
Um pouco de filosofia – QUANTO MAIS SABEMOS, MAIS SOFREMOS…



SAVE THE DATE!
A 5ª Corrida da Vitória já tem data marcada!
No dia 26 de abril de 2026, Vitória de Santo Antão será palco de mais uma grande celebração do esporte, reunindo atletas, famílias e apaixonados por corrida de rua.
Prepare-se para viver uma manhã de energia, superação e movimento!
Data: 26/04/2026
Local: Vitória de Santo Antão – PE
Em breve, divulgaremos todas as informações sobre inscrições, percursos e novidades desta edição.
Marque na agenda e venha fazer parte da 5ª Corrida da Vitória!

Maragogipe, formosa terra da Baia, reclinada à margem direita do rio Paragutassú, foi, no ano de 1830, o berço de d. Antônio de Macêdo Costa. Chamado, por Deus, ao sacerdócio, iniciou seus estudos, o jovem Antônio, no Seminário da cidade de Salvador, alcançando o presbiterato, aos 27 anos de idade, em Paris, no famoso Seminário de São Sulpício. Levita do Senhor, partiu, no ano seguinte, informa um biógrafo, para Roma, onde conquistou o grau de doutor “in utroque jure”, no célere Liceu de Santo Apolinário. Publicou, a esse tempo, o “Pio IX, Pontífice e Rei”.
Contava 30 anos de idade, e três, apenas, sacerdote, quando mereceu, do Céu, a graça de um bispado. Entregou-lhe, o Vaticano, a diocese do Pará. Sagrado, no Rio de Janeiro, empunhou o báculo e ostentou a mitra, naquela terra nortista, em 1862, guiando seu rebanho. Escreveu, no ano de 1872, o “Resumo da Histórica Bíblica”.
Desencadeada, em 1873, a famosíssima “Questão Religiosa”, d Macêdo Costa acompanhou d Vital, o intimorato bispo de Pernambuco, o “Atanásio Brasileiro”, e, com ele, foi condecorado, sofrendo, na fortaleza da ilha das Cobras, o martírio da prisão. Nessa luta de gigantes e de aspectos dramáticos, e sombrios, conservou-se, esse prelado, sereno e corajoso, fazendo uso constante da pena, a arma abençoada de suas batalhas. Entregou à publicidade, nessa época, o “Direito contra o direito ou o Estado sobre tudo”, livro de combate, escrito em linguagem elevada. Culto, versado em diversas línguas, escrevia, d. Macêdo, em bom vernáculo. Era seu estilo, por vezes, elegante e florido. Foi, também, um enamorado das musas, colaborando, em versos, de quando em quando, no “Noticiador Católico”.
Governou, durante trinta anos, a diocese paraense, sendo elevado, poucos anos antes de sua morte, a arcebispo da Baia, recebendo o pálio, conta padre Galanti, das do bispo d. Lino Deodato, na catedral de São Paulo. Visitou, como arcebispo, a cidade dos Pontífices. Voltando ao Brasil, procurando um repouso, na cidade de Barbacena. E nesse recanto brasileiro, ao sul de Minas, Deus o chamou ao governo de um arcebispado, no Reino da Eternidade. Estava-se a 21 de março de 1892.
Foi sepultado na capela-mor da Baia. Repousa no torrão nativo, “um daqueles homens que, no dizer de Herbert Smith, citado por um historiador, devem permanecer como marco miliário na história da igreja”.
Célio Meira – escritor e jornalista.
LIVRO VIDA PASSADA…, secção diária, de notas biográficas, iniciada no dia 14 de julho de 1938, na “Folha da Manhã”, do Recife, edição das 16 horas. Reúno, neste 1º volume, as notas publicadas, no período de Janeiro a Junho deste ano. Escrevi-as, usando o pseudônimo – Lio – em estilo simples, destinada ao povo. Representam, antes de tudo, trabalho modesto de divulgação histórica.
Setembro de 1939 – Célio Meira.


Em formato itinerante, frequentando os quatro cantos do estado, o Programa “Mesa de Bar”, comandado pelo conceituado comunicador Wagner Gomes, transmitido pelas rádios CBN RECIFE (105,7FM) e CBN CARUARU (89,9 FM), é sucesso absoluto.
Na estrada há mais de uma década (11 anos), produzido ao vivo, sempre por volta do meio dia dos sábados, Vitória de Santo Antão foi a “bola da vez”. Isto é: o programa do último sábado (29) repercutiu a partir do Club Arena JB, localizado no distrito de Pirituba.

É possível dizer que o conteúdo apresentado pelos convidados, nos 90 minutos de duração, bem reflete a proposta plural do programa. Ou seja: pessoas gabaritadas, das mais variadas tendências, abordando os mais variados assuntos: uma verdadeira confraria colaborativa.
Pois bem, nesse contexto, convidado pelo Wagner Gomes, tive o privilégio de participar e contribuir com o “Programa Mesa de Bar” do último sábado (29).
Por lá, juntei-me aos outros convidados: o radialista Aderval Barros, a representante da Pitú, Fernanda Ferrer, aos artistas Dani Aguiar, Nildo Ventura e Augusto César Filho e também aos músicos, das respectivas bandas.

Vale lembrar que o referido programa é patrocinado pelo Engarrafamento Pitú, desde o seu nascedouro. Portanto, fica aqui o singelo registro de um momento importante de troca de conhecimentos, muita harmonia e descontração, ocorrido no Programa Mesa de Bar, do último sábado, dia 29 de novembro de 2025.
Para assistir o programa inteiro:
https://www.youtube.com/live/Jrinu4L7pjc?si=lMQNyIh2o71W_IN0


Promovida pela empresa “Meta Associados”, aconteceu, na manhã do domingo (30), uma atividade física coletiva em forma de corrida rua. Com concentração, largada e chegada no Pátio da Antiga Estação Ferroviária, o encontro reuniu um bom número de atletas.

Com percurso de 6km, que percorreu várias ruas centrais da cidade, a organização do evento premiou os 3 primeiros colocados, no feminino e masculino.
Ao final, os atletas receberam medalha de participação e puderam saborear sucos e frutas diversas. Parabéns aos diretores da empresa META ASSOCIADOS, por investir no esporte e promover ação social voltada à chamada “Vida Saudável”.


Há 44 anos, a ala progressista da Igreja Católica promovia no Pátio do Carmo, no Recife, um pedido de desculpas ao povo preto, na memorável “Missa dos Quilombos”.
Evento de suma importância histórica, mas muito negligenciado, a Missa dos Quilombos lançou uma luz sobre as raízes do racismo e sobre a resistência do povo negro no Brasil.
A celebração foi presidida por um dos poucos bispos negros do Brasil, naquele momento, o mineiro Dom José Maria Pires, arcebispo da Paraíba (“Dom Zumbi”).
Ao seu lado, o anfitrião Dom Helder Camara, arcebispo de Olinda e Recife, que propôs o desafio da realização do ato.
No comando musical, uma das mais elevadas expressões do talento, sensibilidade e criatividade da música brasileira: Milton Nascimento.
Milton estava ao lado de Dom Pedro Casaldáliga e do poeta Pedro Tierra. A escritora Inaldete Pinheiro integrava os grupos de dança de matriz africana.
Em um ambiente ainda opressivo da ditadura militar e pelas mãos de uma instituição ainda muito conservadora (a Igreja Católica), Dom José Maria Pires afirmou com muita coragem que a igreja historicamente “frequentou mais a Casa Grande do que a Senzala”.
“A igreja não estava com os negros e hoje parece que começa a estar. Começa a nos querer bem, a respeitar a nossa cultura e não tratá-la mais como grosseira superstição”, afirmou.
Do Vaticano, porém, viera a odem de interdição ditada pela Congregação da Doutrina da Fé, dirigida pelo cardeal Joseph Ratzinger (futuro Papa Bento XVI), proibindo sumariamente a missa como uma celebração da eucaristia.
No Recife, os jornais estampavam:
“Missa Negra, coisa de satanás, profanação do culto sagrado promovida por Helder Camara, o bispo dos comunistas”.
Mas chegaram tarde.
Cerca de 8 mil pessoas lotaram o Pátio do Carmo.
“Claro que dirão, Mariama, que é política, que é subversão, que é comunismo. É Evangelho de Cristo, Mariama”, exaltou o Dom da Paz.
Apesar de desconhecida da maioria, a Missa dos Quilombos contribuiu para consolidar o dia 20 de Novembro como o Dia Nacional da Consciência Negra, instituído pelo Movimento Negro Unificado em 1978.
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Comandado pelo conceituado jornalista Wagner Gomes, o próximo programa “Mesa de Bar” será realizado aqui em Vitória. Na qualidade de convidado, estarei participando. Portanto, segue, abaixo, mais informações:

🎙️Prepare-se para o @programa.mesadebar deste sábado! O cenário escolhido é o espetacular Clube Arena JB, em Vitória de Santo Antão, sinônimo de conforto e estrutura de ponta, lugar perfeito para garantir momentos agradáveis e de altíssimo nível.
E o time de convidados? Simplesmente imperdível:
🎤 Radialista Aderval Barros
(@adervalbarros)
✍️ Historiador e atleta Cristiano Pilako
(@pilakooficial)
💼 Empresário Alexandre Ferrer (@pitu)
🎶 Dani Aguiar
(@daniaguiaroficiall)
🎵 Nildo Ventura (@nildoventura)
e Augusto César Filho
(@augustocesarfilhoofc)
Garanta sua dose de boas histórias, risadas e muita música!
Você acompanha nossa transmissão através das rádios CBN Recife (@cbnrecife) e CBN Caruaru (@cbncaruaru), e também ao vivo em todas as nossas mídias sociais.
Marque nos comentários quem vai sintonizar ou te acompanhar no Clube Arena JB!

Nossa cidade – Vitória de Santo Antão – sempre teve tradição na cultura do “cavalo de sela”. Vitória também é o palco da tradicionalíssima 1ª Feira de Agosto, encontro anual, outrora, espaço voltado ao chamado “apontamentos dos engenhos” e, num tempo mais recente, espaço dedicado ao comercio do “cavalo bom de montaria”.

Pois bem, foi nessa atmosfera que há exatos 25 anos surgiu a Cavalgada Fest, projeto que durou pouco mais uma década, mas conseguiu muito prestigio, dentro e fora do munícipio. Nas muitas edições, reuniu muitos apaixonados pela “vida de gado”. Em uma das edições, chegou a ser condecorada e inscrita, pelo Instituto Rank Brasil, como a maior cavalgada uniformizada do País.

Na sua primeira edição, ocorrida exatamente no domingo, 26 de novembro de 2000, contou com a participação de mais de 600 cavalos. No formato padrão, iniciava-se com um farto café da manhã, seguia em cavalgada pelas ruas da cidade, regado a bebidas diversas, no meio do percurso (bate-sela) o almoço e ao final, apresentações musicais.

Logo na primeira edição, entre outras atrações musicais, apresentou-se, pela primeira vez nossa cidade, a Banda Brasas do Forró. O evento dançante ocorreu no espaço conhecido por “Vitória Park Show”, localizado no centro comercial.
Veja o vídeo aqui: https://youtube.com/shorts/VpuMBOPcA0Y?si=GB6Homk8SRV-VlgG
Vinte e cinco anos se passaram e muitos dos que participaram das várias edições não esqueceu. Continua, portanto, sendo a Cavalgada Fest uma memória afetiva bastante relembrada e querida, hoje, destacada no nosso quadro Corrida Com História.


Na tristonha cidade do Paracatú, perto das montanhas, no oeste de Minas Gerais, nasceu, em 1802, Antônio da Costa Pinto. Formou seu espirito na terra portuguesa, e aos 25 anos de idade, regressou ao Brasil, trazendo carta de bacharel, conquistada em Coimbra. Diplomado, apresentou-se a D. Pedro I, mas não alcançou as graças do poder. Numa audiência, não se ajoelhou e não beijou as mãos do Imperador. Era rebelde. E por esse motivo, “recusando cumprir as cerimônias da etiqueta do Paço, escreve o erudito historiador padre Rafael Galanti, o governo o deixou no esquecimento, durante quatro anos”.
Quando veio o governo da Regência, em 1831, ingressou, Costa Pinto, na magistratura de Minas. Sentou-se, mais tarde, aos 34 anos de idade, na cadeira de presidente de sua província, e sete anos depois, em 1844, exerceu na terra mineira, o cargo de chefe de polícia. Voltando à judicatura, obteve, em 1846, o alto posto de desembargador na Relação de Pernambuco. Político de ideias elevadas, sem o exagero da disciplina partidária, representou o povo de Minas, em sucessivas legislaturas, na Câmara geral. E figurava, ainda, na bancada parlamentar, em 1848, quando o governo lhe entregou, numa hora de terrível agitação política, a administração de Pernambuco.
Governou, o desembargador Costa Porto, essa província do norte, de 14 de julho a 17 de outubro de 1848. Gravíssimas eram, a esse tempo, as lutas partidárias. Não se envolveu, porém, esse governo liberal, nas linhas dos combatentes, e se conservou alheio às ambições e aos ódios pessoais, dirigindo, com serenidade, e justiça, o barco do governo. Deixado a província pernambucana, esse ilustrado mineiro regressou à Corte.
Serviu, ainda, ao governo bragantino, aceitando, em 1860, a presidência da província da Baia e, dez anos decorridos, mereceu a honra de sentar-se numa poltrona do Supremo Tribunal de Justiça. Chegou, desse modo, ao fim de sua carreira pública, brilhante e honrada.
Faleceu, no Rio de Janeiro, no dia 20 de março de 1880, aos 78 anos de idade. O ministro Antônio da Costa Pinto, no alto julgamento de Olegário de Aquino e Castro, antigo orador do Instituto Histórico Brasileiro, foi a “imagem viva da justiça, em todo o esplendor de sua serena majestade”.
Célio Meira – escritor e jornalista.
LIVRO VIDA PASSADA…, secção diária, de notas biográficas, iniciada no dia 14 de julho de 1938, na “Folha da Manhã”, do Recife, edição das 16 horas. Reúno, neste 1º volume, as notas publicadas, no período de Janeiro a Junho deste ano. Escrevi-as, usando o pseudônimo – Lio – em estilo simples, destinada ao povo. Representam, antes de tudo, trabalho modesto de divulgação histórica.
Setembro de 1939 – Célio Meira.


Projeto que vem ganhando corpo a cada apresentação, o grupo “Seresteiros da Vitória” promoveu no sábado (22) o seu primeiro encontro dançante privado – Baile Preto e Branco -, realizado no Clube dos Motoristas, localizado no bairro do Cajá.
Com varias apresentação musicas e um público ávido para se divertir, o evento cumpriu seu papel, já na primeira edição.
Majoritariamente formado por senhoras, que trás na memória os clássicos musicais de uma “Era de Ouro”, a festa foi animadíssima.

No contexto festivo, o grupo destacou, com um painel bem produzido, algumas das “seresteiras” que começaram a iniciativa que tem, entre outros objetivos, sociabilizar e integrar pessoas mais maduras ao mundo do entretenimento.


Em várias postagens, aqui pelo blog, abordei minha relação com os pássaros. Outrora, ainda no quadrante de criança, criava algumas espécies engaioladas. Coisas daquele tempo.
Mais de quatro décadas se passaram e o conceito social, independente das questões jurídicas, em relação à criação de pássaros, mudou bastante.
Assim como já relatei em outras ocasiões, continuo criando pássaros. Já nesse quadrante de adulto, crio-os livres, leves e soltos, em total sintonia com ritmo da natureza.

Em minha residência, num pé de caju, acompanho o desenrolar do “vai e vem” deles. No mais recente episódio, outro ciclo começou a se fechar – produção do ninho, ovos sendo chocados e os primeiros “passos” dos novos membros da família.
Não sei exatamente a que espécie pertencem. Só sei que são dóceis e calmos. Permitem-nos aproximar, sem qualquer alvoroço. Acho que já entenderam que somos “amigos, parceiros e protetores”.
Não obstante a correria da vida, precisamos separar um tempinho para acompanhar certos espetáculos que acontecem bem pertinho da gente, sem que seja necessário pagar ingresso, enfrentar filas ou mesmos grandes deslocamentos em viagens…..


“Ultra Maratonista, viciado em corrida de rua”. Assim se definia, no seu perfil do Instagram, o amigo e corredor Greidison Nascimento. Foi com profunda tristeza que o “mundo” da corrida de rua, sobretudo o universo antonense, recebeu a notícia do trágico falecimento do corredor Greidison.

Particularmente, nutria por ele um misto de amizade e admiração. Seu jeito simples, cativante e brincalhão moldavam o seu jeito de ser. Ou seja: amigo dos amigos.
Greidison venceu a maior de todas as disputas. Revolucionou sua cabeça, para transformar o seu corpo numa verdadeira “maquina de corrida”,
Já na qualidade de atleta (corredor), a sua determinação e seu foco aos treinamentos o transformou em um vencedor, dentro e fora da nossa cidade, Vitória de Santo Antão. Um verdadeiro colecionador de medalhas, pódios e troféus.

Exatamente há 8 dias, como fazia vez ou outra, acabei filmando sua passagem, num final de treino “puxado”. Nunca iria imaginar que essa seria a sua última corrida, diante das lentes do meu celular.
Veja aqui:
https://youtube.com/shorts/Q0j3g8Tbjlg?si=UKf17uXBKJdDoOh2
Fica-nos mais esse ensinamento: mesmo para um atleta que “voava” na velocidade de uma ventania, “a vida é o sopro do criador, é uma gota, é um tempo que nem dá um segundo….” É a vida……..


Paranaense, nasceu Leocádio José Correia, em 1848, na formosa cidade de Paranaguá, a princesa do rio Itibiré, “à beira-mar plantada”, sob as graças de Nossa Senhora do Rosário. Conquistou, antes dos 25 anos de idade, na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, a carta de doutor. Não quis armar, na Côrte, sua tenda de trabalho. Não quis viver na sociedade carioca daquele Rio de 1865 a 1870, e, tendo bem acêsa, no coração e no espirito, a saudade das águas e dos pinheiros natais, regressou, apressado, à terra onde nasceu.
Moço, inteligente, culto, e cheio de esperanças, encaminhou seus passos, o jovem facultativo, pelas estradas perigosas da clinica geral e, em pouco tempo, conseguiu a simpatia e a confiança do povo.
Reinou, nessa época, em diversos municípios da província do Paraná, conta um historiador, terrível epidemia. Vendo-os perseguidos pelo destino, Leocádio não fugiu da arena de suas batalhas. E partiu, socorrendo-os corajosamente. Enfrentou essa calamidade, irmã gêmea da guerra, e a venceu. O exercício da medicina foi, na vida breve, a cheia de fé, de Leocádio Correia, um apostolado cristão.
Elegeu-o deputado, o povo do Paraná, enviando-o à Câmara geral. Não perdeu, nunca o parlamentar paranaense, em sucessivas legislaturas, a estima de seus concidadãos. Não traiu o mandato popular, 0btido nas urnas livres. Na tribuna, e no seio das comissões permanentes, defendeu, imperturbavelmente, os interesses vitais de sua província.
Jornalista, redigiu o “Itiberé”, periódico literário de seu berço nativo. E, homem de letras, publicou as “Novenas do Santíssimo Rosário”, “reproduzidas da edição feita em Lisboa, no ano de 1757, o “Enforcado” e o “Crime de Bernadino.”
É, também, de sua autoria, a “Bibliografia Paranaense”, que está, no julgamento do ilustrado do “Galeria Nacional, repleta de informes utilíssimos para a história literária do Paraná”.
Leocádio José Correia, morreu muito moço. Finou-se, no dia 18 de março do ano de 1886, aos 38 anos de idade. Não o esqueceram, os paranaenses. Veneram-lhe a memória.
Deixou, esse médico de alma cristã, deputado brilhante, escritor de boa linguagem, um herdeiro brilhante, um herdeiro de cultura literária.
É o filho. Leocádio Cisneiro Correia, prosador do “Guarapuava”, e poeta do “Sonetos Regionais”.
Célio Meira – escritor e jornalista.
LIVRO VIDA PASSADA…, secção diária, de notas biográficas, iniciada no dia 14 de julho de 1938, na “Folha da Manhã”, do Recife, edição das 16 horas. Reúno, neste 1º volume, as notas publicadas, no período de Janeiro a Junho deste ano. Escrevi-as, usando o pseudônimo – Lio – em estilo simples, destinada ao povo. Representam, antes de tudo, trabalho modesto de divulgação histórica.
Setembro de 1939 – Célio Meira.

Faço uso diário da leitura. “Bebo” nas mais diversas fontes. Uma espécie de “salada de frutas” em assuntos: artigos, pesquisas, noticias, frivolidades, curiosidades e etc.
Na noite de ontem (17), por exemplo, após realizar uma leitura dinâmica nos três grandes jornais da capital e conclui um livro, ainda tive fôlego para ler algumas postagens de um renomado blog, voltado para assuntos políticos. Dentre as quais, uma tratava do julgamento pelo STF das chamadas candidaturas avulsas.
No contexto, uma determinada frase fez-me rir. Escreveu o eminente julgador: “aos partidos políticos é atribuída a função de ‘organizar a vontade popular e de exprimi-la na busca do poder”.
Fiquei pensando: se a população tivesse noção do que se passa realmente na cabeça da expressiva maioria dos políticos, em relação aos seus problemas mais básicos, certamente morreriam, antes, por excesso de decepção.
Para não alongar muito o texto, concluo, dizendo: a política exclui os bem intencionados, privilegia os vigaristas e corrompe quase todos que por ela transita e circula……


Apesar do desejo antigo, mas por um conjunto de fatores alheios a minha vontade, só esse ano (2025) consegui programar-me para participar da Meia Maratona de João Pessoa, realizada na capital do vizinho estado da Paraíba.
Inscrito para fazer os “21k”, por precaução, acabei optando pelo percurso dos “10k”. o surgimento de uma lesão, meses antes, atrapalhou frontalmente a minha preparação. Ainda no sentido das dificuldades, 5 dias antes do dia “D”, uma gripe me “pegou”, complicando ainda mais o meu desempenho. Mas a “cabeça” já estava determinada para concluir o objetivo traçado. Daí, mesmo “cansadinho”, segui em frente…..

Superando as variáveis negativas, às 3h do domingo (16) pulei da cama e joguei-me em baixo do chuveiro. Às 4h, andando, já estava saindo do hotel, na direção da concentração do evento para, às 5h, juntamente com outros milhares de atletas, largar e concluir o percurso.
O referido evento, já na sua 6ª edição, foi muito bem produzido. Organizado e planejado em local estratégico – beira mar de João Pessoa – o mesmo concorre para o seu êxito. Às pessoas que correm e adotaram a corrida como estilo de vida, fica o meu conselho: a Meia Maratona de João Pessoa é uma boa experiência….


“Liberdade, liberdade!
Abre as asas sobre nós”
O samba-enredo campeão da Imperatriz Leopoldinense, em 1989, homenageou os 100 anos da proclamação da República no Brasil.
Porém, eu trago hoje a seguinte indagação: teria sido a proclamação da nossa República um ato épico e revolucionário?
Com toda a vênia, entendemos que não.
Em verdade, a própria monarquia brasileira já apresentava sinais de esgotamento.
Apesar de ter a simpatia de boa parte da população, Dom Pedro II estava doente e desgastado.
Comprou briga com o alto clero da Igreja Católica, ao manter-se aliado à maçonaria, bem assim bateu de frente com alguns setores do Exército, com a aplicação de penas de censura.
Paralelamente, crescia a classe média formada por profissionais liberais e comerciantes, que reivindicavam maior participação nos assuntos políticos.
Para além dessas questões, porém, dois pontos foram fulcrais.
Primeiro, que, com a assinatura da Lei Áurea, os barões do café, insatisfeitos com a perda da mão de obra escrava, também se sentiram traídos pela coroa.
Segundo, o descontentamento dos militares, desde o fim da Guerra do Paraguai, que se consideravam injustiçados e buscavam tomar mais espaço no poder.
O mais intrigante, todavia, é que a República foi proclamada pelo marechal Deodoro da Fonseca, monarquista convicto e de lealdade declarada a Pedro II, a quem devia, inclusive, favores.
Como a gota d’água, espalhou-se a “fake news” de que o governo tinha ordenado a prisão de Deodoro.
Acreditando que esse boato (jamais comprovado) seria verdadeiro, o indeciso Deodoro juntou as tropas e proclamou a República em 15 de novembro de 1889.
E assim nasceu a nossa República: uma intervenção militar, sem nenhuma participação popular.
Esqueceram de convidar para a festa o personagem principal: o povo brasileiro.
Sobral Pinto faz uma análise interessante.
Segundo ele, o fato de a nossa República ter sido proclamada por militares os faz sentirem-se, até hoje, como os verdadeiros “donos da República”, como se só eles fossem capazes de dizer quais são os melhores rumos para a nação.
Vale a reflexão.
Valeu, gente!
Bom feriado!
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Na terra paraibana de Bananeiras, onde o barão de Araruama e o ilustrado desembargador Santos Estanislau viram a luz do dia, nasceu, em 1814, Antônio Manuel de Aragão e Melo. Estudou preparatórios, em Olinda, e vestiu, naquela cidade, a batina humilde de seminarista. Abandonou, porém, no quarto ano, o curso eclesiástico. Restituído à vida mundana, mas habituado à solidão, aceitou, em dezembro de 1839, na vaga de Lourenço Trigo de Loureiro, o cargo de bibliotecário do Curso Jurídico, son o teto arruinado do famoso mosteiro de São Bento. E era, já, terceiro anista de direito, quando deixou, em 42, os livros da biblioteca.
Obteve, em 1844, a carta de bacharel, e ingressou na magistratura, aceitando uma promotoria de justiça, na sua província, e o juizado de direito na comarca de Limoeiro, na terra pernambucana. Exerceu o cargo de chefe de polícia na Baía e no Maranhão, e governou, pouco tempo, a província de Goiàz. Durante 20 anos, informa um biógrafo, representou na Câmara, o povo de sua terra. Homem culto, orador eloquente, advogado, jornalista, e conservador delicioso, Aragão e Melo, no julgamento de Liberato Bittencourt, preclaro historiador, “foi grande na advocacia, no latim, no jornalismo, e na cultura jurídica.”.
Pertenceu esse ilustre paraibano, celibatário, impenitente, aos rol dos homens feios. E essa fealdade do licurgo da Paraíba foi, humoristicamente, proclamada, na Câmara, por Martinho de Campos, o “demolidor de governo”, orador fulgurante e um dos mais notáveis parlamentares de Minas, no 2º Império. Deu-lhe, Martinho, um ramo verde da vitória. Leiamos, nesse particular, o erudito escritor do “Paraibanos Ilustres”: “ E ao entrar na Câmara, Martinho de Campos, então havido o mais feio dos representantes da nação, tomou um ramo de folhas e dirigiu-se, prazenteiro, a Aragão e Melo: “passo-lhe, satisfeito, o ramo, deixado de ser, de hoje em diante, o homem mais feio desta casa”. Possuia, Martinho de Campos, em grau elevado, o espirito de renúncia. Vê-se como ele se despojou das honrarias…
A República de 89 veio encontrar Aragão e Melo à sombra da árvore da velhice, e não muito distante da planície do túmulo. Não o atraiu. O ancião, por sua vez, não festejou. E tranquilo, relendo, por vezes, páginas do livro da sua vida, esperou que o destino lhe trouxesse, no minuto inadiável, a noiva dos celibatários. E ela chegou, a 17 de março de 1898, velhinha, vestida de branco, sem flores de laranjeiras….A noiva, tinhas séculos. O noivo, 84 anos.
Célio Meira – escritor e jornalista.
LIVRO VIDA PASSADA…, secção diária, de notas biográficas, iniciada no dia 14 de julho de 1938, na “Folha da Manhã”, do Recife, edição das 16 horas. Reúno, neste 1º volume, as notas publicadas, no período de Janeiro a Junho deste ano. Escrevi-as, usando o pseudônimo – Lio – em estilo simples, destinada ao povo. Representam, antes de tudo, trabalho modesto de divulgação histórica.
Setembro de 1939 – Célio Meira.


Em 11 de novembro de 1975, há exatos 50 anos, o então primeiro presidente de Angola, Agostinho Neto, proclamava a independência do país de jure e de facto de Portugal.
Tão logo se tornou independente de Portugal, porém, o país mergulhou em uma luta fraticida entre dois ex-movimentos de guerrilha anticolonial: o MPLA, apoiado pela antiga União Soviética, e a UNITA, apoiada pelos EUA.
Esta guerra interna teve um custo altíssimo, com milhares de mortos e mutilados, destruições de vulto nas cidades e o comprometimento grave da infraestrutura do país (estradas, pontes, aeroportos etc).
A despeito do desmantelamento das velhas estruturas colinais, a independência angolana, em plena Guerra Fria, inflamou paixões políticas, excitou os antagonismos ideológicos e desencadeou uma guerra civil sem sentido que mergulhou o país em quase duas décadas de tragédias.
O êxodo forçado de homens voltados para o bem da nação, como o professor Teodoro Chitunda, que veio para Olinda/PE, foi, dentre outras perdas, um dos piores legados que poderiam ter ocorrido a Angola.
Se você quiser compreender melhor todo este processo histórico de um país-irmão, também lusófono e que também passou pelas mesmas agruras de um colonialismo de exploração, recomendo o filme “Alice, Nome de Batismo”, de Tila Chitunda @tilovita (foto), e o livro “Impossível Regresso”, de Luís Guerreiro (foto).
11 de novembro: salvem Angola e o povo angolano.
À memória de dona Amélia Chitunda, protagonista e testemunha de toda esta história, com quem tive o enorme prazer de conviver, eu dedico este retalho de hoje.
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