Momento Vitória Park Shopping
O Tempo Voa Carnaval: abre alas do Camelo – década de 80
Momento Grau Técnico Vitória.
Carnaval de Orquestra, Carnaval de Trio.
Todo ano, surge essa discussão. Obviamente que, se a invenção de Dodô e Osmar não houvesse se espalhado por outras regiões, não haveria essa celeuma entre os ritmos regionais. Mas, marketing é marketing. A mídia apoiou e a praga se disseminou. O que não aconteceu com o frevo pernambucano, que não se difundiu e, portanto, ficou um espetáculo doméstico, de nossas tradições e de nossas plagas. Evidentemente que, se o Trio pegou o universo adolescente, passou a fazer parte de sua história. Resta, apenas, preservar o Carnaval tradicional, com execução de nossas músicas, do ritmo mais genuinamente nacional – segundo Gilberto Freyre – que é o “frevo”. Afinal, não devemos sepultar nossas tradições, nossa cultura, em nome de produtos importados. Vale ressaltar, no entanto, que essa convivência deve ser pacífica, não resvalar para aquele posicionamento radical e binário: ou isso, ou aquilo. O respeito deve imperar, em nome do humanismo. O radicalismo exacerbado é o prelúdio do fundamentalismo intolerante. E se o Carnaval de Trio passar – tenham certeza – surgirá coisa mais estranha aos admiradores dos velhos Carnavais, o Carnaval das orquestras de frevo. Sempre haverá esse choque, entre gerações, difícil de administrar, tendo como único caminho a tolerância e o diálogo. É como aquela velha polêmica: o que é melhor, The Fevers, ou Calcinha Preta? O que sabemos é que The Fevers parece ser eterno. Ainda hoje, toca. Não sabemos, evidentemente, se o forró eletrônico permanecerá, ao longo de tantas décadas, a tocar. O que promove certa reação é que a música está se traduzindo em ensurdecedores batuques, sem variantes, sem literatura, como se a arte estivesse em crise, ou o verdadeiro artista, aquele reconhecidamente inspirado, estivesse em extinção. Essa melancólica constatação merece especial abordagem, pois os sublimes valores do ser humano devem ser preservados, o que sempre o distinguirá dos demais seres vivos do planeta.
Sosígenes Bittencourt
Bacalhau Gosto Gostoso.
Ouça a música “BACALHAU GOSTO GOSTOSO“, composta por Aldenisio Tavares e Samuka Voice, na voz de Ery Melo.
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Aldenisio Tavares
SAUDADE 2019: teremos o segundo concurso de adereço de cabeça!!
No transcorrer dessa semana estaremos anunciando a segunda edição do “Concurso de Adereço de Cabeça” da SAUDADE. O objetivo, entre outros, é deixar a o desfile da agremiação mais bonito, em total sintonia com clima de momo.
No mesmo formato anterior, teremos três categorias: Individual, dupla e grupo. Assim sendo, poderíamos dizer que a noite da segunda-feira de carnaval, na Vitória, será a mais bonita e enfeitada!! Vamos participar!!
Momento Pitú: Viva a Resenha!!
AVLAC em movimento…..
Na manhã do domingo (10) aconteceu a primeira reunião ordinária da AVLAC – Academia Vitoriense de Letras, Artes e Ciência. O encontro cultural aconteceu em sua sede, localizada no “Sobradinho” – Rua Imperial. Entre outros assuntos em pauta, nos próximos dias teremos lançamento de livros e defesa de patronos.
Tempo Voa Vídeo: O PASSISTA – 2000
Neste vídeo, onde reviveremos o carnaval vitoriense do ano de 2000, visualizaremos o desfile da Agremiação Carnavalesca “ O Passista”. Veja o vídeo:
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O Tempo Voa Carnaval: Alegoria do Camelo
Momento Grau Técnico Vitória.
CAPIBA NO CÉU – por Sosígenes Bittencourt.
Lourenço da Fonseca Barbosa
* Surubim: 1904
+ Recife: 1997
Capiba chega ao céu.
Sorridente e de braços abertos, penetra sem kit
no bloco de Nelson Ferreira, Irmãos Valença e Felinho.
Ao som de Vassourinhas, de Matias da Rocha e Joana Batista,
os anjos danam-se a frev(o)ar e plumas caem.
Vem um ente traquinas e seringa cloreto de etila no ar.
O folguedo, alegre e saltitante, vai circulando um salão de nuvens
e volatiliza-se sob uma neblina de papéis picados.
Sosígenes Bittencourt
“Taboquinhas” pela Orquestra Super Oara.
Ouça a música da “Taboquinhas” pela Orquestra Super Oara ao vivo no Bloco da Saudade em 2010.
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Aldenisio Tavares
ONG “SOS AUMIGOS”: uma corrente do bem!!!
Na tarde ontem, no Pátio da Matriz, aconteceu mais um evento para adoção de cães e gatos. Realizado pela ONG “SOS AUMIGOS”, entre outros objetivos, o encontro vira uma grande festa de pessoas e animais. A presença dos amigos de quatro patas nas residências – com destaque para cães e gatos – na atual conjuntura social ganhou uma nova leitura social. Isso é fato!!
A instituição – SOS AUMIGOS – existe há dois anos e teve como mote para sua criação o desejo de ajudar um cão acometido de uma enfermidade. Pessoas que compartilhavam do mesmo sentimento se mobilizaram. Daí o surgiu o grupo. Na ocasião, gravamos um pequeno vídeo a amiga Gleyce no qual ela convoca mais pessoas para se engajar nessa corrente. Veja o vídeo.
O Tempo Voa Carnaval Vídeo: ETSÃO – 1990
Revivendo o Carnaval: Célio Meira se irrita com chacota.
Certa vez, uma irreverente toada fez o nosso querido e saudoso Célio Meira se retirar do tablado. Estávamos na fase aguda da primeira grande guerra e Célio era um francófilo capaz de brigar com quem tentasse, nesse particular, combater as suas ideias. Era nosso Ministro do Exterior o dr. Nilo Peçanha. Acontece que a Cambinda para, diante do tablado e ataca:
“O Doutor Nilo Peçanha
Pela Pátria brasileira,
– Mandou chamar Célio Meira
P’ra acabar com a Alemanha”.
Ceciliano não gostou da graça. Essa quadrinha foi atribuída a Samuel Campelo que, no entanto, sempre negou, Teria sido de meu pai, Joaquim de Holanda Cavalcanti. Muitas pessoas o davam como sendo o autor. Não sei…
O que sei é que a “Lagoa do Barro” lembra o Carnaval. Era lá o quartel general da folia, transformada em bosque e, à noite, com sua profusão de luzes, num vasto salão iluminado.
Até 1929, o nosso Carnaval, embora desfigurando-se cada ano, guardou esse aspecto.
















