CARNAVAL E CARNAVALIZAÇÃO


Você pode brincar Carnaval, não pode carnavalizar a vida. Carnaval é uma festa, não é uma lei, é escolha, não é obrigação. Brincar Carnaval não significa impor seu ritmo, sua vontade à vontade dos outros, submeter os demais aos seus caprichos.

O Carnaval teve origem na Grécia, foi adotado pela Igreja Católica e popularizou-se na Europa sem nenhuma correlação com pornografia. Pornografia é desrespeito e sempre será. Você não pode extrapolar os limites de sua liberdade ao ponto de atropelar o direto do seu semelhante. Ninguém pode estar obrigado a ouvir tudo que você queira dizer ou fazer em qualquer lugar ou a qualquer momento. Sequer uma Música Clássica. Se você desfilasse tocando Bach ou Beethoven, não estaria cometendo uma pornografia, mas estaria obrigando o seu semelhante a ouvir aquilo que ele não queria.

Respeito ao próximo deve ser coisa ensinada na tenra idade e vivenciada no dia a dia. Respeito quando é imposto, mediante punição, é sinal de que as pessoas não foram educadas para respeitar. Por isso, tanta estranheza. Proibir pornografia não tem a ver com CENSURA, tem a ver com RESPEITO. Zelar pela educação das crianças é questão até de Saúde Pública.

É que a Imoralidade no Brasil foi dessubjetivada, passando a fazer parte de nossa cultura. Por isso, tanto arrepio mediante sua proibição.

Sosígenes Bittencourt

Aplicativo com informações do Carnaval – Bruno Valois explica como surgiu

Bom, primeiramente como sou sócio-diretor de uma empresa focada no desenvolvimento de sites e aplicativos (Pontual TI). Aproveitei nossos conhecimentos técnicos para desenvolver algo que ajudasse a fortalecer ainda mais o carnaval da nossa cidade … que como você mesmo sabe, tem um história incrível.

No carnaval do ano passado, era muito difícil ter em mãos a programação do carnaval, logo, quando estávamos na rua, não tínhamos um jeito fácil de descobrir qual bloco ou troça estava saindo e de onde ele estava saindo.

A partir dessa dificuldade, eu imaginei que poderia existir um aplicativo que ajudasse o folião nisso, pois todas informações estariam disponíveis ali, em seu celular (visto que praticamente ninguém sai de casa hoje sem o celular).

Aproveitamos a ideia de disponibilizar o dia, local e horário das atrações para informar o folião com notícias e fotos, também do carnaval da nossa cidade.

Outra coisa legal que disponibilizamos foram alguns telefones úteis, que as vezes o folião precisa e tem muita dificuldade de encontrar. O legal também é que o folião pode fazer a ligação diretamente do aplicativo … sem necessariamente precisar digitar o número. Com 1 clique … a chamada já é realizada. 

Enfim, nossa ideia é ajudar o folião e também contribuir para o crescimento do carnaval da nossa cidade. 

Segue o link para baixar o aplicativo para os aparelhos ANDROID
https://play.google.com/store/apps/details?id=br.com.pontualti.carnavaldavitoria&hl=pt_BR

Antônio Freitas: UM MAESTRO DA FOLIA DE MOMO

Na qualidade de um dos mais entusiasmado carnavalesco e folião da nossa cidade, Antônio Freitas, acima de tudo é um estudioso do nosso carnaval. Tonho, quando assunto é carnaval, sobretudo o vitoriense, tem uma “memória de elefante”. Ele é uma espécie de baú ambulante. Além de conta as histórias ainda  marca as datas dos acontecimentos, assim como  dá “consultoria” grátis aos diretores e curiosos da nossa festa maior. Pois bem, no último domingo (12), por ocasião da prévia dos Monges, a Orquestra Temperada executou uma das músicas carnavalescas  mais importante pra ele (Coelho Machão). Não teve dúvida:  saiu do seu lugar e foi reger a orquestra… Veja o vídeo:

Momento Cultural: Cérebro – por Henrique de Holanda

Henrique-de-Holanda-Cavalcanti-3

Na mocidade,

a razão quase sempre se encandeia,

tornando a vida uma mera ingenuidade.

O cérebro da humana criatura

– quem é moço concebe

ser uma taça de ilusões bem cheia

que o coração segura e a alma bebe.

Mas, a velhice vem

fermentando a bebida outrora pura…

e o coração, que forças já não tem,

vendo a alma fugir, derrama a taça,

que ao se precipitar de grande altura

no chão se despedaça…

(Muitas rosas sobre o chão – Henrique de Holanda – pág. 25).