
Faltando praticamente seis meses para o dia “D” eleitoral 2024, em Vitória de Santo Antão, os projetos políticos eleitorais, visando o comando do Palácio Municipal, começaram a ganhar tonalidade.
A chamada “pré-campanha” ganha corpo. O atual prefeito, Paulo Roberto, é candidatíssimo à reeleição, desde que assumiu a prefeitura. O vereador André Carvalho já botou seu bloco na rua, inclusive “desfilando” com os seus respectivos apoios e o deputado Aglailson Victor também já deu o seu play, reunindo sua militância com uma festa.

No último sábado (04), tendo como pano de fundo à comemoração do “Dia do Trabalhador”, o grupo vermelho promoveu encontro festivo no espaço conhecido como “Ponto 40” que é um tradicional local de manifestação política do referido grupo.
A novidade ficou por conta da exposição, nas redes sociais, do deputado Aglailson Victor. Comentários informais, afirmam que ele (Victor) será o candidato do grupo a prefeito da Vitória. Se assim se confirmar, fica-nos a pergunta: será que apresentará um novo projeto ou defenderá, apenas, que “os vermelhinhos” precisam voltar?

Vereador qualificado, mesmo no primeiro mandato, o parlamentar André Carvalho “inaugurou” um novo tempo na política antonense. Através das redes sociais, ferramenta democrática de comunicação de massa, conseguiu se firmar como liderança política local sem precisar de apadrinhamento político. Já aprovado nas urnas e com sucessivas vitórias politicas, em 2024, partirá para um desafio gigante, já que muitos asseguram que sua cadeira na câmara era tida como certa, no sentido da renovação do mandato. Independente de qualquer coisa, indiscutivelmente, é o “fato novo” da eleição majoritária de 2024.

Entrando em campo com ampla vantagem, o atual prefeito, Paulo Roberto, segue, no sentido de “administrar o resultado”. É bem verdade que para a disputa em curso perdeu o principal ativo da eleição municipal próxima passada, ou seja: o discurso da chamada “promessa de campanha”.
O fato é que Paulo Roberto ganhou “corpo político” e terá, indiscutivelmente, o maior conjunto de apoios do “exército de candidatos a vereador”. Pesa contra o atual prefeito, uma insatisfação política/administrativa da população que vive nas partes periféricas da cidade.
Portanto, como falei inicialmente, 6 meses é o tempo que nos separa do dia “D” das eleições municipais 2024. Em tempos de internet, informações rápidas com múltiplas interpretações, o que temos, para o “amanhã, é que pode acontecer tudo, inclusive nada……”













Vik Muniz vem sendo visto pela imprensa cultural do Rio de Janeiro e São Paulo como “o maior artista plástico brasileiro”. O seu currículo é fantástico, está sendo apontado como um dos mais caros do mercado de artes em Nova York. No entanto, para opinar sobre quem seria o maior pintor brasileiro dos nossos dias, eu escolheria o paraibano João Câmara, radicado no Recife. E assim o faço pelo que ele formula de indagações complexas, pela sua dramaticidade expressionista, sem deixar de ser acessível e, ao mesmo tempo, de forte erudição, transitando por diferentes meandros da história política do País, da arte, da mitologia. Ao ponto de ser visto por Francisco Brennand como “um pintor genial”. Genialidade inesgotável, indiscutível, sóbrio nos seus insólitos jogos de metáforas e analogias, pela inventividade na busca constante por fundir a arte, o homem, a vida. O Artista como gênio criativo. É assim que o vejo. Quem também fez a escolha do melhor, num longo ensaio, foi Ferreira Gullar, um dos maiores críticos de arte brasileira do seu tempo. O nosso João Câmara, premiado nacional e internacionalmente, era sempre uma referência nos trabalhos críticos do igualmente poeta Ferreira Gullar na sua coluna da Folha de São Paulo. Não foi por acaso, nem apressado, esse julgamento. Ferreira Gullar, como crítico exigente, altamente respeitado, era conhecedor da trajetória de João Câmara. Além de grande pintor (trabalha com tinta a óleo ou com tinta acrílica, sobre tela ou madeira), Câmara é dos raros na sua geração a estudar e a escrever, em profundidade, sobre a teoria da arte. Produziu durante vários anos artigos de crítica de arte, semanais, para o suplemento “Panorama Literário” do Diário de Pernambuco.Muniz ficou conhecido por usar materiais inusitados em suas obras como lixo, açúcar, chocolate, geleia, calda de chocolate, arame, pó, terra, até dinheiro picotado (!), etc. Trabalha num só ímpeto, com fotografia, pintura e escultura. Poderia ser visto por outro gênero de crítica como excelente fotógrafo, sem deixar de reconhecer a sua contribuição para a pintura. Já foi comparado alegremente com Gisele Bündchen das artes plásticas (Jornal O Globo, 22 de agosto de 2010). É o mais caro da Bolsa de Artes de São Paulo. (Uma obra ultrapassou US$ 300 mil num leilão). Torna-se estranho quando ele nos diz que toda a sua arte só tem começo. “O resto fica por conta do espectador”.




























