta da metade do século XX, quando  ainda, na qualidade de cidade, estávamos desfrutando das maravilhas da chegada da energia elétrica e o automóvel  ainda se configurava numa  novidade.

Em registros nos jornais da época, fala-se em público de mais de 10 mil pessoas acompanhando os eventos,  promovidos pelo nosso Aeroclube. Depois de ontem, já mais irei duvidar dessas informações……

ACTV – dupla comemoração!!!

Em ritmo frevo e com muita Pitú, folia e animação, aconteceu, na noite de ontem (27),  na sede da ACTV – Associação dos Carnaval Tradicional da Vitória – uma dupla comemoração: confraternização dos diretores das agremiações afiliadas e os 26 anos da Orquestra Ciclone, comandada pelo Maestro Givaldo Barros. 

Em nossa cidade – Vitória de Santo Antão -, lugar em que corre sangue carnavalesco nas veias dos munícipes, a folia de momo já começou. Vale lembrar que já na virada do ano, dia 31, haverá previa carnavalesca – Acorda Corno – com previsão de amanhecer o dia, na rua, desfilando e pulando e frevo.

Vida Passada… – Manuel Arão – por Célio Meira

Célio Meira – escritor e jornalista

Na velha cidade de Afogados da Ingazeira, abençoada pelo Senhor Bom Jesus dos Remédios, nasceu, no dia 11 de janeiro de 1876, o sertanejo Manuel Arão de Oliveira Campos. Fez o curso primário, na terra natal, não escondendo, desde menino, o amor às letras literárias. Lia e decorava  sonetos celebres, e páginas de pensadores famosos, chegando, e é ele, mais tarde,  quem nos conta, “ a saber quase toda, de memória, “A Noite na Taverna” de Álvares de Azevedo. Deliciava-se em “ouvir os rábulas no júri da terra”, e redigia “ A Pátria”, jornalzinho manuscrito, e primeira tribuna livre do futuro filósofo e romancista.

Trazendo na alma a lembrança do rio Pajeú, chegou, aos 17 anos de idade, à cidade do Recife, onde começou a trabalhar, estudando e ensinando. O magistério, a imprensa e essa Estrada de Ferro, que é, hoje, a Great Western, foram as três oficinas em que Manuel Arão viveu e trabalhou, febrilmente, durante trinta e sete anos, conquistando as inúmeras vitórias do espirito, que lhe deram projeção e renome, na sociedade recifense, na literatura, na história e nas ciências.

A Gazeta da Tarde, ao tempo de Abdizio de Vasconcelos, foi a primeira trincheira de Manuel Arão. E quando, nos últimos anos do século XIX, se processou, no Recife, um grande movimento literário, batalhando, no “Diário de Pernambuco”, entre outros, João Barreto de Menezes e Artur Baia, e na Revista Contemporânea”, Teotônio Freire, França Pereira, Paulo de Arruda e o vitoriense Demóstenes de Olinda, surgiu, numa das cadeiras de redator daquele “Diário”, o jovem dos Afogados da Ingazeira. E, durante oito anos, permaneceu na estacada, aumentando, dia a dia, o brilho de sua pena e a pureza de sua linguagem.

Reuniu no livro “Ínfimas” em 1893, os versos da mocidade e no ano seguinte, com a colaboração de Ernesto de Paula Santos, publicou o “Notas Pessimistas”. Escreveu, em 97, o romance “ A Adúltera”, publicado na Bahia em 98, o “Magda”, editado no Recife. E dez anos mais tarde, entregou as livrarias o “Transfiguração”, romance, impresso em Portugal.

Colaborador efetivo da revista “Heliopolis” , manteve a secção “Notas sem Claves”. Publicou, em 1917, o “ Visão Estética” e “ A Legenda e a História na Maçonaria”, e logo depois, “ O Claustro” , o maior livro desse escritor sertanejo.

Pertenceu à Academia Pernambucana de Letras, ocupando a poltrona nº 2, de frei Antônio de Santa Maria Jaboatão, fundada por Gregório Junior, tendo a honra de sentar-se na cadeira da presidência da Casa de Carneiro Vilela.

Morreu Manuel Arão, aos 54 anos de idade, três dias depois de seu aniversário natalício. Afogados da Ingazeira deve homenagear a memória do seu ilustrado filho, o maior, talvez, no século XIX.

Célio Meira – escritor e jornalista. 

LIVRO VIDA PASSADA…, secção diária, de notas biográficas, iniciada no dia 14 de julho de 1938, na “Folha da Manhã”, do Recife, edição das 16 horas. Reuno, neste 1º volume, as notas publicadas, no período de Janeiro a Junho deste ano. Escrevi-as, usando o pseudônimo – Lio – em estilo simples, destinada ao povo. Representam, antes de tudo, trabalho modesto de divulgação histórica. Setembro de 1939 – Célio Meira.

Doutor Rui Ferreira: reconhecimento e condecoração…..

Na noite de ontem (26), em reunião festiva, o Rotary Clube da Vitória, em reconhecimento aos relevantes serviços prestados à comunidade,  homenageou,   com o “Título de Companheiro Paul Harris” – a maior Comenda do Rotary Internacional – o conceituado médico Rui Ferreira.

Especialista em mãos, o doutor Rui –  com a articulação do Rotary Clube da Vitória – já realizou duas missões humanitárias, contemplando as crianças antonenses. Vale destacar, também,  que o doutor Rui já realizou, nos quatro cantos do Mundo, mais de 100 missões humanitárias.

O incêndio mais mortal da história do Brasil – @historia_em_retalhos.

A assombrosa tragédia na Boate Kiss, em 2013, chocou o Brasil quando 242 jovens morreram vítimas de um incêndio.

O que pouco se comenta, porém, é que, cinco décadas antes, um terrível incêndio criminoso causou a morte de 503 pessoas, entre elas, 300 crianças, mais do que o dobro de vítimas da Kiss.

O fato aconteceu em 17 de dezembro de 1961, em Niterói, no Rio de Janeiro.

Naquele mês, o Gran Circus Norte-Americano chegava a Niterói, anunciando ser o maior e mais completo circo da América Latina.

A montagem do equipamento demandava bastante tempo e mão de obra, o que fez com que o dono, Danilo Stevanovich, contratasse cerca de 50 trabalhadores avulsos.

Entre eles, Adílson Marcelino Alves, o “Dequinha”, que tinha antecedentes criminais e apresentava problemas mentais.

Dequinha trabalhou apenas dois dias e foi demitido por Danilo, assim que foram descobertos os seus antecedentes criminais.

Inconformado, porém, passou a rondar as imediações do circo.

No dia da estreia, em 15 de dezembro de 1961, o circo estava lotado e Dequinha tentou entrar no espetáculo sem pagar o ingresso, sendo impedido pelo domador de elefantes Edmilson Juvêncio.

No dia seguinte, 16 de dezembro, Dequinha continuava a perambular pelas imediações e passou a provocar o arrumador Maciel Felizardo, que era apontado como o responsável por sua demissão.

Seguiu-se uma discussão e Felizardo agrediu Dequinha, que reagiu e jurou vingança.

Era a senha da tragédia.

No dia 17 de dezembro, Dequinha reuniu-se com José dos Santos, o “Pardal”, e Walter Rosa dos Santos, o “Bigode”, com o plano de atear fogo no circo.

Chegou a ser advertido, porém estava decidido: queria vingança e dizia que o dono do circo tinha uma dívida para com ele.

Com três mil pessoas na plateia, às 15h:45min, faltando apenas 20 minutos para o espetáculo terminar, começou o incêndio.

Em poucos minutos, o circo foi completamente devorado pelas chamas, porque a lona, que chegou a ser anunciada como sendo de náilon, era, na verdade, de tecido de algodão, revestido de parafina, um material altamente inflamável.

Por uma infeliz coincidência, naquele dia, a classe médica do Rio de Janeiro estava em greve e o maior hospital de Niterói estava fechado.
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Desesperada, a população arrombou as portas do hospital e os médicos foram convocados por meio do rádio.
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O presidente João Goulart deslocou-se imediatamente para Niterói.
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Sem outra alternativa, o Estádio Caio Martins foi transformado em uma oficina provisória para a construção rápida de caixões, com carpinteiros da região trabalhando dia e noite, e, pasmen, sem mais terrenos disponíveis em Niterói, foi necessário solicitar-se uma área no município vizinho de São Gonçalo para enterrar os corpos.
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Dequinha foi preso cinco dias depois, assim como os seus cúmplices “Bigode” e “Pardal”, sendo condenado a 16 anos de prisão e 6 anos de internação em manicômio judiciário.
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Onze anos depois, em 1973, ele fugiu da penitenciária e foi encontrado morto com 13 tiros no alto do morro Boa Vista, também em Niterói.
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Niterói jamais esqueceu dessa tragédia.
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Algumas curiosidades:
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– a fuga da elefanta “Samba”, paradoxalmente, acabou salvando muita gente. Com a sua força, o animal rasgou um buraco na lona, abrindo um caminho para mais pessoas passarem. Outros, porém, com menos sorte, acabaram morrendo ou tendo ossos quebrados pelo animal.
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– o saudoso palhaço Carequinha ajudou no financiamento para a construção de um cemitério em São Gonçalo para enterrar as vítimas do incêndio.
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– o pregador “Profeta Gentileza”, nome pelo qual ficou conhecido José Datrino, motorista de caminhão, afirmou que, no dia da tragédia, recebeu um chamado à vida espiritual, que o mandava abandonar o mundo material e dedicar-se apenas ao plano espiritual, decidindo, a partir daquela data, residir no exato local onde acontecera o incêndio.
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– a quem interessar, recomendo o livro “O Espetáculo Mais Triste da Terra – O incêndio do Gran Circo Norte-Americano”, de Mauro Ventura.
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A liturgia do Divino e o fausto do esplendor – por Marcus Prado.

Já dei nesta página a minha opinião sobre o sucesso das exposições de artes plásticas realizadas no Recife no final de ano de 2023: a mostra de pinturas de Luciano Pinheiro, na Arte Plural, a coletiva do Espaço Brennand, em Boa Viagem, e a exposição comemorativa dos 50 anos do movimento Armorial, de Ariano Suassuna (Museu do Estado). Deixei por último um breve comentário sobre a exposição monumental e sóbria no campo da documentação histórica, arqueológica e iconográfica: “O Tesouro dos Reis – Obras-Primas do Terra Sancta Museum”, tendo por ambiente as salas da Fundação Calouste Gulbenkian (Lisboa). Para quem não conhece a Gulbenkian lembro que se trata de uma das mais ricas e celebradas instituições de cultura, ciências e artes da Europa, com escritórios atuantes na França e no Reino Unido.

Ali está sendo exibida, até 26 de fevereiro de 2024, parte do monumental tesouro artístico do Terra Sancta Museum (Jerusalém), composto de doações realizadas por monarcas católicos europeus a várias igrejas ao longo de 500 anos. Trata-se de um conjunto de peças, únicas no mundo, quase todas em ouro e prata, reconhecidas como Patrimônio Universal da Humanidade.

Viajou pela primeira vez de Jerusalém para Portugal, graças ao empenho da Gulbenkian, que planejou tudo, durante quase três anos, sem limites de custos. A começar pelo restauro que fez em várias peças do Museu dos Franciscanos (Jerusalém), pelo seguro milionário desse tesouro de arte e religiosidade, no tranporte e montagem do acervo (o mais alto custo na história da instituição portuguesa), à sua curadoria (composta do que há de excelente em Portugal e em Jerusalém). Um projeto ousado, sem a menor réstea de amadorismo, isto sem falar de um esquema de transportes, segurança das obras de arte que envolveu sofisticado equipamento de antirreflexos, expositores resistentes à prova de balas, além de sensores e alarmes de ultima geração. Destaco isso não só para se avaliar a grandeza dessa amostra, mas para dizer que a exposição convida, num primeiro momento, a conhecer ‘Jerusalém, centro do mundo’, mostrando a “sua importância e centralidade” nesta hora agônica e de tantos conflitos entre Israel e a Palestina, que tem deixado profundas marcas.

Há peças e documentos que deixam o visitante maravilhado pelo que apresentam num percurso de muitos séculos, desde a construção da Basílica do Santo Sepulcro, no século IV, até à ocupação otomana do território, no séc. XVI. ‘Theatrum Mundi’ é o nome de um núcleo da mostra, onde se conhecem as doações régias de vários reinados europeus aos lugares santos, como as enviadas por Filipe II de Espanha, Luís XIV de França, João V de Portugal, Carlos VII de Nápoles ou Maria Teresa de Áustria, entre outros. Há um destaque para o Evangeliário arménio, do século XV, comprado por Calouste Sarkis Gulbenkian em 1947, e oferecido à Biblioteca do Patriarcado Armênio de Jerusalém. São numerosas lâmpadas pendulares, quase todas em ouro, ou o baldaquino que acolhia uma custódia ou um crucifixo, doado por Carlos VII, rei de Nápoles. São vistas peças da Idade do Bronze à época romana, das Cruzadas aos tempos modernos, sem falar dos vestígios de uma aldeia do século I d.C. São expostos objetos sacros de forte simbolismo espiritual, que datam da Idade Média. Dentre os objetos da amostra destaca-se ainda a importantíssima inscrição “Khaire Maria”, ou seja, Ave Maria. É o atestado mais antigo do nome da Virgem Maria, de Deus a Madre (antes de 324), gravado em grego na base de uma coluna. De brilhar diante dos olhos são os cálices confeccionados por famosos ourives de séculos passados. Outro tesouro dessa amostra é o seu catálogo, com cerca de 400 páginas, com textos e imagens, uma bem cuidada edição da Gulbenkian. Fui encontrar nesse catálogo (grato aos amigos portugueses Lúcio Ferreira e José Rodrigues de Paiva) páginas que reproduzem letras capitulares e Iluminuras de encantadora beleza gráfica (séculos 13 e 14).

Marcus Prado – jornalista. 

O vice de Paulo para 2024: imposição, submissão ou gratidão?

Notícias nas mais variadas plataformas de comunicação, recentemente, alardearam que a executiva estadual pernambucana do partido político MDB – Movimento Democrático Brasileiro – realizou encontro para uma definição eleitoral, visando o pleito municipal que se avizinha – eleições municipais 2024.

Gigante no País, em Pernambuco, organicamente falando, a referida agremiação joga na 2º divisão. No último pleito estadual (2022), por exemplo, não apresentou nenhum nome à disputa majoritária e não conseguiu sequer montar uma chapa, visando um assento na ALEPE. Já para deputado federal, disputou e manteve a vaga já ocupada, , mudando apenas de nome: saiu Raul Henry, entrou Iza Arruda.

Pois bem, independente de qualquer desempenho da sigla, provincialmente, nas últimas décadas o MDB – que já foi PMDB – carregou e carrega  em si um simbolismo nacional,  que representa, entre outras coisas,  pluralidade democrática. Concretamente, possui, também, um amplo latifúndio,   quando o assunto é “tempo de televisão” que, na hora da onça beber água, convenhamos, se configura em  moeda importante em qualquer arrumação eleitoral, naquilo que chamamos de coligação partidária.

Na Vitória de Santo Antão, há muito tempo, até por uma questão histórica, iniciada pelo ex-prefeito José Augusto Ferrer de Moraes, coube ao conceituado empresário, Alexandre Ferrer, à presidência do diretório municipal,  do sempre cobiçado MDB.

No mundo próprio da política, bem distante dos olhos dos eleitores, ninguém ascende aos espaços de destaques, quer seja no campo municipal, estadual ou federal sem a segurança real do controle de uma sigla partidária.  Esse é o jogo jogado e ponto final.

Figura presente nos registros fotográficos da sigla (MDB), em Pernambuco,  e fora dele,  o atual prefeito da Vitória, Paulo Roberto Leite de Arruda, ao longo da sua carreira politica, que começou, concretamente,   lá,  em 1996, compondo a chapa com o então candidato,  Carlos Breckenfeld, já constou na lista de filiados de uma penca de partidos políticos. Mas nunca encontrou  vida fácil e guarida segura em nenhum deles.

Foi nesse contexto que, em março de 2020,  o MDB municipal –  num gesto concreto de firmeza e independência – acolheu, em ato festivo, realizado no Clube Abanadores “ O Leão”,  na qualidade de filiado, o aspirante a prefeito Paulo Roberto.

Sem menosprezar ou mesmo sem deixar de  sublinhar sua capacidade e  determinação de avançar, poderíamos dizer que foi a partir da sua entrada no MDB que Paulo começou a “virar gente” na política. Até porque, até então, nas mais de duas décadas em que militou na área,   o mesmo  sempre esteve caminhando sob a areia movediça e o terreno pantanoso partidário, controlado pelo seu líder político Elias Lira.

Eleito prefeito (2020),  ostentando o número 15, numa eleição atípica, em plena pandemia do covid-19, Paulo,  através de investimento financeiro na mídia estadual e traçando uma campanha em cima da chamada “estrutura”, em 2022, conseguiu emplacar um mandato de deputada federal para a filha. Algo que ampliou, consideravelmente,  o seu espaço no MDB pernambucano e nacional. Tudo isso, vale lembrar, teve como ponto de partida a acolhida do MDB municipal, diga-se: Alexandre Ferrer.

Nos próximos dias, estaremos adentrando em 2024, o chamado “ano eleitoral”. Não é segredo para ninguém que o atual gestor já acionou a chave da “reeleição” e encontra-se em plena pré-campanha, mesmo jurando de pé juntos que não. Aliás, segundo os “eleitores contemplados” de Paulo, o mesmo já se encontra reeleito.

E é nesse clima de “já ganhou” que as especulações, no que se refere ao vice da chapa de 2024, começaram a ganhar tonalidade. Dizem alguns, que o atual vice-prefeito, Edmo Neves, já é “carta fora do baralho”. Em matéria já postada aqui no blog, inclusive,  já elenquei minhas impressões relacionada ao descarte do Edmo. Aliás, se o Edmo estivesse na posição de prefeito e o Paulo de vice, a situação seria a mesma, até porque, os dois entendem perfeitamente o que significa a palavra  pragmatismo político.

Já para as pessoas mais próximas ao prefeito, onde tem muita gente empolgada e deslumbrada, comenta-se que Paulo deveria  ter como vice uma “pessoa de sua total confiança”. E até explicam: “é porque, se ele precisar, daqui a dois anos  ser senador  da republica não perderia o controle da gestão”.

Mas existe, também, outra corrente de pensamento, de pessoas que já foram até apelidadas “viúvas de Elias Lira”, que trabalham  com “a certeza” de que o melhor nome para compor a chapa é o do velho cacique, ou seja: do ex-prefeito Elias Lira, até porque, segundo alguns  “cientistas políticos”, se assim não for feito, Elias poderá colocar água no chopp da festa da reeleição do prefeito, ou seja:  lançando-se ou apoiando um nome para disputar o Palácio Municipal.

Analisando e fazendo a  chamada “digestão das ideias”, considerando todas essas especulações,  alerto que nunca devemos achar que eleição se ganha por antecipação. Até porque, qualquer fato novo, poderá mudar radicalmente o cenário atual. É verdade que o jogo favorece à quem está no poder, mas no pleito anterior, vale lembrar, em Vitória,  pela primeira vez,  um candidato “sentado na cadeira”,  perdeu.

No meu modesto entendimento se Paulo acolher, como vice na próxima chapa,  o ex-prefeito Elias Lira, que no jogo local representa o atraso,  numa foto “em preto e branco”,  passará o recibo, aos mais atentos, que cedeu a uma IMPOSIÇÃO.

Na hipótese de promover um(a) “auxiliar” à pop star político, apenas  revelará seu desejo de se eternizar, algo tão criticado no grupo opositor, ou seja: os vermelhinhos. Essas figuras, diga-se de passagem, que ascende pelo crivo da SUBMISSÃO, são peças que se encaixam no tabuleiro – perfeitamente –  apenas para cumprir missões “muito delicadas”. De quebra, nessa composição, Paulo revelaria uma soberba desmedida.

Para encerrar essas linhas, em que fiz um pequeno apanhado de parte dos comentários políticos que estão rolando nos encontros festivos, recreativos e também nas redes sociais,   não poderia deixar de opinar, no que seria, aos meus olhos,  nessa questão (chapa 2024) um ato de justiça, realizado pelo atua prefeito.

Se Paulo Roberto tivesse no coração e na cabeça amplo sentimento de GRATIDÃO, algo raro no meio político, enxergo que o mesmo teria de formular publicamente um convite ao Empresário Alexandre Ferrer, no sentido da composição da chapa para 2024. Aliás, ele reúne todas  qualificações possíveis para somar em qualquer chapa política/eleitoral. Se ele aceitaria ou não é uma questão que cabe exclusivamente a  ele. Mas, para fechar a ideia,  volto a dizer: Paulo Roberto só “virou gente” na politica por conta da sua filiação no MDB municipal, diga-se: Alexandre Ferrer. Segue o barco eleitoral, rumo à 2024……

O secretário de Cultura, Demétrius Lisboa, participou da reunião da ABTV.

Dentro do cronograma das reuniões ordinárias, visando o “apontamento” dos desfiles dos seus afiliados, na noite de ontem (20), a ABTV – Associação dos Blocos de Trio da Vitória – recebeu o secretário de Cultura, Turismo e Economia Criativa, Demétrius Lisboa.

Na pauta, previamente formalizada em convite,  ao secretário, a instituição elencou assuntos de interesse dos blocos, assim como do bom andamento – de maneira geral –  do carnaval antonense. .

Reclamou-se, ao passo que reivindicou-se, também,  para o efetivo melhoramento na iluminação do percurso oficial do carnaval, sobretudo na Rua Capitão Antônio Melo Verçosa. Em ato continuo, a instituição, mais uma vez, cobrou da gestão municipal uma ação enérgica, no sentido da elevação dos fios que se encontram nas vias públicas, receptoras dos desfiles dos trios elétricos,  assim como no disciplinamento geral,  pelas operadoras de internet e afins, para que não se deixem fios em alturas que venham comprometer a segurança dos artistas e demais profissionais da área.

Com relação ao percurso do carnaval e o modelo da festa (2024), o secretário Demétrius Lisboa informou que será o mesmo,  aplicado na edição carnavalesca imediatamente anterior, ou seja: os blocos que desfilam com trios terão partida e chegada acontecendo no Pátio do Livramento.

Outras questões mais foram debatidas e serão formalizadas pela instituição – ABTV – às secretarias municipais competentes. Ao final, a direção da instituição agradeceu ao secretário pela presença, esclarecimentos também pelos encaminhamentos.

Vida Passada… – Major Codeceira – por Célio Meira

Célio Meira – escritor e jornalista.

No lar do português Custódio Domingues Codeceira, e da pernambucana Francisca Joaquina dos Anjos, nasce , em 1820, José Domingues Codeceira, na cidade do Recife. Dedicou-se, Codeceira, na mocidade, à vida do comercio, fugindo, cedo, do balcão, para dedicar-se ao estudo da história da terra onde nasceu. O estudo paciente, e meditado, da grandiosa história de Pernambuco, foi, durante mais de meio século, a alegria de sua vida tranquila. E na verdade, passando, horas e horas, no arquivo público, nas secretarias de governo, nas livrarias e nos “sebos”, nas sacristias de velhas igrejas, e no Instituto Arqueológico, Geográfico e Histórico Pernambucano, a Casa de Pernambuco, realizou, esse homem admirável, na paciência beneditina, obra benemérita, corrigindo equívocos e erros, resolvendo dúvidas, e restabelecendo a verdade dos acontecimentos políticos-sociais, que formam o patrimônio histórico da terra pernambucana.

“Foi ele quem, com precisão incontestável, escreve o ilustrado historiador Sebastião Galvão, assinalou que o Forte Real do Bom Jesus existiu situado onde foi a primeira e antiga estação de Mangueira de Cima, que o morro Bagnuolo é o mesmo que fica junto às oficinas de E.F. de Limoeiro, chamado, atualmente, da Conceição, que o lugar Cordeiro foi o engenho de Ambrósio Machado, e que a Torre foi o engenho de Marcos André”.

Trabalhador infatigável, conheceu, Codeceira, profundamente, a história do domínio holandês, em Pernambuco, e sem fantasia de cronista desavisado, e com aquela honestidade que, necessariamente, deve guiar a pena do historiador, escreveu, entre outros livros, “A Ideia Republicana”, trabalho precioso, de documentação, exaustiva, em que se verifica, realmente, que a prioridade do movimento republicano, no Brasil, cabe, de modo incontroverso, a Pernambuco. O sargento-mór Bernardo Vieira de Melo e Pedro Ribeiro da Silva, Capitão-mór da Vila de Santo Antão, foram, em 1710, sem embargos valiosos, os primeiros batalhadores da República.

Não exerceu,  nenhum cargo público, o major Codeceira. E recusou, informa-nos, carinhosamente, ilustrado neto desse historiador, o cargo de diretor da Biblioteca Pública do Estado, no governo de Barbosa Lima. Traçou, do major Codeceira, biografia notável, o desembargador Sousa Pitanga, na Revista do Instituto Brasileiro. E velhinho, morreu, Codeceira, no dia 10 de janeiro de 1904, na idade de 84 anos.

O governo municipal do Recife deu, a uma rua, o nome desse preclaro historiador pernambucano. Foi merecida, e justa, a alta distinção.

Célio Meira – escritor e jornalista. 

 

LIVRO VIDA PASSADA…, secção diária, de notas biográficas, iniciada no dia 14 de julho de 1938, na “Folha da Manhã”, do Recife, edição das 16 horas. Reuno, neste 1º volume, as notas publicadas, no período de Janeiro a Junho deste ano. Escrevi-as, usando o pseudônimo – Lio – em estilo simples, destinada ao povo. Representam, antes de tudo, trabalho modesto de divulgação histórica. Setembro de 1939 – Célio Meira.

PITÚ lança latas supersticiosas para o brinde do Réveillon.

Cachaçaria distribuiu seis milhões das embalagens temáticas por todo Brasil

Para deixar o drink do Ano-Novo ainda mais especial, a PITÚ lançou a série de ilustrações “Resenha da Virada” que neste período do ano estampam a embalagem da sua tradicional lata de cachaça silver de 350 ml, a famosa “branquinha”. Os consumidores da aguardente e colecionadores já podem ficar atentos às gôndolas dos mercados: seis milhões de unidades das latas com as embalagens especiais de Réveillon estão em circulação nos principais pontos de venda do produto em todo Brasil. A agência Ampla Comunicação assina a criação das artes.

Nesta versão da latinha personalizada para o Réveillon, a PITÚ representa a superstição tradicional do uso das cores nas roupas da virada e os seus simbolismos. São cinco ilustrações distintas, cada uma trazendo uma resenha relacionada à crença depositada em cada cor e representando o desejo para o ano que vai chegar: “Réveillon de amarelo pra multiplicar o din-din”, “Réveillon de azul pra deixar de ter aperreio”, “Réveillon de branco pra brindar pela paz”, “Réveillon de verde pra ganhar uma seguidora: a sorte” e “Réveillon de vermelho pra arrumar um romance”.

A brincadeira grafada nas latas tem o intuito também de estimular a interação entre os pituzeiros, os convidando a escolher a cor da lata que melhor representa o próprio desejo para 2024. Cada um com a sua resenha brindando com PITÚ!

A aposta da PITÚ na criação das ilustrações temáticas é proporcionar momentos de alegria, descontração e leveza entre amigos e familiares nas viradas de ciclo. É também uma forma de agradecer aos pituzeiros por toda parceria firmada neste ano que se vai e de desejar boas novas, grandes encontros, realizações, paz, amor e prosperidade para o ano que está por vir. Tudo isso com aquele humor característico da PITÚ e, claro, muita resenha! As campanhas e ações de entretenimento da cachaçaria pernambucana possuem o grande diferencial de cativar, fidelizar e estreitar o relacionamento com os apreciadores da cachaça.

FICHA TÉCNICA – ILUSTRAÇÃO LATAS DE RÉVEILLON DA PITÚ

Agência Ampla Comunicação

CRIAÇÃO:
Manuel Cavalcanti – Diretor de criação
Amin Melo – Head de Criação

Marina Lins – Head de Criação
Andi Almeida – Redator

Marcelo Rodrigues – Diretor de Arte

Jaime Vieira – Arte Finalista

PLANEJAMENTO:
Eduardo Breckenfeld – Diretor de Planejamento
Gabriela Pires – Coordenadora de Planejamento

Phelipe Menezes – Head de Social Business Intelligence

Rony Petherson –  Community Manager

ATENDIMENTO:
Alessandra Pires – Diretora de Operações e Negócios Ampla
Daniela Koury – Gerente de Negócios Ampla
Will Borges – Analista de Negócios Ampla.

Assessoria. 

O TESOURO DOS REIS – por Marcus Prado.

ESTOU maravilhado com o presente, vindo de Portugal pelas mãos dos queridos amigos LÚCIO FERREIRA e JOSE RODRIGUES DE PAIVA, o belissimo catálogo de quase 300 páginas fartamente ilustrado sobre a MONUMENTAL E SÓBRIA exposição O TESOURO DOS REIS – OBRAS PRIMAS DA TERRA SANCTA MUSEUM, que se realiza neste final de ano na Fundação Calouste Gulbenkian (Lisboa). POSSO DIZER, pelo que venho há muito sabendo, que essa pode ser vista como A EXPOSIÇÃO DO ANO NA EUROPA. VALE A PENA estar em Lisboa, ao menos por um dia, para ver essa exposição.

Marcus Prado – jornalista

coroa em sua fachada – por @historia_em_retalhos.

Por que a Igreja da Várzea ostenta uma coroa em sua fachada?

A razão é histórica!

Isso porque, em novembro de 1859, Dom Pedro II visitou a Várzea e concedeu ao templo o título de “Imperial Matriz de Nossa Senhora do Rosário da Várzea”, levando a coroa imperial à sua fachada.

Imperial que é, portanto, a igreja ostenta o símbolo do Império, sob a cruz que identifica o catolicismo.

Nesta viagem a Pernambuco, o monarca permaneceu de 22 de novembro até 24 de dezembro de 1859 em nosso estado, realizando inúmeros atos importantes.

Agora, você, nosso seguidor, quando for visitar o bucólico bairro da Várzea, já vai saber o significado desse “detalhe”!

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Instituto Histórico e Sobradinho – duas importâncias distintas!

Aproveitando essa terça-feira,  dia 19 de dezembro de 2023, data que marca o dia em que o nosso então Soberano,  Pedro II,  acordou em terras antonenses, exatamente há 164 anos, por ocasião da sua visita ao nosso estado, Pernambuco, para esclarecer que ele ficou hospedado no prédio que hoje abriga o nosso Instituto Histórico e Geográfico. Não por alegoria, hoje, ainda,  o chamamos de “Casa do Imperador”.

Dizem os livros que contam a história dos nossos antepassados, que o referido imóvel, naquela ocasião, era o melhor que ostentávamos,  localizado  no centro da cidade. Mesmo assim, para  hospedar os ilustres visitantes, um conjunto de melhoramento foi realizado, desde à pintura até as  cortinas.

Pois bem, mesmo depois de todas essas décadas, ainda encontramos conterrâneos se referindo à “casa que dormiu Dom Pedro”, como sendo nosso o “Sobradinho”, localizado na mesma rua. Essa afirmativa não é historicamente verdadeira.

Alertamos, de maneira clara, simples e objetiva, que o valor histórico do “Sobradinho”   reside justamente por ser o único imóvel remanescente – de pé – da então Vila de Santo Antão, que compreendeu o recorte temporal de 1812 a 1843.

Assim sendo, espero haver contribuído para uma melhor compreensão das respectivas importâncias históricas desses dois elegantes prédios. Para concluir, há exatos 164 anos, no dia 19 de dezembro de 1859, Vitória “acordava”  sendo a Capital do Império. Viva o Imperador!!!

Blog do Pilako: fonte histórica antonense…..

Já ultrapassada a significativa marca dos 28.500 posts, ao longo de mais de uma dúzia de ano, initerruptamente, no ar, o Blog do Pilako se configura numa verdadeira fonte de assunto dos mais variados, vinculadas à Vitória de Santo Antão e também aos antonenses.

Pois bem, ontem (17), por ocasião de uma competição recreativa de corrida de rua, em que participei, fui abordado por um jovem, estudante de arquitetura, que recebeu o mesmo nome do meu filho, Gabriel, que não economizou nos elogios ao nosso jornal eletrônico, dizendo-me: “sempre  acesso seu blog,  para pesquisar sobre Vitória. Tem me ajudado bastante”.

Isso é gratificante! Além dos internautas mais maduros, nosso conteúdo, seguro e diversificado, também contribui para formação dos mais jovens, sobretudo quando o  assunto se relaciona com informações históricas antonenses. Vamosimbora!!!