Xicão Xukuru – por @historia_em_retalhos.

Xicão Xukuru e a criminalização do direito ao território.

Este é Francisco de Assis Araújo, o Cacique Xicão, mais um mártir da luta da causa indigenista neste país.

Xicão nasceu no sítio Cana Brava, bem no centro do território Xukuru, nos municípios de Pesqueira e Poção, Pernambuco.

Ascendeu ao cacicado, conseguindo mobilizar, de 1989 até 1998, diversas forças em torno da luta do seu povo Xukuru do Ororubá, quando, então, foi assassinado em razão de sua atuação política.

A sua liderança passou a ganhar notoriedade ainda nos trabalhos da Assembleia Nacional Constituinte.

Devidamente organizadas, as lideranças indigenistas conseguiram derrubar o inciso V do art. 26, que repassaria aos estados e municípios as terras dos aldeamentos extintos, fragmentando a luta em um nível nacional.

Como principais vitórias, as conquistas hoje consagradas nos arts. 231 e 232 da CF, que são o escudo fundamental dos direitos indígenas.

O cacique tinha algo que despertava a ira de fazendeiros e posseiros: desenvolvia um trabalho de base, conhecia cada uma das 23 aldeias e fomentava a conscientização de seu povo.

Após séculos de apagamento, os Xucurus obtiveram conquistas territoriais importantes, como Pedra D’água, Caípe, Sítio do Meio e Tionante.

Essas conquistas, porém, tiveram, como consequências, ameaças, violência e mortes.

Como um prenúncio do mal que o aguardava, Xicão viu serem assassinados o indígena Everaldo Rodrigues e o procurador da Funai Geraldo Rolim (ambos crimes não resolvidos).

No dia 20 de maio de 1998, os seus inimigos alcançaram o objetivo maior.

Xicão foi morto com seis tiros a queima-roupa, na frente da casa de sua irmã.

O cacique tornou-se mártir e manteve acesa em seu povo a chama da luta pelo território.

Em 2004, a banda Mundo Livre S/A grava a canção “O Outro Mundo De Xicão Xucuru”:

“Numa faixa de terra de 28 mil hectares/ localizada no agreste pernambucano/ habitam cerca de 8 mil seres da espécie humana/ Eles não querem vingança/ eles só querem justiça/ querem punição para os covardes /assassinos de seu bravo Cacique Xicão”

A quem interessar, recomendo “Xukuru – Filhos da Mãe Natureza”. 📚
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Procissão do Glorioso Santo Antão.

A tradicionalíssima Procissão do Glorioso Santo Antão fechou com “chave de ouro” o ciclo de mais uma festividade dedicado ao nosso padroeiro. Comandada pelo Padre Josvilvado, Pároco da Matriz, a “Festa de Santo de Santo Antão” é um dos mais precisos patrimônio da nossa terra que foi  desbravada pelo português de Diogo de Braga em 1626.

No feriado da terça-feira (17) registramos, em vídeo, vários momentos do importante acontecimento religioso.

As moradas de Santo Antão – Corrida Com História.

Aproveitando o feriado municipal dedicado ao nosso Glorioso Santo Antão, Padroeiro da nossa Vitória de Santo Antão, promovemos mais uma edição do original projeto “Corrida Com História”. Na ocasião, realçamos as três “moradas” do santo em nossas terras.

Fundado pelo português Diogo de Braga, em 1626, o nosso lugar foi agraciado com uma capela rudimentar e sua construção deu-se no conjunto do primeiro ajuntamento de pessoas,  em local ainda não incerto, por assim dizer.

A segunda igreja certamente foi construída entre o final do século XVII e inicio do  XVIII, segundo informações não documental no centro onde hoje conhecemos como Praça Don Luís de Brito, na Matriz – nas imediações onde hoje encontramos a “Pirâmide”. Registros históricos afirmam que a mesma foi demolida em 1973. O atual prédio da Matriz de Santo Antão, após anos em obras, foi inaugurada em 1881.

Portanto, eis aí, um abreviado histórico das 3 moradas – oficial – dedicadas ao nosso Glorioso Santo Antão, revelada em mais um “Corrida Com História”.

https://youtube.com/shorts/6lnDgwtkXqE?feature=share

O inesquecível Zacarias – por @historia_em_retalhos.

Em 18 de janeiro de 1934, nascia, em Sete Lagoas/MG, Mauro Faccio Gonçalves, o inesquecível Zacarias, célebre integrante do grupo “Os Trapalhões”.

O personagem era um tímido e ingênuo mineirinho, que se vestia e comportava-se de modo infantil.

Em razão disso, caiu nas graças das crianças brasileiras que passaram a adorá-lo.

Mauro morreu em 1990, aos 56 anos, deixando uma legião de fãs.

Durante muitos anos, especulou-se que ele teria falecido, prematuramente, de AIDS.

Os seus familiares sempre negaram o boato.

Feliz de quem cresceu ao som daquela risada inconfundível.
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A Guerra do Paraguai – por Pedro Ferrer.

A Guerra do Paraguai era assunto dominante nas rodas políticas e sociais, na segunda metade do século XIX. Girava no país a campanha “Voluntários da Pátria” que visava arregimentar soldados para combater o inimigo. Vitória de Santo Antão não esteve ausente desta campanha. Vários jovens alistaram-se para partir para o campo de batalha com destaque para uma jovem, Mariana Amália do Rego Barreto. Segue a mensagem por ela proferida aos antonenses.

     -É esta a alocução a que ontem nos referimos na notícia que nos foi transmitida da Vitória; a qual alocução foi recitada pela Jovem Heroína Pernambucana D. Mariana Amália do Rego Barreto, no dia 16 de setembro ao povo daquela cidade:

    “Caros patrícios! briosa mocidade vitoriense !

     Aqui tendes a vossa frente a vossa patrícia, em cujo coração predominou tanto o amor da pátria ultrajada, que a obrigou a preferir aos gozos de uma vida tranquila, ao amor paterno, às carícias dos parentes, os rigores, os trabalhos e as fadigas da batalha, ou perseguindo o inimigo com as armas empunhadas, ou cuidando dos feridos nos hospitais de sangue.

            E vós, caros patrícios, a quem adornam as vestes do homem, deixareis de acompanhar, como voluntários da pátria, a vossa jovem patrícia que varonilmente vos vem convidar como voluntaria da pátria? Não certamente: não devo supor em vós tanto desânimo, tanta falta de patriotismo! Eia! vamos, vamos para o Paraguai: vamos unir-nos aos nossos compatriotas que ali nos esperam; vamos unir as nossas vozes, e com eles cantar os hinos em louvor da vitória, que acabam de alcançar contra estes selvagens, que tantos insultos e roubos tem praticado, que tanto tem injuriado a pátria comum!

    O nosso e excelso monarca o Sr. D. Pedro II, despregando-se das delícias da corte, seguindo para o campo da honra, não fez um apelo a todos os brasileiros?

    Certamente que sim.

    Ele Disse: eu cá vou ir vós deveis seguir-me.

     E o que fazemos, meus caros patrícios ?

     Reuni-vos, vinde alistar-vos; marchemos !

     O amor da pátria está acima de tudo: ela exige de nós esse dever.

     A nossa honra está empenhada, é preciso que a resgatemos!

     Mocidade briosa, herdeira de heróis pernambucanos, segui o exemplo desta jovem, vossa patrícia, que ora vos fala; não hesiteis um só momento. Segui-me, vamos acabar para sempre o poder do bárbaro déspota do Paraguai, Inimigo da religião, da honra, da humanidade ; vamos levar a civilização e a liberdade ao mísero povo que jaz mergulhado nas trevas do mais hediondo fanatismo !

      Cumprido, pois este dever, dever sagrado e reclamado, voltaremos triunfantes ao seio da pátria natal, onde cheios da gloria, abraçaremos a nosso pais, parentes e amigos.

       Vitorienses, avante, não vos demoreis; estou a vossa frente, marchemos!

Viva a religião católica romana! Viva o sr D. Pedro II!

Viva a Constituição do Império!,

Viva o Exmo. Presidente  da Província!

Vivam os voluntários da pátria”!

Diário de Pernambuco – ed. 217 – 22 de set. de 1865

Professor Pedro Ferrer – presidente do IHGVSA. 

Parabéns para o Régis do Amendoim!!!

Casualmente, na noite de ontem (15), encontrei-me com o amigo Régis do Amendoim no Pátio da Matriz. Bom de papo e sempre atencioso comigo tomamos assento no espaço organizado pelo pessoal da paróquia para um lanche e papear um pouco. Por feliz coincidência, hoje, segunda-feira, 16 de janeiro de 2023 o homem do amendoim mais famoso da nossa cidade está virando a página de mais primavera.  São 67 anos de muitas histórias. Desde a infância, quando mesmo começou a vender pipoca e amendoim pelas ruas da cidade até os dias atuais, na qualidade de chefe de família e pessoa querida e conhecida nos quatros cantos da Vitória. Parabéns Reginaldo!!!

3ª Corrida de Santo Antão: organização Davi Corredor.

Organizada pelo atleta “Davi Corredor”, na manhã do domingo (15), aconteceu a 3ª edição da Corrida de Rua de Santo Antão. Sintonizada com os festejos alusivos ao padroeiro da cidade – O Glorioso Santo Antão – o evento  iniciou  às 6h do domingo, com a tradicional concentração em frente à Igreja do Rosário, e teve a largada anunciada por volta das 7h.

Com um bom número de atletas inscritos, o evento contou com a participação de atletas de várias cidades do entorna da Vitória. Registramos os vencedores – masculino e feminino – na categoria geral.

Ao final, o amigo “Davi Corredor” demonstrou sua satisfação, no sentido da organização e também na perspectivas da próxima edição, dizendo: “para o ano tem mais…”

” O Cisne” promoveu seu primeiro ensaio de rua pós-pandemia.

Escrevendo mais um capitulo da história do nosso carnaval, no contexto pós-pandemia de COVID-19, o Clube dos Motoristas “O Cisne” promoveu o seu primeiro ensaio de rua,  visando o carnaval 2023.

“Puxado” pelo “calhambeque abre-alas” –  um dos símbolos da agremiação –  e animado pela Orquestra Ciclone, comandada pelo Maestro Givaldo,  o “Cisne”  seguiu pelas ruas centrais da cidade “juntando” foliões,  muitos dos quais ansiosos para o início das festividades momescas na nossa cidade, como bem demonstram as imagens, abaixo. Veja o vídeo.

O fenômeno ETSÃO – Corrida Com História”….

O Bloco ETSÃO, indiscutivelmente, se configura numa fantástica e bem sucedida agremiação carnavalesca,  que surgiu nesses mais de 140 anos de história da nossa festa maior (carnaval). Fruto de um  família carnavalesca, Elminho, para animar o “seu sábado de Zé Pereira” e de alguns parentes e amigos,  contratou uma orquestra de frevo para tocar defronte da Sapataria do Dezinho, local habitual de muitas farras. Depois e umas e outras, resolveram “desfilar” até o Bar Pitú-Lanches – ponto de encontro famoso dos carnavais de outrora. O ano foi 1982.

Logo após esse carnaval, ainda no mesmo ano,  a produção cinematográfica americana lançou o filme ET – o Extraterrestre. Com enorme sucesso no mundo e também no Brasil, Elminho, então resolveu batizar aquela folia com o nome do personagem inventado por Steven Spielberg.

Sem nenhuma pretensão de se tornar uma das mais populares agremiações carnavalescas da nossa terra O ETSÃO, inicialmente, era formado por amigos próximos e parentes do principal fundador. Os primeiros estandartes foram criados por “Dona” Rute de Deus e a brincadeira, que  durante um tempo chegou a desfila dois dias no carnaval – sábado e segunda-feira – foi ganhando forma, simpatia e fama. O crescimento do ETSÃO se deu de forma orgânica, ou seja: ano após ano, nas ruas.

Fruto de uma  “inspiração lunática” os compositores Sérgio Campelo e Gustavo Ferrer, mais adiante, conseguiram traduzir e condensar numa música toda relação de  sentimento e amor fraterno externado pelos seu fundadores.

Nesse contexto e ao longo dessas 4 décadas de história, através de cores e personagens  estampados nas inúmeras fantasias dos seus foliões,  o ETSÃO virou, por assim dizer, a melhor expressão do carnaval antonense inclusive,  tornando-se  oficialmente,  em 2020, PATRIMÔNIO CULTURAL E IMATERIAL da nossa “aldeia” – Vitória de Santo Antão.

Na qualidade de folião, expresso aqui o sentimento majoritário  de todos brincantes: OBRIGADO Elminho por gestar, operar e manter essa coluna do nosso secular carnaval!!!

Veja o vídeo aqui:

https://youtube.com/shorts/AInE8nCvO3E?feature=share

 

EU E O AMIGO PAULO LIMA – por Sosígenes Bittencourt.

Eu e o amigo Paulo Lima na Feijoada da ABTV, em 2015. Dois amigos sem inimigo nenhum. Dois estudantes do tempo da tabuada e o lápis com borracha. Dois ex-alunos do Colégio Municipal 3 de Agosto, tutelados pela disciplina moral do bacharel Mário Bezerra da Silva, no tempo da palmatória e dos argumentos de Matemática. Duas testemunhas dos Carnavais das alegorias, neblina de confetes e corrupio de serpentinas, cloreto de etila condicionado em lança-perfume, da estridência de clarins e as disputas de orquestras de frevo na Praça Duque de Caxias.
Reminiscências e evoé!
Sosígenes Bittencourt

E esse três foliões?

Conforme postagens, através da Coluna O Tempo Voa Vídeo, estamos relembrando carnavais de outrora.  Dentre as imagens, em que mostramos carros  alegóricos, bandas, trios e outras situações, encontramos três pessoas fantasiadas  “perdidas” na multidão. A pergunta que faço ao internauta   é a seguinte: após  assistir o vídeo,  abaixo,  você  teria condições de saber a verdadeira identidade dos  “palhaços” ?