O Primeiro Forró do ETESÃO foi um sucesso!!!

Na qualidade de agremiação carnavalesca consagrada na terra que é uma das referências do carnaval de Pernambuco, agora, O ETESÃO se propõe a navegar por outros “oceanos” no que diz respeito às festa populares.  Sim! Se o carnaval é maior festa do Brasil o São João é a maior referência da Região Nordeste e tão popular quanto os festejo de Momo.

Assim sendo –  pela sua sintonia com o popular –  “O ETESÃO” tem tudo para demarcar um espaço importante no cenário junino local, tal qual ocupa no tríduo momesco antonense. Na sua primeira edição – O Forró do Etesão –, ocorrida sábado (08), no “Espaço de Ouro”, comandada pelo vibrante Elminho Ferrer,  o evento mostrou que veio para fazer história. Com uma programação musical eclética  e atentos aos detalhes, o encontro dançante terminou com um gostinho  de “quero mais”.

Valorizando os artistas locais, o evento teve inicio com a apresentação do forró de Everton de Paula.

“botando fogo” na festa e “levando a poeira”, o forró de “Jorge Neto”, ao contrário do que diz o adágio popular, mostrou que na festa do Etesão “santo de casa faz milagre”. Uma apresentação “Show de Bola”. Em ritmo de forró, o hino da agremiação não foi esquecido.

Logo após foi a vez do Geraldinho Lins subir ao palco. Com boa aceitação na cidade o artista reproduziu seu repertório já conhecido.

Fechando a festa, a Orquestra Venenosa entrou no “Espaço de Ouro” rasgando o frevo mais tocado na cidade – Lá no Beco do Dezinho…..bloco espacial……Etesão e Etesuda……

Eis portanto, alguns flashs do Primeiro Forró do Etesão que, pelo conjunto da obra,  deverá, doravante, deverá marcar o calendário junino local. Parabéns para o amigo Elminho e toda equipe!!!

 

SÃO JOÃO: NO TEMPO DE EU MENINO – por Sosígenes Bittencourt.

Das três maiores festas anuais, o São João é a mais singela e tradicional. O Ano Novo nos trespassa de tristeza, porque sugere a contagem do tempo e amontoa os mortos. Abrimos álbum de retrato e botamos pra choramingar. O Carnaval é uma festa perigosa, de extravasar frustrações. O pessoal só falta correr nu pela rua. 

O São João é uma festa mais pacata, que relembra nossas tradições mais atávicas, nossas raízes culturais. Lembro-me do São João das ruas sem calçamento. O mundo parecia um terreiro só. As mulheres cruzavam as pernas, enfiavam as saias entre as coxas, para ralar omilho e o coco, enquanto os homens plantavam o machado nos toros de madeira para fazer as fogueiras. À tardinha, a panela virava uma lagoa de caldo amarelo onde fervia o maná das comezainas juninas. A meninada ensaiava o jeito de ser homem e mulher. De chapéu de palha, bigode a carvão e camisa quadriculada, era quando podíamos chegar mais perto das meninas sem levar carão nem experimentar a sensação de pecado. O coração se alegrava quando sonhávamos com a liberdade de adultos que teríamos um dia. Batia uma gostosíssima impressão de que estávamos bem próximos de fazer o que não podíamos fazer. Os ensaios de quadrilha relembravam a tristeza do último dia. Pois um ano durava uma eternidade, as horas eram calmas, podíamos acompanhar a réstia do sol e contar estrelas. Pamonha, canjica e pé de moleque eram tarefas de dona de casa prendada, de quem o marido se gabava. Tudo era simples e barato, ninguém enricava com a festa. A novidade era a radiola portátil, e os conjuntos eram pobres de tecnologia, mas os instrumentos ricos de som e harmonia, manuseados com habilidade e gosto, na execução do repertório da festa do milho. Quando São Pedro se ia, ficava um aroma de saudade na fumaça das derradeiras fogueiras e no espocar dos últimos fogos.

Sosígenes Bittencourt

Pitú recebeu o importante “Selo Verde” da Ecolmeia.

Na manhã de ontem (16) o Engarrafamento Pitú comemorou solenemente o recebimento  –  Organização Socioambiental Ecolmeia –  do “Selo Verde” (categoria ouro). A certificação, por assim dizer,  contempla ações sustentáveis implementadas pela empresa  ancoradas  em cinco eixos: gerenciamento de água, reciclagem, reflorestamento, educação ambiental e preservação cultural e histórica.

Mesmo sem a exigência global necessária,  aos dias de hoje, vivenciada pelas grandes empresas exportadoras, a Pitú, ao longo de décadas, ainda sob a liderança dos seus fundadores – “Seu” Ferrer e “Seu” Joel – de certa forma, por questões de posicionamento e competitividade de mercado, já praticava, em certa medida, ações sustentáveis no tempo pretérito –  antes mesmo das exigências legais.

Com o avanço da consciência da preservação planetária a Pitú, já sob o comando das novas gerações, desenvolveu moderna relação com ações que dizem respeito à linha de produção e seus efluentes.

Não à toa,  a referida empresa, em pouco mais de oito décadas, projetou-se como a maior exportadora de cachaça do Brasil – presença em mais de 55 países.  Líder absoluto no mercado da Região Nordeste e vice-líder no nacional, como bem frisou em sua fala a diretora de exportações e relações institucionais da empresa, Maria das Vitória. Veja o vídeo.

Na ocasião o presidente da Pitú, Alexandre Ferrer, aproveitou para agradecer a toda equipe que se empenhou em mais uma conquista para a empresa.  Lembrou também que a comunicação nas redes sociais,  nos próximos dias, estará toda voltada à divulgação da certificação do “Selo Verde”,  com peças exclusivas. Veja o vídeo.

Diante dos olhos da imprensa local e regional os  diretores da empresa,  funcionários envolvidos e parceiros foram convidados à sala de projeção do Museu da Pitú para assistir  as peças institucionais realçando a nova campanha.

Como não poderia deixar de ser, ao final do evento solene,  os presentes  foram convidados a brindar com Pitú – acompanhado com bons petiscos – mais essa vitória da empresa que é genuinamente antonense e hoje configura-se como uma espécie de  sinônimo da nossa terra – Vitória, a Terra da Pitú!!

“Maria João Hair Salon” – hairstyle André Guedes.

Desde os “tempos modernos”, deflagrados pela “impiedosa” Revolução Industrial, lá no século XVIII, que o mundo passou a viver  apressado. “Obrigados” a ser mais uma engrenagem dessa grande máquina, as pessoas viraram uma espécie de produto, na esteira dessa hipotética linha de produção.

Assim sendo, no “Maria João Hair Salon”, localizado à Rua Doutor José Rufino, 271,  o hairstyle André Guedes, profissional com experiência de duas décadas, propõe, além de cortes e penteados, consultorias na ação mais apropriada ao estilo e ao comportamento das pessoas. Ou seja: vire um caso único,  sem “peça” similar!!!

Maiores detalhes, entrar em contato:

 

Antonio Freitas: completou 80 anos de vida e 40 anos do “Forró do Coelho”.

Aos oitenta anos, o amigo Antonio Freitas é um sujeito feliz, como ele mesmo gosta de afirmar, em alto e bom som. Ligado nos detalhes e atento a tudo que diz repeito às tradições da cidade que lhe viu nascer e crescer, Tonho, como é chamado carinhosamente por todos, tem uma cabeça de elefante – comparação popular para quem tem uma boa memória.

Acima de tudo, Tonho é um homem de fé. Sua devoção por Santo Antão, padroeiro da nossa cidade, é algo inquebrantável. Em cada pedaço do solo antonense, físico ou hipotético,  tem uma pisada reveladora e profícua do filho de “Dona Dora”:  é  na feira, no comércio, nos campos de futebol, nas mesas dos bares, nas orquestras de frevo, no Pátio da Matriz, nas procissões e por aí vai……

Outro espaço que o Tonho também é dotado de rara percepção diz respeito aos eventos sociais  locais. Em atividade, na sua faixa etária, ele é quase peça única. Carrega no peito a paixão pelo clube que fundou e construiu uma história bonita e positiva. Fez amigos e ajudou a construir uma marca local: Vitória, o melhor carnaval do interior de Pernambuco!

No reinado de momo, desde 1974, o “seu” Coelho sobe e desce as ladeiras da Vitória. No último sábado, dia 04 de maio, Tonho comandou o 40º Forró do Coelho, festa junina que se mantém viva e ativa por quatro décadas no calendário social da nossa aldeia.

Essas linhas, evidentemente, não tem a menor pretensão de lhe prestar uma homenagem, até porque, sobre esse assunto (homenagem) ele tem uma tese “sus generis”. Diz ele: “quer me homenagear, me defenda quando eu estiver ausente e quando eu morrer vá ao meu enterro”. Simples assim…..Abaixo, segue o vídeo gravado no Restaurante Gamela de Ouro, por ocasião do 40º Forró do Coelho,  cuja animação ficou por conta da Banda Nordestino do Forró.

Momento Cultural: O PRIMEIRO POETA – por Adão Barnabé.

O sol nasceu, brilhou por todo o mundo,
(quarto dia feliz da Criação),
do pináculo da terra ao vale imundo,
iluminou a Santa Geração…

e Deus criou Adão no sexto dia
mas, desgraça tão grande, azar profundo…
era tarde, o sol já ia se escondia,
acordou, bocejando, o vagabundo…

e quedou aterrado, soluçando,
sabendo que o Senhor… e bem sabia
estivera sua incúria observando.

Nem por isso ficou desesperado…
tinha a Lua, a Mulher e bem podia
ser poeta… e o foi muito inspirado.

(do arquivo da família)

Adão Barnabé

Fernando Nascimento – o Marinheiro talentoso…….

Na última quinta (18), na nossa Coluna “O Tempo Voa”, postei uma fotografia que realça o recorte temporal de 1946. No registro, “Seu” Zito Mariano, então com 18 anos, “socado” num paletó – magro de fazer pena – montado num cavalo,  fazendo pose no Pátio da Matriz. Mal conservada,  a foto, hoje com 73 anos, falta um pedaço  – absolutamente em nada compromete o seu valor……..

Pois bem, eis que por generosidade e talento descomunal do amigo Fernando Nascimento, no sábado (20), ele me enviou-me a foto totalmente restaurada. Ele, artista plástico experiente e sensível ao mundo das artes é mais um antonense que retorna ao seu nascedouro. Depois de residir na cidade maravilhosa por décadas e circular o mundo abordo da frota da marinha brasileira volta às suas origens. Como diz a canção do Rei Roberto Carlos, “eu voltei. Agora pra ficar”.

“Vamos Dançar Forró”: música de Aldenisio Tavares – canta Vivia Santos.

Na estrada musical há quinze anos, a versátil cantora Vivia Santos está com trabalho novo na praça. Trata-se da música “Vamos Dançar Forró”! Após passagem pelas bandas Siri-Love, Anjo Bem, Banda Astro, entre outras, Vivia, em parceria com o compositor vitoriense Aldenisio Tavares, quer “estourar” nesse São João – como se diz no jargão popular.

A música carro chefe do seu trabalho – VAMOS DANÇAR FORRÓ – é uma das mais de duzentas já compostas por Aldenisio Tavares que, diga-se de passagem,  tem seu nome já inscrito na galeria dos “imortais” da AVLAC (Academia Vitoriense de Letras, Artes e Ciência), defendendo o legado do influente e ilustre antonense, Nestor de Holanda.

 Com uma pegada quente a música – “Vamos Dançar Forró” –   tem conteúdo hiper atualizado, isto é retrata o cotidiano das novas tecnologias, evidentemente, sem desprezar o tradicional e o regional. Ou seja: o “roncar” da sanfona, à batida forte do zabumba e o inconfundível tilintar do triângulo.

Segundo o compositor “é sempre bom arrumar novos parceiros. Já tive minhas músicas gravadas pela Orquestra Super Oara, Vanildo de Pombos, o mestre Duda da Passira, pelo sempre lembrado Pierre e tantos outros. Espero que a Vivia também consiga seu “lugar ao sol”, nesse concorrido mundo artístico”, pontuou Tavares.

Para Vivia, que conheceu  o Aldenisio pelas mãos do seu esposo, companheiro de trabalho do compositor, espera poder traduzir, no palco, todo sentimento da música. Disse ela:  “ me deu uma felicidade imensa gravar essa música….Ela não sai da minha mente”. Veja o vídeo com clip da música.