“Ganhar ou perder, mas sempre com democracia” – por @historia_em_retalhos.

A frase simboliza o movimento “Democracia Corinthiana”, que nasceu nos anos 1980 no clube paulista e lutava pelo fim da ditadura militar no Brasil, engajando-se decididamente na campanha das “Diretas Já”.

Sócrates, Walter Casagrande, Wladimir, Adilson, Zé Maria, Zenon, entre outros, foram protagonistas desse movimento de resistência política sem paralelos na história do futebol brasileiro.

Nesse período, o Corinthians passou a ser gerido de uma forma revolucionária para os padrões de então.

Decisões importantes no dia a dia do clube, como contratações, escalações e regras internas eram decidias em conjunto.

Todos os votos tinham o mesmo peso, do roupeiro ao técnico da equipe, Mário Travaglini.

O nome “Democracia Corinthiana” foi cunhado pelo publicitário Washington Olivetto, que também criou uma marca inspirada na tipologia da Coca-Cola.

Ela foi estampada na camisa alvinegra em algumas partidas, assim como as frases “Diretas Já” e “Eu quero votar para presidente”.

Em 1984, Sócrates prometeu que só deixaria o Corinthians para atuar no exterior se a Emenda das Diretas (a Emenda Dante de Oliveira) não fosse aprovada.

Embora referendada pela maioria da população, a emenda foi rejeitada em votação no Congresso Nacional.

O doutor, então, cumpriu a promessa.

Transferiu-se para a Fiorentina, da Itália, e a Democracia Corinthiana foi perdendo força.
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Virada de lote da Corrida da Vitória acontece no dia 1º de abril.

Em nosso treino matinal de hoje, 23 de março, demos uma parada na Praça da Restauração para gravar um vídeo no sentido do envio de dois recados. O Primeiro é que estamos, exatamente,  a 30 dias do evento por nós organizado – “2ª Corrida e Caminhada da Vitória”.

E o segundo recado, por assim dizer, é para lembrar aos “corredores e caminhantes” que o 2º lote do evento “vira”  justamente no dia da mentira –  1º de abril -, mas, com toda certeza, a informação é verdadeiríssima.

Valor da inscrição: R$ 80, 00 + taxa do site (com camisa) – R$ 65,00 + taxa do site (sem camisa).

INSCRIÇÃO: http://www.uptempo.com.br

Site oficial: http://www.corridadavitoria.com.br

Segue o vídeo: https://youtube.com/shorts/DnfngWY1ZIY?feature=share

Rei Pelé – por @historia_em_retalhos.

A icônica foto do Rei Pelé vestido com a camisa das “Diretas Já” estampou a capa da Revista Placar, em abril de 1984.

Pelé chegou a ser acusado por não se posicionar abertamente contra a ditadura militar.

Na Copa do Mundo de 1970, período mais repressivo da ditadura e auge da carreira do rei do futebol, a seleção brasileira conquistou o tricampeonato, tendo a sua imagem extremamente usada em propagandas oficias do regime autoritário.
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Os artistas e as Diretas – por @historia_em_retalhos,

Um traço da campanha das “Diretas Já” foi a massiva participação da classe artística.

Osmar Santos notabilizou-se como o “Locutor das Diretas”.

Fafá de Belém foi a grande musa e uma das principais vozes do movimento.

Coração de Estudante, de Milton Nascimento, tornou-se o hino da redemocratização.

Na foto, a atriz Irene Ravache discursa durante o comício das Diretas, em 25 de janeiro de 1984, na Praça da Sé, centro de São Paulo.

Toda essa adesão teve um pano de fundo histórico: os artistas estavam engasgados para poderem se expressar politicamente, desde a instauração da ditadura militar no Brasil, principalmente, depois da outorga do AI-5, que endureceu o regime.
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AVLAC – reunião ordinária…

Em reunião ordinária, ocorrida em sua sede – “ O Sobradinho” -, localizada à Rua Imperial, na manhã de ontem (19), os acadêmicos da AVLAC – Academia Vitoriense de Letras, Artes e Ciência – produziram um bom debate no sentido de novos patronos para instituição. A “Cadeira Maria do Carmo Tavares de Miranda”, por exemplo, foi unanimidade.

 

“Diretas Já” – por @historia_em_retalhos,

Gente,

Segue o convite do ato que estamos organizando para o próximo dia 31 de março, no Memorial da Democracia.

Poucos sabem, mas a campanha das “Diretas Já” teve o seu primeiro ato público em Pernambuco.

Isso mesmo!

Em 31 de março de 1983, enquanto militares desfilavam pelas ruas do recém-criado município de Abreu e Lima, José da Silva Brito, Antônio Amaro (ambos in memorian), Severino Farias e Reginaldo Silva, vereadores da cidade, organizaram um comício, discursando para cerca de 100 pessoas, para pedir a volta das eleições democráticas.

Não haveria momento melhor para jogarmos luzes neste fato histórico (ainda muito desconhecido) do que agora, na passagem dos seus 40 anos.

O nosso ato é uma realização conjunta do MPPE, Governo de Pernambuco, Assembleia Legislativa de Pernambuco, Instituto Arqueológico Histórico e Geográfico Pernambucano, UNICAP e OAB-PE.

Todos vocês, claro, estão CONVIDADOS!

– Memorial da Democracia (Sítio da Trindade)
– 31 de março de 2023
– 10h:00min
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A Corriola da Matriz nas águas do Recife…

Em clima de “missão cultural”, no sábado (18), parte da turma que integra a “Corriola da Matriz”, literalmente, embarcou no catamarã para navegar pelas águas da Veneza Brasileira. Conhecer o Recife de um ângulo diferente, ou seja: a partir das águas que banham a cidade.

No contexto, uma parada na Avenida Rio Branco – Recife Antigo – para bebericar e jogar conversa fora.

Maria Cristina de Lima Tavares Correia – por @historia_em_retalhos.

Esta é Maria Cristina de Lima Tavares Correia, a voz feminina da redemocratização em Pernambuco.

Natural de Garanhuns/PE, Cristina atuou em vários veículos de informação, como o Jornal do Commercio, o Diario de Pernambuco e o Correio Braziliense.

Eleita deputada federal pelo MDB, em 1978, tornou-se a primeira pernambucana e a terceira nordestina a conseguir uma vaga na Câmara dos Deputados, após as baianas Nita Costa e Necy Novaes.

Depois, foi escolhida vice-líder do PMDB e, com as ausências do titular, tornou-se a primeira mulher a liderar uma bancada na história do parlamento brasileiro.

Voz altiva e independente, lutou firmemente pela redemocratização do país, votando em Tancredo Neves, no Colégio Eleitoral, em 1985.

Defensora da educação e da ciência, por acreditar ser este o caminho para o desenvolvimento do país, foi relatora da Subcomissão de Ciência e Tecnologia e da Comunicação da Assembleia Nacional Constituinte de 1987.

Foi uma das fundadoras do PSDB, saindo, em seguida, para o PDT, não conseguindo o seu quarto mandado para a Câmara dos Deputados em 1990.

Em 1989, publicou “A Última Célula: minha luta contra o câncer”.

Cristina faleceu, precocemente, em 1992, nos EUA, aos 57 anos, de câncer de mama.

Pioneira, abriu as portas para outras mulheres, que seguiram na sua luta pela liberdade de imprensa, pela democracia, pela resistência ao patriarcado e pela participação feminina na política.
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Tiro de Guerra – Solenidade de Matrícula – turma 2023!!!

Na presença de autoridades (civil e militar) e com a devida atenção dos pais e familiares, na noite de ontem (15), 90 jovens  antonenses foram matriculados no nosso Tiro de Guerra (07-004)  dando, assim, a formatação definitiva da turma de 2023. A solenidade aconteceu na sede do próprio Tiro de Guerra, localizado no Alto do Reservatório.

Comandada pelo S Tem  Wagner Pereira – atual chefe da instrução – o evento foi marcado pela organização e também pela vibração dos atiradores. No conjunto dos convidados o sentimento reinante foi o da emoção.

Doravante esses jovens receberão os melhores ensinamentos teóricos e práticos da vida militar com destaque à disciplina sob todos os pontos de vista. Na qualidade de convidado, nas últimas décadas, sempre participei dos eventos do Tiro de Guerra. Mas a turma de ontem (2023), por assim dizer, teve um gosto especial. Meu filho, Gabriel, foi um dos 90 jovens matriculados na turma em tela.

Assim sendo, da nossa parte, desejamos a todos muito sucesso e aprendizado nessa nova missão cívica. Boa Sorte!

Os políticos locais já estão na vantagem novamente…..

Consagrada numa eleição marcada pelo ineditismo, após tomar posse e sentar na cadeira mais importante do Palácio do Campo das Princesas, a atual governadora,  Raquel Lyra, nesses primeiros 75 dias de gestão,  ainda não conseguiu alimentar a chamada “agenda positiva”.

Até o presente momento, suas ações, em praticamente todas as áreas, segundo as mais variadas fontes da imprensa da capital, não agradou a maioria dos pernambucanos. Lembremos que ex-prefeita de Caruaru ascendeu ao cargo máximo do executivo estadual, entre outros fatores,   justamente pela impopularidade da gestão comandada pelo PSB (16 anos),  capitaneada nos últimos 8 anos pelo ex-governador Paulo Câmara.

Evidentemente que ainda é muito cedo para qualquer prognóstico mais equilibrado. Mas, ao que parece,  o conjunto político antonense,  diga-se os três grupos que estão no poder, tal qual como ocorreu com a gestão do governador Paulo Câmara, parece que já estão se encaixando debaixo das “asas” da gestão comandada pela governadora. Isso é ruim para Vitória –  para não dizer péssimo.

Aos olhos dos leigos em política “ficar na base de apoio do governo”   até parece uma coisa boa para cidade. Mas na prática – e a gente já sentiu isso na pele – quando todos os grupos políticos  – que se declaram inimigos no plano local –   ficaram no “pacote” do  governo Paulo Câmara  a cidade inteira “perdeu a voz” da cobrança, tão necessária para o contínuo melhoramento dos serviços estaduais na circunscrição municipal.  Já para suas excelências e seus familiares as vantagens ” dessa operação” são inúmeras.  É esperar e acompanhar os próximos capítulos desse filme, com cheiro de reprise….

“Adriana Bombom” – por @historia_em_retalhos.

Esta é Adriana Soares, a “Adriana Bombom”, dançarina e assistente de palco do programa da Xuxa por 7 (sete) anos.

De origem pobre, Adriana viveu em um orfanato durante a infância, tendo trabalhado como babá, empregada doméstica e balconista, antes de passar a integrar a equipe de Marlene Mattos.

Diante das telas, com a Xuxa, Bombom era carismática, tinha presença de palco e fazia tudo o que uma paquita oficial realizava, porém jamais foi uma.

Nunca foi convidada e sequer foi cogitada a possibilidade de ela integrar o time das paquitas da Xuxa, que fez muito sucesso no Brasil dos anos 90.

Qual a razão da distinção?

Em várias entrevistas, Bombom afirmou que o motivo devia-se ao fato de ser negra.

“Não tinha paquita negra, eram todas loiras (…). Passava geração, mas nunca entrava uma negra”.

A toda poderosa Marlene Mattos não aceitava.

Essa circunstância foi confirmada pela própria Xuxa, no programa Altas Horas, que foi ao ar no último dia 11.03.2023.

Questionada se já sofreu ataque racista, Bombom declarou:

“Quem não? Tudo magoa, a falta de oportunidade, o desmerecimento da sua cor, do seu cabelo, tudo é muito grave (…)”.

Convenhamos, Bombom é um típico caso do racismo “a brasileira”.

Ela era “como se fosse” uma paquita, mas jamais seria oficialmente, sendo-lhe reservado um espaço secundário, de inferioridade.

A verdade é que a linha invisível que separa brancos e pretos neste país nunca deixou de existir.

Se considerarmos os 523 anos do Brasil, desde o seu “descobrimento”, apenas 135 anos, ou seja, 25% do tempo total, foram livres da chaga perversa da escravidão.

3/4 (três quartos) da nossa “história” foram oficialmente pautados na concepção de que a pele negra e o cabelo crespo significavam inferioridade.

Até quando?

Para a nossa reflexão.

Uma boa quarta-feira a todos!
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“Árvore da vida” – por Siga: @historia_em_retalhos.

Desde o dia em que ganhei de meu amigo André Luiz uma muda de baobá, fiquei com uma inquietação: gostaria de que essa planta crescesse em um espaço coletivo, onde as pessoas pudessem conhecer melhor o seu significado.

Essa árvore foi mundialmente divulgada no clássico “O Pequeno Príncipe”, do escritor francês Antoine de Saint-Exupery, e, para nós, é um símbolo muito importante da nossa ancestralidade africana.

Muitos a chamam de “árvore da vida”!

Foi quando procurei o urbanista social e militante da causa da cidadania Murilo Cavalcanti, propondo-lhe a doação da muda, em nome do Núcleo do Patrimônio Cultural do MPPE, a alguma unidade da Rede Compaz.

Murilo topou e ontem nos proporcionou uma manhã maravilhosa!

Não sei se todos sabem, mas Murilo e a Rede Compaz buscaram inspiração nos avanços sociais de Medellín, na Colômbia, tendo essa parceria gerado um trabalho de inclusão social e cidadania que dá gosto de ver.

Antes do plantio, porém, decidi realizar uma enquete para batizar a muda.

Após uma disputa apertada com Naná Vasconcelos, venceu o nome “Princesa Aqualtune”.

Sim, venceu a opção por uma mulher preta e guerreira.

Arrancada de sua terra natal para ser escravizada no Brasil, a princesa congolesa Aqualtune é uma figura lendária, que reverbera no imaginário da mulher afro-brasileira como um símbolo muito forte de resistência e luta.

De princesa africana a escravizada no Brasil, com seus conhecimentos políticos, organizacionais e de estratégia de guerra, Aqualtune, efetivamente, pode ter sido fundamental na consolidação do Quilombo dos Palmares, principal foco da resistência negra no Brasil.

Só tenho a agradecer a todos os que se envolveram comigo nessa ideia!

Vida longa ao baobá Princesa Aqualtune!

Vida longa ao Compaz!

Obrigado à minha esposa @carlafmaciel, à minha filha, à querida amiga @alinearroxelas, a Bebel e aos amigos @murilo.compaz e @eli_masceno1973 pelo dia de ontem!
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O istmo que separou as cidades-irmãs – por @historia_em_retalhos.

Neste exato ponto circulado em vermelho, ficava a estreita porção de terra que ligava as cidades-irmãs de Olinda e Recife, aniversariantes de hoje.

O deslocamento dava-se do Recife em direção a Olinda, em razão da fartura de água potável na vila olindense, algo muito comum nos processos de ocupação.

Essa estreita faixa de terra (aproximadamente 80m de largura) existiu até o comecinho do século 20.

Em 1909, iniciaram-se as obras no Porto do Recife, com a construção do molhe de Olinda, na altura, mais ou menos, da fortaleza edificada pelos holandeses para proteger o istmo (Forte do Buraco).

A construção do molhe de Olinda alterou as correntes marinhas, causando a ruptura do istmo, em meados de 1912.

Abriu-se, então, uma fenda (foto), que separou Olinda do Recife, transformando o Bairro do Recife, definitivamente, na ilha que ele é hoje, e não mais na península que ele já foi um dia.

É por isso que dizem que o rompimento do istmo foi um “efeito colateral” das obras de reforma do porto e que o Bairro do Recife é uma ilha “por acidente”.

Uma coisa, porém, é certa: apesar do rompimento do istmo, há 488 e 486 anos, respectivamente, Olinda e Recife seguem irmanadas fazendo história.

A primeira, Marim; a segunda, Maurícia.

A primeira, lusitana; a segunda, holandesa.

A primeira, das colinas; a segunda, dos rios.

Parabéns às cidades-irmãs, Olinda e Recife, aniversariantes do dia de hoje! .

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Instituto Histórico: reunião ordinária.

Retornando com boas e necessárias reuniões ordinárias, na manhã do domingo (12) – no prédio que hospedou o Imperador Pedro II –  a diretoria do Instituto Histórico e demais sócios reuniram-se para tratar de assuntos de interesse da referida instituição.

No encontro, comandado pelo presidente Pedro Ferrer, além de questões administrativas tratou-se da pauta do próximo evento do Instituto atinente às comemorações do dia 06 de maio – Elevação da então Vila de Santo Antão à categoria de Cidade.