Eleição 2026: esquentando e afunilando – só faltam 3 semanas….

Praticamente faltando três semanas para o dia “D” da eleição 2026, nos últimos dias, a pauta negativa do STF vem suplantando os noticiários políticos eleitorais. Se bem observado, há, na contenda dos suas excelências, um “palanque” em cada canetada. Há, também, um pouco de tudo que denigre a imagem da “Casa”. Uma corte suprema não deviria, aqui, acolá ou em qualquer lugar do mundo,  ser questionada por honestidade, muito menos por injustiça.

Na terra dos altos coqueiros, segundo as últimas pesquisas de opinião pública,  divulgadas pela grande imprensa pernambucana, a governadora Raquel Lyra, candidata à reeleição, segue consolidando-se na dianteira da disputa estadual. Doravante, com o afunilamento da campanha e em função dos debates em que os postulantes estarão  “cara a cara”, certamente o tempo vai “esquentar”, pois os questionamentos envolvendo acusações do famoso “gabinete do ódio” deverá ser  tema relevante.

Com efeito, até o momento, aqui na República da Cachaça, não observamos as postulações com “DNA” antonense empolgadas com a campanha de “mainha”, muito menos com os senadores da sua chapa

André Carvalho, por questões pessoais, eleva o nome de Túlio Gadelha. Por ligação partidária, o Henrique já sinalizou para o nome de Eduardo da Fonte e Socorrinho da Apami  também já confirmou o seu nome.  Foi o que observei, na rua, até agora.

Na outra ponta, por assim dizer, o prefeito Paulo Roberto, e por tabela os seus filhos, já cravaram a chapa completa: é João,  Marília e Humberto.

De maneira geral, políticos só gostam de “levantar bandeiras” quando essas lhes favorecem eleitoralmente. É comum, sobretudo em ambientes polarizados, como estamos vivenciando, esconderem, em suas respectivas campanhas,  ligações que, de certa forma, podem afastar o eleitor mais fundamentalista e raivoso. O Silêncio, nesses casos,  costuma ser a melhor opção…..

Concluindo essas poucas linhas,  vale lembrar: por aqui não tem marinheiro de primeira viagem! É tudo cobra criada…

Portanto,  sabemos  que os  políticos antonenses jogam no campo dos profissionais. Após eleitos, voltarão ao estado natural, ou seja: serão todos governistas, independente do campo vencedor: não esqueçamos das posições  dos nossos ilustres representantes estaduais:  até pouco tempo,  eram todos liderados pelo eminente governador Paulo Câmara.

Augusto do Galeto – por Sosígenes Bittencourt.

Submetido a cirurgia do coração, não resistiu à intervenção. Oriundo de Feira Nova, Augusto do Galeto, veio negociar em Vitória de Santo Antão, sendo muito bem abraçado pela população da terra da heroína Mariana Amália e o escritor Osman Lins.
A vida é feita de tempo e daquilo que fazemos com o tempo que temos. Ademais, morreremos.
Agora, Augusto, és detentor de um segredo só a ti revelado. Um dia, foste como nós somos; um dia, seremos como tu és.
Requiescat in Pace!
Sosígenes Bittencourt

Vida Passada… – Luiz Murat – por Célio Meira.

Perto do mar, em Itaguaí, no oeste da terra fluminense, nasceu, a 4 de maio de 1861, Luiz Barreto Murat. Realizados os exames do curso de de humanidade, obteve, aos 22 anos, na Faculdade de Direito de São Paulo, a carta de bacharel. Estreou, na terra paulista, na vida das letras, conta um biógrafo, ingressando na companhia daqueles que fizeram o “Ensaio Literário”.

Proclamada a República, ocupou, Luiz Murat, o cargo de secretario do presidente Portela, na terra bandeirante, e um ano depois, ao lado de Nilo Peçanha, Urbano Marcondes e de Alcindo Guanabara, sentou-se na bancada dos Constituintes do torrão nativo. E repetidas vezes, voltou à Câmara Federal, representando o seu povo.

Espirito Irrequieto, alistou-se  entre os inimigos de Floriano Peixoto, e à hora que explodiu a Revolução de 93, estava, Luiz Murat, na fileira dos rebeldes. Desencantado, porém, da revolta, por considera-la, dizem historiadores, grave erro político, abandonou as armas e, nobremente, se apresentou as às tropas legalistas. Preso e processado, foi absolvido, conta Verneck, em fevereiro de 1895, na formosa Curitiba.

Jornalista brilhante, e polemista de pulso, fundou, no Rio, “ A Vila Moderna”, grande semanário, enfrentando, em luta memorável, o fascinante Valentin Magalhães, que fizera d’ “A Semana”, a trincheira luminosa de suas batalhas.

Poeta romântico, e inclinado, nos últimos anos à escola parnasiana, publicou, entre outros livros, o “Quatro poemas”, “ A última noite de Tiradentes”, o “Ondas”, que alcançou varias edições, e o “Ritmos e Ideias”, merecendo ataques e elogios dos críticos contemporâneos . Há, na sua poética, lindo versos, se bem que êle fôra, no julgamento de Artur Mota, “rebuscado na forma, e por vezes obscuro”. Quando se fundou, em 97, a Academia Brasileira de Letras, coube, a Luiz Murat, a cadeira nº 1, patrocinada, por seu desejo, pelo espirito iluminado de Adelino Fontoura. Nessa cadeira, senta-se, hoje, o eminente escritor Afonso de Taunay, o herdeiro abençoado do nome aureolado de Alfredo de Taunay, que traçou o “Inocência” e a “Retirada da Laguna”.

Na história da literatura brasileira, o nome de Luiz Murat figura entre aqueles que a elevaram e a enobreceram.

Célio Meira – escritor e jornalista. 

LIVRO VIDA PASSADA…, secção diária, de notas biográficas, iniciada no dia 14 de julho de 1938, na “Folha da Manhã”, do Recife, edição das 16 horas. Reúno, neste 1º volume, as notas publicadas, no período de Janeiro a Junho deste ano. Escrevi-as, usando o pseudônimo – Lio – em estilo simples, destinada ao povo. Representam, antes de tudo, trabalho modesto de divulgação histórica.

Setembro de 1939 – Célio Meira

O 7 de Setembro na Vitória: civismo e memórias.

No feriado nacional do “7 de Setembro”, data que marca a passagem das comemorações alusivas ao “grito de independência” do Brasil, na direção de Portugal, ocorrido há 204 anos, como tradicionalmente acontece nos quatro cantos do País, foi marcado por desfiles cívicos.

Em nossa cidade, Vitória de Santo Antão, as manifestações são sempre prestigiadas pela população. São famílias inteiras que se  juntam para  brindar  o momento, quase sempre motivadas pela participação efetiva de um dos membro no conjunto do desfile.

O dia “D” do desfile seria, por assim dizer, a culminância de todo um trabalho de preparação realizado pelo corpo docente das escolas. Já para as crianças, adolescentes e jovens, sem sombra de dúvida, um dia muito aguardado:  marcante e inesquecível.

Na ocasião, registramos  a passagem da  Escola Municipal Mariana Amália que,  na sua apresentação, entre outras instituições, realizou uma homenagem a AVLAC –  Academia Vitoriense de Letras, Artes e Ciência –  inclusive, com a participação de várias acadêmicas no desfile.

O “7 de Setembro” na nossa Vitória de Santo Antão, como falamos anteriormente, é um dia de festa: pontuado por civismo e memórias.

Eleições 2026: um mês para o dia “D”.

Hoje, sexta-feira, dia 04 de setembro, distancia-nos, exatamente, um mês das urnas das eleições 2026,  que ocorrerão no domingo, dia 04 de outubro. Doravante, gradativamente, os movimentos de rua serão crescentes e mais constantes. Isso faz parte do planejamento.

Em Brasília, uma “nova” crise que entrelaça os três poderes da república alimenta os noticiários políticos. Nesse momento, quem ganha e quem perde com isso: Lula ou Flávio? Caladinho, Augusto Cury desponta no vácuo. Seria apenas uma ventania ou um furacão capaz de mexer no já precificado 2º turno?

Em Pernambuco, nesse momento, a eleição segue mais animada nos tribunais do que nas ruas e nos debates políticos. Dessa contenda,  de contornos apócrifos,  será possível  saltar  algum  fato novo capaz de mexer no contexto eleitoral? A disputa, no meu modesto entendimento, ainda continua aberta….

Na nossa Vitória de Santo Antão, que nesse inicio de campanha já acolheu, em agenda,  as três postulações mais bem colocadas ao Palácio do Campo das Princesas, podemos dizer que o pleito de 2026 continua morno, bem diferente das tradicionais disputas locais.

Talvez seja o fenômeno das múltiplas candidaturas com  DNA antonense que esteja  pulverizando o sentimento do povo. Será que isso também se refletirá na configuração dos sufrágios nas urnas?

Até o momento, faltando 30 dias para o dia “D”,  nossos “legítimos representantes” que se apresentaram ao julgamento popular, na busca de uma mandato estadual ou federal, vem produzindo o mais do mesmo.  Nas suas respectivas redes, aliás, ambiente propicio à criatividade, não há destaque para se pontuar.

Para concluir, esperamos que na próxima segunda-feira, 07 de setembro,  feriado nacional da independência, as agendas políticas não atrapalhem  os desfiles cívicos locais. Valendo lembrar que, tradicionalmente, o “7 de setembro”, em Vitória,   promove um dos mais concorridos e movimentos  (genuínos) de rua da nossa cidade.

Vida Passada… – Armando Gaioso – por Célio Meira.

Nasceu Armando Taborda de Souza Gaioso, no de 1894, na cidade do Recife. Tinha 2 anos de idade, quando o pai, Dr. José Gaioso, advogado notável e político corajoso, o levou para o Amazonas. E naquele mundo misterioso, marginando rios, e lagos e igarapés, olhando as árvores, saboreando frutos, conversando com caboclos, criando aves e pássaros, temendo as onças e os jacarés, e ouvindo lendas, atingiu, Armando, a casa dos 10 anos, fascinado pela natureza e atraído, irresistivelmente, como ele nos dizia, pelo deslumbramento das florestas.

Regressou, em 1904, ao torrão nativo. Começou a frequentar, no Ginásio Aires Gama, as aulas do curso secundário. “Menino endiabrado”, inteligente, estudioso e inclinado às letras literárias, colaborou no “Gremio”, jornalzinho daquele educandário. Conquistou, a esse tempo, o menino Armando, as primeiras vitórias. Abriam-se, iluminadas, as estrelas de seu destino, nas ciências e nas letras.

Aos 17 anos, fixou-se na capital da República. Obteve carta de doutor em medicina. Ouviu, na Europa, os mestres afamados, e voltou ao Recife, onde armou sua oficina de trabalho. A clínica e a politica o fizeram vitorioso, na sua rápida e fascinante jornada de 32 anos, pelo mundo.

Quando se iniciou a administração do vitoriense José Bezerra, ocupou, Armando, p cargo de oficial de gabinete do governador, e , decorrido algum tempo, ingressou na Câmara Estadual. Deputado, não perdeu, nas campanhas memoráveis dessa época, as grandes diretrizes de sua vida, no mundo moral, e nas zonas perigosas da política.

Exerceu, também, o magistério, ensinando psicologia. E aos 30 anos, recebeu, o admirável poeta do “Poemas Imperfeitos”, a láurea acadêmica, na casa de Carneiro Vilela. Sentou-se, o médico dos pobres do arrabalde da Torre, na cadeira nº 22, do frei Leandro de Sacramento. A morte, porém, arrebatou, apressadamente, o jornalista d’ “A Tarde”, no dia 3 de maio 1926, quando ele marchava triunfante, e moço, para glória. Traçamos seu elogio, na Academia, e hoje, que e o dia do aniversário de sua morte, repetimos algumas palavras, pronunciadas em a noite de 5 de julho de 1938:

– É este louvor, alto e comovido, ao fulgurante jornalista da “A Tarde, ao cronista sutil do “5 de novembro”, de Caruaru, do Jornal do Brasil do Rio, e de outros jornais e revistas, oculto sob o pseudônimo de João Garça; ao ilustrado professor de psicologia, ao deputado que, em sendo médico, discutia, com sabedoria , questões de direito público e constitucional, batendo-se, valentemente, pela liberdade e pela independência do povo de Carpina, na constituição de um município autônomo, e especialmente àquele homem de maneiras polidas, de atitudes frias, de gestos medidos, como um grego de eras afastadas, e de quem irradiava , permanentemente, a luz suave de uma bondade cristã verdadeira.

Célio Meira – escritor e jornalista. 

LIVRO VIDA PASSADA…, secção diária, de notas biográficas, iniciada no dia 14 de julho de 1938, na “Folha da Manhã”, do Recife, edição das 16 horas. Reúno, neste 1º volume, as notas publicadas, no período de Janeiro a Junho deste ano. Escrevi-as, usando o pseudônimo – Lio – em estilo simples, destinada ao povo. Representam, antes de tudo, trabalho modesto de divulgação histórica.

Setembro de 1939 – Célio Meira