Uma imagem: diz nada e, ao mesmo tempo, tudo……

Não sou velho, mas também não sou novo. Evidentemente que vai depender do ponto de referência. Se eu falar que quando minha idade girava na casa da primeira dúzia, aqui em Vitória, o telefone fixo era algo muito restrito,  possivelmente serei “jogado”, pelos amigos do meu filho,  na ala dos velhos. Aliás, número de telefone por aqui, nessa época, era apenas uma centena (três números) e para se comunicar com o Recife ou outra cidade fazia-se necessário recorrer ao serviço da telefonista do posto telefônico.

Pois bem, dito isto com os olhos do passado eis que à luz do tempo de hoje, na mesma Vitória de Santo Antão, em relação ao sistema de comunicação por telefone, estamos vivenciando um tempo nunca antes imaginado. Se na década de 70 (1970), por aqui,  alguém,  por mais inteligente e respeitado  que fosse, dissesse que, em 2019, seria quase regra uma pessoa passar 24 horas grudada com um aparelho de telefone e  que o mesmo além de “falar” e “escutar” ainda teria serventia  para um “mundo” de coisas, certamente não seria levado a sério e ainda taxado de doido.

No meu tempo de criança sandálias servia para calçar e poucas coisas mais: demarcar a barra na pelada, esconder  e, quando muito, “plantar” nas costas dos irmãos maiores quando os mesmos usavam de alguma grosseria em relação aos menores. Quando reparo a imagem acima, sob o ponto de vista da imaginação, não consigo parar de “conversar” com ela. Por assim dizer, ela diz tudo e, ao mesmo tempo, nada! Somos todos filhos do tempo. Esse mesmo tempo que nos torna todos iguais………

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