Em um dia 25 de fevereiro de 1960, há 66 anos, um avião DC3, da Real Transportes, voo 751, decolava do aeroporto Campo de Goitacases, a 275 km do Rio de Janeiro, com 4 tripulantes e 22 passageiros, em direção ao aeroporto Santos Dumont.
A bordo estava o jovem João Murilo de Oliveira, filho do vitoriense João Cleofas de Oliveira, à época deputado federal, ex-ministro do Governo Getúlio Vargas, ex-prefeito da terra natal, na década de 1920.
Na mesma data, o quadrimotor DC6, prefixo 131582, da Marinha dos Estados Unidos, decolava do aeroporto de Ezeiza Buenos Aires, Argentina, com 7 tripulantes e 31 passageiros a bordo, entre eles, 19 membros da United States Navy Band (Banda da Marinha dos Estados Unidos), que se dirigia ao Rio de Janeiro, a fim de participar da visita do presidente Dwight Eisenhower, que chegara a antiga Capital Federal, dois dias antes para assinar ao lado do presidente Juscelino Kubitscheck, a “Declaração de Brasília”, documento que reafirmava a amizade entre os dois países.
Nas manobras de aproximação para pouso, por volta das 13h, as aeronaves colidiram provocando a queda de ambas na baía de Guanabara, e uma parte se chocando com o morro da Urca. Do avião brasileiro morreram os 26 ocupantes, enquanto do americano, 35 pessoas vieram a óbito, incluindo a banda da Marinha. A tragédia levou à morte 61 pessoas e cinco sobreviventes, gerando comoção entre os dois países.
Como forma de homenagear à memória do filho prematuramente morto, o parlamentar decidiu construir com recursos próprios o hospital João Murilo, localizado às margens da BR 232, no município pernambucano.
Inaugurado em 10 de janeiro de 1969, em misto de comemoração e emoção, é possível que milhares de pessoas que transitam naquele trecho não saibam as origens desse importante núcleo de saúde da região



Linha Adutora – Pacas (1934)























