Os problemas continuam…

Na tarde de ontem (15) nossas lentes flagraram uma porca se alimentando de lixo na calçada nas proximidades do Viaduto do Cajá. Em praticamente todos os bairros a “pisada” é a mesma, ou seja, são animais circulando livremente pelas vias públicas.

Todos nós vitorienses, de uns dias prá cá,  estamos acompanhando o “drama” vivido pelos animais do extinto Parque Melo Verçosa, mais conhecido como Zoológico do Alto do Reservatório, onde as autoridades competentes estão tentando abreviar o sofrimento daquela “comunidade animal” fazendo contato com outras entidades do segmento para viabilizar transferência dos animais.

Não podemos de maneira alguma, achar que tudo isso é normal. Nossos gestores precisam urgentemente “acordar” para esses, e tantos outros, graves problemas existentes na cidade.

Circo na cidade

Encontra-se em temporada de espetáculo em nossa cidade, armada no lago do canal da Mangueira, a Companhia Circense REAL CIRCO. No último sábado (13), junto com minha família, compareci ao espetáculo.

Circo é sempre uma festa. A cultura do circo vem resistindo a tudo e a todos. O show é ali, bem próximo, ao vivo, sem truques e sem muitos recursos.

O Real Circo é dotado de uma boa estrutura física que abriga bem os pagantes, além de uma Praça de Alimentação na entrada. O circo ainda conta com uma área reservada para camarotes onde o pagante tem oportunidade de assistir tudo “bem pertinho”.

A plateia foi ao delírio, por várias vezes, com a participação dos palhaços que alterna quadros programados com improvisos, inclusive com a participação de pessoas presentes. Muito bom, para quem gosta de circo, vale a pena conferir.

Parou porque ? por que parou ?

No mundo virtual onde o ontem é museu, o hoje já é passado e o amanhã já está na ordem do dia, se manter presente e crescente na BLOGESFERA não é tarefa fácil.

Apenas à título de curiosidade, constatamos que site da Prefeitura está “parado” desde do dia 04 de outubro. Não seria então nenhuma ofensa perguntar:

1º- O site oficial da Prefeitura era só para fazer propaganda eleitoral ?

2º- Será que nesses últimos doze dias parou tudo mesmo?

Blog do Pilako: Mais de Hum Milhão e Meio de Acessos.

É com alegria, satisfação e um pouco de espanto que anunciamos a marca de mais de UM MILHÃO E MEIO de acessos alcançada  pelo  nosso blog no dia de ontem (10). ALEGRIA,   porque vencer,  sempre é bom. A SATISFAÇÃO deriva justamente da alegria que fora   alicerçada sob os princípios da ética e da correção sempre empunhada nessa nossa empreitada.

Então, de onde vem, mesmo que pouco, o ESPANTO?

No mundo virtual onde o ontem é museu, o hoje já é passado e o amanhã já está na ordem do dia, se manter presente e crescente na BLOGESFERA não é tarefa fácil. O espaço  virtual é tão poderoso que nos dá as ferramentas necessárias para “mudar o mundo”, quando, na maioria das vezes, não conseguimos nem nos entendermos.

Escrever diariamente me tem sido uma tarefa salutar e prazerosa. O ato de escrever inevitavelmente nos força a aprender. Acertadamente, ao invés de falar do mundo para nossa cidade escolhi falar de Vitória para que o mundo lhe visse mais.

Alguns dos segredos do sucesso do nosso blog, acredito,  seja a forma simples da construção das matérias, pois repito sempre que tenho oportunidade, tem coisa que só é notícia no Blog do Pilako, tal qual um encontro de amigos em uma praça qualquer como também pela imprevisibilidade dos temas abordados, todos relativos a cidade.

Portanto, quero mais uma vez agradecer a toda equipe e colaboradores, e principalmente você internauta, pela construção     de um novo jeito de dialogar com a sociedade, de maneira aberta e franca fazendo um mundo melhor, até porque, O CENTRO DO NOSSO MUNDO É A NOSSA CIDADE.

Triste contingência humana

Nada me infunde tanto respeito como os cabelos brancos.

Os velhos, quando os vejo passar encurvados ao peso dos anos, olhos encovados, face enrugada, semblante quiçá anuviado pelas sombras do infortúnio, sinto n’alma, evoco em mim mesmo todas as suas passadas alegrias, risos e venturas, os seus desenganos, as suas esperanças mortas.

Cada cabelo branco como que retrata uma página da vida, página doirada de luz ou tarjada de luto; revive um episódio interessante, a fase amena dos castelos infantis, o período romântico de verdes sonhos, dos corações enamorados; as primeiras batalhas e os primeiros triunfos na luta pela vida; enfim, reminiscências queridas de anos que se foram para jamais voltar.

Deve ser penosa a existência nessa quadra, quando um homem se transforma num fardo inútil e as mais das vezes aborrecidos e incômodo; quando ele sente a ausência daqueles que o ajudaram nos primeiros passos, dos companheiros de jornada, que o esperam no além-túmulo; e quando nota que tudo é indiferente à sua sorte, que ninguém se preocupa com sua pessoa, mas quando muito cortejam a sua fortuna; quando se convence de que passou a sua época, que o mundo é dos moços e dos fortes, que tem de voltar as costas a tudo o que constituiu o objeto de seus pensamentos e desejos e resignar-se à marcha batida para a eternidade.

É-lhe quase impossível uma conformidade perfeita quando pensa maduramente na sua triste realidade: ou procura afastar de si o pesadelo do fim que se aproxima ou, vencido, angustiado, pede a Deus lhe abrevie a existência.

A maior parte, porém, quer viver, ainda. Embora como sombras errantes do homem ou mulher que foi, que venceu, que riu, que recebeu aplausos e cortesias, que foi talvez o eixo de uma pequeno mundo.

Triste contingência humana!

Prof. José Aragão
Texto publicado no editorial do Jornal “O Vitoriense”, de 07 de Janeiro de 1940.

Apenas uma leitura despretensiosa…

Jota Domingos

No Brasil é assim, mal se concluiu uma eleição e já estão os políticos e a imprensa falando já no próximo pleito. Os assuntos giram em torno das novas perspectivas para 2014, quando serão realizadas eleições para novos cargos, tais quais presidentes, governadores, senadores e deputados federais e estaduais.

Muito bem, nem sempre a derrota nas urnas configura-se como “perca total”. Um bom exemplo disso é o candidato derrotado ao cargo de prefeito, na cidade de Recife,  Daniel Coelho, isso porque mesmo não conseguindo levar a eleição para segundo turno saiu das urnas muito maior do que entrou.

Em nossa cidade, após uma revisada na votação dos candidatos à vereador, não eleitos, podemos observar alguns vitoriosos, que mesmo sem ter conseguido emplacar um mandato saíram das urnas fortalecidos.

Um bom exemplo disso, foi o comunicador Jota Domingos que fez abrir na cidade uma discussão sobre a força da imprensa local. O estreante em pleitos eleitorais Xanuca, que tem como “base” o bairro do Lídia Queiroz e adjacências mostra que entrou no “jogo pra ficar”.

Xanuca, Beto do Pró-asfalto e Kátia de Natuba

A votação da iniciante Kátia de Natuba revelou a força do seu pai, principal cabo eleitoral, o veterano ex-presidente da Câmara de Vereador Ramos de Natuba, que mantém sua força na Zona Rural da cidade, dividindo esse “espólio” aliás, com atuante e articulado Beto do Pró-asfalto, que mesmo tendo diminuído de votação mostrou que tem um eleitorado cativo e fiel que acredita no seu trabalho, que teve origem humilde na comunidade de Pirituba.

Já no chamado “voto religioso” o Irmão Celso quase dobrou sua votação em relação a campanha passada. Luciano Lima, aparentemente, o mais católico de todos, teve um bom desempenho. Devemos também destacar a votação da estreante Silvia do Geral, que sempre atuou nos bastidores eleitorais e saiu das urnas mostrando que também sabe o caminho do “mapa da mina”.

Irmão Celso, Luciano Lima e Silvia do Geral

Na eleição passada a votação de Zequinha Mototaxi já o revelava como uma liderança, veio para essa eleição e mostrou aos seus líderes que se houvesse mais investimento na sua campanha teria avançado muito mais.

Um movimento intitulado, “APOSENTE UM VEREADOR VITORIENSE”, ocorrido no período pré-eleitoral liderado por uma turma jovem, que teve como representante Walter Vieira, concentrado na internet, principalmente nas redes sociais revelou definitivamente que a cidade precisa sair dessa “camisa de força”, visto por alguns como “uma coisa de meninos” cumpriu muito bem, ao meu ver, um papel pedagógico e inovador para a história política da cidade, construindo uma atmosfera propícia ao chamado voto consciente.

Zequinha Mototaxi e Walter Vieira

Sendo assim, poderíamos, sem deméritos aos demais, classificar essa pequena lista de candidatos que mesmo sem assumir cadeiras na Casa de Diogo de Braga saíram das eleições passadas como VENCEDORES.

Buraco voltou rapidamente…

Na manhã de hoje (10) nossas lentes registraram aquilo que tínhamos previsto. O buraco na Avenida Mariana Amália, que “teima” em desafiar os técnicos da Secretaria de Obras, e por tabela, os funcionários das empresas contratadas pela municipalidade para saná-lo, rapidamente voltou.

Sendo a Avenida Mariana Amália uma das principais artérias do centro financeiro e comercial da cidade a não solução, em definitivo do problema, revela-se na falta de cuidado e zelo da gestão do Governo de Todos com a imagem da cidade, isso porque, entre tantas justificativas, nossa cidade está atravessando um auspicioso momento de crescimento econômico.

Câmara não foi tão renovada assim…

Campanha Eleitoral é feito final de campeonato de futebol, parte dos torcedores sai do estádio comemorando e a outra lamentando. Diz alguns entendidos, que se aprende mais com as derrotas do  que com as vitórias.

Pois bem, durante todo dia de ontem (08) nas conversas dos “cientistas políticos populares”, que encontramos em todos lugares, tipo, mesa de bar, banco de praças, igrejas e… etc, ouviu-se falar muito na grande renovação dos nomes na casa Diogo de Braga, ou seja, Câmara de Vereador.

Falou-se que nunca na história o percentual de renovação no Poder Legislativo foi tão grande em nossa cidade, algo em torno de 75% dos quadros.

Pois bem, dos atuais 11 vereadores, apenas três renovaram seus mandatos, Novo da Banca, Dr Saulo e Duda de Pacas consolidando assim suas lideranças.

José Aglailson concorreu ao cargo de prefeito, Pedro Queiroz e Silvio Gouveia saíram da disputa.

André Saulo e Geraldo Enfermeiro, não concorreram mas “mantiveram” sua  representações através dos seus familiares,  pai e filho, respectivamente.

Os vereadores Mano Holanda e Everaldo Arruda, apesar das boas votações, não conseguiram a renovação dos seus mandatos. No caso de vereador Frazão a quantidade de votos foi muito abaixo da expectativa, motivo pelo qual  não logrou êxito na disputa.

Retornam a casa o Médico Edivaldo Bione para cumprir seu terceiro mandato e o atuante Sandro da Banca que fez uma campanha de “gente grande”.

A grande votação do professor Edmo Neves já era esperada, dada a grande estrutura montada na sua campanha, e também pela experiência acumulada com as sucessivas derrotas fez-lhe tomar todas as precauções necessárias.

Edinho que já tinha sido “quase vereador” na eleição passada foi seguido fielmente pelo seu eleitorado e mostrou que é uma liderança inconteste.

Danda da Feijoada perdeu na eleição passada, mas mostrou que tinha cacife. Mesmo sem mandato trabalhou os quatro anos, e foi buscar a diferença que lhe faltava com muito trabalho.

Toninho foi sem sombra de dúvidas a maior das renovações. Sem a menor estrutura, na eleição passada, deu um “Banho de votos” em muita gente “grande”. Veio para essa campanha empunhando a bandeira do bairro Jardim Ipiranga e foi buscar o complemento da votação na cidade inteira.

Sendo assim, poderíamos dizer que nominalmente tivemos de fato uma grande renovação. Mas no computo geral também poderíamos dizer que a mudança não foi tão grande assim, isso porque, das 11 cadeiras, 03 serão ocupadas por atuais vereadores, 02  por representantes familiares de atuais vereadores, 02 por ex- vereadores e apenas quatro acentos terá de fato “sangue novo”.

A cidade cresce (1966)

CALÇAMENTO AO LADO CEM PEDRO RIBEIRO 1963-1966

Quer o vitoriense ter uma visão panorâmica da cidade?

Suba os morros que a circundam, nos diversos bairros, distenda a vista pelos quatro pontos cardeais, ou então, a sobrevoe num das aeronaves do Aeroclube local.

E verá que a cidade cresce em quase todos os sentidos. Nos Maués, no Centro, em direção a Natuba; transpôs o Tapacurá, galdou o Alto da Boa Vista e se espraia nas várzeas circunjacentes, no Jardim Ipiranga, nas propriedades que contornam o Hospital Santa Maria; saiu pelo antigo Beco do Borges, subiu o morro do atual Jardim São José; desbordou do Jiquiá e vai subindo as ladeias do antigo sítio Oiteirinho; cercou as antigas propriedades da Pitombeira, dos sítios Recreio e Jaqueira, todas envolvidas por novas ruas em diferentes direções e hoje lotadas.

Alongou-se de Água Branca para um lado, na antiga propriedade Santana.

Aqui e alo, vão surgindo aglomerados de casas, isoladas, perto umas das outras, permitindo-nos já antever o que será a cidade da Vitória de Santo Antão dentro de dez a vinte anos, quando todos esses logradouros se ligarem ao centro urbano.

Mas, o que é para lamentar, esse crescimento nem sempre tem sido disciplinado pelo poderes públicos. Várias administrações se omitiram nessa, por todos os motivos, importantíssima obra, que é a do planejamento urbano e suburbano, deixando que, nos terrenos que cercam a cidade, se construíssem e se construam casas sem a devida licença municipal, sem qualquer plano para a formação das ruas e o alinhamento dos prédios, o que permitiu se formassem verdadeiros Arraiais de Canudos, como, por exemplo, nas ruas do antigo sítio Cedro, nos Maués e em Santana.

Esta displicência tem criado e vai criando dificílimos problemas para a própria Prefeitura.

Quando, algum dia, o esforço administrativo se dirigir a essas paragens com o intuito de modernizá-las, terá de desapropriar casas e mais casas, de recente construção, para dar um arremedo de alinhamento às ruas tortas e estreitas que nelas se criaram, inteiramente a revelia do poder público.

Estamos informados de que a administração atual do Município vai cuidar seriamente do assunto, elaborando uma planta geral e definitiva da cidade, que abrangerá todos os terrenos situados em torno da mesma, dentro de uma área de três a quatro quilômetros, e estabelecendo normas seguras e adequadas para qualquer nova construção, com um mínimo de largura para as ruas e alinhamento certo para os prédios de qualquer natureza, mesmo os de taipa, que os há ainda.

José Aragão
Editorial do Jornal O Vitoriense de 28 de Fevereiro de 1966.

Parabéns à Elias Lira pela vitória nas urnas

No dia de ontem (07) os eleitores em todo País foram às urnas para eleger prefeitos e vereadores que irão tomar posse a partir de 2013. Em nossa cidade, após intensa campanha eleitoral dos três candidatos à prefeito e de mais de uma centena de  candidatos à vereador o pleito transcorreu  de maneira ordeira.

Acertadamente a Justiça Eleitoral se antecipou aos possíveis fatos que poderiam  acontecer, dado ao nível de acirramento na disputa local, tanto no transcorrer da campanha quanto no dia “D”, isso porque, no domingo (07) a cidade viveu um dia histórico pela forma equilibrada e serena com que os eleitores foram às urnas.

Os candidatos da chapa majoritária da coligação VITÓRIA, MUDANÇA E RENOVAÇÃO    Jailton Albuquerque e Jairo Medeiros independente do resultado eleitoral, cumpriram suas missões democráticas, trocaram as “cômodas” participações agregadas aos caciques e foram protagonistas das suas próprias histórias.

O candidato José Aglailson, veterano na política e liderança inconteste na cidade como também na região, perdeu a eleição “de pé”. Mesmo com idade avançada e com seu grupo esvaziado pelos chamados “aliados do poder” mostrou que ainda detém uma grande força eleitoral e política na cidade. Mesmo com uma quantidade de candidatos a vereador   inferior ao seu principal oponente, disputou a eleição até os “45 do segundo tempo”. Fica difícil de se fazer prognóstico futurísticos em virtude da suas muitas primaveras.

Elias Lira, com a vitória de ontem (07) passa à história da cidade como primeiro prefeito a assumir a administração pela quarta vez. Político experiente, Elias soube bem “administrar” a chamada “máquina” em favor da sua reeleição. Explorando durante a  campanha eleitoral  a “fama” de violento do seu adversário conseguiu assim manter a cidade dividida, além claro, de contar com apoios de pesos como do deputado Henrique Queiroz e do Empresário Alexandre Ferrer.

Não podemos, em hipótese alguma, inserir como fator decisivo para  “batalha das urnas” de ontem, os confrontos nos modelos administrativos  “pilotados” pelos dois caciques, dadas as formas “idênticas” até agora, de suas últimas gestões. Em momento algum na campanha os dois principais candidatos se preocuparam em discutir os problemas de Vitória e muito menos buscar as soluções e os novos projetos para melhorar a cidade.

Elias deve ter acordado hoje radiante com a sua vitória nas urnas, o que é natural, até porque, se empenhou para isso, mas não podemos dizer que terá uma administração fácil. Dinheiro não há de lhe faltar para tocar sua administração nos próximos quatro anos, já   com relação as dificuldades e demandas administrativas, impulsionadas pela velocidade que os  novos tempos nos  impõe, não podemos dizer a mesma coisa.

Na relação com a Câmara para próxima legislatura, o Prefeito não deverá ter maiores problemas, isso porque, a maioria foi eleito no seu “palanque” e os outros três, aparentemente, não esboça nenhum radicalismo.

A cidade, mesmo após os quatro anos da administração de Elias, reeleito por um eleitorado que na sua grande maioria estava “anestesiado” aos debates administrativos, está urgentemente precisando de UM CHOQUE DE GESTÃO.

No decorrer dos próximos quatro anos Elias terá que contornar no próprio grupo,   heterogêneo por natureza, as vaidades e disputas internas, isso porque, pela não possibilidade de sua reeleição muita gente vai querer deixar de ser “índio” para virar “cacique”. Parabéns Elias Lira e Henrique Filho pela vitória conquistada nas urnas.

Voto: Direito ou Obrigação?

Foto: JORNAL DA VITÓRIA – ANO XXV – Nº 167 – JANEIRO – 2008

No próximo domingo (o7) todos eleitores vitorienses terão um encontro obrigatório com as urnas eletrônicas, independentemente para quem vai dar o seu precioso voto. Votar, é exercício de direito, de cidadania, portanto, seja lá qual for o motivo da sua escolha, faça valer sua vontade, é assim que a sociedade avança, votar é sempre uma emoção.

Em nosso País o comparecimento ao local de votação e as devidas justificativas pela falta dele ainda são obrigatórios. A sociedade civil organizada já vem colocando em pauta a não obrigatoriedade do voto, mas enquanto os nossos políticos não estiverem preparados para esse tipo de eleição, irão nos “obrigando” a exercer nossos “direitos”, direito esse, que não nos dá o direito de abrir mão do nosso próprio direito. Afinal, votar é um direito ou uma obrigação?

Para refletir deixarei a famosa escritura sagrada dos violeiros que diz:

A SAGRADA ESCRITURA DOS VIOLEIROS

A DEFESA É NATURAL.
CADA QUAL PARA O QUE NASCE.
CADA QUAL COM SUA CLASSE, SEUS ESTILOS DE AGRADAR.
UM NASCE PARA TRABALHAR;
OUTRO NASCE PARA BRIGA;
OUTRO VIVE DE INTRIGA E OUTRO DE NEGOCIAR;
OUTRO VIVE DE ENGANAR;
O MUNDO SÓ PRESTA ASSIM;
É UM BOM E OUTRO RUIM;
E EU NÃO TENHO JEITO PARA DAR;
PARA ACABAR DE COMPLETAR;
QUEM TEM O MEL, DÁ O MEL;
QUEM TEM O FEL, DÁ O FEL;
QUEM NADA TEM, DADA DÁ.

(Zé Ramalho)

Gestores omissos…

O tema da mobilidade urbana nunca esteve tão “aceso” no País inteiro, mediante claro, ao debate eleitoral municipal que hora se finda. Já em nossa cidade, onde os candidatos nas se propuseram a se aprofundar na discussão, suas causas, consequências e suas possíveis soluções.

Nossa Vitória, Capital da Zona da Mata, cidade aquecida economicamente em pleno crescimento  imobiliário, precisa urgentemente encontrar a  solução, ou as soluções para a difícil equação no melhoramento do fluxo de veículo.

Não podemos, na atual conjuntura, “parar” a cidade diariamente por conta de cortejos fúnebres, deslocamentos de bancos de feiras e ter que acompanhar, em marchas vagarosas, os carros de som. Os futuros gestores da cidade precisam deixar a omissão de lado e botar a “mão na massa” para não deixar a cidade, literalmente, travada.

Veja o vídeo:

Barbosa, tem mais uma GAMBIARRA em nossa cidade!

Noticiamos anteontem (03) que o buraco na Avenida Mariana Amália, que vem “desafiando” a capacidade dos técnicos da Secretária de Obras da gestão do Governo de Todos e empresas contratadas, isso porque, já foram realizados vários serviços para “acabar com ele” e até agora nada.

Na mesma matéria, cobramos também mais atenção do Secretário de Planejamento, senhor Barbosa, sujeito que Elias Lira trouxe lá da cidade de Belo Jardim para ser uma espécie de “GERENTÃO” no sua administração, com relação à essas empresas contratadas pela municipalidade, até porque, serviços mau feitos na cidade é o que não falta, muitos deles mostrados aqui pelo blog.

Muito bem, após nossa matéria, a prefeitura cuidou logo em resolver a “parada”.  Mas ao que parece, mesmo não sendo conhecedor da matéria, tudo indica que  o serviço novamente não vai prestar.

Nossas lentes acompanharam a operação “tapa buraco” dos técnicos da Prefeitura no local  e o tipo de matéria ali aplicado certamente se configurará como mais uma GAMBIARRA do Governo de Todos.

Vitória: “pasto + pocilga”

Na tarde de ontem (04) nossas lentes registraram, mais uma vez, uma porca se alimentando de lixo nas proximidades do Viaduto do Cajá. Em praticamente todos os bairros da cidade a “pisada” é a mesma, ou seja, bichos nas ruas.

A gestão do Governo de Todos chega ao seu quarto ano de atuação e não conseguiu, entre outras coisas, resolver a questão do grande “pasto + pocilga” que se transformaram as ruas de nossa cidade. É simplesmente, lamentável!!!

PARABÉNS?

Recebi  na noite de ontem (04), via e-mail, parabéns e incentivo um tanto curioso:

De: Matheus Ferraz – matheusfrs@hotmail.com – IP: 187.78.202.245 
Assunto: Parabéns
04/10/12 – 20h06 

Bom, esse Email é destinado para o Pilako…

Olá Pilako, primeiramente eu gostaria de deixar bem claro que isso NÃO é uma ameaça, até porque eu sou totalmente contra esse tipo de politicagem em nossa cidade, você tem feito um ÓTIMO trabalho no seu blog, em mostrar talentos da nossa cidade e claro, a verdade, como anda nossa cidade, esquecida… Corajoso, mas talvez tolo, pois você corre o risco de perder sua vida, pode até ser exagero meu, mas você quem fala a verdade demais acaba perdendo a sua vida…

Essa é minha opinião, grato pelo tempo, e mais uma vez parabéns pelo seu blog…

Matheus Ferraz, 16 anos.

Quem é culpado? – ou melhor: quem são os culpados?

No dia de ontem (03) chegamos ao final dos programas eleitorais gratuitos televisivos dedicados aos prefeitos. Acompanhamos a exibição de praticamente todos. Estranhamente a programação “normal” da TV Vitória, levantou, também no dia de ontem, o tema Mercado de Farinha.

Muito bem, antes de Vitória ser elevada à categoria de cidade, em 06 de maio de 1843, o comercio local já era uma referência. Contam os livros da nossa história, que naquele tempo a maior dificuldade dos comerciantes e agricultores era com relação a falta de lugares cobertos, principalmente no período chuvoso, para comercializar seus produtos.

Sendo assim, a Câmara Municipal em 1865 inaugurou o Açougue Municipal, construção essa que teve seu centenário festejado em nossa cidade 1965.

FOTO: HISTÓRIA DA VITÓRIA DE SANTO ANTÃO – 3º VOLUME – (1843-1982) – II

Em 1912, por imperiosa necessidade o Prefeito Eurico Valois, resolveu tomar empréstimo ao Governo do Estado, em nome da municipalidade, para demolição de alguns  prédios e posteriormente a construção do Mercado de Cereais, hoje conhecido como antigo Mercado de Farinha, que de maneira provisória, foi inaugurado em 16 de agosto de 1913.

José Aragão

O Prefeito Miguel Lagos deu continuidade a importante obra fazendo-lhe a bela fachada, que ainda ostenta, só vindo a ser totalmente concluído em 1943 na administração do Prefeito José Aragão, recebendo uma nova cobertura e formosura no acabamento.

MERCADO DE FARINHA – FOTO: LIVRO HISTÓRIA DA VITÓRIA DE SANTO ANTÃO.

Meu pai, Zito Mariano, ocupou durante muito tempo, espaço (lado direito de quem entra pelo portão principal) comercializando farinha, oficio herdado do meu avô Zezé Mariano, oportunidade aliás, que me fez, quando criança, aprender a “costurar boca de saco de farinha”.

Zito e Célio – 1960

Na década de 1960 na administração de Prefeito Zé Augusto o Governo Federal construiu um outro mercado, na Praça da Bandeira, com vários boxes. Outros mercados também foram construídos, até porque nesse tempo não existiam os chamados supermercados e as feiras e mercados foram os únicos “pontos de encontros” para os que queriam vender com os que necessitava comprar.

Mercado da CIBRAZEM – Calçamento da Praça da Bandeira – 1961 – Hoje toda essa área é invadida ilegalmente por prédios do comercio informal. Foto: José Augusto Ferrer Sim, Sim – Pedro Ferrer.

Pois bem, o tempo passou e sem nenhuma justificativa plausível em 1978 o histórico  prédio do Mercado de Farinha foi alugado por “quantia irrisória” a uma empresa do ramo de supermercado, chamada “BALAIO” pelo Prefeito Dr. Ivo Queiroz, sendo esse acontecimento o “ponto de partida” para a degradação e favelização do nosso centro comercial como diz uma matéria replicada no livro recém lançado que conta a história da cidade.

Dr. Ivo bateu o martelo: “Praça dará lugar a Shopping Popular. Os bancos de madeiras serão substituídos por compartimentos de ALVENARIA”.

O comercio de farinha foi transferido para um novo espaço localizado na Rua Primitivo de Miranda, que passou a ser chamado de “Novo Mercado de Farinha”. Apenas à título de curiosidade esse prédio veio a ser demolido na gestão do Governo Que Faz, sob o comando do Prefeito José Aglailson, para dar lugar ao hipotético, Restaurante de R$ 1,00, coisa aliás, que não passou de mais “delírio administrativo”.

No final da década de 1980, mais precisamente em 1987, o histórico prédio do mercado voltou para as “mãos” da municipalidade, naquela ocasião sob o comando do Prefeito Elias Lira, que não atendeu aos apelos da sociedade lhe pedindo que surgisse no Histórico Prédio do Mercado, um ambiente sócio-cultural. De maneira unilateral Elias Lira acabou dando outro destino, destino esse, que levou a sua completa degradação.

MERCADO DE FARINHA – FOTO: HISTÓRIA DA VITÓRIA DE SANTO ANTÃO, 1983 A 2010 – Pedro Ferrer

Outros políticos locais, como Henrique Queiroz e José Aglailson, ambos deputados com nove e seis mandatos consecutivos, respectivamente, em nada usaram seus cargos para interferir no processo de “desidratação” do nosso centro comercial, José Aglailson aliás, foi prefeito por oito anos (2001 a 2008) e não moveu uma “palha” para mudar a situação, muito pelo contrário, deu mais “carga” na bagunça.

O tempo passou e hoje os profissionais da política de nossa cidade, herdeiros e descendentes do modelo de gestão que contempla, a risca, a famosa cartilha do atraso, implantada em nossa cidade pelo Coronel José Joaquim da Silva e aperfeiçoada pelo médico Ivo Queiroz, não disseram a população o porque de ter deixado a situação chegar ao ponto que chegou, muito menos pronunciaram o que vão fazer, caso eleitos mais uma vez, com a conhecida FAVELIZAÇÃO DO CENTRO COMERCIAL DA NOSSA CIDADE.

O debate político em Vitória chegou, acredito eu, ao nível mais baixo de sua história, onde os candidatos, nada de consistente dizem,   conduzem as massas pelas ruas servindo apenas de “molduras” e “totalmente embriagadas” pelo desejo momentâneo de dançar, esperançosos por espaço no “campo” do poder, mas que após o “apito final” das urnas não terão o prazer de nem entrar nos estádios, porque a derrota chamada ilusão vão acordar-los para dizer que tudo foi apenas um sonho.

Sendo assim, o que foi construído com muita dificuldade e amor a causa pública, respeitando todos os princípios éticos, pelos prefeitos do passado, foram destruídos e desmontados pelos políticos contemporâneos. Essa é mais uma triste história que somos obrigados a narrar.