
Antônio Francisco de Paula de Holanda Cavalcanti de Albuquerque nasceu no engenho Pantorra, em 1797, no crepúsculo de u século, no município pernambucano do Cabo. Vestiu, muito jovem, a farda de soldado do exército da colônia, e, cedo conquistou galões. Embarcou, em 1816, aos 19 anos de idade, acompanhado, contam historiadores, um parente que fora exercer, em Moçambique, o cargo de governador. Era 2º tenente. Três anos depois, major. E em Macáu, no continente africano, na Escola Real de Pilotos, exerceu o magistério.
Em 1824, na casa dos 27 anos, bateu-se, o major Antônio Francisco, pela legalidade, no Recife, ajudando o brigadeiro Lima e Silva a destruir, impiedosamente, o desditoso sonho de República de Pais de Andrade, Natividade Saldanha e Caneca.
Trocando a espada pela palavra, ingressou, Antônio Francisco, na política, em 1826, representando Pernambuco, na Câmara Geral. Não ouvia, nos partidos, a corneta do batalhão conservador, que o de seus irmãos, o grande Camaragibe e visconde de Suassuna, mas atendia, pressuroso, o clarim dos acampamentos liberais.
Em 1830, aos 33 anos, aceitou, no ministério de 4 de Dezembro de 1829, a pasta da Fazenda, continuando nesse posto, no gabinete de 19 de Março de 31, o penúltimo gabinete do agitado império de D. Pedro I. Organizada a Regência Trina Permanente, ocupou, Antônio Francisco, a referida pasta, e a do Império, no famoso ministério dos 40 dias, iniciado a 3 de agosto de 1832.
Foi candidato, pela oposição, narram biógrafos, no elevado cargo de regente, disputando-o ao padre Feijó e, mais tarde, ao pernambucano de Araújo Lima, o marquês de Olinda. Mereceu a honra de ser senador, por Pernambuco, em 1838.Pertaneceu aos vanguardeiros que se bateram pela maioridade do herdeiro da coroa, e vitoriosa peleja, vestiu de novo, o senador Antônio Francisco, a casaca de ministro, dirigindo a pasta da Marinha, no gabinete Maioridade, na companhia do irmão, o visconde de Suassuna, que aceitou, tranquilamente, a pasta dos negócios da guerra.
Em 1844 voltou, esse eminente pernambucano, à pasta da Marinha, no gabinete do visconde Macaé, permanecendo à frente do ministério da Guerra, no ano seguinte, no gabinete de 26 de Maio de 1845.
Aos 49 anos de idade, aceitou novamente, as pastas da Marinha e da Fazenda, no governo de Marcelino de Brito. Agraciou-o, o imperador, em 1855, com o título de visconde de Albuquerque. Aderiu, mais tarde, à “Liga”, agremiação política em que se entenderam, mais ou menos, conservadores e liberais. E em 1862, pela primeira vez, o visconde de Albuquerque, ingressou num gabinete conservador. Recebeu a pasta da Fazenda, no ministério de 30 de Maio, chefiado pelo marquês de Olinda.
Morreu no dia 14 de Abril de 1863, aos 66 anos de idade. Homem de atitudes decididas, oito vezes ministro, o visconde de Albuquerque, amado e combatido, na política , pertenceu à nobreza pernambucana, pelo coração e pelo caráter.
Célio Meira – escritor e jornalista.
LIVRO VIDA PASSADA…, secção diária, de notas biográficas, iniciada no dia 14 de julho de 1938, na “Folha da Manhã”, do Recife, edição das 16 horas. Reúno, neste 1º volume, as notas publicadas, no período de Janeiro a Junho deste ano. Escrevi-as, usando o pseudônimo – Lio – em estilo simples, destinada ao povo. Representam, antes de tudo, trabalho modesto de divulgação histórica.
Setembro de 1939 – Célio



















Nascido em uma pequena cidade interiorana como Vitória de Santo Antão, Pernambuco, em 22.9.1899, João Cleofas de Oliveira jamais iria supor que chegaria a posição na vida pública que até hoje seus conterrâneos não chegaram.













