O atual sistema político brasileiro, de maneira geral, incentiva o afastamento dos bens intencionados, abre uma “avenida” para os vigaristas de plantão e , ao final, corrompe quase todos que nele mergulha, transita ou navega….
Tempos atrás, aqui nesse espaço, por ocasião da operação “Lava-Jato”, que teve o então juiz Sérgio Moro como principal coluna, na sua figura, hipotequei um conjunto de sentimentos esperançosos, relacionados a um novo tempo para o Brasil.
Ainda naquele contexto, quando o mesmo renunciou a magistratura para se integrar, na qualidade de ministro, à gestão do então presidente Bolsonaro, surpreso, “joguei a toalha” e perdi minhas esperanças naquilo que, outrora, despertou-me imaginação em algo novo.
Ao deixar o governo, o mesmo (Moro) atribuiu ao então presidente acusações graves. De resto, de lá para cá, já é história e todos conhecem o desfecho.
Pois bem..

No polo político que a expressiva maioria da população jura ser antagônico, comandado pelo atual presidente Lula da Silva, uma frase direcionada a ele (Lula) pelo então candidato ao planlato, antes opositor e agora aliado, Geraldo Alckmin, ganhou repercussão: “Lula quer voltar à cena do crime”.
O tempo passou….
As cenas dos últimos noticiários da grande imprensa nacional, realçaram imagens do atual senador Sérgio Moro, ao lado do pré-candidato a presidente da República, legitimo representante do clã bolsonarista, em coletiva de imprensa, tentando explicar suas “toxicas” relações com o controlador do extinto Banco Master, revelou-me uma dúvida…
fiquei, cá, pensando com os meus botões:

Estaria o “herói” da Lava-Jato voltando à cena do crime?
Na atividade política profissional, no transcorrer do tempo e com os dinâmicos acontecimentos, todos são colocados nos seus respectivos lugares. Não adianta ser “direita, esquerda ou de centro”, com algumas exceções, todos ganharão suas respectivas tonalidades corruptas……


























Nascido em uma pequena cidade interiorana como Vitória de Santo Antão, Pernambuco, em 22.9.1899, João Cleofas de Oliveira jamais iria supor que chegaria a posição na vida pública que até hoje seus conterrâneos não chegaram.









