Covid 19 – como isso vai ficar?

(Vitória de Santo Antão, 23 de março de 2020 – 16:10h) A partir de hoje estou mudando a rotina do blog. O momento exige. Na medida do possível, a porque as coisas estão mudando com a velocidade dos acontecimentos,  estaremos contribuindo com a informação segura. Por voltas 10 horas da manhã de hoje, registramos um panorama do movimento no comercio a partir da Praça Duque de Caxias.

Na tarde de ontem, domingo, dia 22, registramos um panorama do Pátio da Matriz, por volta das 17:40h. Sempre bem movimentado e concorrido nas tardes de domingos, o referido local estava deserto. Algo também ocorrido na noite anterior (sábado), conforme registros do jornalista Márcio Souza.

Também na noite do sábado, dia 21, vídeos circularam na internet dando conta da interferência policial no sentido de “recomendar” os poucos moradores que teimavam permanecer no “Parque da Bela Vista”.

Decretos estaduais e municipais em vigor proíbem o funcionamento de várias atividades – escolas, comércios e etc – excetuando atividades consideradas essenciais. Notas oficiais – que circulam na rádio, carro de som e internet – estimulam as pessoas a não saírem das suas casas.

Em novo pronunciamento, no final da manhã de hoje, o governador Paulo Câmara determinou contratação de novos profissionais de saúde, à proibição de reuniões (aglomeração)  com dez pessoas e à proibição do serviço de mototaxis, algo que contrapõe frontalmente à regra básica de distância regulamentar mínima entre as pessoas.

Nossa cidade, Vitória de Santo Antão, segue, assim como o Brasil e o resto mundo, agonizando e ansiosa em busca de respostas. Até o presente momento a pergunta que mais se escuta é: como  isso vai ficar?

COVID – 19: É Tempo de Serenidade!!!

Em meio a esse momento nunca antes imaginado, chegamos numa sexta-feira atípica. Todas as boas e prudentes recomendações apontam na direção do lar. Daqui, da nossa Vitória de Santo Antão – centro do meu mundo -, sigo atento aos movimentos mundo afora,  no que se refere à escala do covid-19 e os seus impactos nas mais diferentes comunidades e segmentos.

Ao circular pelas ruas da nossa cidade, nos últimos dias, observamos no semblante da expressiva maioria das pessoas fisionomias em forma de interrogação. Há, de fato, muito medo e incertezas nas pessoas. No Pátio da Matriz, ontem (19), perguntou-me um ambulante conhecido: “Pilako, tu acha que vou ser proibido de vender minha mercadoria pelas ruas?”. Tranquilizei-o, dizendo: NÃO!! Mas mesmo que ele não seja impedido, como o próprio irá negociar se as ruas seguem  cada dia mais desertas……

Filosoficamente falando, nesse mundo pós-moderno e globalizado, até o nosso instinto mais primário  – sobrevivência  – parece ter ficado em segundo plano. Antes de viver ou morrer, algo natural em qualquer espécie, agora, a preocupação do sujeito é como serão os próximos dias, sem comprar, vender, pagar, receber e etc. Tudo isso se apresenta, principalmente aos mais vulneráveis, como algo muito mais urgente do que o próprio risco da contaminação.

Não obstante as implicações e impasses gigantescos, tais como fechamentos de aeroportos, portos e fronteiras, incapacidade gerencial da rede hospitalar em todos os países, no caso de uma contaminação fora de controle, desabastecimento  e etc  acredito que dentro da cabeça de um bom número de pessoas o pânico, por não conseguir conviver com todas essas incertezas, talvez seja o mais inquietante. Cada cabeça se configura como “um mundo” diferente. Imagino todos nós, sobreviventes, contando tudo isso num futuro não muito distante.  Sairemos mais fortes…….

Momento Cultural: FORÇA ESTRANHA – por Adjane Costa Dutra

Imagino nas imagens espelhadas no tempo e no vento,

forças estranhas a percorrerem o espaço…

Do ar que eu respiro,

Do mar por onde piso…

Imagino imagens soltas e desconexas ao vento.

Imagino as pessoas, do que possam imaginar:

Dos instantes da vida.

Imagino os pensamentos soltos a evolarem como imagens;

simples imagens.

Imagino forças estranhas…

Estranho nas estranhezas e sutilezas dos amores falsos,

dos falsos amigos.

Imagino nas teias de uma rede feita por aranhas.

Imagino a melodia que estou a ouvir.

Imagino todos os meus sonhos soltos, dispersos como simples

castelos de areias.

Imagino o que eu escrevo e a fonte de inspiração que jaz numa

lápide fria dos meus sonhos.

Morreram sepultadamente:

sentimentos, esperanças, amores, dores,

e até a força estranha do que não imagino.

(TAPETE CÓSMICO – ADJANE COSTA DUTRA – pág. 47).

Momento FAMAM – Faculdade Macêdo de Amorim

A Pandemia provocada pelo COVID-19 (denomidado SARS-CoV-2) é uma realidade no nosso país. A imprensa falada e escrita está, a todo momento, noticiando a incidência de novos casos da doença, ratificando o potencial de disseminação rápida do vírus.

Nesse sentido, com o intuito de preservar a incolumidade de todos e, ainda, considerando o Decreto nº 012/2020, de 16 de março de 2020, baixado pelo Executivo Municipal da Vitória de Santo Antão, informamos que suspenderemos as aulas, a partir de amanhã, 17.03.2020, com previsão de retorno para o dia 31.03.2020.

Para atender a eventuais demandas de urgência, disponibilizamos o nosso telefone fixo: 81.3523.1559 e o celular: 81.9.8811.1559 (também whatsapp). E-mail: atendimento@escolhafamam.com.br

 

DOCE DE BANANA E PAU DE CANELA – por Sosígenes Bittencourt.

De manhãzinha, minha mãe manifesta o desejo de confeccionar um doce de banana. O doce é temperado com pau de canela. Aí, eu me apronto e vou comprá-lo no mercadinho do bairro. Tomo banho, boto perfume, costume antigo. Empertigado, decidido, vou desfilando pelas calçadas, narrando, em solilóquio, tudo que faço.

– Bom dia. Tem pau de canela?

O funcionário vai na frente e eu vou atrás, percorrendo o corredor de gôndolas.

– Quanto é o saquinho?

– Oitenta centavos, professor.

– Dê-me dois. (Relembrando que não se inicia frase com pronome oblíquo)
Dirijo-me ao balcão de frios e pergunto a um determinado cidadão: – O nome disso é pau de canela ou canela em pau?

Risadagem geral.

No momento da manufatura desta narração, o doce já está pronto, e a casa incendiada do aroma da guloseima, poética de ternura.

Feliz de quem pode desfrutar do tempo para escrever ou saborear uma leitura no mundo tão amargo e sem ternura que estamos vivendo.

Adocicado abraço!

Sosígenes Bittencourt

Tempo Voa Documento – PERCALÇOS E IDEALISMO – Luis Nascimento.

Revirando meus arquivos encontrei um “desabafo” de senhor Luis Nascimento,  em artigo escrito para a Revista do Instituto Histórico,  por ocasião das comemorações do Centenário da Imprensa local (1866 – 1966),  que bem reflete o sentimento daqueles que fizeram e faz imprensa na nossa Vitória de Santo Antão. Vale a apena ler:

PERCALÇOS E IDEALISMO

A imprensa vitoriense sofreu, desde 1866, todos os percalços, dificuldades e inglórias inerentes à espécie. Viveram seus periodistas, por outro lado, os momentos culminantes da criação do jornal e da enunciação de ideias e programas, junto ao desejo de ser útil a comunidade, de consertar os erros do mundo e apontar os caminhos certos.

Continuaram eles, neste século, a amar e a sofrer, teimosamente, jungidos a um ideal, à missão de informar, de aparecer, de transmitir um pensamento, um verso, uma página literária.

Ultrapassou a casa dos trinta o número de publicações da grande família da imprensa dadas à circulação, de 1866 a 1899, na Vitória de Santo Antão. No cômputo geral dos cem anos hoje completados, subiram a mais de 170, de todos os gêneros, de vida intensa ou efêmera, fazendo surgir jornalista a granel, muitos deles perdendo o título rapidamente, outros altanando-se no conceito da imprensa regional ou nacional.

Esta terra de tantas tradições históricas tem, indubitavelmente, a primazia da imprensa no interior do Estado, uma primazia que honra Pernambuco, do mesmo modo que a imprensa de Pernambuco honra o Brasil.

Luis Nascimento
Originalmente publicado na REVISTA DO INSTITUTO HISTÓRICO DA VITÓRIA DE SANTO ANTÃO – 1968.

Momento Cultural: A Vida e as Fantasias – Stephen Beltrão.

A vida é cheia de fantasias, ilusões,

mistérios e realizações!

O plano nosso de cada dia é a receita

da paz,

da felicidade, do amor e do prazer…

As fantasias não sobrevivem sem as ilusões.

O sonho de cada noite é a procura das fantasias,

das miragens

e das realizações diárias,

alimentadas pelos planos e pelas ilusões.

Por fim,

tudo é a vida.

Coronavirus: a população da Vitória está colaborando…….

Como diz o velho ditado popular: “com um olho no padre e outro na missa”, ou seja, ligado nas últimas notícias internacionais e nacionais sobre a pandemia do coronavirus,  na qual somos todos parte do problema e da solução, hoje pela manhã, na nossa aldeia que se chama Vitória de Santo Antão pude sentir “in loco” que a população, de maneira geral, está atenta às recomendações das autoridades sanitárias.

Vale salientar que por mais que sejamos prudentes, a vida segue e os compromissos nem sempre podem ser adiados, principalmente os financeiros, muitas vezes acertados e combinados previamente. Pois bem, quem é da nossa cidade e circula com frequência no comercio,  sabe muito bem do “calvário” que é realização de  uma operação financeira nos caixas das  agências bancárias locais, sobretudo no Bradesco.

Nesse contexto, porém, no dia de hoje, tinha um desses compromissos para cumprir, justamente na referida agência. Preparado e munido de uma dose a mais de paciência resolvi chegar logo no inicio do expediente. Cinco minutos antes da abertura da agência, para minha surpresa, já me posicionei numa fila relativamente diminuta.

Já dentro do estabelecimento bancário, às 10:04h,  me apossei da senha 0012. Para meu espanto, às 10:12h, já havia resolvido minha demanda. Apenas 8 minutos de espera. Algo nunca antes imaginável. Já houve ocasião em que oito minutos eu passei, apenas, para cruzar a porta giratória.

Sem querer adentrar na qualidade e preocupação que a referida agência tem com a rotina dos seus atendimentos, apenas relato esse fato para ilustrar o momento atípico que a nossa aldeia está vivenciando,  por conta dos efeitos colaterais do caos mundial que atende pelo nome de coronavirus.

Artista Pablo Dantas num novo desafio!!

Museu do Mamulengo elege nova diretoria e o Mestre Zé de Vina comemora os seus 80 anos de vida.

A nova diretoria da Associação Cultural de Mamulengueiros e Artesãos de Glória do Goitá (ACMAGG) foi eleita e tomou posse no dia 14 de março. O evento ocorreu no Museu do Mamulengo do Glória do Goitá e contou com a presença dos associados e membros da instituição. Essa é a nova composição: Presidente: Pablo Dantas. Vicepresidente: Genilda Félix. 1ª Tesoureira: Jacilene Félix. 2ª Tesoureira: Estefany Freitas. 1ª Secretária: Edjane Lima. 2ª Secretária: Tamires Nascimento.

O produtor Pablo Dantas comenta: “ser eleito no dia em que o mestre Zé de Vina completou 80 anos é uma honra! Ele é o mais antigo mestre Mamulengueiro, foi professor
de muitos e deixa um legado gigante. Sou muito grato aos artesãos e brincantes que me deram o privilégio de conviver entre eles e aprender um pouco. Comecei a minha gestão enfrentando um problema grave para nós que produzimos arte, a pandemia do coronavírus. Mas, vamos conseguir superar isso com união e solidariedade”.

A Associação e o Museu foram coordenados por Edjane Lima (Titinha) durante 10 anos. Ela faz parte da geração de mulheres artesãos e brincantes que lideraram o Mamulengo, antes feita apenas por homens. A convite dela, em 2016, o produtor Pablo Dantas inicia um trabalho de produção e captação de recursos junto a instituição. Diversos projetos foram executados nesses últimos 4 anos em parceria com a Fundarpe/Governo do Estado de PE, contribuindo com a manutenção das atividades, gerando trabalho, renda e perpetuando o conhecimento dos mestres Mamulengueiros.

Edjane Lima, emocionada, fez um discurso em homenagem ao Mestre Zé de Vina. Agradeceu aos ensinamentos, enalteceu a sua humildade para com os novos brincantes, seu companheirismo e deixou evidente: “o seu nome, mestre, jamais será esquecido!”. Quem quiser conhecer o Museu do Mamulengo, pode seguir as redes sociais da instituição.

Facebook: https://www.facebook.com/MuseuDosMamulengos/
Instagram: @museudomamulengo

Momento FAMAM – Faculdade Macêdo de Amorim

A Pandemia provocada pelo COVID-19 (denomidado SARS-CoV-2) é uma realidade no nosso país. A imprensa falada e escrita está, a todo momento, noticiando a incidência de novos casos da doença, ratificando o potencial de disseminação rápida do vírus. Nesse sentido, com o intuito de preservar a incolumidade de todos e, ainda, considerando o Decreto nº 012/2020, de 16 de março de 2020, baixado pelo Executivo Municipal da Vitória de Santo Antão, informamos que suspenderemos as aulas, a partir de 17.03.2020, com previsão de retorno para o dia 31.03.2020.

As estratégias pedagógicas necessárias para suprir o período de paralisação serão comunicadas a todos, em momento oportuno. O horário de funcionamento, na FAMAM, continua o mesmo: de 2ª a 6ª feira, das 8h às 22h e, aos sábados, das 8h às 17h. Para atender a eventuais demandas de urgência, disponibilizamos o nosso telefone fixo: 81.3523.1559 e o celular: 81.9.8811.1559 (também whatsapp). E-mail: atendimento@escolhafamam.com.br

Momento Cultural: Meu pecado – Henrique de Holanda.

Eu não posso saber qual o pecado
que, irrefletido, cometi; suponho
seja, talvez, porque te fosse dado
meu coração, – a essência do meu sonho..

Se amar é crime, eu vou ser condenado
e toda culpa, em tuas mãos, eu ponho.
– Quem já te pode ver sem ter amado?!…
Quanto é lindo o pecado a que me exponho!

Se tens alma e tens sangue, como eu tenho;
se acreditas em Deus, dizer-te venho,
– Que pecas, tens amor, és sonhadora…

Deus deu a todos coração igual.
Se eu amo, sofres desse mesmo mal.
– O teu pecado é o meu, – és pecadora!

(Muitas rosas sobre o chão – Henrique de Holanda – pág. 22).