A origem da Solenidade do Corpo e Sangue de Cristo remonta ao século XIII. O papa Urbano IV, na época o cônego Tiago Pantaleão de Troyes, arcediago do Cabido Diocesano de Liège, na Bélgica, recebeu o segredo da freira agostinianaJuliana de Mont Cornillon, que teve visões de Cristo demonstrando desejo de que o mistério da Eucaristia fosse celebrado com destaque. Por volta de 1264, em uma cidade próxima a Orvieto (onde o já então papa Urbano IV tinha sua corte), chamada Bolsena, ocorreu o Milagre de Bolsena,[2] em que um sacerdote celebrante da Santa Missa, no momento de partir a Sagrada Hóstia, teria visto sair dela sangue, que empapou o corporal (pano onde se apoiam o cálice e a patena durante a Missa). O papa determinou que os objetos milagrosos fossem trazidos para Orvieto em grande procissão em 19 de junho de 1264, sendo recebidos solenemente por Sua Santidade e levados para a Catedral de Santa Prisca. Esta foi a primeira procissão do Corporal Eucarístico de que se tem notícia. A festa de Corpus Christi foi oficialmente instituída por Urbano IV com a publicação da bula Transiturus em 8 de setembro de 1264, para ser celebrada na quinta-feira depois da oitava de Pentecostes.
O Jogo do Bicho parece ser a coisa mais honesta do mundo. Desonestos são nossos sonhos. O Jogo do Bicho é um serviço de mais garantia do que o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço. Desonesto é sonhar com cobra e dá jacaré.
Um dia, eu sonhei com DOIS CAVALOS. Mandei a empregada jogar, ela embromou, perdeu o cambista. De tarde, deu 44 e 43 nos dois primeiros prêmios. Ou seja, os dois CAVALOS que a BURRA deixou de jogar, pois iria ganhar uma gorjeta.
Minha avó dizia que a gente só deveria jogar quando SONHASSE ou VISSE um bicho? Certa vez, eu perguntei a minha avó: – Vovó, sonhar com bicho é possível, mas a senhora já viu um elefante no corredor de sua casa?
Acompanhado de amigos, dias atrás, mais uma vez estive no Mercado Público da vizinha cidade de Gravatá. No intervalo da prosa, da boa música, do petisco e de algumas doses de água que passarinho não bebe circulei pelo entorno do referido equipamento público.
Antes, porém, devo lembrar que a circunscrição territorial que hoje chamamos de Gravatá foi parida pela então Vila de Santo Antão. À época, 1833, por decisão do governo provincial, perdemos as terras que vão de Gravatá até Bonito e, como forma de compensação, recebemos parcela das terras que pertencia ao Cabo, ou seja: incorporamos o então distrito de Escada. O tempo passou e tudo virou cidade independente. Dito isto, portando, quero dizer que, em boa medida, somos partes de um mesmo corpo, isto é: a comparação é pertinente.
Por mais que incomode, sobretudo aos mais velhos, somos obrigados a reconhecer que cidade de Gravatá, no que se refere à educação coletiva e civilidade, avançou muito mais que a protegida pelo Glorioso Santo Antão. Ficando apenas no quesito organização dos espaços na feira-livre, Vitória, em relação à Gravatá, é o mesmo que comparar a Suécia com a Venezuela.
Bancos padronizados, espaço para circulação, feirantes cadastrados e pagando seus respectivos valores com regularidade, mercados limpos e organizados, dignos de receber visitantes de qualquer parte do planeta para entender o verdadeiro DNA do Nordeste Brasileiro. A feira-livre da cidade de Gravatá, além de um agradável espaço de compras, é, também, um cartão postal dedicado ao turista.
Tanto no entorno quanto na parte interna dos referidos equipamentos públicos – Mercado Cultural – que foi construído em 1919, ou seja, depois do nosso (1913), existe organização, limpeza e ordem. Lá, tem programação festiva para o ano inteiro. A gastronomia é outra atração à parte. Além do bode, da tanajura e da tripa de porco o camarada ainda pode saborear rapadura e mel de engenho, sem esquecer de tomar umas lapadas de aguardente – expressões autênticas do Nordeste Brasileiro.
Pois bem, fico me perguntando: o quê Gravatá tem e nós não temos? Porque Gravatá pode e nós não podemos? De quem é a culpa? Será que somos tão mal educados assim que não conseguimos sequer manter um espaço público saudável?
Com relação ao estado físico do nosso Mercado de Farinha poderíamos, facilmente, apontar os culpados. Mas, hoje, irei fazer diferente, dizendo: imagino que se continuarmos elegendo os mesmos administradores para tomar conta dos destinos do nosso município, dificilmente teremos alguma modificação, tanto no conceito quanto na forma. Isso, já tá mais do que provado!!!
Em função da nossa recente postagem na coluna “O Tempo Voa”, realçando o tempo pretérito da nossa polis, dois bons antonenses, respectivamente, revistaram seus passados vivos, arquivados e bem preservados.
“RUA DUQUE DE CAXIAS, CIDADE DE VITÓRIA DE SANTO ANTÃO-PE Caminhei muitas vezes por essa rua comercial de Vitória. Nela vislumbrei carnavais monumentais. Tomei muita injeção de penicilina na Farmácia Brasil. Nesse espaço urbano pude ver a linda comemoração da Copa do Mundo de 1962, nos ombros de meu pai. Para mim era a rua mais importante do mundo. E Vitória era meu universo. A Rua Duque de Caxias, ali reside uma das fontes de minhas saudades dos tempos de criança.”
Lucivanio Jatoba
“Exatamente. Também tenho ótimas lembranças, especialmente a enxurrada próximo ao meio fio, as lutas de orquestra do Camelo e Leão, os carros de rolimãs nas calçadas. Brinquei muito na praça Duque de Caxias. Hoje , já na idade madura, tenho plena consciência do quanto estás experiências infantis são ou foram importantes para o ser adulto que somos”.
O ser humano é um animal sem solução. Ele tem sempre a impressão de que há algo de errado consigo mesmo. Sobretudo quando submetido à angústia de que a morte é o horizonte da vida.
Todo ser humano tem um livro escrito na memória que vai folheando, folheando… Às vezes, desprende um aroma. É o passado intrometendo-se na vida da gente, o passado sempre presente. O passado que se alonga, e o futuro que vai se tornando cada vez mais curto.
A brevidade da vida relembra o poeta romano Horácio (65 – 8 a.C.), agoniado com a fugacidade do tempo: Eheu! fugaces labuntur anni!: Ai de nós! os anos correm céleres.
Tudo que nos mantém vivos, nos mata. Sem o oxigênio, morreríamos; por causa do oxigênio, morreremos. Sem colesterol, morreríamos; por causa do colesterol, morreremos. Se não comêssemos, morreríamos; porque comemos, morreremos. Tudo que nos faz viver corrói a vida. Tudo que auxilia na vida, auxilia na morte.
O filósofo alemão Martin Heidegger (1889-1976) referiu-se ao tempo de vida: Um minuto de vida é idade suficiente para morrer.
Na manhã do sábado (15), ao circular pelo Pátio da Matriz, encontrei um grupo de garotos e garotas uniformizados, sob o comando do amigo Cosme Filho – Bombeiro Civil e Educador Físico. Achei curioso e fiz um pequeno registro em vídeo.
Trata-se de uma projeto social – “+ Sucesso, Educação Profissional” – que tem, entre outros, engajar jovens com idades entre 7 e 16 anos. Na programação, que acontece sempre aos sábados manhã dos sábados (das 7:30h às 9:30h), a garotada recebe instruções básicas de ordem unida, primeiros socorros, prevenções de acidentes e etc. Constam também atividades lúdicas e visitas: zoológico e Quartel do Corpo de Bombeiros.
Segundo informações do amigo Cosme Filho, os pais pagam a importância de R$ 60,00 por mês. O projeto tem duração de um ano. Para maiores informações, procurar Eduardo pelo zap: 9.9800.2320.
Com a intenção de comemorar os cinquenta e cinco anos de vida do artista Severino Dionísio – trinta e cinco dedicado à arte da cantoria e do repente – aconteceu na tarde de ontem (16), no Clube Abanadores “O Leão” um encontro de violeiros. Amigos e parceiros da viola de várias cidades e até de outros estados marcaram presença para celebrar o acontecimento.
Disse o repentista: “ Pra fazer essa viagem, no mundo da cantoria, juntei só a poesia, o talento e coragem, botei tudo na bagagem, pisei firme e fui em frente, fiz do chão da aguardente, o meu ponto de partida, 55 de vida e 35 de repente”.
Na manhã do sábado (15) aconteceu mais uma “Missão Cultural” promovida pela “Corriola da Matriz”. Dessa vez, o destino escolhido foi o Mercado Cultural da vizinha cidade de Gravatá. Por lá, bandas de forró se revezaram no palco para deixar o público ainda mais animado. Nesse contexto, porém, outros vitorienses que por lá chegaram se integraram ao grupo por algum tempo.