
Aos que desejam participar, entrar em contato pelo 9.9188.3054.
Serviço:
9º Festa da Saudade
Dia 15 de agosto – 21h
Clube Abanadores O Leão
Veja o vídeo aqui: https://www.instagram.com/reel/DaxdVrwussC/?igsh=bjYwbDZkbGN6MDc4


Aos que desejam participar, entrar em contato pelo 9.9188.3054.
Serviço:
9º Festa da Saudade
Dia 15 de agosto – 21h
Clube Abanadores O Leão
Veja o vídeo aqui: https://www.instagram.com/reel/DaxdVrwussC/?igsh=bjYwbDZkbGN6MDc4


Quem VÊ, não guarda na memória.
Memoriza, quem OLHA.
VER é perceber a imagem.
OLHAR é interiorizar a imagem.
VER é natural. OLHAR é intelectual.
Sosígenes Bittencourt

Dando continuidade a coluna de curiosidades vitorienses, publicaremos trechos do CÓDIGO DE POSTURAS do município da Vitória, datado de 1897. Os trechos foram retirados do volume 07 da Revista do Instituto Histórico e Geográfico da Vitória, editada em 1977. São muitas curiosidades que valem a pena serem disponibilizadas pelo blog.


Aracatisense, nasceu João Antônio Capote, no ano de 1828. Inteligente, vivo e moço, encaminhou seus passos para Fortaleza, onde ingressou na vida do comércio, exercendo a profissão humilde de caixeiro. Não lhe agradou, porém, o trabalho do balcão. Homem nascido perto do mar, amando os horizontes iluminados, desejando luta ao sol, preparou carros de boi, conta o barão de Studart, e começou a carregar mercadorias da Alfandega para as casas comerciais. Foi, João Capote, a esse tempo, no princípio do 2º Império, o precursor tranquilo dos serviços de transporte, na famosa terra das jandáias. E nessa batalha demorada, a passo de boi, conquistou vitória. Tornou-se rico. E estabeleceu-se com uma loja de fazendas.
Esteve em Pernambuco, anos depois, e no ano de 1857, aos 29 anos de idade, informa aquele historiador, montou, João Capote, no Rio de Janeiro, na companhia de um conterrâneo, oficina de ourives. E abençoado por Deus, prosperou, na Metrópole. Decorridos alguns anos, transformou-se o ourives em proprietário. Comprou uma fazenda. Batizou-a com nome de Santa Fé. Hospedou, certa vez, contam cronistas, com esplendor, S.M o Imperador Pedro II.
Longe da terra natal, acompanhava, interessado, os negócios políticos e administrativos do Ceará. E quando em 1872, o visconde do Rio Branco, chefe do gabinete 7 de março de 1871, nomeou, conta Studart, o cidadão Bernadino Pinheiro para o cargo de tesoureiro da Tesouraria da Fazenda, na gleba cearense, major Capote lançou, veemente, seu protesto, ferindo de frente, o poderoso estadista da Baía. Processado, e preso, por esse motivo, mereceu o indulto do monarca.
Relevantes serviços prestou, esse famoso nordestino aos seus irmãos distantes, perseguidos e famintos, em 1877 e 78, pelo flagelo da seca. Coração aberto à misericórdia e à generosidade, abriu sua bolsa aos moços pobres, que não podiam estudar nas escolas superiores, conseguindo diploma-los. E entre aqueles que mereceram essa graça, esse amparo cristão do major Capote, esteve o ilustrado Domingos José Nogueira, parlamentar e ministro, e que morreu agraciado com o título de visconde de Jaguaribe.
Finou-se, na Côrte, o major João Antônio Capote, no dia 26 de abril de 1879, aos 51 anos de idade. Não foi deputado nem senador. Não mereceu, do Império, título nobiliárquico, mas, foi fidalgo e nobre pelo coração e pelo trabalho.
A memória do major Capote viverá , sempre, na alma da gente do Aracatí e da gente amorosa do vale do Jaguaribe.
Célio Meira – escritor e jornalista.
LIVRO VIDA PASSADA…, secção diária, de notas biográficas, iniciada no dia 14 de julho de 1938, na “Folha da Manhã”, do Recife, edição das 16 horas. Reúno, neste 1º volume, as notas publicadas, no período de Janeiro a Junho deste ano. Escrevi-as, usando o pseudônimo – Lio – em estilo simples, destinada ao povo. Representam, antes de tudo, trabalho modesto de divulgação histórica.
Setembro de 1939 – Célio Meira


Ano XXXIX – (1987 – 2026)
Ninguém nasceu para ser tão poderoso que possa pensar que é um deus,
nem tão impotente que possa desconfiar da existência de Deus.
Misericordioso abra
Sosígenes Bittencourt


Doutor Aluísio Xavier e sua esposa, professora Eunice de Vasconcelos Xavier – comemoração da chegada do avião PP-HIV ao Aeroclube da Vitória – 12 de junho de 1949 – detalhe: a hélice dessa aeronave faz parte do acervo do Museu do nosso Instituto Histórico – doação do senhor José Varela – foto do arquivo da família Xavier.


O texto do jornalista André Guerra, “Retorno dos homens, fúria dos deuses” (“Diario de Pernambuco”, 16 de Julho/26), sobre o filme “A Odisseia”, do famoso diretor Christopher Nolan — inspirado no épico do poeta grego Homero (928 a.C.−998 a.C.), será visto como um bom roteiro de leitura para quem deseja assistir ao filme, que promete ser um dos gigantes de bilheteria na atual temporada. Faz lembrar, o texto de André, um tempo e tradição de profissionais ligados à Sétima Arte que passaram pela redação do DP. Isto sem falar da contribuição, como analistas de clássicos da cinematografia mundial no Suplemento Literário do DP, dos filósofos pernambucanos Lourival Vilanova, José Souto Maior e Evaldo Coutinho, professores de Filosofia da UFPE — tendo Evaldo ampliado suas pesquisas na obra monumental “A Imagem Autônoma”. Tamanho domínio e erudição tinham sobre o tema que, se não fosse a escolha pela cátedra, teriam sido autores de obras fundamentais sobre a hermenêutica da linguagem, a essência fílmica. Para eles o filme não era apenas um produto de entretenimento ou um simples registro da realidade, mas um produto complexo que exige um processo de interpretação — uma “leitura” ativa — para desvelar as camadas de sentido que residem além da superfície da imagem.
A Odisseia, adaptada para o cinema diversas vezes, tema pleno de desafios, inspirador do filme de Nolan (Custou na nossa moeda R$ 1, 3 bilhão), é um dos pilares da literatura ocidental atribuído a Homero e centra-se no Odisseu (conhecido pelos romanos como Ulisses). A obra descreve sua jornada de dez anos para retornar a casa após o fim da Guerra de Troia. O Odisseu de Homero não é um herói definido apenas pela força física, mas, acima de tudo, pela sua astúcia, inteligência e resiliência. Ele é o “homem de muitos recursos”, capaz de criar estratégias brilhantes — como o famoso Cavalo de Troia — para superar obstáculos que pareciam impossíveis (belo e inspirador, por sinal, o Cavalo de Troia de Francisco Brennand). Não sei dizer se Nolan, para produzir o seu filme, teria lido, entre as suas fontes de consulta, o que disse um dos mais eruditos filósofos brasileiros, Damião Berge (1895-1978), teólogo, historiador da filosofia e frade franciscano, tão admirador de Joaquim Nabuco. Ele destaca em seu monumental livro “O Logos Heraclítico” (Editora Vozes, páginas 154-158). — já comentado por mim — o que Heráclito de Éfeso disse a respeito de Homero. Para se ter uma ideia, o julgamento de Heráclito, no dizer de Berge, foi um dos confrontos intelectuais mais famosos de seu tempo. Vejamos: para Heráclito, o poeta épico “falhava” em compreender a realidade profunda e o Logos, a razão universal que rege o cosmos, focando apenas na superfície das coisas. “Houve ali uma incapacidade de transcender o imediato em direção ao Logos”, “o que descreve uma verdadeira condição de miopia ontológica”; “(…) imerso no fluxo incessante das aparências, é incapaz de decifrar a gramática invisível que estrutura a existência”. “Ao focar apenas na superfície, o sujeito habita o ‘plano do ruído’. Nesse estágio, “a realidade é percebida como uma sucessão caótica de eventos, objetos e sensações sem coesão”. Heráclito, muito temido no seu tempo, o Gregório de Matos da Jõnia, teve um famoso defensor: Werner Jaeger (1888=1961), na sua também monumental “Paideia”.
Marcus Prado – jornalista.


Zé Lucas, treinado no anfiteatro do Sport Club do Recife, vira estrela e deixa a Ilha do Retiro, para brilhar na Constelação do Cruzeiro. De leão a raposa, Zé é Lucas, mas não é maluco, cujo salário driblou 60 mil reais, para golear 240 mil por mês.
Constelado abraço!
Sosígenes Bittencourt



Fazendo parte da comitiva da “Corriola da Matriz”, na manhã do sábado (25), em mais uma “missão cultural” promovida pelo grupo, circulamos pelo centro do Recife. No roteiro, previamente traçado, começamos pelo “Museu do Trem”. Seguimos pela “Casa da Cultura” para depois almoçarmos no “Hotel Central”. No que se refere ao recorte “profano” da “missão”, acabamos bebericando no “Mercado da Boa Vista”. Um ótimo passeio. Cada lugar com a sua história, encanto e magia.

Pois bem, no “Museu do Trem”, nossa primeira parada, de maneira curiosa, no sentido de encontrar “novas” informações sobre à chegada da famosa “estrada de ferro” em nosso torrão, acabei, confesso, um pouco desapontado.
Sublinhemos, contudo, que o “museu do trem” é um local que merece ser visitado, sobretudo pelas pessoas que, de certa forma, vivenciaram o vai e vem dessas locomotivas. Tudo muito organizado e convidativo.

Meu desapontamento, por assim dizer, se refere justamente ao painel que trata da expansão da “Linha Tronco Centro Pernambuco”. Nela, há uma espécie de linha do tempo para explicar o “avanço do trem” na direção do interior.
Iniciado o processo em 1881, a partir do Recife, quatro anos depois (1885) é inaugurado o primeiro trecho até Jaboatão (17 km). Desse ponto, segue direto para 1894, contemplando a cidade de Gravatá, pulando nossa então “Cidade da Vitória”, que fora agraciada com a chegada do trem justamente em 1886, que aliás, esse ano (2026), está completando 140 anos de história.
Como bom antonense e estudioso da história local, de imediato, educadamente, procurei os responsáveis pelo “Museu do Trem” para questionar o fato de não existir a estação de Vitória naquele painel importante, no contexto histórico pernambucano.
Após ouvir meus questionamentos, a responsável disse que iria procurar o curador do museu para repassar minha inquietação, no apontamento dessa falha. Em ato continuo, coloquei-me a disposição para “alimentar”, com informações fidedignas, seguras e relevantes essa lacuna historiográfica, no sentido da justa informação emitida por esse importante equipamento de conhecimento público.
Assim sendo, espero haver contribuído para o aperfeiçoamento do referido museu. Sempre usei os meus conhecimentos sobre a história da Vitória como uma espécie de ferramenta coletiva de conhecimento. Viva Nossa Vitória!!!


Essa história de ser poeta é dom.
Um bom dom.
O poeta não faz poesia com as flores,
o mar,
o céu,
sem a intenção de que você habite sua poesia:
sinta o aroma das flores,
a imensidão do mar,
o mistério do infinito.
Inspirado abraço!
Sosígenes Bittencourt


Aos que desejam participar, entrar em contato pelo 9.9188.3054.
Serviço:
9º Festa da Saudade
Dia 15 de agosto – 21h
Clube Abanadores O Leão
Veja o vídeo aqui: https://www.instagram.com/reel/DaxdVrwussC/?igsh=bjYwbDZkbGN6MDc4

REABERTURA DO BANCO POPULAR – Ano não registrado.



Nas terras da província da Paraíba do Norte, talvez em Maranguape, pensamos nós, nasceu, informa o erudito historiador Liberato Bitencourt, nos fins do século XVIII, Manuel Lobo de Miranda Henriques. Muito jovem, cheio de idealismo, filiado às correntes da democracia, ingresso nas fileiras dos revolucionários da República de 1817, e derrotado, perseguido e preso, nos cárceres da Baia, pelo horroroso “crime” de pugnar pela democracia da terra brasileira. Anistiado, em 1821, regressou à província natal.
Duas vezes, na qualidade de vice-presidente, governou a Paraíba, dirigindo, de maio de 1831 a novembro de 32, narra Craveiro Costa, ilustrado historiógrafo, os destinos do povo alagoano, em substituição ao visconde da Praia Grande, vulto destacado entre os políticos do partido conservador e inelinado à restauração da tirania monárquica, que caira, na madrugada histórica da abdicação, estrepitosamente.
Governando a terra de Tavares Bastos, adquiriu, Miranda Henriques, afirma Craveiro Costa, uma tipografia, no Recife, por menos de um conto de réis, e a instalou, em Maceió. Foi a tipografia “Patriota”. E com os tipos dessa velha oficina, dirigida por um tipógrafo francês, imprimiu-se, diz esse homem de letras, o 2º número do “Iris Alagoense”, que tivera a primeira edição impressa na Baia.
Foi, Miranda Henriques, por esse motivo, o fundador da imprensa, no torrão das Alagoas.
Prestou serviços, na cidade do Recife, esse ilustre paraibano, na contadoria de Marinha, e , mais tarde, na tesouraria da Fazenda. Representou o seu povo, na Câmara Geral. Coube-lhe, ainda, a honra de sentar-se na cadeira da presidência da província do Rio Grande do Norte.
Faleceu Miranda Henriques, na cidade do Recife, no dia 25 de abril de 1856, beirando, mais ou menos, a casa dos 70 anos de idade.
Político hábil, de sagacidade admirável, fundador da imprensa numa província do nordeste, funcionário público, parlamentar, homem de administração, pertence, Manuel Lobo de Miranda Henriques, pai do preclaro republicano Aristides Lobo, que nasceu na terra paraibana de Mamanguape, ao número daqueles que serviram, e enobreceram, o nome do torrão nativo.
Célio Meira – escritor e jornalista.
LIVRO VIDA PASSADA…, secção diária, de notas biográficas, iniciada no dia 14 de julho de 1938, na “Folha da Manhã”, do Recife, edição das 16 horas. Reúno, neste 1º volume, as notas publicadas, no período de Janeiro a Junho deste ano. Escrevi-as, usando o pseudônimo – Lio – em estilo simples, destinada ao povo. Representam, antes de tudo, trabalho modesto de divulgação histórica.
Setembro de 1939 – Célio Meira


O aniversário, ao contrário de comemorar a vida, comemora um tempo que morreu. Por isso, tão bem simbolizado pela velinha que você apaga na escuridão. Porque é, na realidade, a despedida de um tempo que foi e nunca mais será. O passado é o destino, porque é o que se cumpriu e não há possibilidade de modificá-lo. O passado é eterno, porque é um tempo que não tem princípio nem fim, não há como reiniciá-lo nem terminá-lo.
Sosígenes Bittencourt
(Há 12 anos)
(2014-2026)
E POR FALAR EM ANIVERSÁRIO
Festejado abraço!


Com a recente largada das chamadas convenções partidárias, visando à confirmação dos nomes que irão representar as respectivas siglas no pleito de 2026, até aqui, é possível observar que a política em Pernambuco está ficando cada vez mais esquizofrênica, no que se refere ao quesito obrigatório da fidelidade partidária.
Cada vez mais os partidos políticos veem apequenando-se, naquilo que é a sua primeira função de existir. Ou seja: expressar e representar um pensamento popular.
No Brasil inteiro, e mais especificamente em Pernambuco, os arranjos eleitorais realizados – até aqui – realçam bem o viés de conveniência que os políticos de plantão seguem negociando, à revelia da legislação. Aliás, ao que parece, ninguém vai poder denunciar o adversário por infidelidade partidária.
Começa logo pela governadora Raquel Lyra (PSD). O seu partido terá candidato a presidente da república Ronaldo Caiado, mas ela quer que o eleitor pernambucano pense que o título de eleitor dela lhe garante dois votos, ou seja: um para Lula e o outro para Flávio Bolsonaro. Isso já deu certo numa situação especifica, numa disputa de 2º turno. Mas agora é bem diferente.

Do outro lado, o PT pernambucano, formalmente, seguirá com João Campos (PSB). No entanto, um time de petistas, dentre eles o ex-prefeito do Recife e atual deputado estadual João Paulo, deverá afrontar a legislação para se abraçar com a governadora, candidata à reeleição.
Na nossa Vitória de Santo Antão, o deputado estadual Joaquim Lira, em 2026, também jogará no time dos infiéis, isto é: o seu partido, o PV, formalmente apoia Lula e João Campos, mas ele deverá levantar a bandeira de Raquel Lyra. Aliás, segundo informação da imprensa, em evento partidário, ocorrido na última segunda-feira, em Recife, para não se encontrar com João Campos, alguns deputados se retiraram antes. Dentre eles o Joaquim Lira. Sobre esse fato, disse João: “não senti falta”.
Para fechar esses despretensiosos apontamentos, sobre o atual momento da política pernambucana, recentemente, ao ser anunciado como 1º suplente de senador do candidato a reeleição, Humberto Costa, Luciano Bivar foi bastante criticado pela imprensa.
No meu modesto entendimento, as criticas deveriam seguir na direção do petista Humberto Costa. Esse, sim, é quem tem “culpa no cartório”.

Luciano Bivar não mudou. Sempre foi um político, do ponto de vista popular, inexpressivo. Com faro de oportunidade, surfou na onda do “MITO” e agora tenta se encaixar numa candidatura alheia. Isso apenas prova o quanto Humberto está apavorado, sonhando todo dia com fantasma do insucesso eleitoral. Ele sabe que com Marília Arraes não tem jogo, o “corpo-mole” será reciproco.
Mas o que deverá dizer o senador Humberto Costa, quando questionado pelos eleitores petistas de boa fé?
Sobre essa questão (1ª suplência) perguntei a um amigo militante, ativista das causas populares e petista de carteirinha. Inconformado, resumiu o arranjo em um apalavra: IMPALATÁVEL.…..segue o jogo…
