
As terras da Vitória, “descobertas” em 1626 pelo português Diogo de Braga, tornaram-se um lugar próspero. Conta-nos os livros da história da cidade que o ponto de partida foi o Pátio da Matriz.
Se observamos bem, muitas das nossas ruas, ainda guardam os contornos sinuosos dos caminhos percorridos pelos nossos antepassados. Até o início do século 18, a cidade praticamente acabava no Riacho do Roncador (depois Bomba de Magalhães), onde hoje existe a Avenida Mariana Amália. O “lugarejo”, onde hoje está o bairro do Livramento, só veio a existir, praticamente, depois da segunda metade do século 18.

Bomba de Magalhães (atual Av. Mariana Amália)
Muito bem, mesmo as cidades bem planejadas, como Brasília, tem sofrido com a problemática do trânsito, entre outros motivos, podemos citar o aumento vertiginoso da frota de veículos, usando, praticamente, as mesmas ruas, já que o aumento das vias públicas não cresceu na mesma proporção.
Nossa cidade, além de também está sendo acometida da mesma “chaga”, vem enfrentando uma outra equação de difícil solução. Podemos afirmar, sem medo de errar, que o centro da cidade hoje, possui menos ruas trafegáveis que na metade do século passado.
Já estamos “roco” de falar, aqui pelo blog, que Vitória, entre outros problemas além da MOBILIDADE URBANA, há muito está precisando de um “frei de arrumação”.
Algumas coisas vem sendo anunciadas pela “nova” gestão do Governo de Todos nessa área, mas, é bem verdade, que até agora nada de concreto chegou “na ponta” para melhorar, na prática, a vida dos munícipes.

Foto: Portal da Prefeitura da Vitória
Outro dia, li uma matéria falando que a prefeitura está fazendo um remapeamento das ruas. Segundo a pessoa responsável pelo serviço, o engenheiro Antônio Paulo Coral disse: “não há previsão para o término dos trabalhos de medição da cidade”.
Ora! Seria pelo menos razoável, já que os nossos gestores estão em “débito” há mais de três décadas com acidade nesta área (trânsito), perdesse um pouco de vergonha na cara, e contratasse pelo menos uma dúzia de equipamentos, com seus respectivos operadores, para se fazer o trabalho com a máxima urgência, uma vez que há imperiosa demanda. Não podemos perder mais um dia sequer, no quesito: Trânsito na cidade, até porque, o tempo urge…
Apenas a título de informação, seria interessante que esse trabalho tivesse começado pela Rua ABEL FERREIRA, localizada lá no bairro da Bela Vista, visto que, cada dia que passa a rua vem se estreitando. Segundo informações, um político passou por lá, nas vésperas das últimas eleições, inclusive com alguns assessores, prometendo “pedaço de rua” para moradores construir aquela famosa PUXADINHA para frente. O curioso dessa história, é que nessa rua mora parente de secretário e de quebra tem imóvel de familiares de político.

Portanto, senhores operadores das máquinas de medição, corram logo para a rua ABEL FERREIRA, pois há cada dia que passa mais um pedaço do bem público (rua) vai se integralizando ao “capital particular”.
