Eleição estadual 2026: jogo segue aberto entre João e Raquel……

Nessa nossa últimas linhas sobre o pleito estadual, buscando a cadeira mais importante do Palácio do Campo das Princesas, antes do dia “D” do primeiro turno, continuo com a mesma opinião, isto é: eleição continua aberta….

Uma pena que certos veículos de imprensa, nessa contenda estadual ( 2026 )  tenham, literalmente, se transformados em torcedores partidários, jogando fora a principal pilastra do jornalismo, ou seja: a  credibilidade!!!

Até o próximo domingo ainda teremos  muito “jogo”, sobretudo quando as mais recentes pesquisas de opinião pública, divulgada até aqui, sugerem um empate técnico.

O ideal seria um segundo turno, algo que forçaria, por parte das postulações, uma maior exposição e um maior comprometimento com o eleitor. Seria, por assim dizer, uma “nova partida”. Com mais desgaste e menos soberba para a postulação que, ao final,  triunfasse.

Na República da Cachaça, de maneira geral, observamos pouca animação por parte das candidaturas da terra, no que se refere às  suas  respectivas preferências majoritárias. E muito menos ainda, algum tipo de incomodo ou hostilidade com a candidatura alheia, o que é um indicativo, claro, de possíveis  alinhamentos políticos na legislatura vindoura,  com qualquer dos vencedores. Na Vitória de Santo Antão, todos já sabem: por aqui não tem principiante……Segue o jogo……

Vida Passada… – Batista Cepêlos – por Célio Meira.

Em 1972, na antiga vila paulista de Cotia, Manuel Batista Cepêlos veio ao mundo, e não tinha vivido ainda dois meses, quando um padre o fez cristão, na matriz de Nossa Senhora do Monte Serrat, na mesma vila onde nasceu. Não encontrou, Batista Cepêlos, na jornada pela terra, a alegria de viver. Foram os anjos maus que traçou o destino, muitas vezes desgraçados, desse poeta famoso, que procurou a morte, atirando-se,  desesperado, e sem fé, no fundo de uma pedreira.

Melo Nóbrega, escritor brilhante, realizou, há dois anos, obre notável, traçando a biografia de Cepêlos. Julga-o, Melo Nobrega, com justiça e nobreza, dando-lhe posição destacada, e ele bem merece, na galeria dos grandes poetas nacionais. Lendo-se essa biografia vê-se como foi dolorosa a vida desse homem, “triste e arredio”, que assentou praça, quando era rapaz, na polícia de São Paulo. E sabe-se que, ostentando, já, as divisas de sargento, saudou, uma noite, em Santa Rita de Passa-Quatro, uma cantora italiana, alcançando palmas da plateia.

Bateu-se, em 94, na Campanha do Paraná, servindo à causado governo. Publicou, em 96, “A Derrubada”, versos da mocidade. Chegou, na caserna, ao posto de capitão. Não lhe roubou o gosto pelo estudo, a vida trabalhosa de soldado. Preparou-se nas matérias do curso de humanidades, e , em 98, aos 26 anos de idade, afeito às asperezas do destino, obteve matricula na faculdade de Direito de São Paulo, onde conquistou, em 1902, a carta de bacharel.

Diplomado, aceitou, dois anos mais tarde, a promotoria de justiça de Apiaí, e em 1908, era o representante do magistério público, na comarca de Itapetininga. Nesse ano, sofreu, Cepêlos, golpe doloroso. Noivo, viu a noiva assassinada. Matou-a o próprio pai. Suicidou-se o assassino da filha. Essa tragédia anoiteceu a vida do poeta do “Cisne Encantado”, do patriota cantor dos “Bandeirantes”.

Jornalista vigoroso, redigiu, em 1909, na capital paulista, o “Diário da Manhã”, escrevendo para diversos jornais e inúmeras revistas literárias e políticas.

Fixou-se, anos depois, no Rio de Janeiro. Assistiu à representação do “Maria Madalena”, drama e versos, recebendo aplausos, no Trianon, à luz da ribalta. Nilo Peçanha o nomeara, em abril de 1915, a pedido de Martin Francisco, conta Melo Nóbrega, promotor de Cantagalo. Não assumiu a cadeira da justiça. Não viu o rio Negro e as passagens da terra nativa do jornalista José Carlos Rodrigues e do luminoso Euclides da Cunha. Era, a esse tempo, Cepêlos, erivado de desgostos, um desgraçado, sem sossego.

Doente e pobre, suicidou-se no dia 8 de maio de 1915. Tinha 43 anos o desventurado poeta que escrevera certa vez: “para quem sofre, a própria compaixão é  uma ironia”.

Os homens de pensamento não se esquecerão, doravante, da memória de Batista Cepêlos. Tem , agora, uma estátua. O escultor foi Melo Nóbrega.

Célio Meira – escritor e jornalista. 

LIVRO VIDA PASSADA…, secção diária, de notas biográficas, iniciada no dia 14 de julho de 1938, na “Folha da Manhã”, do Recife, edição das 16 horas. Reúno, neste 1º volume, as notas publicadas, no período de Janeiro a Junho deste ano. Escrevi-as, usando o pseudônimo – Lio – em estilo simples, destinada ao povo. Representam, antes de tudo, trabalho modesto de divulgação histórica.

Setembro de 1939 – Célio Meira

O 12º Encontro das Amigas da Vitória – Show de Bola!!!

Com várias atrações músicas, boa comida e muita animação o 12º Encontro das Amigas da Vitória, ocorrido no sábado (26), no Restaurante Gamela de Ouro cumpriu com o seu objetivo, ou seja: reunir a turma dos “velhos tempos”, que viveram sua adolescência e juventude na Vitória, por volta das  décadas de 1960/70/80.

Nem mesmo o problema ocorrido na parte externa do restaurante, que impactou à falta de energia elétrica no inicio do evento, conseguiu “mexer” no bom humor dos participantes.

Na qualidade de última atração musical, a Orquestra de Frevo, “Juntos e Misturados”, fechou com chave de ouro a referida celebração, que se configura num “tributo à memória”. Veja o vídeo.

Organizado pela atuante e sempre animada Flávia Verçosa, o Encontro das Amigas” já decretou  no calendário antonense que o  último sábado de setembro é dedicado ao reencontro. Em 2027 tem mais…..

INSCRIÇÕES TUMULARES – Sosígenes Bittencourt.


Bebarrão de whisky: Envelhecido em caixão de carvalho.
Médico: Eu sabia que a morte era um caso sem remédio.
Espírita: Volto já!
Ecologista: Entrei em extinção.
Funcionário público: É no túmulo ao lado.
Garanhão: Rígido, como sempre.
Drogado: Enfim, pó.
Hipocondríaco: Eu não disse que estava doente?!
Humorista: Isso não tem a menor graça.
Jangadeiro diabético: Foi doce morrer no mar.
Arqueólogo: Enfim, fóssil.
Judeu: Quem ficou na loja?
Brother: Fui!
Delegado: Circulando! Circulando!
Pessimista: Aposto que está fazendo o maior frio.
Alcoólatra: Enfim, sóbrio.
Internauta: www.aquijaz.com.br
Funerário abraço!

Sosígenes Bittencourt

O 12º Encontro das Amigas da Vitória acontece amanhã – sábado (26)

Assim como ocorreu  por mais de uma década,  amanhã, último sábado (26) de setembro,  um conjunto de antonenses celebrará, mais uma vez,  a vida e a amizade.

Contemporâneos desde os tempos da escola, adolescência, juventude e das mais variadas  festas,  ocuparão o Restaurante Gamela de Ouro para dedicar o dia  ao reencontro.

O 12º  Encontro das Amigas da Vitória – movimento que começou numa página do Facebook –  tornou-se uma festa tradicional na nossa cidade.

Pessoas das mais variadas tendências, mas que em comum conviveram em algum período do tempo pretérito, e que  hoje estão na faixa dos  sessenta anos, são os protagonistas. Ou seja: os  donos da farra.

Para participar e mais informações: Flávia Verçosa (81) 9.8923.5675

Ultima semana “eleitoral”: fortes emoções…..

Faltando praticamente uma semana para o “D” das eleições gerais 2026, que ocorrerão no próximo dia 04 de outubro, podemos dizer que as disputas majoritárias,  visando o Palácio do Planalto e o do Campo das Princesas,  seguem abertas.

Lula e Flávio Bolsonaro dominam o pedaço. No meu modesto entendimento, dois projetos que não somam para o Brasil de hoje. Dois Projetos que não dialogam com as agendas de futuro, estrategicamente necessárias ao mundo competitivo e fluído, como bem pontuam os especialistas.

Regida pelo retrovisor  do “terror” as referidas postulações se sustentam pelo ódio e pelo medo semeando, na prática,  a desesperança. Do restante do conjunto das candidaturas, incrivelmente, até aqui, não se ouviu sequer  uma frase de efeito,  na qual se possa, pelo menos, se “iludir”. Essa, possivelmente, seja eleição presidencial, pós-redemocratização, com o pior cardápio de candidaturas.

Já na terra dos altos coqueiros, na qual a polarização tem outro sentido político, João e Raquel disputam o voto palmo a palmo, segundo as últimas pesquisas de opinião divulgadas.

O fato novo da última semana – “faz sem ela saber” – já ratificou seu poder destrutivo em desfavor da governadora, candidata à reeleição. Com raras exceções, os políticos “mudam” na campanha para tentar agradar a gregos e troianos. Ao que parece, o “chá de simpatia” que Raquel foi orientada a tomar, certamente indicado pelos seus marqueteiros, venceu antes do prazo imaginado. É visível sua inquietação….

Já no campo adversário, simultaneamente, João comemora! A estratégia do contra-ataque funcionou. Mesmo em cima de um fato requentado, ocorrido em 2025.

Em ato continuo, à vista de Lula, principal “aposta” da campanha do PSB por aqui, que irá acontecer amanhã, sexta-feira (25), indiscutivelmente, tem  o poder de animar ainda mais a  tropa do adversário da governadora.

Diga-se, também, que em  Pernambuco a disputa pelas duas vagas ao senado segue em “modo emoção”. Das cinco candidaturas, incialmente, competitivas, ao que parece, restaram apenas 3 no ringue. Duas pelo campo da esquerda e uma pelo campo da direita. Os candidatos que optaram por defender o “voto  hibrido”, até aqui,  foram rejeitados  pelo eleitorado pernambucano. Segue o jogo……

A MULHER DE DUZENTOS ORGASMOS – por Sosígenes Bittencourt.

Se sua mulher é fria, desanimada pra sexo, aguada, que tal tomar conhecimento da existência da britânica Sarah Karmen?
Aos 24 aninhos, Sarah experimenta, em média, 200 orgasmos por dia.
E não é gozação. Ela pode experimentar uma frescurite genital com o zumbido de um secador de cabelo, o rosto abolachado de um morto ou uma tapa no focinho.
Poder-se-ia dizer que tem o “privilégio” de sofrer da Síndrome da Excitação Sexual Persistente.
Somente durante os 40 minutos de uma entrevista ao jornal News of The World, ela teve 5 orgasmos. E é porque ninguém lhe tocou com um dedo, e o microfone estava apontando para sua boca.
Ela conta que, às vezes, mantém muitas relações sexuais, na tentativa de se acalmar. Como não tem um animal que consiga acompanhar tamanha garanhagem, deve referir-se a um boneco inflável.

Ninfomaníaco abraço!

Sosígenes Bittencourt

Os nossos jardins – José Aragão – 1946.

Nada concorre mais para o embelezamento de uma cidade do que os jardins públicos, os parques e a arborização.

Emprestam eles ao aspecto monótono das construções cores variadas, formando contrastes interessantes com a aridez das nossas artérias, constituídas, em grande parte, de prédios de arquitetura rudimentar e pobre, sem maior beleza.

O jardim é um oásis artificial em pleno centro urbano, recanto ameno cuja paisagem alegre e poética satisfaz ao espírito cansado do labor quotidiano, valendo como refrigério e lenitivo.

Por isso é que as praças ajardinadas são o ponto preferido pela população, nos momentos de folga, para descanso e passeio.

Temos, apenas, três praças com jardins e canteirinhos: a do Leão Coroado, a Diogo Braga e a Dom Luiz de Brito, mais conhecida como Praça da Matriz. Dessas, apenas o jardim da última apresenta aspecto agradável, muito embora sem flores, que são o mais belo ornamento, não porque não as produza, mas porque são colhidas tão logo desabrocham, o que é para lamentar. O jardim da Praça Leão Coroado, que já oferece aspecto bem interessante, e os canteirinhos da Pracinha do Braga estão em decadência, à míngua de cuidados.

Queremos crer que o ilustre Chefe do Executivo Municipal, tão zeloso do bem público e do progresso da cidade, voltará em breve as suas vistas para esses logradouros e os entregará a mãos zelosas e hábeis, que poderão transformá-los rapidamente.

Não nos falta água para a conservação dos nossos jardins. Faltam jardineiros.

Decerto, não tardarão eles a aparecer por determinação do governo municipal.

José Aragão
Editorial do Jornal O Vitoriense de 02 de Fevereiro de 1946.

Vida Passada… – Damasceno Vieira – por Célio Meira.

No ano de 1850, a 6 de maio, João Damasceno Vieira Fernandes, na formosa cidade de Porto-Alegre. Terminando o  curso primário, conquistou, aos 21 ou 22 anos de idade, o título de professor, na Escola Normal da terra onde nasceu.

Não possuía, o jovem inspirado poeta do “Ensaio Timidos”, a paciência do mestre-escola; faltava-lhe o amor à vida, se gloria, do magistério primário; não tinha o espirito de renúncias dessas criaturas, professores públicos de primeiras letras, que trabalham e sofrem, se estiolam e morrem, no anonimato e na humildade. Desejou Damasceno Vieira, vida mais intensa, em que pudesse, pela natureza do seu trabalho , correr pelo mar, pelos rios e pelas terras do país natal. E ingressou, esperançoso, no funcionalismo público.

Exerceu, a principio, contam biógrafos, o cargo de escriturário na Tesouraria da Fazenda, e na Alfandega da Província nativa e, depois, em outras Alfandegas do Rio Grande do Sul. E servindo à nação, realizou a peregrinação desejada, por uma grande faixa da terra brasileira. Trabalhou na Alfandega de Santos, na do Rio, e na do torrão baiano, honrando, sempre, o cargo público, a que consagrava as energias de seu espirito iluminado.

A burocracia não matou, graças a Deus, o homem de letras. Poeta, jornalista, crítico, historiador, e teatrólogo, deu, Damasceno Vieira, à literatura nacional, boas obras, escritas em linguagens elevada, e correlata, e cheias de amor à terra onde viu, um dia, a luz do sol. Entre seus trabalhos, está o livro “Esboços literários”, páginas de crítica, “ A flor do Mancá”, formoso poemelo histórico, e o “Através do Rio da Prata”, obra preciosa que o levou, conta um biógrafo, no Instituto Histórico Brasileiro.

Batalhou, durante quarenta anos, no jornalismo, redigindo artigos e crônicas no “Jornal do Comércio”, de Porto Alegre, na “Reforma”, e no “Mercantil”, diários da gleba nativa, e em inúmeros jornais  e revistas do Brasil. Morreu, Damasceno Vieira, na Baia, aos 60 anos de idade. E seu nome é , ainda hoje, no funcionalismo federal, e nas letras literárias, um exemplo de honestidade e de trabalho.

Célio Meira – escritor e jornalista. 

LIVRO VIDA PASSADA…, secção diária, de notas biográficas, iniciada no dia 14 de julho de 1938, na “Folha da Manhã”, do Recife, edição das 16 horas. Reúno, neste 1º volume, as notas publicadas, no período de Janeiro a Junho deste ano. Escrevi-as, usando o pseudônimo – Lio – em estilo simples, destinada ao povo. Representam, antes de tudo, trabalho modesto de divulgação histórica.

Setembro de 1939 – Célio Meira

ESTUDANDO GRAMÁTICA – por Sosígenes Bittencourt.

Este esclarecimento serve, sobretudo, para os que lidam com a locução e a redação. Locutores, advogados, redatores, professores.
É referente a Maués, que o vitoriense diz DO Maués. Questão Sintática de Regência Verbal.
Ninguém vem DO Maués, nem mora NO Maués. Todavia, vem DE Maués e mora EM Maués.
A palavra caboclinha não admite o artigo O, ela é nua.

(De, ou do Maués?)
Gramatical abraço!

Sosígenes Bittencourt