AVLAC realizou reunião ordinária com a palestra do escritor Melchíades Montenegro.

Na manhã do domingo (12), em sua sede, localizada no bairro do Livramento, aconteceu mais uma reunião ordinária da AVLAC – Academia Vitoriense de Letras, Artes e Ciência. o evento foi comandado pela presidente da instituição, Christienne Marie Barnabé.

O ponto alto da pauta, além de lançamento de música e outras comemorações, materializou-se  na brilhante palestra do senhor Melchíades Montenegro – pernambucano da cidade de Catende.

Geógrafo de formação, acadêmico com sólida trajetória literária e escritor – autor de dezenas livros e premiado nacional e internacionalmente.

No  conteúdo da sua esclarecedora abordagem o mesmo, de maneira objetiva e inteligente,   jogou luz na origem e também no processo evolutivo das academias de letras, com foco na cultura ocidental.

Preparado e portador de uma memória fantástica, Montenegro, na ocasião, sublinhou as primeiras movimentações vividas em Atenas passando, também,  pelos primeiros passos no então Brasil-colônia até chegar às mais sofisticadas e irradiadoras confrarias literárias da atualidade, sem esquecer, claro,  dos grêmios estudantis e das academias de letras interioranas.

Ao final do evento, os presentes foram convidados a saborear os “comes e babes”.

Pedro Queiroz: um antonense que marcou época!!!

Na manhã de ontem (12), por intermédio de um amigo, fiquei sabendo do falecimento do amigo Pedro Queiroz (76 ANOS). Em virtude da minha primeira moradia, já que fomos vizinhos na Avenida Silva Jardim, desde sempre, já cresci conhecendo o filho mais novo de “Dona” Dora:  Pedro José Cavalcanti de Queiroz, ou mesmo,  Pedrinho, como  os mais velhos o  chamavam. 

Como o próprio Pedro passou a vida inteira reafirmando:

“não sou melhor nem pior que ninguém, sou,  apenas,  diferente”.

Agora, portanto, não seria nenhum absurdo, principalmente para as pessoas que conviveram mais de perto com ele, dizer: “ele foi uma pessoa amada e odiada, num só tempo”.

Pedro sempre foi uma pessoa que se destacou, nos mais diversos ambientes em que frequentou. Estudioso, gostava de mostrar e compartilhar seus conhecimentos. E ser destaque, quase sempre, atrai admiradores e invejosos.

Além de exibir uma cultura geral invejável, ele sabia, como ninguém,  transformar, com elegância retórica, objetividade cirúrgica  e eficiência  instantânea, informação em palavra. Sua eloquência, ferramenta poderosa no mundo moderno,  configurava-se  no seu  mais valioso  trunfo.

Professor, advogado e político o Doutor Pedro Queiroz ganhou fama na cidade através das campanhas políticas. Foi vereador por vários mandatos e também chegou a ocupar, interinamente, a chefia do Poder Executivo local, em função do afastamento, por questão de saúde, do então prefeito Ivo Queiroz.

Mas era na  tribuna da câmara que ele se sentia realizado. Foi, também, relator da Lei Orgânica do Munícipio,  no inicio dos aos 1990.

No mundo político, que normalmente é regido mais pelo ódio de que pelo amor, em momentos distintos, teve participações decisivas. As campanhas majoritárias,  em Vitória,  dos anos de 2000 e 2008,  são dois bons exemplos, mas também circulou por Brasília. Sabia e entendia das entranhas da política nacional.

Várias entrevistas para o Blog do Pilako. Veja o vídeo. 

Junto com os irmãos –  Antônio e Paulo -, Pedro também gostava de participar dos eventos sócias e carnavalescos. Era da turma do “Coelho” e do Clube Abanadores O Leão.

Várias entrevistas para o Blog do Pilako. Veja o vídeo. 

Identificado com os ensinamentos da religião católica, foi uma espécie de discípulo de Padre Renato. Em todas as ocasiões em que tinha oportunidade, gostava de sublinhar: “Padre Renato é um padre padre……..”

Várias entrevistas para o Blog do Pilako. Veja o vídeo. 

Pedro Queiroz sempre foi uma pessoa identificada com a comunidade local. Conhecia os fatos importantes e detalhes da história da formação da nossa cidade. Estabeleci com ele, em vários momentos,  bom dialogo sobre fatos e acontecimentos que marcaram época na nossa cidade. Nas  suas participações nas rádios locais,  gostava de relembrar de pessoas e fatos importantes, sobretudo os ligados à seara política.

Por ocasião de algumas dificuldades de saúde, nos últimos anos, Pedro foi se afastando, aos poucos, da sua vida cotidiana. Gostava de caminhar logo cedo, ir à missa e conversar no Pátio da Matriz. Tudo isso, coisas relativamente simples,  lhe enchia  de satisfação.

Portanto, essas são algumas palavras para lembrar a figura do amigo Pedro Queiroz, sepultado, na tarde de ontem (12), no Cemitério São Sebastião, aqui em Vitória.

Realcemos, contudo, que não é fácil resumir em um artigo informações e curiosidades sobre uma pessoa que viveu intensamente e que, sem sombra de dúvidas,  teria elementos de sobra para se preencher um livro inteiro.

Que Santo Antão continue a lhe guiar, amigo Pedro Queiroz…..

 

A história de um dos crimes mais chocantes do país – por @historia_em_retalhos.

O ano era 2012.

Marcos Matsunaga, um homem rico, herdeiro e diretor executivo da Yoki, e Elize Matsunaga conheceram-se alguns anos antes do crime, quando Elize trabalhava como garota de programa.

Os dois começaram um relacionamento, casaram-se e tiveram uma filha.

Nesta época, o casal vivia uma vida de luxo em um apartamento nobre da capital paulista.

Elize, porém, desconfiava que estava sendo traída e contratou um detetive particular para seguir o marido.

A investigação confirmou que Marcos mantinha um relacionamento com uma amante, o que a transtornou e a levou a planejar o crime.

Na noite do dia 19 de maio de 2012, Marcos voltava para casa carregando uma pizza nas mãos.

Ao entrar no apartamento, foi alvejado com um disparo de arma de fogo realizado pela esposa.

Já morto, todavia, vem a parte mais sórdida deste crime:

Elize esquartejou o corpo do marido, colocou os pedaços em malas e abandonou as partes em diferentes pontos da Grande São Paulo.

Uma das babás da família confirmou que Elize havia comprado uma serra elétrica na véspera do assassinato, o que foi usado pela promotoria para confirmar a tese da premeditação do crime.

A defesa de Elize ainda invocou a tese de uma suposta legítima defesa, que não prosperou.

O julgamento do homicídio de Marcos Matsunaga aconteceu em 2016 e durou sete dias, um dos mais longos da história de São Paulo.

Elize foi condenada a 19 anos, 11 meses e 1 dia de prisão por homicídio, destruição e ocultação de cadáver.

Em 2019, o Superior Tribunal de Justiça reduziu a pena para 16 anos e 3 meses, levando em consideração o fato de ela ter confessado o crime.

Hoje, Elize está no regime aberto, após a Justiça conceder-lhe a liberdade condicional.
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Festa da Saudade – Super OARA – 15 de agosto.

No vídeo, um pouco do astral de uma das edições da Festa Saudade, evento dançante que celebra o bom repertório musical e o encontro de gerações: 

Serviço:

Evento –  9ª Festa da Saudade 

Dia – 15 de agosto

Local – Clube Abanadores O Leão

Atrações musicais: Banda Pinga Fogo e Orquestra Super OARA

R450, mesa para 4 pessoas – $800, camarote para 10 pessoas 

Reservas de mesas e camarotes: 9.9188.3054

Leonardo Edardna: uma obra para a eternidade….

Para marcar a passagem dos 400 anos de fundação do nosso torrão o produtor cultural Leonardo Edardna, mais conhecido por Bad Léo, concretizou  um “sonho” que em breve será compartilhado com toda comunidade antonense.

Com sensibilidade histórica e sentimento coletivo, após vários anos de pesquisa e muito trabalho, Edardna lançará um livro ilustrado em forma de  “álbum de figurinhas”.

No conteúdo, que aborda fatos históricos, monumentos e figuras de relevo da nossa história, um convite à navegação que,  de maneira lúdica e divertida, realça os  4 séculos da nossa linha do tempo, iniciada com  a chegada do português Diogo de Braga, em 1626, aos dias atuais. .

Desde o ano de 2022, Bad Léo vem se  dedicando à pesquisa local. Em 2023 e 2024, foi dando forma ao referido projeto que tem o requinte  do  pioneirismo. No transcorrer dos anos de  2025 e 2026 caiu em campo para tornar realidade a obra que consagrará seu nome para muito mais além da sua existência no mundo dos vivos.

Nessa caminhada cívica, coletiva e empreendedora encontrou muitas barreiras, mas, com perseverança e determinação,  venceu todas. Salientemos que um trabalho dessa envergadura seria quase impossível sem o acervo do nosso Instituto Histórico e Geográfico,  que aliás se configura no verdadeiro relicário da nossa história.

Além do  “álbum de figurinhas”, o conjunto do trabalho também reproduziu réplicas de figuras e monumentos históricos da nossa Vitória de Santo Antão que,  em breve,  estarão  disponíveis nas escolas públicas e privadas para serem adquiridas pelos alunos e também por todos aqueles que se identificam com a chamada educação patrimonial.

Fico feliz que esse empreendimento cultural tenha sido materializado. Ao longo dessa penosa e longa jornada de trabalho, quando procurado pelo produtor Edardna, tive a oportunidade de opinar e contribuir,  positivamente,  para efetivação dessa grande ferramenta de aprendizado coletivo, sobretudo para as crianças e adolescente da nossa Vitória de Santo Antão.

Eis aí, portanto, mais uma importante ação para celebrarmos a passagem dos nossos 400 anos de história. 

Vida Passada… – Sotero dos Reis – por Célio Meira.

No ano de 1800, na cidade de São Luiz, do Maranhão, nasceu, a 22 de abril, Francisco Sotero dos Reis. Foi aluno, na infância, de Frei Caetano de Vilhena, e quando se abriram, na sua vida, as estradas da mocidade, pensou, Francisco, no estudo da medicina, na velha França. Não lhe permitiu o destino essa aventura. A morte arrebatou-lhe o pai, e ele ficou no torrão nativo, triste e pobre.

Iniciou-se, então, no magistério particular, ensinando francês e latim, até que, em 1821, o general Bernardo Silveira, presidente da província, narra o padre Galanti, o nomeou professor dessa última disciplina, nu colégio, que vivia e prosperava nas graças do governo. Sotero obteve, em concurso, a cadeira de latim, no Liceu de sua província. Fundou o Instituto Literário Maranhense.

Político de convicções arraigadas, conservador, filiado ao partido dos cubanos ou saquaremas, teve, Sotero, atuação destaca e combativa nos anos de 1838 a39, no tempo da inditosa revolução dos “Bem´ti-vís”. Combatia-o o liberal Franco de Sá, “Bem-ti-vís” de boa linhagem, e amigo dedicado de João Francisco Lisboa, que era, na Côrte, o embaixador das ideias liberais. Nega-se a Sotero, nesse doloroso movimento armado, sentimentos de generosidade; atribue-se-lhe perseguição terrível aos adversários, e a historiadora Carlota Carvalho, nascida no Maranhão, o acusa de sanguinário. Outros historiógrafos exaltam-lhe a figura política e a obra patriótica. Há, ainda, nesses julgamentos, de lado a lado, afeições e ódios que se transmitiram de geração em geração.

Jornalista de linguagem elegante e vigorosa, armou, Sotero, várias tribunas de combate, e entre essas, o Maranhense, o Constitucional, o Observador e o Eclesiástico, informam biógrafos, foram aquelas em que, de melhor modo, ele se agigantou, na arena de luta, e aos olhos dos que o aplaudiam, tocados de idealismo.

Deputado à Assembleia da província nativa, homem de imprensa, político, não abandonou, nunca, a cátedra, ensinando a língua latina, num largo período de 43 anos, à mocidade da terra onde nasceu. Jubilou-se aos 66 anos de idade, publicando o “Postila de gramática geral”, o “Curso de literatura brasileira e portuguesa” e a famosa “Gramática Portuguesa”, consultada, ainda hoje, pelos estudiosos do vernáculo.

Morreu Sotero, aos 71 anos. Amado e odiado entre os políticos, queridos entre os discípulos, admirado no mundo dos intelectuais, pertence, esse brasileiro, à galeria dos filhos preclaros da gleba de Odorico Mendes, Gonsalves Dias, Joaquim Gomes de Sousa, Coêlho Neto e de Humberto de Campos, o príncipe dos escritores do Brasil.

Célio Meira – escritor e jornalista. 

LIVRO VIDA PASSADA…, secção diária, de notas biográficas, iniciada no dia 14 de julho de 1938, na “Folha da Manhã”, do Recife, edição das 16 horas. Reúno, neste 1º volume, as notas publicadas, no período de Janeiro a Junho deste ano. Escrevi-as, usando o pseudônimo – Lio – em estilo simples, destinada ao povo. Representam, antes de tudo, trabalho modesto de divulgação histórica.

Setembro de 1939 – Célio Meira. 

Bola murcha para Trump…..

INDIANA, PENNSYLVANIA – SEPTEMBER 23: Republican presidential nominee, former U.S. President Donald Trump, dances on stage as he finishes speaking at a campaign rally at the Ed Fry Arena September 23, 2024 in Indiana, Pennsylvania. Trump is campaigning throughout western Pennsylvania today. (Photo by Win McNamee/Getty Images)

No micro universo  do futebol e no mundo das mais  diversas linguagens artísticas,  emolduradas pela imprescindível liberdade de expressão, toda atitude desproporcional de força, via de regra,  descamba para o deboche respeitoso.

Recentemente, o presidente  do EUA, Donald Trump,  “entrou em campo” para marcar aquilo que poderíamos chamar de um “gol contra”. Usando força oculta, mas poderosa, interferiu no regramento da FIFA, para anular um cartão vermelho, efetivado pelo um árbitro brasileiro, na direção de um atleta estadunidense.

Possivelmente,  motivados pela manobra tosca e esquisita do líder americano  os jogadores do selecionado da Bélgica, na noite de ontem (06), dentro de campo,  humilharam os donos da casa, ou seja: cantaram  de galo no terreiro alheio, com direito a dancinha provocativa…

Com essa resposta oportuna, eficiente e coreografada fica-nos uma dúvida: será   que os belgas, agora,  terão direito de seguir em frente na competição da FIFA (2026)?

Venceu o bom senso. Aguardemos as manifestações em forma de vaias  na partida final, se o Trump inventar de aparecer no dia da festa,  para entregar o  troféu de campeão.

A ópera ficaria  perfeita se o time da Bélgica terminasse a competição em primeiro lugar……..Segue o jogo….

Eliminação do Brasil: Ressaca futebolística…..

Além do Brasil, claro, também procuro acompanhar outros selecionados, toda vez que tem copa do mundo.  “Meu Uruguai, caiu na primeira fase.  Torci, também,  pelo Paraguai. Pelo Cabo Verde, vibrei bastante. Achei que o México chegaria mais longe.

Na peneira das oitavas, o nosso Brasil ficou. Uma pena! Mas á verdade deve ser dita: em 2026, o  time brasileiros não empolgou hora nenhuma….

Restou-me,  refazer a rota no quesito torcida alheia. Continuarei secando a França e a Argentina. Mas numa final entre as duas, acenderia velas para o selecionado sul-americano.

Não sou simpático ao fato do EUA avançar. Levando em consideração que apenas 8 países levantaram a taça de campeão na história das copas, doravante, irei torcer pelos países que nunca venceram. Com preferência pela Colômbia e Portugal, e Marrocos “jogando por fora”.

Tudo isso seria um uma espécie de “prêmio de consolação”. Até porque, convenhamos, a motivação maior (Brasil), naufragou no barco Norueguês. Sigamos, renovando as esperanças, na longa estrada do tempo, até 2030…….