Histórias do Carnaval antonense: o escritor Célio Meira, meu avô, se irritou com a chacota!!

Certa vez, uma irreverente toada fez o nosso querido e saudoso Célio Meira se retirar do tablado. Estávamos na fase aguda da primeira grande guerra e Célio era um francófilo capaz de brigar com quem tentasse, nesse particular, combater as suas ideias. Era nosso Ministro do Exterior o dr. Nilo Peçanha. Acontece que a Cambinda para, diante do tablado e ataca:

“O Doutor Nilo Peçanha
Pela Pátria brasileira,
– Mandou chamar Célio Meira
P’ra acabar com a Alemanha”.

Ceciliano não gostou da graça. Essa quadrinha foi atribuída a Samuel Campelo que, no entanto, sempre negou, Teria sido de meu pai, Joaquim de Holanda Cavalcanti. Muitas pessoas o davam como sendo o autor. Não sei…

O que sei é que a “Lagoa do Barro” lembra o Carnaval. Era lá o quartel general da folia, transformada em bosque e, à noite, com sua profusão de luzes, num vasto salão iluminado.

Até 1929, o nosso Carnaval, embora desfigurando-se  cada ano, guardou esse aspecto.

Extraído da REVISTA DO INSTITUTO HISTÓRICO E GEOGRÁFICO – Volume 6º – 1976 – Páginas 102 e 103.

O MUNDO HOSPITAL E A NATUREZA FARMÁCIA – por Sosígenes Bittencourt.

A visão de que o mundo é um grande hospital, fundamenta a dedução de que a natureza é uma grande farmácia. Outro dia, andei sendo instruído a ingerir 4 frutas, como medicina preventiva: romã, melancia, uva escura e limão. O danado é que eu não sei como comer romã. Penso que requer habilidade de macaco. Também penso que conseguiriam, essas meninas que usam unhas de bruxa, para se empanturrar de sanduíche de 5 andares, cimentado de maionese.
Amacacado abraço!

Sosígenes Bittencourt

Vida Passada… – Antônio Feitosa – por Célio Meira.

Governava o Brasil, o sr D. João VI, num reinado feliz, quando nasceu Antônio Vicente do Nascimento Feitosa, em 1816, na cidade do Recife. Matriculou-se, aos 17 anos de idade, no Curso Jurídico de Olinda, e , aos 21, conquistou a carta de bacharel, na companhia de Teixeira de Freitas, de João Maurício Vanderlei, o futuro barão de Cotegipe, e de Zacarias Góis. Três ano depois, alcançou o grau de doutor, brilhantemente, na mesma Escola de Direito. A promotoria pública do Recife foi o primeiro marco da sua carreira pública. Revelou-se orador de raça, nessa cadeira de justiça.

Dedicou-se, também, ao magistério lecionando filosofia, em 1844, no antigo Liceu Pernambucano. Praticou a advocacia. Orador primoroso, e culto, conquistou aplausos, na tribuna judiciária. Político ardoroso, liberal exaltado, teve, Antônio Feitosa, atuação destacada, e impressionantemente, dia a dia, na imprensa do Recife.

“Praieiro”, pontificou, esse jornalista vigoroso, no “Diário Novo”, ao lado de Urbano Sabino Pessoa de Melo, de Felix Peixoto  e de Lopes Neto, combatendo, desassombradamente, os conservadores, que eram, à esse tempo, os famosos “guabirus”.

Prestigiado pelo povo, vanguardeiro das legiões liberais, conseguiu eleger-se deputado geral por Pernambuco, em 1863, numa época em que a política do império ouvia a voz de comando do pernambucano Pedro de Araújo Lima, o marquês de Olinda, chefe de um gabinete adversário. Na câmara obteve vitórias.

E contava 5 anos de idade, quando, a 29 de março de 1868, a morte o arrebatou. Grandes e justas, foram as homenagens que fizeram à sua memória. Dez meses decorridos, na sessão solene do Instituto Arqueológico Geográfico e Histórico Pernambucano, realizada em 27 de janeiro de 1869, dizia Aprigio  Guimarães, um dos príncipes da eloquência, a respeito daquele que ajudaria a fundar a Casa de Pernambuco: – “ O dr. Feitosa será para as futuras gerações pernambucanas o símbolo ilustre da força do talento e do estudo, e o mais nobre exemplo, legado aos filhos do povo, do prestígio e do merecimento pessoal”

Esta ainda de pé, fortalecido pela gratidão das massas populares, esse alto prestígio de que falava, há mais de meio século, o mestre Aprigio. Na zona do Campo Grande, município do Recife, há, ainda hoje, o “Feitosa”, trecho aprazível daquele arrabalde populoso.

O povo não se esquece, apesar dos pesares, daqueles que o amaram.

Célio Meira – escritor e jornalista. 

LIVRO VIDA PASSADA…, secção diária, de notas biográficas, iniciada no dia 14 de julho de 1938, na “Folha da Manhã”, do Recife, edição das 16 horas. Reúno, neste 1º volume, as notas publicadas, no período de Janeiro a Junho deste ano. Escrevi-as, usando o pseudônimo – Lio – em estilo simples, destinada ao povo. Representam, antes de tudo, trabalho modesto de divulgação histórica.

Setembro de 1939 – Célio Meira.

O HUMOR DE BOM HUMOR – por Sosígenes Bittencourt.


1) De iletrada bem casada: – Casado é quem bem veve.
2) Em orla marítima ensolarada, há quem esteja com a vida por um fio-dental.
3) O difícil em conquistar uma mulher bonita é que o coração atrapalha o raciocínio.
4) De solteirão inveterado: – Eu não me casei ainda por causa das outras.
5) O beijo entre os atores da TV Globo é real, falso é o emprego do pronome oblíquo.
6) Há quem cometa casamento por amor ao Pis.
7) Agiota até no amor, só dá um beijo por dois.
8) A questão do Crescimento Populacional é que a zona de prazer fica na direção da câmara de fecundação.

Sosígenes Bittencourt

4ª edição: “Ais que César Oooiii….”

Na sua 4ª edição, a Agremiação Carnavalesca “Ais que César Oooiii….” reuniu foliões das mais diversas tendências na Praça Dom Luiz de Brito, na noite da sexta-feira (30). Com muito pagode e frevo,  o evento também, nessa edição, homenageou dois grande carnavalescos que já fizeram a viagem sem volta: Zeca de Abelardo e Javan Ageu de Lima.

 

Prévia do ETesão – sábado, no Espaço de Ouro- 11h

Comandada por Elminho Carneiro e sua equipe, acontecerá amanhã, sábado (31), a partir das 11h, no Espaço de Ouro, a prévia (2026)  da Agremiação Carnavalesca ETesão e ETesuda.

O evento contará com apresentação musicais – orquestras de frevo e banda de pagode. Acertando o passo para o tradicional desfile, que acontece sempre aos  sábados de carnaval, haverá apresentação dos emblemáticos e simbólicos bonecos gigantes.  

 

ALEXANDRE, O GRANDE, e ALEXANDRE, O PEQUENO – por Sosígenes Bittencourt.

Alexandre, o Grande, da Macedônia, pediu que, ao morrer, atirassem suas riquezas pelo caminho, para mostrar que os bens da terra ficam na terra. Alexandre, o Pequeno, de Brasília, não vai querer que lancem um tostão sobre o chão. O Grande com uma lição, o Pequeno com ambição, no derradeiro desfile de caixão.

Sosígenes Bittencourt