A Fortuna Associados comemorou aniversário com corrida de rua….

Na qualidade de atleta, participei das comemorações de dois anos de fundação da empesa de proteção veicular “A Fortuna – Associados”,  que apostou num evento em formato de  corrida de rua para celebrar a data.

Após concentração na Praça da Restauração, por volta das 6h, os atletas partiram para enfrentar  os 7km, antes, devidamente  programado. No retorno ao ponto de partida, os atletas foram recepcionados com diversas opções de degustação e música para ouvir, dançar e se divertir.  Parabéns aos organizadores pela iniciativa….

 

PASSA O DIA DE FINADOS – por Sosígenes Bittencourt.

Passa o Dia de Finados. Finda o Dia de Finados.
E ninguém vê finados. Porque finados findaram,
não têm hora, dia, tempo, mais nada…

Passa o Dia de Finados
tão rápido quanto fora a vida dos finados.
Ninguém desejaria que os finados voltassem
ao mundo para findar outra vez.
Já nos basta morrer uma vez.
Porque só os finados estão livres da morte.
Sobretudo, do medo da morte.
Seria suprema malvadeza do destino nos impor
mais de um fim, embora morra nossa infância,
nossa adolescência, nossa mocidade
e sigamos vivos, vivos até o derradeiro fim.

Passa o Dia de Finados.
E perpassam os finados que conhecemos.
Parece até que os vemos.
De preferência, sorrindo. O mesmo jeito,
a mesma voz, os trejeitos, o figurino.
Nós é que ficamos tão diferentes. Talvez,
nem soubéssemos conversar com os finados,
como antigamente.

Sepultado abraço!

Sosígenes Bittencourt

Colégio Diogo de Braga promoveu o 28º ENCONTRA – Encontro de Conhecimentos Tradição.

Na qualidade de convidado, hoje, sexta-feira, 30 de outubro, pela manhã, participei da abertura do 28º ENCONTRA – Encontro de Conhecimentos Tradição.

Promovido pelo Colégio Diogo de Braga, que tem na figura da conceituada professora Jadenise Macedo sua principal referência, o evento teve como tema: “JORNADA PELO MUNDO”.

Após apresentação da banda musical os alunos, das  mais variadas idades, nos seus respectivos espaços, distribuídos ao longo de toda rua, davam o seu melhor,  nas devidas explicações sobre o tema em tela.

Parabéns ao conjunto do Colégio Diogo de Braga pela iniciativa que busca, entre outros objetivos, capacitar e preparar os alunos para um mundo cada vez mais globalizado e conectado, sem abrir mão dos valores éticos e tradicionais.

 

Curiosidades Musicais : “Ouro de Tolo” – Raul Seixas por Léo dos Monges.

Raul Santo Seixas nasceu em Salvador/BA, em 28 de junho de 1945.

No ano de 1973, Raul Seixas consegue um grande sucesso com a música “Ouro de Tolo” no álbum KRIG-HÁ, BANDOLO que significa, cuidado, aí vem o inimigo, que faz referência a um grito de guerra do personagem Tarzan.

A música possui uma letra quase autobiográfica, mas que também debocha da ditadura e do “milagre econômico”. No mesmo LP, outras músicas tornam-se  grandes sucessos,  como: METAMORFOSE AMBULANTE, MOSCA NA SOPA E ALCAPONE. Raul finalmente alcança grande repercussão nacional, graças a divulgação da imagem do cantor como ícone popular. Porém, logo a imprensa e os fãs da época foram,  aos poucos,  percebendo que Raul não era apenas um cantor e compositor.

A canção era um ataque ao conformismo do País a respeito das ilusórias vantagens oferecidas pela ditadura. Tornou-se sucesso instantâneo e foi gravada pela PHILIPS com mais nove canções. “KRIG-HÁ, BANDOLO, foi o primeiro LP solo de Raul Seixas.

Ouro de Tolo – Raul Seixas

Léo dos Monges

Vida Passada… – Rita de Sousa – por Célio Meira.

Administrava Pernambuco, ao tempo do governo brasileiro de D. João Lencastre, o capitão-general Caitano de Melo de Castro, quando nasceu Rita Joana de Sousa, a 12 de maio de 1696, na olindense. Veio ao mundo, escreve Joaquim Norberto de Sousa, “quando Gregório de Matos expirava com a poesia do arrependimento da república africana dos Palmares”.

Filha de família rica, cresceu a menina Rita na abastança, e, muito cedo, traçou os primeiros versos líricos cantando a natureza do berço nativo, plantado à beira-mar, povoado de coqueiro, e feliz na sua ressureição, sobre os escombros e as cinzas do incêndio, lançado à população indefesa,  pela mão malvada do holandês.

Dedicou-se à pintura. Foram louvados os quadros de seu pincel, e a pintura venceu, na realidade, a poetisa, a primeira nas terras do Brasil. Os poemas eram bons. As telas eram ótimas. E versejando e pintando, Rita de Sousa, de educação aprimorada, começou a estudar geografia, história e filosofia, deixando, afirmam biógrafos do Brasil e de Portugal, o “Memórias Históricas” e o “Tratado de Filosofia Natural”. Inéditas, desapareceram, infelizmente, essas obras preciosas, escritas pela moça olindense, que assistiu, contando 14 anos de idade, ao movimento, rebelde, e republicano, travado entre a fidalguia de Olinda e a “portuguesada” do Recife. Versariam, essas “Memórias” sobre a Revolução de 1710? É possível. Rita morreu aos 22 anos de idade, e era natural que deixasse escrita a história da famosa rebelião democrática, partidária de um governo “sem rei”, nas terras da América. Na história, e em virtude de certos indícios, a conjuntura é admissível. E, às vezes, a conjuntura é tão poderosa, que se transforma em própria verdade.

Versos, quadros, história, filosofia, tudo se perdeu. Finou-se, Rita de Sousa, a princesa olindense, em plena mocidade. E é justo que, evocando essa figura iluminada, repitamos, no dia de hoje, as velhas palavras Macedo:

“Os frutos se perderam. Fique, ao menos, no altar da pátria, por ornamento, o seu nome – nome de flor”.

Célio Meira – escritor e jornalista. 

LIVRO VIDA PASSADA…, secção diária, de notas biográficas, iniciada no dia 14 de julho de 1938, na “Folha da Manhã”, do Recife, edição das 16 horas. Reúno, neste 1º volume, as notas publicadas, no período de Janeiro a Junho deste ano. Escrevi-as, usando o pseudônimo – Lio – em estilo simples, destinada ao povo. Representam, antes de tudo, trabalho modesto de divulgação histórica.

Setembro de 1939 – Célio Meira

E POR FALAR EM TRISTEZA – por Sosígenes Bittencourt.


Eu sou meio ruim de tristeza. Pelo contrário, carrego uma certa alegria n’alma que, muitas vezes, confundem com falta de seriedade. Porque o importante não é a tristeza que você sente, mas o que você pode fazer com a tristeza que sente. Tristeza longa, duradoura é depressão. É caso clínico. Eu prefiro a tristeza que é caso cínico. Dizia, o dramaturgo Nelson Rodrigues, que “não se faz literatura, política e futebol com bons sentimentos.”

Por exemplo, a tristeza, para mim, é motivo de literatura. Eu recebi um grande conselho do poeta alemão Wolfgang Goethe: Faz da tua dor um poema, e ela será suavizada.

Sosígenes Bittencourt

O Tempo Voa Documento: por professora Severina Moura.

Em 2001 li na seleção de maio um artigo que me deixou entusiasmada a fim de passar a adiante um exemplo de vida. O título é a História de Dr. Carson.

O relato fala em primeira pessoa, contando que era filho de uma faxineira nos Estados Unidos, em Detroit e que diariamente ao retornar da escola almoçava e junto com um irmão saíram para jogar com outros meninos desocupados, ou assaltar os pés de goiaba dos vizinhos. Mais tarde voltavam o ficavam a ver os filmes de cowboy americanos e assim, tiraram péssimas notas da 5ª série.

Sabedoria dar notas, a mãe voltou um dia do trabalho tiririca da vida, desligou subitamente a televisão e disse: – De hoje em diante não se vê mais televisão nesta casa vocês vão ter que ler dois livros por semana e vão me apresentar um relatório dos mesmos, nas sextas-feiras.

Nas casas onde trabalhava ela via livros e revistas. Em sua casa de livro, só havia a Bíblia.

Os dois irmãos, incrédulos da decisão da mãe, pensaram que no dia seguinte, tudo voltaria ao normal. Enganaram-se redondamente. Depois do almoço a mãe chamou os filhos e os levou à Biblioteca. E assim continuou até que se acostumaram com o hábito da leitura, descobrindo ali, coisas fantásticas que jamais tinham visto na televisão, além do resto das pessoas.

Que magnífica foi a atitude daquela mãe que além de pobre e viúva, soube mudar o destino dos filhos. O conto termina assim: – A leitura mudou o rumo das nossas vidas. “Hoje, eu sou neuro cirurgião pediátrico e chefe desse departamento do Hospital X. e meu irmão é engenheiro civil.”

Como seria bom que em todas as escolas, os alunos fossem estimulados ao hábito de ler! Em pouco tempo podíamos dizer que o Brasil era gigante pela grande competência de seus filhos.

Quem ler, fala melhor, escreve melhor e se sai melhor na vida competitiva do novo milênio.

Severina Moura
Poetisa, membro da Academia Vitoriense de Letras, Artes e Ciência, professora de Língua Portuguesa e Literatura Brasileira

 

LOUCO DA BOA LOUCURA – por Sosígenes Bittencourt.

Eu sempre tive a mania de colar frases célebres no centro da cidade para o povo refletir. Sou um louco da boa loucura. Há quem colecione galo de briga e se acredite sadio.
O meu Quadro de Frases na cidade já me rendeu muitas alegrias. Em um certo outubro, eu estava sentado na calçada de um restaurante, ao lado da Igreja da Matriz, quando um casal me convidou para conversar. Que grata surpresa! O rapaz tirou do bolso uma frase de minha autoria e explicou: – Esta frase me fez mudar de vida. Eu estava desempregado e sem ânimo para buscar uma saída, quando dei de cara com o seu Quadro de Frases. E lá estava escrito o seguinte: “O sol nasceu para todos, mas temos que sair da sombra.”
O rapaz já estava trabalhando e muito satisfeito por haver saído da sombra.
Motivacional abraço!

Sosígenes Bittencourt

Em Vitória, eleitores comemoram na rua a reeleição do presidente LULA.

Assim como ocorreu no Brasil inteiro, os eleitores da Vitória de Santo Antão exerceram o  seu voto em clima de muita expectativa. Vale lembrar que a prorrogação no horário da votação, ocorrida em caráter excepcional em todo território nacional, acrescentou mais uma pitada de tensão na população.

Com a decretação da vitória, nas urnas, do candidato do Partido dos Trabalhadores, Lula, por volta das 21h, simpatizantes do presidente reeleito começaram  se  aglomerar no entorno do comitê do candidato, localizado no Pátio da Matriz.

Com muita euforia, música e fogos, os eleitores,  que  chegaram  de vários bairros,  se juntaram para celebrar, numa  festa improvisada. Na ocasião, fizemos alguns registros que bem demonstra o movimento espontâneo dos eleitores antonesnes que apostaram e vibraram com  à reeleição do presidente. Veja o vídeo e as fotos:

Segundo turno: o ódio e o conjunto vazio venceram…….

A grande expectativa dos próximos dias reside no resultado da  eleição presidencial, que ocorrerá no domingo, dia 25. Ao que parece, dentro do que mostram os resultados das pesquisas de opinião pública,  divulgadas até aqui, o Brasil está literalmente dividido ao meio.

É verdade que uma parte considerável desse contingente de eleitores prefere, por várias razões, não comparecer ao local de votação ou quando o faz, opta pelo sufrágio nulo ou branco, que também faz parte do jogo democrático. O “voto facultativo”, no meu modesto entendimento,  também seria um instrumento inteligente de aferição, no que se refere ao interesse dos brasileiros por esse modelo de política atual…..

Aliás, o “voto branco”, para um bom entendedor, reflete múltiplas interpretações. Uma delas, por assim dizer, seria à mensagem de não haver sido contaminado, por nenhum dos lados, dessa campanha de ódio e terror intencional. Ou mesmo, não encontrar uma opção palatável no “cardápio eleitoral” disponível…

Mas argumentos não faltam às equipes dos postulantes e dos milhões de seguidores de que o “outro lado é mais danoso  ou perigoso” para o futuro do Brasil. Uma eleição, conforme atestam as pesquisas eleitorais, que será decidida pelo nível de rejeição. Uma pena…..

Para concluir, espero que no domingo (25) o pleito ocorra dentro da mais tranquila normalidade. Até porque, independente do lado que triunfe nas urnas,  ao que parece, seremos obrigados a conviver com essa tóxica e doentia polarização política por mais 4 anos.  Que aliás, se mantém vazia de conteúdo programático e recheada de ódio gratuito. Algo que adoeceu  e continua produzindo transtornos das mais variadas ordens  à parcela significativa da nossa sociedade.

DEFORMA ORTOGRÁFICA – por Sosígenes Bittencourt.


Não me sai do pensamento, a ideia de que “ideia” não tem mais acento.
A Deforma Ortográfica parou com o acento de “para”.
Agora, você para para ouvir uma besteira desta.
A Deforma Ortográfica raspou o acento de “pêlo”.
Agora, o seu cachorrinho espalha pelo pelo caminho.
A Deforma Ortográfica roubou o trema do “u”.
Para que “sequestro” com trema? Fique “tranquilo”, não trema.
A Deforma Ortográfica tirou o hífen do bolo pé-de-moleque.
Agora, você não come bolo, come um pé de moleque.

Sosígenes Bittencourt