
Em 11 de novembro de 1975, há exatos 50 anos, o então primeiro presidente de Angola, Agostinho Neto, proclamava a independência do país de jure e de facto de Portugal.
Tão logo se tornou independente de Portugal, porém, o país mergulhou em uma luta fraticida entre dois ex-movimentos de guerrilha anticolonial: o MPLA, apoiado pela antiga União Soviética, e a UNITA, apoiada pelos EUA.
Esta guerra interna teve um custo altíssimo, com milhares de mortos e mutilados, destruições de vulto nas cidades e o comprometimento grave da infraestrutura do país (estradas, pontes, aeroportos etc).
A despeito do desmantelamento das velhas estruturas colinais, a independência angolana, em plena Guerra Fria, inflamou paixões políticas, excitou os antagonismos ideológicos e desencadeou uma guerra civil sem sentido que mergulhou o país em quase duas décadas de tragédias.
O êxodo forçado de homens voltados para o bem da nação, como o professor Teodoro Chitunda, que veio para Olinda/PE, foi, dentre outras perdas, um dos piores legados que poderiam ter ocorrido a Angola.
Se você quiser compreender melhor todo este processo histórico de um país-irmão, também lusófono e que também passou pelas mesmas agruras de um colonialismo de exploração, recomendo o filme “Alice, Nome de Batismo”, de Tila Chitunda @tilovita (foto), e o livro “Impossível Regresso”, de Luís Guerreiro (foto).
11 de novembro: salvem Angola e o povo angolano.
À memória de dona Amélia Chitunda, protagonista e testemunha de toda esta história, com quem tive o enorme prazer de conviver, eu dedico este retalho de hoje.
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