Vida Passada… – Padre Brito Guerra – por Célio Meira.

Na antiga vila de Campo Grande, que se transformou, com o tempo, no município de Augusto Severo, no oeste do Rio Grande do Norte, nasceu a 18 de abril de 1777, Francisco de Brito Guerra. Estudou a língua latina, na vila pernambucana de Goiana, ingressando, mais tarde, conta um biógrafo, no Seminário de Olinda, onde alcançou, aos 24 anos de idade, a batina de padre, abençoada por D. Azeredo Coutinho, o fluminense de Campos dos Goitacazes. E cantou, feliz, a primeira missa, na capelinha da vila natal, que o recebeu festiva, entregando-lhe, em seguida, os serviços do culto.

Deixou, em 1802, a capelinha de Campo Grande, e marchou, no rumo do sul de sua província, para dizer missa, batizar, casar, salvar ovelhas do pecado, e ensinar latim, na paróquia de Caicó. Nessa terra, perseguida pelas secas, serviu aos homens e a Deus, levando, em todas as direções, na Ribeira do Seridó, a palavra luminosa e consoladora, dos santos evangelhos.

Em 1832, ao tempo Regência Trina Permanente, fundou a imprensa norte-riograndense. Foi o “Natalense” do ilustrado padre Guerra o primeiro jornal naquela extensa e formosa zona do nordeste.

Deputado à primeira Assembleia de sua província natal, coube a esse eminente sacerdote a honra de presidi-la, em fevereiro de 1825, conquistando em 34, a cadeira de deputado geral, e dois anos decorridos, a poltrona de Senador do Império.

Parlamentar, professor de latim, durante trinta anos, caridoso e honesto, padre Brito Guerra, escreve o brilhante e erudito historiador patrício Câmara Cascudo, “era homem raciocinador, pausado e seguro, incapaz de um pulo em falso e de uma palavra injustificada”. Político de largo prestígio, e amado por seus paroquianos, trouxe, certa vez, da Corte, alguns charutos, e os ofereceu àqueles que pertenciam à roda pequenina dos amigos íntimos. Ouçamos, nessa passagem, a palavra de cascudo:

“Quando voltou da Câmara, trouxe charutos, que eram desconhecidos na terra. E houve quem os comesse, na certeza de que era sobremesa da Corte…..”

Morreu esse ministro de Cristo, em 1845, “quando tomava parte nos trabalhos da Alta Câmara”, aos 68 anos de idade.

A figura nobre do padre Brito Guerra, não pertence, somente, ao torrão norte-grandense. Pertence a todo Brasil, pelos serviços prestados à Igreja, ao jornalismo e à Pátria.

Célio Meira – escritor e jornalista. 

LIVRO VIDA PASSADA…, secção diária, de notas biográficas, iniciada no dia 14 de julho de 1938, na “Folha da Manhã”, do Recife, edição das 16 horas. Reúno, neste 1º volume, as notas publicadas, no período de Janeiro a Junho deste ano. Escrevi-as, usando o pseudônimo – Lio – em estilo simples, destinada ao povo. Representam, antes de tudo, trabalho modesto de divulgação histórica.

Setembro de 1939 – Célio 

9ª Festa da Saudade: SALVE A DATA…

Algumas festas passam. Outras ficam na memória.

E no dia 15 de agosto, teremos mais um capítulo dessa história na Festa da Saudade – Ano 9.

Uma noite especial para reencontrar amigos, reviver grandes momentos e dançar ao som da inigualável Orquestra Super Oara. 🎶💃🕺

📍 Vitória de Santo Antão – Clube O Leão
🗓️ 15 de agosto

Salve a data, convide os amigos e venha fazer parte de mais uma edição dessa tradição que já mora no coração de tanta gente.

O HUMOR DE BOM HUMOR – por Sosígenes Bittencourt.

Filhos de imigrantes japoneses são nissei.
Netos de imigrantes japoneses são sansei.
Filhos de brasileiros com cara de japonês, nunsei.

Perguntaram como seria topless em chinês.
Resposta: Xen-Xu-Tian
E como se fala pobre em chinês?
Xen-Nada
E descalço, como seria?
Xen-Xinelo.

(Brasileiros com cara de Japonês)
Nipônico abraço!

Sosígenes Bittencourt

Corrida da Pipoca, Rumo ao Hexa aconteceu no domingo!!!

Conciliando dois temas que estão “na ordem do dia”, o grupo antonense de corrida de rua Pipoca Running, liderado pela atleta e empreendedora Magally Cavalcante, promoveu,  no domingo (07),   a “Corrida da Pipoca” – Rumo ao Hexa.

Além dos 6km  de percurso e das disputas pelos espaços no pódio, o encontro esportivo contou, também,  com premiação para atletas fantasiados. Ao final do percurso, a turma saboreou frutas, bolos e outras guloseimas juninas, tudo em clima de forró.

A concentração, largada e chegada ocorreram no Pátio da Antiga Estação Ferroviária.

HOJE É DOMINGO – por Sosigenes Bittencourt.



Hoje é domingo
Pede cachimbo
O cachimbo é de barro
Bate no jarro
O jarro é de ouro
Bate no touro
O touro é valente
Bate na gente
A gente é fraco
Cai no buraco
O buraco é fundo
Acabou-se o mundo

Obs: Nesta canção de roda do tempo de eu menino, pede cachimbo significa pede descanso.
Como somos, meio gente, meio barro, sem cachimbo, fuma cigarro. Eu, não, pelo pigarro.
Enfisematoso abraço!


Sosigenes Bittencourt

A luva do tetra é minha……….

No contexto do aquecimento da torcida brasileira, o Jornal Nacional, desde a última segunda-feira (1º de junho), vem exibindo uma “série especial” realçando momentos épicos da nossa seleção,  em variadas participações na Copa da FIFA. Ontem, quinta-feira (04), por exemplo, sublinhou o quesito “união”.

Tal qual o momento atual, na Copa de 1994, amargávamos um jejum de 24 anos sem o cobiçado título de “Campeão do Mundo”. O último havia sido conquistado no México, em 1970.

Com a exibição de várias imagens, destacando um determinado jogo no Recife, acabei motivado em escrever essas  linhas…..

Pois bem, nas eliminatórias, em 1993, a seleção brasileira vivia o drama de não se classificar para a copa de 1994.   Vaiada em algumas partidas, em função do péssimo desempenho em campo, chegou a vez de jogar no Recife,  contra a Bolívia. Aliás, vale lembrar: o selecionado boliviano, antes, “em casa”, havia metido 2X0 no selecionado brasileiro.

Eis que do fundo poço, ainda no vestiário (segundo informações da época),  surge a ideia do time, numa demonstração inequívoca de união,  entrar com as “mãos dadas”. Resumo da ópera: o Brasil goleou a Bolívia. Aliás, dizem, os entendidos, que o inicio do título do tetra, alcançado nos EUA, começou no Recife, exatamente no jogo em tela.

Pois bem, na qualidade torcedor, juntamente com mais 70 mil pessoas,  estive nesse jogo , ocorrido no campo do Santa Cruz, ou seja: “Mundão do Arruda”.

Por motivo alheio a minha vontade, acabei, na arquibancada, ficando posicionado atrás de uma das barras. Como prêmio, por ordem e graça do destino – aquilo que a gente chama de sorte – acabei sento agraciado com a luva do então goleiro titular da seleção: Claudio Taffarel. De maneira aleatória, em momento de euforia, ele jogou para a torcida,  mesmo na  direção em que eu estava.

Assim sendo, até hoje, 33 anos depois, continuo guardando a referida peça. Uma joia rara, lembrança do jogo que mudou a história do futebol mundial. “O Brasil ganhou o tetra no Recife”:  estamparam os jornais pernambucanos daquela época…..“Vai que é tua Taffarel……………….”

9ª Festa da Saudade: SALVE A DATA…

Algumas festas passam. Outras ficam na memória.

E no dia 15 de agosto, teremos mais um capítulo dessa história na Festa da Saudade – Ano 9.

Uma noite especial para reencontrar amigos, reviver grandes momentos e dançar ao som da inigualável Orquestra Super Oara. 🎶💃🕺

📍 Vitória de Santo Antão – Clube O Leão
🗓️ 15 de agosto

Salve a data, convide os amigos e venha fazer parte de mais uma edição dessa tradição que já mora no coração de tanta gente.

Vida Passada… – Francisco Bernardino – por Célio Meira.

O rio Piranga, afluente do rio Doce, ao sul de Minas Gerais, deu seu nome a uma cidade. E nessa terra mineira, nasceu, em 1853, Francisco Bernardino Rodrigues Silva, que teria de ser, no cenário político brasileiro, por dilatados anos, figura singular e destacada. Diplomou-se, em Direito, pela Faculdade do rincão bandeirante.

Não se iniciou,  na vida pública, na terra natal, e abriu banca de advogado, na mesma zona do sul de sua província, na cidade de Juiz de Fora, onde alcançou largo prestígio na alma do povo, pela rija témpera do caráter, pelo saber, e pelas virtudes do coração.

Ingressou, na política, sob a bandeira do partido conservador, e os correligionários o elegeram deputado à Assembleia da Província. Não figurou, no parlamento, entre figuras inexpressivas: ao contrário, orador eloquente, imaginoso, de linguagem burilada, conta o erudito historiador do “Galeria Nacional”, obteve, sempre, a admiração de seus pares, e o aplauso popular, e quente, das galerias. Exerceu, ao tempo da monarquia, a presidência da província do Piauí, e nesse alto posto, informa um biógrafo, notáveis serviços prestou à causa pública.

Quando se proclamou a República, Francisco Bernardino não permaneceu sob os escombros do regime decaido. Aceitou, sem pruridos guerreiros de cristão novo, a revolução vitoriosa. E, como outrora, serviu, nobremente, à terra adotiva de Juiz de Fora, aceitando, a presidência da  Câmara Municipal. Foi vice-presidente de Minas, ao lado de Afonso Pena.

Pleiteou, mais tarde, o cargo de presidente do seu Estado, e não conseguiu eleger-se. Memorável foi essa refrega eleitoral. Bias Fortes foi o eleito. Derrotado, Francisco Bernardino, não ensarilhou as armas nobres de sua campanha, e continuou na estacada, amando a terra e o povo. Fez-lhe justiça, esse mesmo povo, enviando-o à Câmara Federal.

Jornalista, dirigiu o “Farol”, velha e brilhante tribuna da imprensa de Juiz de Fora, e nessa esfera de suas atividades intelectuais, foi sempre o mesmo homem, idealista, patriota, e de atitudes definidos no mundo cheio de perigos, da política partidária. Morreu, aos 67 anos de idade, a 17 de abril de 1920, na terra amada, que o acolheu  e o elevou, no conceito público. Piranga e Juiz de Fora, duas irmãs do sul mineiro, perderam, nesse dia, com o desaparecimento de Francisco Bernardino, uma das figuras famosas de sua vida e de sua história.

Célio Meira – escritor e jornalista. 

LIVRO VIDA PASSADA…, secção diária, de notas biográficas, iniciada no dia 14 de julho de 1938, na “Folha da Manhã”, do Recife, edição das 16 horas. Reúno, neste 1º volume, as notas publicadas, no período de Janeiro a Junho deste ano. Escrevi-as, usando o pseudônimo – Lio – em estilo simples, destinada ao povo. Representam, antes de tudo, trabalho modesto de divulgação histórica.

Setembro de 1939 – Célio 

“O Brasil será hexa de todo jeito”….

Faltando poucos dias para o início da maior competição futebolística do planeta – Copa da FIFA -, já é possível sentir um clima diferente no ar, sobretudo para os amantes do futebol.

De fato, se desprezarmos todos os interesses que giram na concepção do evento, a ideia de que a copa  do mundo “junta” os povos, as culturas e celebra o esporte, convenhamos, é algo animador, no sentido do crescimento civilizatório.

Antes da realização da 2ª copa no Brasil, ocorrida em 2014,  nutria um desejo de, um dia,  participar desse evento. Mas, após participação efetiva, de várias partidas,  em  solo pátrio, dei-me por satisfeito. Ou seja: contemplei minha curiosidade. Achei bastante interessante. Foi uma experiência gratificante.

Se estiver vivo, quando ocorrer a 3ª copa no Brasil, voltarei a participar. Mas não desejo mais, como antes, deslocar-me para outro país ou mesmo continente para vivenciar esse espetáculo. Talvez por não mais me considerar uma pessoa “ligada em futebol”.

Hoje, cotidianamente, sou uma espécie de “torcedor meia boca”. Aquele que apenas acompanha os resultados, sem quase nenhum envolvimento.

Mas independente de qualquer coisa, para o brasileiro de maneira geral, o futebol  será sempre  uma  “religião”  a ser incorporada. É cultural….

Curiosamente, ontem (1º), escutei uma expressão que chamou-me a atenção: “o Brasil será hexa de todo jeito”. Em seguida, veio a explicação: “serão seis títulos conquistados ou seis copas consecutivas sem vencer!!!”