Fim de Semana Cultural: Só… (poesia) – Por Júlio Siqueira.

Sou, apenas, UM no meio da multidão.
UM.
Apenas um
ser que se perde no borborinho da cidade,
em meio às pessoas que passam em velocidade
no vaivém de um mundo louco
e que se estiola pouco a pouco!…
Ó!…
Como é triste ser, apenas, um!
UM!…
Um ser que vive, tão só a sua vida,
sem participação,
sem outro coração
que divida sua dor ou alegria
nesse mundo tão cheio de magia!…
Como é triste ser só!
Ó Cristo
Dá-me força para saber ser só,
e ter consciência que existo.
Que sou, apenas, UM
em meio a multidão!
Todos passam indiferentes…

Júlio Siqueira foi escritor e poeta vitoriense.

Fragmentos – por Sosígenes Bittencourt.

*Não há nada mais eterno do que o passado, pela impossibilidade de modificá-lo – *Vejo poesia em tudo. Por isso, ando pela calçada – *Somos excelência em ciência e tecnologia, mas pobres em sabedoria – *Há amores acidentais e amizades essenciais – *Ando à procura de um “talvez”, e talvez você seja o meu “onde” – *Não há maior distração do que ser humano. – *Ninguém pensa nem age para ter paixão, mas pensa e age porque tem paixão – *Vivo estudando. Quando não tenho o que fazer, estudo – *Leio desde quando não sabia ler e escrevo desde quando não sabia escrever –*Todo homem crê no limite de sua fé e descrê no limite de sua descrença – *Forte não é quem bate, mas quem defende –  *Rico não é quem tem, mas quem ajuda – *Inteligente não é quem humilha, mas quem ensina.

Sosígenes Bittencourt

Queda de Barreira: São Pedro, rogai por nós…

A tragédia é recorrente. Por  mais que seja comum sempre choca e sugere reflexões diversas. O saldo fatal das fortes chuvas na Região Metropolitana do Recife, ocorridas ontem (24),  é mais uma vez lamentável. Colocar a culpa na chuva talvez seja o caminho mais curto para atenuar os efeitos.

Incomoda-me  bastante escutar autoridades de plantão, jornalistas e repórteres repetirem a mesma frase: “ choveu mais do que estava previsto para esse período”. Sim!! Mas se tivessem acertado na previsão o que seria feito com antecedência? Nunca vi nenhum repórter fazer essa pergunta………..

Não se pode imaginar que o problema da moradia nas periferias seja algo simples e de fácil solução. Esse é o tipo de imbróglio  que perpassa um sem número de fatores, causas e variáveis. Ao mesmo tempo,  é conjuntural e pontual.

Mas não podemos se utilizar do discurso fácil de achar que as pessoas que se encontram em situação de risco sejam os únicos culpados. Se existe a chamada “industria das ocupações irregulares” os gestores,  do passado e do presente –  no mínimo foram  e são  coniventes.

O espaço é curto para  incluir  tantos fatores envolvidos nesse drama humano,  que ocorre nas periferias das grandes cidades do nosso Brasil…..São Pedro, rogai por nós…

Uma verdadeira aula sobre música….Vale a penas assistir !!!

Dias atrás, através da “boa internet” na qual recebemos e enviamos mensagens que edifica, instrui e informa positivamente, recebi um vídeo realçando o conjunto de etapas na construção de uma obra musical, assim como sua função no sentido de promover encontros e cumprindo o seu verdadeiro papel social. Uma verdadeira aula em poucos mais de três minutos.

Adianto não saber dominar – com técnica razoável – qualquer instrumento musical e também não calibrar a voz para cantar, apesar de gosta de muito de música. Dentro das nossas frustrações, essa é uma delas.  É bem verdade que nunca me esmerei em aprender nada nessa arte, não obstante já  ser  mergulhador  com certa segurança –  do mar das composições. Na segunda-feira o carnaval é de primeira, a saudade tá na rua é festa a noite inteira, eis o  refrão de uma “famosa”.

Diz o professor no referido vídeo: “ a música é dividida em três partes: a melodia, a harmonia e o ritmo”.

A melodia: estimula  sua memória.

A harmonia: mexe com as emoções.

O ritmo: mexe diretamente com os seus batimentos cardíacos.

Aliás, já envie esse vídeo, pelo whatsapp, para contatos que, de certa forma,  se interessam pela temática. Assim sendo, abaixo, segue o referido vídeo. Convido o internauta apertar o play e “viajar”….

Momento Cultural: A Carta – Stephem Beltrão.

Sobre a folha branca
A caneta voa de leve e escreve
Apenas o seu adorado nome.
Deito-me, desligo o abajur
Durmo e sonho com você.

A carta que não escrevi
Chegou ao seu destino
Lançou-se nas autopistas dos sonhos
Do meu amor ingênuo e divino.

Por que fiz essa loucura?
Será que ela desvendou meu segredo?
Anseio que ao acordar
Ela me olhe com desejo.

Stephem Beltrão

MENTIRAS ESPETACULARES – por Sosígenes Bittencourt.

A minha geração sempre foi alvo de duas mentiras espetaculares: O Brasil é o país do futuro, e o mundo vai se acabar. O “futuro” seria a “prosperidade”, e o mundo iria ser engolido por uma coivara de fogo, ou inundado por um gigantesco maremoto. O futuro não chegou, o mundo não se acabou, e a gente se acabando.

Sosígenes Bittencourt 

Alcimar Carlos e a sua particular revolução 4.0!!

Em uma rápida consulta ao Google sobre a Indústria 4.0 ou Quarta Revolução Industrial chegaremos à pequena explicação: “Indústria 4.0 ou Quarta Revolução Industrial é uma expressão que engloba algumas tecnologias para automação e troca de dados e utiliza conceitos de Sistemas ciberfísicos, Internet das Coisas e Computação em Nuvem”.

Pois bem, é nessa linha tênue de transformação e ruptura de conceitos, no qual, na qualidade de “cidadão planetário”,  todos nós estamos submersos –  aceitemos ou não –   que um antonense – de rara capacidade –  pilota,  com maestria, seus negócios e a vida. Alcimar Carlos, ou mesmo “Mazinho”, na noite de ontem, dia do seu aniversário, reservou espaço para  receber familiares e amigos.

Totalmente sintonizado com os novos tempo, comemorou ele a sua particular revolução   “4.0”. Não à toa, há muito tempo, lhe alcunhei de “Homem do Futuro”. Sem sombra de duvida, no atual contexto cibernético global,  o amigo Alcimar Carlos é portador de uma das mentes mais  brilhante já brotada na terra das tabocas. De sorte que sou seu amigo e pude abraça-lo e ouvi-lo cantar, ontem. Mas convenhamos, na cantoria o amigo não iria muito longe…….Parabéns Mazinho, o “Homem do Futuro”……

Momento Cultural: EXCENTRICAMENTEPORÂNEA – por ADJANE COSTA DUTRA

Excentricamenteporânea na minha cosmovisão.
Na linhas retilíneas da minha cosmovisão, amplidão…
Volver, revolver, parar sempre no mesmo caminho…
Excentricamenteporânea…
Não sei, se meu universo é um verso, ou e o verso é
o próprio universo…
Hoje estou assim perdida, mergulhando num universo sem
verso, na minha cosmovisão, execntricamenteporânea…

(TAPETE CÓSMICO – ADJANE COSTA DUTRA – 1995 – pág. 20)