Síndrome da Segunda-feira – por Sosígenes Bittencourt.

Aprendi a gostar da segunda-feira quando comecei a respeitar o domingo. Vê-lo como dia de reflexão e repouso. E dentro do plano de refletir, obviamente, há o de esvaziar a mente, ficar um pouco sem pensar na vida, deixando fluir pelo corpo uma boa música, ver um filme leve, uma história de amor, talvez. Não Saia Rodada, mas ouvir um clássico, tomar um solo de violino, um piano. Conheço amigos que pegam a estrada e vão tomar birinaite na praia para descansar. Funciona? Outros vão ao pagode, remexer o esqueleto para relaxar o quadril.

Mas, o grande pânico da segunda-feira pertence àqueles que TRABALHAM. Quer dizer, os que NÃO GOSTAM DO OFÍCIO, e é a maioria. Não sei se é do conhecimento de todos, mas trabalho vem de “TRIPODIUM”, um artefato de tortura medieval em forma de cruz. Só quem exerce uma atividade por VOCAÇÃO é que não sente que está trabalhando no sentido de estar sendo torturado, pois vocação quer dizer “CHAMAMENTO”, é um chamado interior, ânimo, inspiração.

Contudo, apresentemos uma saída. Baseio-me em minha experiência. Uma das atitudes que sugiro para você fazer o que gosta é APRENDER a gostar do que faz. E uma das tentativas para alcançar este objetivo é procurar fazer BEM FEITO. Uma de minhas práticas mais eficazes é organizar o ambiente de trabalho, tanto do ponto de vista estético quanto do ponto de vista burocrático. Quem chega em meu ambiente de trabalho, sente a impressão de que há vários funcionários trabalhando. No entanto, produzo tudo sozinho, muito embora não saiba até quando.

Bom dia e aquele abraço!

Sosígenes Bittencourt

Wesley Safadão estampa latinhas da Pitú – cantor lançou música em alusão à cacharia pernambucana e consumidor poderá acessar o clip pelo QR Code da embalagem

Após ter lançado este ano a música “A vida é uma festa”, que faz alusão à marca PITÚ, o cantor Wesley Safadão está ilustrando 12 milhões de unidades das latinhas de 350 ml da cachaçaria pernambucana. A Engarrafamento PITÚ colocou as embalagens comemorativas em circulação em todas as regiões do País. A lata especial possui um QR CODE, onde os consumidores poderão ter acesso ao clip da música em que o artista cita a Pitú no refrão: “E segue o baile, a vida é uma festa, e já que ela é curta vamos curtir sem pressa! E segue o baile, a vida é uma festa, Resenha com Pitú, tirou onda e vamos nessa”. O layout tem assinatura da agência Ampla Comunicação.

O cantor Wesley Safadão é o novo garoto propaganda da Pitú, estampando as peças publicitárias da marca de cachaça. “A parceria com o artista é de extrema importância para a empresa, pois visa levar a qualidade dos produtos Pitú cada vez mais longe, consolidando ainda mais sua marca entre os consumidores por todo o mercado nacional”, ressalta Alexandre Ferrer, presidente da Pitú.

Latas temáticas – De 1998 até agora, a Pitú já lançou mais de 60 layouts comemorativos. Todo ano os colecionadores podem adquirir o produto personalizado em datas especiais, como o Carnaval, Abril Pro Rock, São João e Réveillon, além de aniversários da empresa e outros acontecimentos significativos, a exemplo da Copa do Mundo e, agora, a parceria com Wesley Safadão.

Sobre a Pitú – A Engarrafamento Pitú, fundada em 1938 por Joel Cândido Carneiro, Severino Ferrer de Moraes e José Ferrer de Moraes, é referência nacional quando o assunto é cachaça e neste ano de 2019 chegou aos 81 anos. Sendo uma das maiores indústrias de aguardente do Brasil, a Pitú engarrafa e comercializa, em média, 98 milhões de litros por ano, dos quais 2% representam as vendas no exterior. Genuinamente pernambucana, a fábrica da Pitú está localizada no município de Vitória de Santo Antão (PE), na Avenida Áurea Ferrer de Moraes S/N, onde é possível também conhecer um pouco da trajetória da empresa por meio do acervo do seu Centro de Visitação, que reúne histórias e relíquias da marca pernambucana. 

No Brasil, a Pitú é líder nos mercados Norte e Nordeste e a segunda cachaça mais consumida em todo o País. Já no mercado externo é líder absoluta há quase três décadas, sendo a maior exportadora de cachaça do Brasil. Por ser uma cachaça para todos os gostos, a Pitú se mantém entre as 20 marcas de bebidas destiladas mais produzidas no mundo. Na Europa, a Pitú comanda o mercado e tem a Alemanha como o país líder em consumo. Outros países do Velho Continente, também importantes para a marca, são Áustria, Suíça, Portugal, Espanha, Itália, Reino Unido, Irlanda e França. Nos demais continentes a Pitú também está presente e se mostra líder em alguns países, como nos Estados Unidos. A bebida marca presença relevante na Argentina, Austrália, Canadá, Chile, Índia, México, Angola, Tailândia, África do Sul e Emirados Árabes. O volume médio de exportação anual da Pitú é de 2 milhões de litros.

Eventos marcarão a passagem dos 50 anos RCCBRASIL na nossa cidade.

Uma grande programação marcará, na nossa cidade, a passagem dos 50 anos RCCBRASIL (1969 – 2019). Começando no dia 21 de outubro, na cidade de Pombos, o evento segue nos dia 22-23-24, 25 com uma grande caminhada pelas centrais acompanhada por um trio elétrico. No dia 27, evento no Centro de Evangelização Resgate (Ladeira de Pedra).  Segundos o amigo e integrante da comunidade católica na Vitória de Santo Antão, Apolinário Junior, esse movimento na nossa terra teve inicio, há mais de quatro década,  com um grupo liderado pelo inesquecível Joca Neri. Veja o vídeo.

Batalha Digital: Pernambuco ganha primeiro Reality Show com influenciadores digitais

Foi realizada, na manhã desta quarta-feira (11), a coletiva de imprensa que apresentou oficialmente a Batalha Digital – primeiro Reality Show com influenciadores digitais de Pernambuco. No programa, 21 “influencers” irão disputar um prêmio de R$ 5 mil, passando por diversos desafios que irão emocionar e conectar a atividade digital com as relações humanas. A atração recebe influenciadores das cidades de Escada, Pombos, Gravatá, Moreno e Vitória de Santo Antão – onde a disputa irá acontecer.

reality será transmitido pela internet, na Bis TV – Web TV de Vitória. Através do Youtube, Facebook e Instagram, o público poderá acompanhar, ao vivo, todas as provas – além de interagir com o programa e os participantes. A atração será apresentada pelo jornalista Messias Amorim, e irá ao ar durante cinco domingos consecutivos. A estreia será no dia 22 de setembro, às 15h.

A competição também terá um cunho solidário. Durante a Batalha, os criadores de conteúdo participarão de uma prova que consiste em arrecadar donativos para instituições beneficentes de municípios da Zona da Mata. O reality contará ainda com provas que porão em evidência a popularidade e influência dos participantes, além de aferir o conhecimento e a resistência dos jovens. Os produtores prometem muita diversão, mas sem perder o caráter de competição. Vale a pena conferir!

“Muitas empresas, hoje, dependem quase que integralmente da atividade de influenciadores digitais, estamos vivendo esse fenômeno, e podemos considerar que eles são a principal força motriz do comércio local. Por isso, nossa proposta é conectar cada vez mais as empresas, influenciadores e o público em geral, fomentando, desta forma, um maior processo de humanização nas relações comerciais, colaborando positivamente para o desenvolvimento econômico de nossa região, através das plataformas digitais. Isso irá acontecer com a Batalha, que, além de por em evidência marcas e criadores de conteúdo, vai proporcionar uma experiência social significativa. É um projeto que ganha vida por criar um laço emocional com o público”, comenta Célio Bisneto, um dos idealizadores da Batalha Digital.

Os influenciadores selecionados para a Batalha passaram por uma análise criteriosa, levando em consideração métricas e parâmetros estabelecidos pelas plataformas sociais, disponibilidade, experiência, região de atuação, segmento, entre outros. Para mais informações basta acessar o site batalhadigital.com.br.

PARTICIPANTES DA BATALHA DIGITAL                                                                

Akilis Santos
Alexsandro Júnior
Bruna Santos
Demetrius Lisboa
Fernanda Kimbelly
Gerlyane Verçosa
Graziela Ferreira
Gustavo Valois
Ingridh Dantas
Jamerson Santos
Jessica Nayanna
Joana Coelho
Jonatha Felipe
José César
Leila Silva
Marcelo Rocha
Mikaelly Andrade
Pedro Henrique
Pitter Magno
Rafaela Barrozo
Tereza Coelho

SERVIÇO

Programa Batalha Digital
Local: Vitória de Santo Antão
Estreia: 22 de setembro, às 15h
Transmissão: Bis TV (Youtube, Facebook e Instagram)

3ª Edição da Corrida do Vapor : vamos participar!!!!

Programada para acontecer na manhã do dia 06 de outubro, a partir das 7h, com largada no Pátio da Matriz, e 3ª edição da “Corrida do Vapor”. Com premiação em dinheiro para o primeiro, segundo e terceiro lugar – em todas as categorias – o referido evento esportivo já virou uma tradição na cidade.

Voltando a correr –  depois de uma longa parada –  estou me preparando para participar dessa edição. Evidentemente que não estou almejando subir no pódio, mas sim concluir a prova que é de 5 km. Depois de certa idade, e com tantas opções para o sujeito se “ocupar”, imagino que  a grande vitória mesmo é desenvolver atividade física regular, manter-se no peso adequado e  se livrar das armadilhas da maioria das  comidas industrializadas que, diga-se de passagem,  contém muito sabor, mas só servem para negativa sua saúde.

Assim sendo, estou na estrada.Hoje pela manhã, juntamente com o meu filho Gabriel, já fiz o primeiro treino de rua. Pelo teste, já consigo concluir a prova que é de 5 km.

sob a égide do eterno Doutor Mário Bezerra – por Lucivênio Jatobá.

Em resposta ao colunista Sosígenes, o internauta Lucivânio Jatobá relembra desfile cívicos na Vitória, sob a égide do eterno Doutor Mário Bezerra:

“Exatamente, Sosígenes! Recordo com detalhe dos desfiles cívicos em que dr. Mário estava sempre à frente de terno, sob forte calor, desfilando ao lado dos alunos do 3 de Agosto. Eu era um deles. Recordo ainda que poucas semanas depois do 31 de março de 1964, houve um desfile cívico na cidade em apoio ao Movimento. E lá estávamos desfilando, com uma farda branca, sob a égide de dr. Mário”. 

Lucivânio Jatobá

“Resgatar a Saudade” – por Rivaldo Felipe (Monge Mago).

“Foi um prazer para parte da nossa diretoria reencontrar no Bar do Daniel na Horácio de Barros, dois grandes compositores de nossa cidade: Aldenisio Tavares que compôs “Companhia dos Monges” na voz de Joelma Mota e Carlos Almeida que compôs “Os Monges” na voz de Afra Carneiro. Aproveitando quero dizer a você Pilako, que é um prazer para nossa diretoria homenageá-lo em 2020. Mas também resgatar a Saudade que sempre está contida em todos nós”.

Momento Cultural: Governo do mundo – por Célio Meira.

– Aonde vais, companheiro,

neste barco, pelo mar?

– Vou ao Reino da Ilusão,

para o mundo governar.

– Lastimo, deploro, amigo,

esta arrojada ambição:

o governo deste mundo,

nunca esteve em nossa mão.

* * *

Guarda, Amada, esta lição,

ensinada por Jesus:

– Ajuda teu companheiro,

no carrego de uma cruz.

* * *

Amada, quando rezares,

sê prudente na oração:

– ajuda teus inimigos,

com palavras de perdão.

(migalhas de poesia – Célio Meira – pág. 26).

REINVENTANDO VELHOS DITADOS – por Sosígenes Bittencourt.

Os últimos serão os primeiros. (não)

Os últimos serão desclassificados.

É dando que se recebe. (não)

É dando que se engravida.

Antes tarde do que nunca. (não)

Antes à tarde do que nunca.

Quem espera, sempre alcança. (não)

Quem espera, sempre cansa.

Quem dá aos pobres, empresta a Deus. (não)

Quem dá aos pobres, adeus.

Quem ri por último, ri melhor. (não)

Quem ri por último é retardado.

Quem ama o feio, bonito lhe parece. (não)

Quem ama o feio tem mau gosto.

Quem tem boca, vai a Roma. (não)

Quem tem boca, vaia Roma.

Sosígenes Bittencourt

“Os Monges” já começou a se aprontar para o Carnaval 2020!!

Visando o carnaval 2020, a Companhia dos Monges em Folia, popularmente conhecidos por “Os Monges”, recentemente, através dos seus diretores  – Léo, Rivaldo e Vital –  reuniram-se com os compositores Aldenisio Tavares e Carlos Almeida, ambos, com trabalhos dedicados a troça.

No próximo carnaval “Os Monges” veem com corda toda!! Duas apresentações: na quinta-feira da semana pré-carnavalesca (20-02) no Recife Antigo e no sábado de Zé Pereira (22-02), às 21:32h, inicia seu desfile pelo circuito oficial do Carnaval Antonense.

Aproveito oportunidade, antecipadamente, para agradecer. Agradecer a diretoria da agremiação pela escolha do nosso projeto – SAUDADE – como tema central do seu desfile. Agradeço também pelas imagens –  “Seu” Zito Mariano e Pilako – que servirão de  ilustração na estampa  do próximo kit/oficial. Viva o Carnaval da Vitória!!!

Existem presos políticos no Brasil hoje? – por José Nivaldo Junior

 

Atendendo a Fabianna Freire Pepeu, respondi fraternalmente, no Facebook, a uma indagação em comentário ao post dela. Como acho que conceitos errados não conduzem a resultados certos, resolvi transformar o comentário em artigo. Com o objetivo de ampliar a possibilidade do debate e da reflexão. No pórtico deste texto, coloco o dístico que Marx adaptou da frase que Dante escreveu na porta do inferno: “Vós que entrais, deixai aqui todos os preconceitos.” Vamos ao caso.

Para alguém ser de fato e de direito  preso político é preciso um requisito essencial. Estar detido previamente ou condenado em decorrência da defesa de ideias ou prática de ações de oposição ou de combate a um estado autoritário. Um Estado ilegítimo. Uma ditadura. Que, convenhamos, não existe no Brasil desde 1985. Logo, ninguém cumpre o requisito preliminar. O que já seria o bastante para se afirmar que não existe no Brasil qualquer preso político atualmente.

Ainda mais claro se a ele não tiver sido aplicada uma legislação excepcional, diferente da que se utiliza no julgamento de ações semelhantes praticadas fora do contexto da  política. Não houve este caso, desde a redemocratização. A lei é uma só, para todos os civis.

Segundo motivo que desautoriza a utilização do termo. A ditadura, por exemplo, tinha uma legislação civil para crimes “normais” e aplicava o Código Penal Militar para civis acusados de crimes com motivação “política”. Que eram julgados por tribunais de exceção, formados por oficiais. Inclusive os jurados, que condenavam ou absolviam os acusados, eram militares. Também para práticas iguais, as penas eram diferentes nos julgamentos “políticos”.

O regime chegou  a reformar o Código para incluir penas mais severas, até prisão perpétua (muitas pessoas conhecidas foram atingidos por ela) e pena de morte (aplicada a uma pessoa publica conhecida por muitos leitores. Mas felizmente nunca executada. A sentença, comutada, caiu com a Anistia). A pessoa presa e julgada com base em Lei de Segurança específica, aplicada por um Estado Autoritário era e é preso político. Sem aspas.

Outra coisa muito diferente é a pessoa ser julgada por crimes cometidos no exercício de funções públicas na vigência do estado democrático de direito. De acordo com as leis em vigor para todos os cidadãos. Como foi e está sendo o caso de todos os réus neste País.

Agora, pondere-se: a justiça pode ter falhado. Provas podem ter sido forjadas, suprimidas, alteradas. Testemunhos e principalmente delações ditas premiadas podem conter falsidades ou insinuações sem provas. (algumas têm esse perfil, pelo menos em parte, de modo até escandaloso). Provas  podem ter sido colhidas irregularmente. O julgador pode ter se equivocado (vemos isso todo dia). Ou não ter sido isento, colocando suas convicções acima da lei.

Existem infinitas possibilidades de sentenças distorcidas e injustas no Estado Democrático de Direito. Sem excluir a possibilidade da atuação de agentes do Estado, nas investigações, inquéritos e processos, ser pautada por motivação pessoal, financeira, política, partidária ou ideológica. O erro pontual dos agentes envolvidos, independente do seu tamanho ou natureza, contamina os processos, não as instituições.

Réus de vida pública ou privada, ricos  ou pobres, pretos ou brancos, sendo vítimas  de qualquer desses desvios, tornam-se injustiçados. Existem milhares deles nos presídios brasileiros.

Injustiça dói, mas não transforma ninguém em preso político. No máximo, em político preso injustamente.

Todo injustiçado merece reparo. Existem mecanismos legais para isso. E toda luta para reparar injustiças, vale a pena.

*Publicitário, historiador e membro da Academia Pernambucana de Letras

Momento Cultural: A Alvorada – por Gustavo Carneiro.

O sol se descortinava na praia
Brilhando em meus olhos
Caminho só
Ar imóvel, quente
Vento assobiando ardente
Com o som da minha respiração
Um monte de pensamentos
Um toque agudo sibilante
Suspirando com prazer
O nascer de um novo dia
Uma alvorada arredia
De momentos de introspecção

Um aroma gostoso de terra molhada
Ou maresia,
Um delicada lua ornamentando o amanhecer
Em uma fantasmagórica poesia,
Plenitude
O vento zunindo
Um sentimento de dignidade
Uma visão do encanto
Insondável graça no rosto
No perplexo momento
Da percepção da vida.

O que ele diz
estará dentro do seu peito
Todo tempo
Para sempre…

Seja longe, seja perto
Não sabemos o exato, o correto
Para tudo tem um tempo

Mas quando será esse tempo certo?

(MOSAICO DE REFLEXÕES – GUSTAVO FERRER CARNEIRO – pág. 14).