Museu Cais do Sertão: um espaço de rara beleza!!!

Em recente passagem pela Capital Pernambucana estive no Museu Cais do Sertão. O espaço, na expressão da palavra,  harmoniza o velho e o novo em um espetáculo que busca revelar à simplicidade da vida do sertanejo, ao passo que transita num universo tecnológico e futurístico sem perder a alma da ideia.

O movimento dos peixes,  circulando naquilo que representa o Rio São Francisco para a Região Nordeste, delineando toda extensão do equipamento cultural –  que vez por outra somos obrigados a “cruzar o rio” –   na qualidade de visitante, nos faz sentir vontade de mergulhar.

Como um dos maiores  propagandista da nossa terra, do nosso jeito e da nossa música o Rei do Baião, Luiz Gonzaga, recebeu o merecido destaque. Observar as capas dos seus LPs e ouvir suas músicas no referido ambiente é sentir, verdadeiramente, “Orgulho de Ser Nordestino” –  como bem alardeava uma peça publicitária local.

Com relação ao espaço, de maneira geral,  poderíamos dizer que é um belo cartão de visita pernambucano para qualquer turista, seja ele de qualquer continente. Apenas, como nota fora do tom,  sublinho um detalhe,  por assim dizer……

Na sala de projeção – diga-se de passagem, muito bem equipada – um filme com duração de 16 minutos tenta contextualizar o visitante. Confesso que fiquei decepcionado com o roteiro. Na minha modesta opinião,  não diz coisa com coisa. Nem se socorreu da chamada linha do tempo para contar a vida do sertanejo –  seu calvário e suas vitórias –  nem retratou a visão holística do sertão atual. Deu-me a impressão de que o curta-metragem aprofunda e ratifica o tão incômodo preconceito contra o povo nordestino – antecipadamente peço desculpas aos produtores se não tive alcance para entender a mensagem.  Para concluir  lembro a obra do compositor santonese,  Aldenisio Tavares, que bem dialoga com sentimento do povo da nossa região, afinal, sentenciou ele: “ O Nordeste Mudou”.

Instituto Histórico: reunião e ampliação do museu.

Aconteceu na manhã do domingo (22) mais reunião ordinária do Instituto Histórico e Geográfico da Vitória. Na pauta do encontro o presidente da instituição, professor Pedro Ferrer, selecionou diversos assuntos. Prestação de contas, posse de novos sócios e a reunião festiva alusiva ao dia 3 de agosto foram discutidas. Ao final,  os sócios foram convidados a supervisionar os trabalhos de ampliação de um dos espaços do nosso museu.

 

Doutor Adeildo Apolinário contribui com informação para a coluna ” O Tempo Voa”.

Por ocasião de uma imagem, postada recentemente na nossa coluna “O Tempo Voa”, acrescentou o nosso amigo de infância e leitor assíduo do nosso jornal eletrônico, intitulado Blog do Pilako, Doutor Adeildo Apolinário.

“Olá, Pilako. É com grande emoção que vejo esta foto. Visto que, à direita se encontra o meu saudoso pai, Arlindo da Banca, falecido no ano de 1983. Era um correligionário do saudoso ex-prefeito,José Augusto.
Um grande abraço!”

Adeildo Apolinário. 

BOA SORTE!

O filósofo alemão Friedrich Nietzsche (1844-1900) deduzira: Sem a música, a vida seria um erro.

Depois, chamam-me de hiperbólico quando descrevo minhas emoções musicais. Quando a dosagem é exagerada, é natural que o efeito seja um exagero.

O filósofo francês Voltaire (1694-1778) já apregoava: Tudo que entra pelo ouvido vai direto ao coração.

Não foi, em vão, que a mitologia personificou a música na deusa Euterpe, cuja etimologia resume-se em “a doadora de prazer”. E eu não quero me curar de nada que me dá prazer.

Sosígenes Bittencourt

Apelidos Vitorienses: DINO

Dando continuidade ao nosso projeto  cultural – Apelidos Vitorienses –,  que tem  como objetivo revelar a origem dos apelidos dos conterrâneos que são mais conhecidos pela alcunha do que pelo próprio nome, eis que catalogamos mais um.

O amigo Esmeraldino José de Deus e Melo Neto recebeu o mesmo nome do avô paterno. Indagado sobre a origem do seu apelido – Dino – não soube, ao certo, nos relatar. Mas desconfia que pelo fato do seu avô,  Esmeraldino, ter como apelido Dino, ele tenha herdado  dele o “kit” completo, ou seja: nome e apelido.

Estabelecido há mais de uma década no estado do Rio de Janeiro,  e mesmo viajando muito por conta das atividades como oficial da Marinha, Dino nunca  se afastou da sua terra natal, local que reside seus pais e seus irmãos.

Contou-nos o amigo Dino que nos tempos de garoto apenas uma professora, com o nome de Esmeraldina, lhe chama pelo seu nome de batismo. Disse-nos também que praticamente ninguém na cidade lhe chama por Esmeraldino. Assim sendo, segue mais um registro de um antonense que é mais conhecido pelo apelido do que pelo próprio nome.

Babai Engraxate: continua no batente, firme e forte ……

Na sua arte e no seu ofício o nosso amigo Babai continua forme e forte. Por ocasião de um reparo numa sandália de couro, na tarde de ontem (19), utilizei-me dos seus serviços. Atencioso como sempre Babai é uma espécie de cartão postal da nossa Avenida Mariana Amália.

Desde que me entendo por gente, quando deixava as dependências do Colégio Municipal 3 de Agosto na direção do bairro da Matriz, para ir para casa, que conheço Babai. Hoje, por conta da idade avançada ele,  certamente,  não tem mais aquele seu “balançado” e “gingado” que levantava a galera, ao dançar com as vedetes que vinham da capital para dançar no palco instalado na Praça Duque de Caxias nas noites da chamada “semana pré-carnavalesca”.

Babai é a prova viva que para ser conhecido e ser respeitado pelas pessoas não precisa, necessariamente, ser rico e ter anel de doutor no dedo. Ele, com seu espírito solidário e com sua coragem de “mamar em onça”, sempre um ente proativo da nossa sociedade.

Cineclube Avalovara e Movimento CineRuaPE realizam sessão itinerante no Cineatro Iracema.

Neste domingo (22/07), estaremos juntos com o projeto #CineRuaPE Itinerante numa sessão especial na fachada do Cineteatro Iracema. Nosso intuito é chamar atenção, mais uma vez, para este espaço importantíssimo da memória e história de nossa cidade: o Cineteatro Iracema encontra-se desativado desde 2004 e foi tema da Primeira Mostra de Cinema da Vitória de Santo Antão.

O #CineRuaPE Itinerante é um projeto do Movimento #CineRuaPE, que existe desde 2015 e, pensando em ações continuadas, criou o Cineclube#CineRua, que promove sessões e debates em prol de cinemas de ruas com o objetivo de manter viva a memória dos espaços, assim como a cultura dos cinemas de rua, trazendo para a rua atividades que provoquem reflexões sobre formas de ocupar, pensar e viver a cidade.

O Movimento Cine Rua quer os cinemas de rua vivos! O Cineclube Avalovara quer os cinemas de rua vivos e o Cineteatro Iracema ativo de novo!

Vamos nessa? Chegue junto e convide as amizades todas.

Na sessão, serão exibidos os filmes:

CINE SÃO VICENTE (Dir. Kleber Camelo, 20’, PE)
CINE RIO BRANCO (Dir. Eudaldo Monção Jr., 17’, BA)
SESSÃO ENTRE AMIGOS (Dir. Cristhine Lucena, 19’, PA)

O Cineclube Avalovara é um projeto aprovado no 10º Edital do Programa de Desenvolvimento da Produção Audiovisual de Pernambuco (Funcultura 2016 – 2017), e tem apoio do Museu do Instituto Histórico e Geográfico de Vitória de Santo Antão (IHGVSA) e da Federação Pernambucana de Cineclubes (Fepec).

SERVIÇO
Cineclube Avalovara e Movimento CineRuaPE realizam sessão itinerante no Cineatro Iracema
Classificação indicativa: Livre
Data e hora: 22/07/2018 (dom), às 18h
Local: Fachada do Cineteatro Iracema
Endereço: R. Cônego Bernardo, 21-49 – Matriz, Vitória de Santo Antão (ao lado da Cascatinha dos Universitários/Bar do Gena)

 

 

MOMENTO CULTURAL: Jaqueira do caminho – por Célio Meira.

Olha, Amada, esta jaqueira,
na beira dêste caminho:
– na ponta daquele ramo,
as aves fizeram ninho.

Lembras-te? Certa manhã,
cheia de sol, perfumada,
à sombra da ramaria,
fizemos longa pousada.

Esta jaqueira bem velha,
tem vigor e tem beleza:
– É graça de Deus na terra,
– É benção da Natureza.

(migalhas de poesia – Célio Meira – pág. 21).