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Arquivo do Autor: Cristiano Pilako
O Tempo Voa: Inauguração
Momento Pitú: Viva a Resenha!!
Intimidade – por Sosígenes Bittencourt.
“DEIXA” – Dorgival Soares
4ª Festa da Saudade terminou com um “Grito de Carnaval”!!
Já passava das quatro da manhã quando a Orquestra Super Oara executou as últimas canções, no palco do “Leão”, por ocasião da 4ª Festa da Saudade, ocorrida na noite do último sábado (24). Como não poderia deixar de ser – para manter a tradição dos grandes bailes de outrora – na nossa cidade tudo tem que acabar com carnaval. Assim sendo, quem “saiu na vassoura” teve a oportunidade de ensaiar os passos para o carnaval 2020, escutando ciranda e frevo – incluindo o do “Etesão” e as marchinhas da “Taboquinhas”. Show de bola!!!
OS PASTEIS DE DONA MARIINHA DE SEU CAQUILHO – Marcus Prado
O MOTORISTA pára o carro em Aguero, vilarejo ao pé de um grande rochedo, com pouquíssimas casas e uma só torre de Igreja, no leste da Espanha, e chego a pensar que estou no paraíso.
Tudo ali era calmo e tranquilo como antigamente acontecia na Rua das Pedrinhas, em Vitória de Santo Antão. ( O silêncio é tanto que bem se pode ouvir a queda de uma folha seca sobre o chão) . Até quando, na Plaza Mayor, na vitrine humilde de uma casa de lanches, vejo alguns pastéis expostos, e meninos cheios de vida chegando , olhos arregalados. Pareciam os meninos do Pátio da Matriz na porta de “dona” Mariquinha de “seu” Caquinho, na Rua Imperial, na hora em que a lenha do forno ardia, no preparo dos pastéis.
Eis que me vejo , pela imaginação, de volta à terra natal, ao tempo isento de qualquer mudança, nas coisas e na paisagem.
Marcus Prado – Jornalista.
Inclusão em debate – por Alexandre Rogério.
Momento Cultural: Governo do mundo – por Célio Meira.
Momento FAMAM – Faculdade Macêdo de Amorim
A Especialização em Educação e Linguagens com ênfase em Leitura e Produção Textual foi pensada para professores formados em Letras e Pedagogia, que atuam na educação básica, com vistas a promover e garantir o trabalho com as diversas linguagens em ambientes escolares e não-escolares. De toda maneira, a especialização conta com uma grade curricular desenhada especialmente para o professor-pesquisador, que entende que as boas práticas de sala de aula não se distanciam da reflexão, da pesquisa e da formação continuada. Inscreva-se através do nosso portal: 🖥www.escolhafamam.com.br ou através dos Telefones ☎ 81 3523.1559/ 📲 98811.1559 (Whatsapp).
O Tempo Voa: a “Rua do Braga”.
Momento Pitú: Viva a Resenha!!
Beijo pra Cinema – por Sosígenes Bittencourt.
O beijo mais ensaiado de todos os tempos foi aquele dado pela atrizGrace Kelly em James Stewart no filme “Janela Indiscreta”, de Alfred Hitchcock. Foram necessárias 87 repetições da cena para satisfazer o diretor, cuja exigência por perfeição era quase tão célebre quanto seus filmes.
Foi tanto glamour e tanto desejo exibidos,
que não nasceu menino porque estavam vestidos.
Sosígenes Bittencourt
Vanildo de Pombos canta “Galope Galopado”.
Hoje disponibilizamos a música GALOPE GALOPADO, composta e interpretada por VANILDO DE POMBOS – o Gereba.
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Gostou da música? – Baixe a MP3
Aldenisio Tavares
4ª Festa da Saudade: SUCESSO TOTAL!!
Com as graças de Deus e a proteção do Glorioso Santo Antão a 4ª Festa da Saudade transcorreu dentro do desenho imaginado. Mesmo sem combinar com as pessoas a animação e a coreografia dos dançantes também estavam no conjunto da ópera. É bom que se diga: não se constrói um evento marcante da noite para o dia, muito menos sozinho.
Alem do bom repertório musical ( executado com maestria pela Orquestra Super Oara ) e de toda uma estrutura pensada, a Festa da Saudade também favorece o reencontro de pessoas diferentes entre si, mas que convergem no mesmo sentido quando o assunto refere-se ao entretenimento dançante.
Do semblante das pessoas saltavam satisfação e alegria – facilmente decodificada pelos condutores do evento. Assim sendo, após uns noventa dias de intenso vai e vem, contatos, idas e vindas renovo a certeza de que esse modelo de festa, nas terras desbravadas pelo português Digo de Braga, ainda tem muito gás para queimar. Para tanto, bastar calibrar e ajustar a combustão…..Mais uma vez, obrigado a todos que deixaram suas residências na direção do Clube Abanadores “O Leão”, na noite do sábado, dos dia 24 de Agosto de 2019. Ano que vem tem mais!!!
As muitas saudades da Festa da Saudade- por Raphael Oliveira
Como eu posso sentir nostalgia (saudades) de algo que eu não tenho idade para ter vivido? Essa pergunta ficou ecoando na minha cabeça, desde o momento em que eu coloquei o pé dentro da sede do Clube Abanadores O Leão, onde aconteceu a 4° Festa da Saudade, e eu acredito que Saudade é o nome mais apropriado para tudo aquilo que aconteceu dentro daquele lugar, naquela agradável noite de sábado (24), onde o objetivo final daquele evento foi, acima de tudo, o reencontro, com amigos e principalmente com as memórias.
Quando vamos à uma festa como essa, na verdade estamos adentrando numa espécie de máquina do tempo, nos olhos daquelas pessoas que estavam chegando ao Leão, estavam estampados os grandes bailes do passado, que aconteciam na Gamela de Ouro, na Toca do Coqueiro, no Clube dos Motoristas, onde não tinha problema nenhum se precisasse voltar para casa altas horas da madrugada, caminhando pelas ruas da cidade de mãos dadas com a “paquera” que tinha conhecido naquela noite.
Eu tenho essas memórias, baseadas em histórias contadas por meu pai, por minha minha mãe e que ali naquela noite, estavam sendo materializadas diante dos meus olhos, o clima ajudou bastante, o local também, imaginei quantos e quantos bailes aconteceram naquele espaço na década de sessenta e setenta, bailes estes regados a Renato e seus Blue Caps e The Fevers, imagino My Mistake dos Pholhas tocando no sistema de som, com vários Fuscas estacionados do lado de fora esperando a hora de levar o “broto” pra casa.
Ao entrar na festa já fui recebido por Have You Ever Seen The Rain, de Creedence Clearwater Revival, sendo interpretada pela nostálgica Made in Recife, banda que veio da
capital Pernambucana, para abrir os trabalhos naquela noite. Com um repertório calibrado, a banda tocou vários sucessos nacionais e internacionais das décadas de 70 e 80, eles já são velhos conhecidos do público Vitoriense, faziam apresentações mais intimistas na saudosa Varanda do Tadeu, mas na Festa da Saudade, mostraram toda a pompa de uma banda que já faz parte história da cidade apesar de não serem daqui como o próprio nome do grupo sugere.
Logo após o ótimo show de abertura, veio a grande atração da noite, a Orquestra Arcoverdense de Ritmos Americanos, ou Orquestra Super OARA, liderada por Elaque Amaral e fundada em 1958 pelo pai, “seu” Beto. O grupo de Arcoverde é a segunda banda de baile mais antiga em atividade no Brasil, perdendo apenas para a Filarmônica Tabajara do Rio de Janeiro, e toda essa história e experiência são refletidas no palco, o início do show é um acontecimento a parte, o naipe de metais dando força ao arranjo da música, a percussão dando a cadência, e o piano de Elaque completando a harmonia. Mesmo no início do show, ao som dos primeiros acordes, o salão já ficou cheio, num set afiadíssimo de boleros que iniciou os trabalhos da noite, assim a máquina do tempo da Festa da Saudade trabalhou na sua potência máxima e se manteve assim durante toda a noite, embalando casais das mais diversas idades que rodopiavam o salão, inebriados pela força da nostalgia de cada canção executada.
Cristiano Pilako mais uma vez cumpre o seu papel de um resgate histórico de outros tempos que cada vez ficam mais distantes, mas enquanto houver pessoas apaixonadas pelo passado, e que tem o prazer de ouvir a boa música, a chama da Festa da Saudade se manterá acesa, e o sucesso desse grande baile, cada vez mais agigantado, ano após ano, apenas comprova isso.
Raphael Oliveira
VII Encontro das Amig@a: dia 28 de setembro – 11h – Gamela de Ouro.
Fim de Semana Cultural: SONETO DO DESEJO (Poema) – por Luciene Freitas
E foi observando em um espelho alheio
Que vi a imagem, desejada, que não tive.
Busquei por tantas eras consolo, esteio,
Equilíbrio para uma alma, em declive.
Vi naquela figura de santa, tão formosa
Olhos ternos, profundos, infinitos de doçura.
Dos meus vazios o medo, da vida desditosa
O fim, em fortaleza de travas tão seguras.
A mulher ausente, o desconsolado pranto
O desespero, nas noites de busca, traduz
Eu era sombra sussurrando amor, tanto!
Firmes passos, compassados, me induz
A rever a figura, recoberta por um manto,
Esboço difuso, desmanchando-se na luz!
Luciene Freitas é Escritora vitoriense, autora de dezenas de livros,
entre adultos e infantis.





Deixa – Dorgival Soares













