
Perto do mar, em Itaguaí, no oeste da terra fluminense, nasceu, a 4 de maio de 1861, Luiz Barreto Murat. Realizados os exames do curso de de humanidade, obteve, aos 22 anos, na Faculdade de Direito de São Paulo, a carta de bacharel. Estreou, na terra paulista, na vida das letras, conta um biógrafo, ingressando na companhia daqueles que fizeram o “Ensaio Literário”.
Proclamada a República, ocupou, Luiz Murat, o cargo de secretario do presidente Portela, na terra bandeirante, e um ano depois, ao lado de Nilo Peçanha, Urbano Marcondes e de Alcindo Guanabara, sentou-se na bancada dos Constituintes do torrão nativo. E repetidas vezes, voltou à Câmara Federal, representando o seu povo.
Espirito Irrequieto, alistou-se entre os inimigos de Floriano Peixoto, e à hora que explodiu a Revolução de 93, estava, Luiz Murat, na fileira dos rebeldes. Desencantado, porém, da revolta, por considera-la, dizem historiadores, grave erro político, abandonou as armas e, nobremente, se apresentou as às tropas legalistas. Preso e processado, foi absolvido, conta Verneck, em fevereiro de 1895, na formosa Curitiba.
Jornalista brilhante, e polemista de pulso, fundou, no Rio, “ A Vila Moderna”, grande semanário, enfrentando, em luta memorável, o fascinante Valentin Magalhães, que fizera d’ “A Semana”, a trincheira luminosa de suas batalhas.
Poeta romântico, e inclinado, nos últimos anos à escola parnasiana, publicou, entre outros livros, o “Quatro poemas”, “ A última noite de Tiradentes”, o “Ondas”, que alcançou varias edições, e o “Ritmos e Ideias”, merecendo ataques e elogios dos críticos contemporâneos . Há, na sua poética, lindo versos, se bem que êle fôra, no julgamento de Artur Mota, “rebuscado na forma, e por vezes obscuro”. Quando se fundou, em 97, a Academia Brasileira de Letras, coube, a Luiz Murat, a cadeira nº 1, patrocinada, por seu desejo, pelo espirito iluminado de Adelino Fontoura. Nessa cadeira, senta-se, hoje, o eminente escritor Afonso de Taunay, o herdeiro abençoado do nome aureolado de Alfredo de Taunay, que traçou o “Inocência” e a “Retirada da Laguna”.
Na história da literatura brasileira, o nome de Luiz Murat figura entre aqueles que a elevaram e a enobreceram.
Célio Meira – escritor e jornalista.
LIVRO VIDA PASSADA…, secção diária, de notas biográficas, iniciada no dia 14 de julho de 1938, na “Folha da Manhã”, do Recife, edição das 16 horas. Reúno, neste 1º volume, as notas publicadas, no período de Janeiro a Junho deste ano. Escrevi-as, usando o pseudônimo – Lio – em estilo simples, destinada ao povo. Representam, antes de tudo, trabalho modesto de divulgação histórica.
Setembro de 1939 – Célio Meira




























o apoio político das grandes estruturas locais, a recente passagem pelo nosso munícipio do candidato (2026) ao governo de Pernambuco, Ivan Moraes, não passou em “brancas nuvens” por parte da imprensa antonense.
