Eleições 2026: um mês para o dia “D”.

Hoje, sexta-feira, dia 04 de setembro, distancia-nos, exatamente, um mês das urnas das eleições 2026,  que ocorrerão no domingo, dia 04 de outubro. Doravante, gradativamente, os movimentos de rua serão crescentes e mais constantes. Isso faz parte do planejamento.

Em Brasília, uma “nova” crise que entrelaça os três poderes da república alimenta os noticiários políticos. Nesse momento, quem ganha e quem perde com isso: Lula ou Flávio? Caladinho, Augusto Cury desponta no vácuo. Seria apenas uma ventania ou um furacão capaz de mexer no já precificado 2º turno?

Em Pernambuco, nesse momento, a eleição segue mais animada nos tribunais do que nas ruas e nos debates políticos. Dessa contenda,  de contornos apócrifos,  será possível  saltar  algum  fato novo capaz de mexer no contexto eleitoral? A disputa, no meu modesto entendimento, ainda continua aberta….

Na nossa Vitória de Santo Antão, que nesse inicio de campanha já acolheu, em agenda,  as três postulações mais bem colocadas ao Palácio do Campo das Princesas, podemos dizer que o pleito de 2026 continua morno, bem diferente das tradicionais disputas locais.

Talvez seja o fenômeno das múltiplas candidaturas com  DNA antonense que esteja  pulverizando o sentimento do povo. Será que isso também se refletirá na configuração dos sufrágios nas urnas?

Até o momento, faltando 30 dias para o dia “D”,  nossos “legítimos representantes” que se apresentaram ao julgamento popular, na busca de uma mandato estadual ou federal, vem produzindo o mais do mesmo.  Nas suas respectivas redes, aliás, ambiente propicio à criatividade, não há destaque para se pontuar.

Para concluir, esperamos que na próxima segunda-feira, 07 de setembro,  feriado nacional da independência, as agendas políticas não atrapalhem  os desfiles cívicos locais. Valendo lembrar que, tradicionalmente, o “7 de setembro”, em Vitória,   promove um dos mais concorridos e movimentos  (genuínos) de rua da nossa cidade.

Vida Passada… – Armando Gaioso – por Célio Meira.

Nasceu Armando Taborda de Souza Gaioso, no de 1894, na cidade do Recife. Tinha 2 anos de idade, quando o pai, Dr. José Gaioso, advogado notável e político corajoso, o levou para o Amazonas. E naquele mundo misterioso, marginando rios, e lagos e igarapés, olhando as árvores, saboreando frutos, conversando com caboclos, criando aves e pássaros, temendo as onças e os jacarés, e ouvindo lendas, atingiu, Armando, a casa dos 10 anos, fascinado pela natureza e atraído, irresistivelmente, como ele nos dizia, pelo deslumbramento das florestas.

Regressou, em 1904, ao torrão nativo. Começou a frequentar, no Ginásio Aires Gama, as aulas do curso secundário. “Menino endiabrado”, inteligente, estudioso e inclinado às letras literárias, colaborou no “Gremio”, jornalzinho daquele educandário. Conquistou, a esse tempo, o menino Armando, as primeiras vitórias. Abriam-se, iluminadas, as estrelas de seu destino, nas ciências e nas letras.

Aos 17 anos, fixou-se na capital da República. Obteve carta de doutor em medicina. Ouviu, na Europa, os mestres afamados, e voltou ao Recife, onde armou sua oficina de trabalho. A clínica e a politica o fizeram vitorioso, na sua rápida e fascinante jornada de 32 anos, pelo mundo.

Quando se iniciou a administração do vitoriense José Bezerra, ocupou, Armando, p cargo de oficial de gabinete do governador, e , decorrido algum tempo, ingressou na Câmara Estadual. Deputado, não perdeu, nas campanhas memoráveis dessa época, as grandes diretrizes de sua vida, no mundo moral, e nas zonas perigosas da política.

Exerceu, também, o magistério, ensinando psicologia. E aos 30 anos, recebeu, o admirável poeta do “Poemas Imperfeitos”, a láurea acadêmica, na casa de Carneiro Vilela. Sentou-se, o médico dos pobres do arrabalde da Torre, na cadeira nº 22, do frei Leandro de Sacramento. A morte, porém, arrebatou, apressadamente, o jornalista d’ “A Tarde”, no dia 3 de maio 1926, quando ele marchava triunfante, e moço, para glória. Traçamos seu elogio, na Academia, e hoje, que e o dia do aniversário de sua morte, repetimos algumas palavras, pronunciadas em a noite de 5 de julho de 1938:

– É este louvor, alto e comovido, ao fulgurante jornalista da “A Tarde, ao cronista sutil do “5 de novembro”, de Caruaru, do Jornal do Brasil do Rio, e de outros jornais e revistas, oculto sob o pseudônimo de João Garça; ao ilustrado professor de psicologia, ao deputado que, em sendo médico, discutia, com sabedoria , questões de direito público e constitucional, batendo-se, valentemente, pela liberdade e pela independência do povo de Carpina, na constituição de um município autônomo, e especialmente àquele homem de maneiras polidas, de atitudes frias, de gestos medidos, como um grego de eras afastadas, e de quem irradiava , permanentemente, a luz suave de uma bondade cristã verdadeira.

Célio Meira – escritor e jornalista. 

LIVRO VIDA PASSADA…, secção diária, de notas biográficas, iniciada no dia 14 de julho de 1938, na “Folha da Manhã”, do Recife, edição das 16 horas. Reúno, neste 1º volume, as notas publicadas, no período de Janeiro a Junho deste ano. Escrevi-as, usando o pseudônimo – Lio – em estilo simples, destinada ao povo. Representam, antes de tudo, trabalho modesto de divulgação histórica.

Setembro de 1939 – Célio Meira

Contribuição da internauta Roberta Urquiza para a Coluna “O Tempo Voa”.

Em virtude da nossa recente publicação na coluna “O Tempo Voa”, recebemos da amiga internauta, Roberta Urquiza, uma contribuição no sentido de “rechear” o espaço com mais informação. Segue, abaixo, novas informações:

“Boa noite!!!
É lá bem no final da foto, do lado esquerdo, o Major Expedito Urquiza Tenório, meu pai. Esses registros fotográficos são importantes e trazem de imediato na mente e no CORAÇÃO uma nostalgia e uma saudade daquela Vitória de Santo Antão outrora, de um tempo que foi mágico…e
que  foi uma verdadeira poesia.👏👏👏”

Roberta Urquiza. 

Eleições 2026: a notícia de encomenda……..

Se algum eleitor pernambucano, nos últimos 12 meses,  estivesse viajando por  marte e chegasse,  hoje,  em Pernambuco e fosse se atualizar sobre os últimos acontecimentos da campanha política do nosso estado, através da imprensa digital, , certamente teria muita dificuldade de entender o momento, face à discrepância na direção apontada pelos conteúdos e pelas  narrativas. Ótimo que ainda podemos pensar diferente!

Já para aqueles que veem se atualizando   diariamente dessas mesmas fontes de notícias, no acompanhamento  do cotidiano  político estadual, aos olhos dos mais atentos,  o conjunto  de atualizações, entre outras coisas,  vem  revelando os motivos pelos quais  esses blogueiros são tão generosos com “os mesmos” e tão ácidos com os “outros”. Há, de fato, um motivo por trás desse  “entusiasmo” recorrente. Isto é:  “financiamento na veia”. 

Irrigados com algum tipo de vantagem, eles (bloguerios) já foram corrompidos naquilo que é mais sublime na interpretação dos fatos. Ou seja:  o livre pensar.

Com efeito, a opinião de parte dos blogueiros  “deve”  ser emitida na medida exata do tal figurino  que  é, evidentemente,  conveniente ao financiador da vantagem por ele recebida. Do outro lado, idem.

Para minha surpresa,  aparentemente,  até um veículo de imprensa,  com muita tradição e história estadual,  também vem dando sinais que já escolheu um lado politico para chamar de seu.

Claro! Emito esse juízo de valor, volto a dizer, porque acompanho o noticiário político diariamente e consigo perceber,  nas entrelinhas,  o desejo  do editor  em conduzir o leitor para um lugar que ele, antecipadamente,  já decidiu  ir.  O bom colunista levanta hipóteses, expõe dados confiáveis, cria situações para chamar o leitor à reflexão. Esse deve ser o papel de quem escreve.

Para finalizar essas linhas,  que apenas tentam expressar  um ponto de vista sobre o terreno pantanoso que se tornou a campanha política pernambucana de 2026, gostaria de dizer que se  a Justiça Eleitoral, a polícia e as autoridades  não tomarem,   de imediato, as rédeas desse processo, logo logo não terão mais condições de arbitrar  e conduzir o pleito  em curso. Segue o jogo….

MEMÓRIA DE VITÓRIA – por Sosígenes Bittencourt.


Diz que é de Vitória de Santo Antão, mas não se lembra de três funcionários da Vitória Link – Primeiro Provedor de Internet de Vitória de Santo Antão, fundado pelo Dr. Geraldo Guerra: Marketeira Wannessa Lima, professor e escritor Sosígenes Bittencourt e Eduardo Franco, diretor da Revista do Interior, em descontraído momento de Confraternização, em Dezembro de 2001.
Embora não apareça na fotografia, Daniel, da DTEL, que também era funcionário, encontrava-se no evento.
Inter(n)eternizado abraço!

Sosígenes Bittencourt

Blogueiros antonenses dão voz ao candidato Ivan Moraes…

 

Sem o apoio político das grandes estruturas locais, a recente passagem pelo nosso munícipio  do candidato (2026) ao governo de Pernambuco, Ivan  Moraes,  não passou em “brancas nuvens” por parte da  imprensa antonense.

Alguns veículos do mundo digital destacaram o ato em suas respectivas páginas eletrônicas. Com foto de Ingred Veloso, aqui, registramos o trabalho desses blogueiros que, diferente das rádios locais, seguem  atuando de forma plural  nas pautas de conteúdo eminentemente  político.

 

 

Pernambuco insurge-se contra o arbítrio – por @história em retalhos

Não é de hoje que Pernambuco insurge-se contra o arbítrio e contra qualquer forma de autoritarismo.

Está no DNA de formação do Estado!

Em 1666, há exatos 360 anos, haviam se passado apenas 12 anos da expulsão definitiva dos holandeses, o que acendera consideravelmente o sentimento de nativisno por parte dos pernambucanos.

As lideranças locais sentiam que haviam defendido a terra com o próprio sangue, contando com pouco auxílio efetivo de Portugal.

Pois bem.

Em 1664, chega a Pernambuco o governador português Jerônimo de Mendonça Furtado, que, de cara, desagradou quem aqui estava.

Acusações de corrupção, abusos de poder e profunda inabilidade política para tratar dos interesses locais fizeram o governante cair no descrédito.

A rejeição era tanta que a população logo o apelidiu pejorativamente de “Xumberga”, em alusão ao bigode em tufos que ele exibia imitando o general alemão Friedrich von Schomberg (cujo nome foi aportuguesado para “Xumberga”).

Não demorou muito para ser pensado um plano para a sua deposição, que ficara conhecido como “A Conjuração de Nosso Pai”.

Os revoltosos aproveitaram a procissão católica de “Nosso Pai”, momento em que o Santíssimo Sacramento era levado aos enfermos, para agir.

No entardecer do dia 31 de agosto de 1666, na Rua de São Bento, em Olinda, o governador foi cercado pelos líderes do movimento.

Declarando agir “em nome do rei”, os manifestantes prenderam Xumberga, que foi temporariamente confinado no Forte do Brum, antes de ser sumariamente deportado para Lisboa.

Com a queda de Xumberga, a Câmara de Olinda assumiu provisoriamente o poder, até que a Coroa designasse um substituto, no caso, o herói da Insurreição Pernambucana André Vidal de Negreiros.

Esta foi a primeira vez que os pernambucanos uniram-se para destituir um governante nomeado diretamente pela Coroa Portuguesa.

Agora, uma última curiosidade: para muitos vem daí a origem da palavra “brega”.

Anos mais tarde, os hábitos considerados extravagantes ou de gosto duvidoso foram associados a essa alcunha (“Xumbrega”), originando no vocabulário brasileiro a expressão “brega”.

Sabias dessa?
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@história em retalhos

O centenário de Maria do Carmo Tavares de Miranda, o caso Heidegger – por Marcus Prado

O Instituto Histórico da Vitória de Santo Antão, nos seus quase 80 anos de fundação, empenha-se no esforço de abrigar num só espaço, além de um museu arqueológico composto de acervo local, um museu de arte sacra, um museu de imagem e de som, um museu do carnaval que relembra a tradição da maior festa popular vitoriense, uma revista com temática voltada para a memória dos 400 anos da cidade e uma biblioteca de obras célebres. Trata-se de um espaço de leitura e pesquisa histórica concebido pelo professor José Aragão, presidente da instituição durante 40 anos, cargo continuado pelo professor Pedro Ferrer.

Um anexo do Instituto Histórico, instalado num sobrado mourisco do século XIX (Rua Imperial, 187), foi inaugurado no dia 3 de agosto em memória da filósofa e teóloga vitoriense Maria do Carmo Tavares de Miranda (1926–2012), na passagem — há poucos dias — do seu centenário de nascimento. Conhecida pela sua erudição e por sua trajetória de estudos de filosofia na Alemanha (Universidade de Friburgo) e na França (Universidade de Sorbonne, Paris), bem como por sua atuação como professora da UFPE, como diretora da Fundação Joaquim Nabuco (Seminário de Tropicologia) e como autora de obras voltadas para a filosofia da educação, ela não deixou de ser uma pensadora polêmica, como foi o debate com o educador Paulo Freire (1921-1997).

Não teria sido do seu conhecimento, tenho para mim, a notícia dada por seus admiradores — talvez com a intenção de agradar — de que fora assistente e substituta eventual nas aulas, além de aluna, de Martin Heidegger (1889–1976), o mais famoso filósofo do seu tempo. Em não ter sido, nada deslustraria a sua biografia prodigiosa. É sabido que Martin Heidegger contou com renomados alunos e discípulos brasileiros, além de Miranda, que estudaram diretamente com ele na Universidade de Friburgo na década de 1950. Lembro Emmanuel Carneiro Leão (1929–2023), pernambucano do Recife, intelectual de grande relevância.

Ele se tornou um dos maiores divulgadores e tradutores da obra heideggeriana no Brasil, mantendo uma relação de proximidade acadêmica como discípulo, e não como assistente de Heidegger. Fausto Castilho (1929–2015) foi outro importante intelectual que frequentou os seminários de Heidegger em Friburgo em 1952. Castilho dedicou décadas de sua vida à tradução bilíngue de “Ser e Tempo”, um dos livros marcantes do pensamento do século XX. Outro brasileiro, Ernildo Stein, foi também um aluno muito próximo de Heidegger (com este tive o prazer de trocar impressões de leitura sobre a obra filósofo da Floresta Negra).

Para mim, são considerados membros de uma linhagem filosófica de grande expressão. Miranda, como Hannah Arendt e Hans-Georg Gadamer, fez parte dessa elite de grandes pensadores. Eles desenvolveram interpretações influentes do pensamento heideggeriano. .
Conheci as refinadas ideias de Miranda sobre a complexa obra do seu mestre, sei da marca inesquecível que ela deixou no Seminário de Tropicologia (Fundaj),. e não me seria estranho se ela, eventualmente, ministrasse aulas na cátedra dele. Sabe-se que há núcleos de estudos heideggerianos na UFPE e na Universidade Católica.

Marcus Prado – jornalista

PENSANDO NA VIDA – por Sosígenes Bittencourt.


1) Organize-se, não agonize.
2) Remédio para ansiedade é atitude.
Remédio para timidez é caridade.
3) Depressão passa, saia pra vida.
4) Olhe com bons olhos para iluminar o seu corpo.
5) Aprenda com o sofrimento o que é felicidade.
6) Difícil é lidar com dinheiro fácil.
7) Nada melhor do que sobreviver ao morrer de amor, porque morrer de amor é uma forma de sobreviver.
8) O tribunal da consciência é a solidão da culpa.
9) Estude. Tudo, sem estudo, é nada.
10) Acreditar em Deus e na Salvação da Alma não faz mal a ninguém.

Sosígenes Bittencourt

O Tempo Voa: Manoel de Holanda.

Embora sisudo e um tanto protocolar nos eventos públicos, Manoel de Holanda tinha seus momentos de espontânea descontração. Um deles foi registrado após ato público prestigiado por amigos: José AragãoGamaliel da Costa GomesLuizinho de “Queimadas”Severino “Expedicionário”, entre outros. (Foto: O SOBRADO DE SEU MIRO e outras crônicas – Manoel de Holanda Cavalcanti – pág 105)

VIAGEM AO SERTÃO DO PAJEÚ – por Sosígenes Bittencourt.

Nunca viajei tanto na minha vida.
De Vitória de Santo Antão a Caruaru, custou 1 hora de carro de passeio. Motorista calado, as duas mãos na direção, música evangélica, tudo por 25 contos de réis.
De Caruaru a Tabira, ônibus do tamanho de um bonde, refrigerado, voando por uma estrada estreita, medo danado.
Uma parada em Sertânia, de 25 minutinhos, para almoçar.
– Moça, me dê uma cerveja!
– Aqui, num vende bebida, não. – E o cheiro de carne assada implorando uma lapada de cachaça.
Nas cidades, havia mais carro estacionado na BR, do que gente andando.
Agoniado com a demora, perguntei a uma idosa: – A senhora vem de onde, madame!
E a idosa: – De Pé de Jaca!
Parecia que a morte era mais pertin, para destacar um sotaque em “in”, do povo do Pajeú.

Sosígenes Bittencourt