
No último dia 30 de maio, no Restaurante Carnes & Galetos, aconteceu um encontro carregado de simbolismo. Uma turma de velhos amigos, algumas amizades com mais de meio século de existência, resolveram se reencontrar. Em alguns casos, 3 décadas separavam o último encontro presencial.

Pois bem, esses senhores, alguns deles com quase 90 anos de idade, são ligados pelo fio condutor de uma das atividades mais representativas da Região Nordeste. Ou seja: a vaquejada. Não se trata, apenas, de amantes daquilo que conhecemos como a “vida de gado”. Na verdade, são protagonistas de muitas histórias que, ao logo dos últimos 50 anos, deram régua e compasso ao “produto final” à atividades que conhecemos, hoje, como um esporte profissionalizado e sintonizado com as exigências necessárias.
No capitulo dedicado à introdução do cavalo da raça Quarto de Milha, hoje quase uma unanimidade nas pistas de todo Nordeste, podemos afirmar que foram esses senhores que, em 1978, testaram e aprovaram essa verdade absoluta.
Em 1973, por exemplo, foi essa turma que instituiu pela primeira vez, como premiação máxima das vaquejadas, o famoso “carro 0km”. Aliás, um desses senhores, da fotografia em destaque, já arrematou mais de 30 carros e 50 motos, quando estava em plena atividade.
Nesse contexto (vaquejadas), nossa cidade – Vitória de Santo Antão –, desde a segunda metade do século XX, sempre teve papel de destaque, tanto na promoção de eventos quanto na exportação de talentos e introdução de novos elementos ao “mundo” das vaquejadas”.
Para concluir essas linhas, em que realçamos alguns pontos no quesito pioneirismo da nossa cidade, nessa atividade, que bem representa a “cara do povo nordestino”, vale lembrar que Vitória é devedora de um tributo de reconhecimento a esses atores, que deram um rico contorno ao negócio chamado vaquejada.



(O humor de bom humor)



















Ao ser entrevistado pelo Le Monde, o escritor, linguista e historiador Umberto Eco (1932/2016), o homem dos 50 mil livros, autor do famoso “O Nome da Rosa”, (1981) que virou filme de sucesso (1986), disse que a fotografia, enquanto signo é uma combinação de índice e ícone. “Ela é um índice porque se liga diretamente ao objeto representado, como um rastro que o representa. Ao mesmo tempo, é um ícone, pois a fotografia tenta reproduzir o objeto em questão”. Disse ainda na entrevista que se fosse escolher uma mulher para um ensaio fotográfico traria de volta a célebre Nefertiti (Tebas-Egito), esposa do faraó Akhenaton (1336 ou 1334 a.C), “dona do rosto mais belo da terra dos faróis”. Confesso que, amante da fotografia como arte maior, tive belas mulheres no reduto dos meus íntimos devaneios, muitas das quais foram injustamente esquecidas pela maioria dos historiadores. Pena que as escolhidas estejam agora morando no céu das estrelas fixas, aquelas estrelas vistas por Dante (1265-1321) na “Divina Comédia” – Canto XXIII.






