“Dona Birina” também será homenageada na 8ª Feijoada da ABTV.

No contexto da valorização das figuras que deram sua imprescindível quota de colaboração à construção da nossa festa maior – Carnaval da Vitória -, ao longo do tempo, a ABTV, na 8ª edição da sua feijoada também irá condecorar “Dona Birina” e a passagem dos 95 anos do Urso Branco.  Assim sendo, não deixe de participar de desse momento único do Carnaval da Vitória.

Pulseira/ingresso ao preço de R$ 20,00 – vendas com os diretores dos blocos, na KIKO ou na portaria do evento. Restaurante Gamela de Ouro, às 11h – várias atrações musicais e orquestra de frevo!!!

SAUDADE: promoção do primeiro lote até o dia 9 de fevereiro!!!

Na Saudade a Gente Brinca Melhor!!! Portanto, aos amigos e amigas que já se decidiram participar do desfile da nossa agremiação – que ocorrerá na noite da segunda-feira de carnaval, 04 de março – ao som do Trio Asas da América e “puxado” pela Orquestra Super Oara informamos que a promoção do primeiro lote é até o dia 09 de fevereiro.

Preço do primeiro lote: à vista R$ 80,00 ou em até 5X R$ 17,00 no cartão. Pontos de venda: Óticas Diniz, Farmácia Nossa Senhora de Fátima, Escritório do Blog do PIlako e com vendedores autorizados.

Tempo Voa Vídeo: Adroaldo Barros, Antônio Freitas, Claudio Rocha e “Seu” Brás.

No Tempo Voa Vídeo de hoje,  reviveremos o desfile da Agremiação Carnavalesca “O COELHO” em 1991. Na ocasião, o carnavalesco Antônio Freitas revela  não existir crise para carnaval. Na sequência,  o saudoso carnavalesco Adroaldo Barros fala um pouco da animação do carnaval e lamenta o “seu Leão” não hacer  saído. Claudio Rocha, em sua participação, fala da fortaleza que é o carnaval da Vitória. Seu Brás fala do seu LP e exalta os clubes da cidade. Veja o vídeo.

NÃO RIA SE PUDER – por Sosígenes Bittencourt.

(Na fila do banco)

Falar a verdade sempre foi minha salvação e minha danação. Outro dia, eu estava numa agência bancária, e uma funcionária me orientou: – Cidadão, a fila de idosos é aqui.

Aí, eu: – Minha filha, eu não devo ficar no lugar de um idoso. Eu ainda danço forró até 4 horas da madrugada.

Sosígenes Bittencourt

8ª Feijoada da ABTV – sábado – 02 – 11h – Gamela de Ouro.

Na qualidade de entidade carnavalesca antonese –  com mais de duas décadas de serviços prestados ao nosso entrudo –  a ABTV procura, na medida do possível, homenagear pessoas, agremiações, artistas e tudo que, de certa forma está ligado com a história do nosso carnaval.

No próximo sábado, dia 02, a referida entidade estará realizando cinco reconhecimentos.

José Varela – fundador do Clube dos Motoristas (70 anos), Dona Birina – Clube Urso Branco (95 anos), a Girafa (70 anos), José Edalvo – Jornal da Vitória (40 anos) e e uma homenagem póstuma ao carnavalesco e folião, recentemente falecido, João Potó.

Para participar, basta comprar a pulseira/ingresso ao custo de R$ 20,00 (direito ao almoço), com os diretores do blocos associados ou pelo zap – 9.8456.4281 – Restaurante Gamela de Ouro – 11h.

ANO NOVO NA PRAÇA DA MATRIZ – por Lucivânio Jatobá

Meu pai chegava em casa, toda véspera de Ano Novo, com uma lata de queijo do reino Borboleta. Tinha um prazer enorme de abrir com uma espécie de chave atípica cinza aquela lata avermelhada. Eu abominava queijo do reino… Preferia o saboroso queijo de manteiga, que era vendido bem baratinho no mercado da feira de Vitória de Santo Antão. Ano Novo exigia, na concepção do meu pai, queijo do reino. Ponto final!

À noite nos dirigíamos à Praça da Matriz. Era ali onde se reuniam os vitorienses para sentir a “passagem de Ano”. O ambiente era mágico para minha ótica de menino. Imperavam a diversão, a ludicidade, a fantasia. O cachorro quente de Mané Poças, sempre presente nas festas do Livramento, estava lá, naquela barraquinha que exibia cordas de cebolas e pimentões pendurados. Eu e meus irmãos comíamos aquela delícia de cachorro quente até não aguentar mais. Havia também o caranguejo, aquele crustáceo estranho e avermelhado. Meu pai adorava… Eu tinha preguiça de partir as patas para comer insignificantes parcelas de uma carne branca. Talvez preferisse as piabinhas do Tapacurá bem torradas…

Preferia mesmo era fazer a pescaria na Barraca da Sorte ou ver meu pai atirar (e errar), com espingarda de ar comprimido, nas carteiras de cigarros Astória e Minister. Tinha também as barcaças. Passava dez minutos indo pra lá e pra ca´, numa repetição monótona, até o labirinto protestar, impondo-me uma náusea e certa tontura. Restavam-me, ainda, umas voltas na Roda Gigante, que me permitiam enxergar tudo e todos menores. Sentia-me gigante, onipotente, quando a roda gigante parava e eu ficava lá em cima apreciando o meu mundo… Como era vasto o mundo.
De repente, Meia-Noite. Apagavam-se, por segundos intermináveis, todas as luzes da cidade. Foguetões pipocavam. Um novo ano tinha início. Novo tempo. Novas esperanças. Alguns amigos do meu pai já estavam visivelmente embriagados. Pessoas se abraçavam. Outras choravam. Ouvia-se sempre de um e de outro: Feliz Ano Novo, seu Emídio! Feliz Ano Novo!
No dia seguinte, a cidade mergulhava numa melancolia indescritível. O que antes era alegria, vida, mais lembrava um cenário de cidade arrasada. Na Praça da Matriz, os resíduos deixados pelas pessoas eram visíveis: restos de guardanapos de papel, copos quebrados, garrafas de champanhe espalhadas junto ao meio fio, o Clube Leão com as portas fechadas e os brinquedos, que tanto me divertiram na noite anterior, parados e amarrados com grossas correntes eram parte de um cenário triste.
Sentido precocemente aquilo que depois passei a conhecer- a depressão-, entregava-me ao jogo de bolinhas de gude na praça do Livramento, com alguns poucos amigos, numa fuga inconsciente da tristeza do primeiro dia do ano.
Na Cascatinha- o bar da Praça do Livramento, alguns bêbados retardatários, com a voz pastosa, comiam pé de galinha, ingeriam doses razoáveis de aguardente com Crush e cantavam desafinados um tango famoso que Nelson Gonçalves eternizara num disco de 78rpm, mais ou menos assim:

“Antigamente nos meus tempos de ventura
Quando eu voltava do trabalho para o lar
Deste bar alguém gritava com ironia:
“Entra mano, o fulano vai pagar”
Havia sempre alguém pagando um trago
Pelo simples direito de falar
Havia sempre uma tragédia entre dois copos
Nas gargalhadas de um infeliz a soluçar…”

Lucivânio Jatobá

Trio e Frevo – por Sosígenes Bittencourt.

Bom salientar, pessoal, que a história do TRIO ELÉTRICO começa em Salvador, em 1951, quando DODÓ e OSMAR contratam outro músico, formando um trio, e saem em cima de uma FUBICA tocando FREVO PERNAMBUCANO. Era uma homenagem ao que aconteceu no ano anterior, 1950, quando um bloco de Recife parou o Carnaval Baiano com um show de execução de FREVO. Com a palavra MORAES MOREIRA: E o frevo que é pernambucano, ui, ui, ui, ui / Sofreu ao chegar na Bahia, ai, ai, ai, ai / Um toque, um sotaque baiano, ui, ui, ui, ui / Pintou uma nova energia, ai, ai, ai, ai

Agora, se hoje nós tocamos AXÉ, e eles não tocam nosso FREVO, isso é problema nosso.

Sosígenes Bittencourt

Corriola da Matriz: missão especial na casa de Paulinho Lima…

Em missão extraordinária, em função de uma duvida, no que diz respeito ao sistema de uma antiga espingarda, a ‘Corriola de Matriz”, na manhã do sábado (26),  plantou-se no terraço da casa do amigo Paulinho Lima. Regado a “comes e bebes” e com a “solução armamentista”  à mesa, o bate-papo correu solto,  rumo ao tema livre.

Na ocasião também gravamos um vídeo para marcar o encontro no qual falaram o anfitrião, o professor Pedro Ferrer e o presidente da corriola, Jurandir Soares. Veja o vídeo.

Ao final do encontro fizemos um registro fotográfico em que o amigo Paulinho Lima dizia: “continuo de braços abertos para receber todos vocês novamente”.