Tragédia no Matadouro: teatro para todos – sábado 21 – 16h

Tragédia no Matadouro: uma história de amor e ódio contada por um grupo de palhaços. O Círculo Mágico da Cabriola fará um ensaio aberto da peça Romeu e Julieta, de Shakespeare, no próximo sábado, 21, ao lado da praça do Matadouro, às 16h. O espetáculo comporá a programação do Natal de Todos, evento realizado pelo movimento Ocupe Todos Pela Educação.

Na peça, os palhaços Butico, Cambotinha, Barraca, Foguinho e Biliro interpretam os famosos personagens da tragédia lírica Romeu e Julieta, de William Shakespeare. A direção é de Durval Cristóvão. Os figurinos e as maquiagens nasceram de uma oficina realizada por Anaíra Mahin, multiartista pernambucana. O espetáculo é em memória de Antônio Cadengue, diretor e teórico pernambucano. O elenco é formado pelos atores-palhaços: Arthur Carvalho, Hugo Tavares, Kelryn Lainym, Sammia Gonçalves e Welligton Luís.

Momento Cultural: Ao som dos Clarins – por GUSTAVO FERRER CARNEIRO.

Uma batalha????

De um lado homens da palha

Rosa na boca

Óculos escuros

Fardão ricamente bordado

Entorpecido de cachaça

Caminhando sob sol escaldante

Repique de chocalhos

Desfilando sua majestada em lanças

Na batida de um baque virado

Do outro lado

Um exército de séquitos

Roupa de mescla

Lanço vermelho no pescoço

Sandália de couro

Bacamartes em punho

8 polegadas na cintura

Armados até os dentes

Ao som de oito baixos

Zabumba e triângulo

Repicando ao pé de uma serra

Descendo o morro,

Um grupo de caboclinhos

Com seus penachos coloridos

Pés descalços

Estalos de arcos

Num batuque ensurdecedor

Negros cantam

As som dos tambores silenciosos (???)

Evocando ancestrais africanos

Afoxés mágicos

Entidades desconhecidas

A cavalaria avança

Cavalos marinhos, caluas e ursos

Papangus gritando

Repique de Castanholas?

A La ursa quer dinheiro

Quem não der é pirangueiro

Um galo gigante canta a beira do rio

Acordando menestréis e boêmios

Rebuscando amores perdidos

O som dos clarins

Inunda essa magia

Buscando uma energia

Não se sabe de onde

Exaltando toda a paixão e “frevor”

Esse “Frevor”

Espora afiada sobre a tristeza

Batuque incansável

Sob um corpo cansado

Entretanto incontrolável

Sem conseguir segurar

Arrastando multidões

Cegas levadas por um instinto

É a Síntese da alma

De um povo que acredita

Que a cultura supera barreiras

Vencendo toda e qualquer batalha

É Pernambuco no coração

Um Brasil inundado de emoção

Nessa batalha cultural

Oh quarta-feira ingrata,

É carnaval…

(MOSAICO DE REFLEXÕES – GUSTAVO FERRER CARNEIRO – pág. 22 e 23).

Momento FAMAM – Faculdade Macêdo de Amorim

Inteligência artificial, análise de sentimento, busca visual: as tendências de Marketing Digital em 2020 são muitas. Entender como utilizá-las pode ser o diferencial que você precisa para se destacar nesse mercado que cresce a todo momento.
O Marketing Digital vem se consolidando como uma das ferramentas mais eficientes para atrair consumidores e ampliar o alcance de uma marca.

O sucesso de estratégias, voltadas para a internet, atrai empresas de todos os tamanhos, o que faz com que a engrenagem de novidades nesse nicho gire cada vez mais rápido. Para ser bem-sucedido, em 2020, é preciso saber mais do que você sabia em 2019. Afinal, acompanhar as mudanças nas preferências da audiência e ficar por dentro das tendências que surgem a cada dia são fundamentais para se destacar em um mercado já caracterizado pela alta competição.


Por isso, é bom se preparar o quanto antes para explorar as novas tecnologias que vêm surgindo e adotar as práticas mais recomendas para lidar com o público atual. Pensando no seu sucesso, a FAMAM oferece a Pós – Graduação em Marketing Digital, para você que se identifica e deseja ter um excelente futuro profissional

CUIDADO COM JANEIRO – por Sosígenes Bittencourt.

Obviamente que eu não diria “cuidado com o Natal”, porque o nascimento de Jesus não tem nada a ver com isso. Porém, diria que é preciso segurar a emoção com o lado consumista da festividade, para em janeiro não estar com a mão na cabeça, por causa da farra financeira. Segundo alguns discursos evangélicos ou pastorais, Jesus é razão.

Não há riqueza maior no ser humano, força mais criativa do que a emoção, mas é preciso administrar seus excessos com a intermediação da razão. Napoleon Hill já o disse: “O entusiasmo é a maior força da alma.” Contudo, ‘entusiasmo’ deriva de “em + Teos”, ou seja, com Deus na alma, em estado de graça. Não adianta você cobrir-se do supérfluo, para depois carecer do essencial.

“Cuidado com Janeiro” significa “cuidado com as dívidas”. Outro dia, vi um economista dizendo que ninguém trabalha para pagar contas, trabalha para se manter. Quem recebe para pagar, não recebe, transfere. Ademais, é preciso confeccionar um colchão de segurança, para nas vacas magras ter como se socorrer. Não vá com tanta sede ao panetone, lembre-se do pão nosso de cada dia.

Prudente abraço!

Sosígenes Bittencourt

Mais um ano de “Missão Cultural”: prestação de contas, condecorações e comes e bebes!!!

Em recente encontro, ocorrido no sábado (14), em local reservado para o grupo, celebrou-se mais um ano de intensas atividades da “Corriola da Matriz”. O grupo, que tem uma mensalidade, realiza uma “missão cultural” todos os meses do ano.

Ao final, no mês de dezembro, os integrantes são condecorados com medalha realçando seu  grau de frequência nos passeios. Uma rápida e objetiva prestação de contas é realizada. Doravante, comes e bebes, boas conversas e tudo que um bom encontro de amigos pode oferecer.

E por falar em tristeza – por Sosígenes Bittencourt.

Eu sou meio ruim de tristeza. Pelo contrário, carrego uma certa alegria n’alma que, muitas vezes, confundem com falta de seriedade. Porque o importante não é a tristeza que você sente, mas o que você pode fazer com a tristeza que sente. Tristeza longa, duradoura é depressão. É caso clínico. Eu prefiro a tristeza que é caso cínico. Dizia, o dramaturgo Nelson Rodrigues, que “não se faz literatura, política e futebol com bons sentimentos.”

Por exemplo, a tristeza, para mim, é motivo de literatura. Eu recebi um grande conselho do poeta alemão Wolfgang Goethe: Faz da tua dor um poema, e ela será suavizada.

Sosígenes Bittencourt

O livro do professor Pedro Ferrer – Cristais Fissurados – continua provocando arrepios!!!

Escrever é algo que vai muito além do ato em si. Dificilmente encontraremos um reconhecido escritor, poeta ou contista produzido em série. Possuir um olhar diferente para as coisas aparentemente iguais  talvez seja o princípio da caminhada invariavelmente solitária. Assim sendo, realço, abaixo, o bem humorado comentário do eminente doutor Luis Bezerra de Carvalho sobre o opúsculo do não menos preparado e viajado, professor Pedro Ferrer.

Meu caro Pedro:

Devorei de um fôlego só seu livro: Cristais Fissurados. Há muito precisava ler algo sob a forma impressa. Ultimamente, somente leio as superficialidades das leituras digitais. Quebrei o jejum em grande estilo. Dei gostosas gargalhadas em muitos momentos do livro. Ele mais apropriadamente aborda temas que me inspiraram na palestra do Instituto em 02 de agosto. Muito do que li estava na minha intenção ao montar minha intervenção. Não o fiz para não ser prolixo e enfadonho. Corajosamente, você em alguns momentos dá nome aos bois.  No meu caso, evitei. Como sobre a burrice e a ignorância folclóricas do ex-Prefeito José Joaquim. Há passagens que me deixaram em dúvida: verdade ou ficção? Por exemplo, José Joaquim era bicheiro? Por sorte não contou sobre o meu primo nascido de uma traição da primeira dama! Até o Pilako foi introduzido ao final com contribuições filosóficas. Zito Mariano, cunhado do meu irmão Alcindo, e pai dele, entra com uma frase interessante: saudade não se mata, mas se alimenta. O livro poderia ter outro nome: viver é sofrimento; morrer, libertação. Mantra que persegue o livro sempre bem situado no contexto do romance. Ocorre-me Aluízio Bezerra Coutinho que dizia em sala de aula: enquanto há vida, não há esperança. Há narrativas profundas como algumas passagens sobre religião, porém, outras surgem com palavras de baixo calão, bem mais fortes do que as encontradas nas obras do Jorge Amado. No entanto, rola, priquita etc. estão bem-postas no livro. Não causam rubor, particularmente, nos tempos de hoje em que esculhambação, porra e arretado fazem parte do vocabulário dos jovens. A invocação do capô de fusca para imaginar o monte de vênus da mulher foi ótima. Enfim, fiz uma maravilhosa viagem à Vitória dos tempos que não voltam mais. Ocuparia muito espaço nesta mensagem listando as passagens marcantes e hilárias de nossa Vitória. Termino lhe agradecendo por ter me  proporcionado momentos de puro gozo, ops, Hahaha.

Luis Bezerra de Carvalho

Grupo “Vapor da Vitória” participou da 1ª Corrida Viver Runner – Glória do Goitá.

No meu terceiro reencontro com a corrida de rua– anos 1990, 2011 e 2019 – estou fazendo parte do grupo antonese, criado há três anos, que atende pelo sugestivo nome de “Vapor da Vitória”. Formado por um sem número de pessoas, o mesmo é composto por corredores de todos os níveis e vivências na área.

Na qualidade de integrante do grupo, fiz parte da turma que participou, na manhã do último domingo (15), da primeira corrida – Viver Runner – na vizinha cidade de Glória do Goitá. Outros grupos daqui também se fizeram presentes. Com percursos de 5Km e 10Km fiz a opção pelo mais alongado. Boa experiência!! Independente da colocação de chegada, todos aqueles que já calçaram o tênis e deixaram  o sofá para trás  já são considerados corredores de elite!!!