Vida Passada… – Barão de Igarassú – por Célio Meira.

Nasceu Domingos Ribeiro dos Guimarães Peixoto, em 1790, na terra pernambucana. Conquistou os preparatórios, no Recife, fazendo depois, nos hospitais, um curso de cirurgia. Tinha 20 anos de idade quando seguiu para o Rio de Janeiro. Matriculou-se na Escola Cirúrgica, alcançando, cêdo, entre os colegas, posição de relevo, pelo brilho da inteligência. Ainda era estudante, e já ensinava, conta o padre Galanti, anatomia e fisiologia aos companheiros que vieram da África, a convite de D. João VI, o Regente da Côroa portuguesa instalada no torrão da América do Sul.

Recebeu, aos 22 anos, a carta de cirurgião, e mereceu a honra de exercer sua profissão na casa do monarca, e na Câmara Real. Assistiu, no ano da independência, ao nascimento da princesa Januária, e dois anos mais tarde,  ao da princesa Francisca. Prestou, seus serviços, profissionais à Imperatriz Leopodina, no dia 2 de dezembro de 1825, quando nasceu o menino Pedro, que subiria,  ao trono, a 23 de julho de 1840, com o nome de Pedro II, depois do famoso movimento da maioridade.

Em 1827, atravessou o atlântico, e obteve, na Universidade de Paris, a carta de doutor em medicina. E seis anos mais tarde, ao tempo da Regência Trina Permanente, regressou à Pátria. Novos triunfos, obteve, Guimarães Peixoto, na vida pública. Dirigiu, alguns anos, narram Pereira da Costa, Sebastião Galvão e outros historiadores, a Escola Médica do Rio, ocupando, sempre, a cátedra de fisiologia. Mestre, foi admirado e amado, por aqueles que o ouviram. Era culto, de palavra fácil e de linguagem elegante.

Estava Guimarães Peixoto, a 23 de fevereiro de 1845, na Alcôva real, quando nasceu D. Afonso, filho de D, Pedro II e por esse fato, informam biógrafos, o monarca de 20 anos de idade, o agraciou com o título de barão de Igarassú.

Homem da ciência e honesto, Guimarães Peixoto não perdeu, nunca, o alto prestígio, na sociedade de seu tempo.

Morreu, esse preclaro pernambucano, no dia 28 de abril de 1846, na Côrte do 2º Império, a quem servira, nobremente. Contava com 56 anos de idade.

Pernambuco não se deve esquecer do nome desse eminente cidadão, cuja memória é um exemplo de trabalho e de sabedoria.

Célio Meira – escritor e jornalista. 

LIVRO VIDA PASSADA…, secção diária, de notas biográficas, iniciada no dia 14 de julho de 1938, na “Folha da Manhã”, do Recife, edição das 16 horas. Reúno, neste 1º volume, as notas publicadas, no período de Janeiro a Junho deste ano. Escrevi-as, usando o pseudônimo – Lio – em estilo simples, destinada ao povo. Representam, antes de tudo, trabalho modesto de divulgação histórica.

Setembro de 1939 – Célio Meira

SIMÔNIDES DA SILVA BITTENCOURT – por Sosígenes Bittencourt.


(Na fotografia, as falecidas professora Damariz, minha geratriz, e minha inesquecível tia Ricardina).

É do físico e filósofo francês Blaise Pascal, a síntese do sentimento que desanimou e levou a vida do meu pai: A maior carência do homem é poder fazer tão pouco por aqueles que ama.

Contudo, sua riqueza era dentro do coração, não no mundo. A riqueza invisível e interior do meu pai o identificava, resumida na sentença latina “Homo doctus in se divitias semper habet” (O homem instruído carrega sempre a riqueza dentro de si).

Paterno abraço!

Sosígenes Bittencourt

 

“Seu” Zé Mariano no centro da celebração…..

Programado há meses, sábado (08), aconteceu uma celebração  que teve como finalidade reunir a “netarada”  de “Seu” Zé Mariano de Barros – meu avô paterno. O encontro aconteceu no Restaurante Carnes & Galetos, aqui em Vitória.

Na ocasião,  vários participantes usaram da palavra para realçar a importância e a alegria daquele momento. Alguns primos não se encontravam há décadas.  Ao final do almoço, todos externaram o desejo de uma nova oportunidade de reencontro festivo.

9ª Festa da Saudade: acontece no próximo dia 15 de agosto.

Fechando a curva da última semana para o evento festivo intitulado “Festa da Saudade”, que em 2026 escreve sua nona edição, podemos dizer que existe um aroma no ar de muita expectativa. O evento acontecerá no Clube Abanadores “O Leão”, do sábado,  15 de agosto, a partir das 21h.

No palco, duas atrações musicais: Banda Pinga Fogo, tocando os clássicos musicais que marcaram gerações. Na qual de atração principal, a Orquestra Super Oara, que dispensa apresentação, executa um repertório que não deixa ninguém parado.

Serviço:

9ª Festa da Saudade

Clube Abanadores O Leão

Dia 15 de agosto – às 21h

Reservas de mesa e camarote: 9.9188.3054.

PARA O DIA NACIONAL DO ESCRITOR – por Sosigenes Bittencourt.


Escrever é um ato que se pratica sozinho, porém, jamais solitário.
Todo ato intelectual é povoado daquilo que povoa a vida, do mistério que povoa o mundo.
O escritor vive escrevendo.
O escritor morre escrevendo.
Até quando dorme, sonha escrevendo.
Um olho aberto e outro fechado,
uma folha de papel e uma caneta ao lado.
Assim, anda vivendo,
Assim, vive andando,
meio acordado, meio sonhando.

Sosigenes Bittencourt

Vida Passada… – Sabino Barroso – por Célio Meira.

No velho município mineiro de Sorro, onde nasceram os Ottoni e o presidente João Pinheiro, Sabino Barroso Filho viu a luz do dia, a 27 de abril de 1859. Estudou o curso de humanidades, a principio, num colégio de Diamantina, e depois, no “Caraça”, famoso educandário dos lazaristas, fundado por um fidalgo europeu, que se amortalhou, em vida, num hábito de frade, com o nome de Frei Lourenço. Diplomou-se em Direito, Sabino Barroso, aos 26 anos de idade, pela Faculdade de Direito da terra bandeirante. E, cedo, ingressou na política partidária, elegendo-se deputado à Assembleia de sua província.

Proclamado o regime político de 89, não ensarilhou, Sabino, suas armas. Afiou-as para novos combates, nas arenas políticas, e conquistou, de novo, ao tempo da Constituinte, na Assembleia mineira, conta o ilustra o ilustrado biógrafo do “Galeria Nacional”, a cadeira de deputado. Deu-lhe, também, o nobre povo de sua gleba, a poltrona de senador estadual. E decorridos alguns anos, as urnas livres de Minas o enviaram, com justiça, à Câmara Federal.

Governava, Campos Sales, a República, quando Epitácio Pessoa deixou a pasta da Justiça. Entregou-a , o presidente paulista, ao político mineiro do Serro, e , nesse posto, teve Sabino Barroso, posição destacada. Substituiu, nessa época, Joaquim Murtinho, interinamente, na pasta da Fazenda, onde se conservou por nove anos, alcançando triunfos, pela cultura jurídica e pela austeridade do caráter.

Assumindo, Venceslau Braz, o governo do país, em 1914, mereceu, Sabino, novamente, a honra de dirigir a pasta da Fazenda. Doente, porem, não pôde permanecer, por muito tempo, no cargo que lhe confiara o astuto político das terras de Itajubá. Foi João Pandiá Calógeras, um dos homens mais sábios do Brasil quem o substituiu naquele ministério. Dois anos mais tarde, voltou, Sabino, a sentar-se na bancada de seu Estado, na Câmara dos Deputados, cabendo-lhe, repetidas vezes, a presidência desta casa do poder legislativo.

Jornalista, informa um historiador, fundou o “Serro”, na terra natal, em Belo Horizonte, o “Diário de Minas”, em cujas colunas teve aplausos daqueles que o acompanharam nos prélios eleitorais, e nas jornadas políticas. Professor de direito, honrou a cátedra, pelo saber e pela bondade.

Morreu Sabino Barroso, em 1919, aos 60 anos de idade. À geração dos grandes e notáveis políticos notáveis da 1ª República pertenceu esse ilustrado mineiro, que elevou, sempre, nos postos da carreira pública, o nome da terra onde nasceu.

Célio Meira – escritor e jornalista. 

LIVRO VIDA PASSADA…, secção diária, de notas biográficas, iniciada no dia 14 de julho de 1938, na “Folha da Manhã”, do Recife, edição das 16 horas. Reúno, neste 1º volume, as notas publicadas, no período de Janeiro a Junho deste ano. Escrevi-as, usando o pseudônimo – Lio – em estilo simples, destinada ao povo. Representam, antes de tudo, trabalho modesto de divulgação histórica.

Setembro de 1939 – Célio Meira

Um extraordinário espaço dançante…….

Na última sexta-feira (31), em Recife, aproveitei para dá um pulinho no Clube das Pás. Vale lembrar que a referida instituição já possui mais de um século de fundação e segue ativa, promovendo encontros sociais festivos, dançantes, serestas  e bingos concorridos. É um espaço plural, mas, convenhamos,  direcionado às pessoas com mais primaveras.

Já conhecia. Tempos atrás, participei de muitas noitadas por lá. Na atualidade, está ainda melhor. Mais organizado e com um serviço extraordinário. Mas pelo menos uma coisa mudou. E mudou muito. Ao chegar lá, fiquei sabendo que naquela noite, homem não pagava e mulher teria que desembolsar vinte reais, se quisesse  adentra no templo da dança de salão recifense. Fiquei surpreso…..

 

ESTUDANDO PORTUGUÊS (Antonomásia) – por Sosígenes Bittencourt.

Antonomásia é a substituição de um nome por uma perífrase. Use-a para dar brilho a sua fala ou erudição a sua redação. Contudo, procure saber dissertar sobre o significado da perífrase.
O ancião dos dias – Deus
A cidade de cem portas – Tebas
O cisne de cambraia – Fénelon
O apóstolo das selvas – Anchieta
O vate da abolição – Castro Alves
Os salvadores do Capitólio – os gansos
O vencedor de Trafalgar – Nelson
A nau de Pedro – a Igreja
A virgem de Donremy – Joana d’Arc
O herói manchego – D. Quixote
A preciosa rubiácea – o café
O Desejado das nações – Cristo
A rainha dos Manzanares – Madri
A águia de Patmos – São João Evangelista.

Erudito abraço!

Sosígenes Bittencourt

 

46ª Corrida das Tabocas: 22km num “bate-volta”………

Dentro da programação das comemorações alusivas a passagem dos 381 ano da épica Batalha das Tabocas, ocorrida em 03 de agosto de 1645, mais uma vez, participei da Corrida das Tabocas que esse ano chegou à sua edição de numero 46.

Com concentração e largada no Pátio da Estação Ferroviária, a partir das 5h, partimos às 6h com destino ao Monte das Tabocas (pouco mais de 11km). Particularmente, esse ano (2026), realizei o chamado  “bate-volta”, ou seja: fiz mais 11km  indo e 11km voltando (total 22km).

Diferente de outros anos, nessa edição o sol teve presença constante. Mas vida de corredor é isso: com chuva ou com sol,  o objetivo tem de ser cumprido….

MEMÓRIA DE VITÓRIA – por Sosígenes Bittencourt.


(Grupo Escolar Cardeal Roncalli)
Diz que é de Vitória de Santo Antão, mas não escalou a Praça 13 de Maio, rumo ao Grupo Escolar Cardeal Roncalli, passando pela Venda de João de Barros Lima, na Feira das Panelas, quando não havia uma estaca fincada no chão nem um barracão.
Sosígenes Bittencourt

Memorável abraço!

Sosígenes Bittencourt