
Não existe democracia, sem partidos políticos. A sigla partidária, na sua essência, é um espaço, num só tempo, para o pensamento construtivo e crítico. Na sua formatação cartorial, os partidos são instituições federativas, ou seja: fomentam (ou deveriam) um “pensamento” nacional.
Apesar de algumas mudanças positivas no ambiente partidário brasileiro, ocorridas na última década, na qualidade de povo e eleitor ainda continuamos desconfiados, isto é: os atos reais fomentam e alimentam o descredito.
Com efeito, ontem (1º), o PSD, que carrega o número 55, que tem como pré-candidato a presidência da República o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado, anunciou o atual presidente da sigla e ex-prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, como candidato a vice. Aquilo que no jargão político atende pelo nome de “chapa puro-sangue”.

O curioso é que os destaques da referida sigla (PSD), espalhados pelos estados, não marcaram presença. A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, também filiada ao PSD, não participou desse ato importante do partido.
Aqui na paróquia pernambucana, a governadora, candidata à reeleição, faltando menos de um mês para as convenções partidárias, ainda não disse em quem votará para presidente.

No andar de baixo, refiro-me às postulações com DNA antonense, também observamos certa falta de clareza no que se refere ao posicionamento político partidário de alguns atores. Algo que corrobora com essa esquizofrenia e incoerência política/partidária nacional.
O deputado Joaquim Lira, por exemplo: é filiado ao Partido Verde. O mesmo (partido) integra uma federal juntamente com o PT e PC do B que, historicamente, no estado (PE), são ligados ao grupo liderado pelo opositor João Campo (PSB). No enquadramento político partidário, o deputado Joaquim Lira teria obrigação de votar em Lula, João Campos, Marília Arraes e Humberto Costa. Mas, na prática, se coloca como um apoiador e soldado da governadora Raquel Lyra.

Noutro exemplo que também confundi a cabeça do eleitor, joga o posicionamento do deputado Aglailson Victor. Neto de Zé do Povo, historicamente ligado à família Arraes e ao presidente Lula, em 2026, segue no campo da governadora Raquel Lyra que, por outras circunstância, poderá se “abraçar” com a candidatura do Flávio Bolsonaro, levando o jovem deputado consigo.

Já o atual prefeito Paulo Roberto, que em 2026 apoia dois familiares – a candidatura da deputada federal Iza Arruda e a postulação à ALEPE do Túlio Arruda – e sempre foi ligado à chamada “direita pernambucana” rompeu com a governadora Raquel Lyra e alinhou-se às tradicionais forças populares estaduais. Em 2026, já se declarou: vota em Lula e no palanque fechado de João Campos. O bônus ou ônus dessa equação, só será melhor apurada com a abertura das urnas.
Como falei inicialmente, os partidos políticos, no Brasil, ainda são espaços frágeis na formação do pensamento e na atuação eleitoral política. Na prática, nos palácios – em Brasília, em Recife, em Vitória ou em qualquer outro lugar – continua em voga a famosa e mais usada regra. Ou seja: a da conveniência política momentânea….. Segue o jogo….






























