




Registro fotográfico, realizado no dia 15 de novembro de 1951,de quando o então prefeito Manoel de Holanda Cavalcanti se dirigia ao ato de inauguração de um novo trecho da Avenida Mariana Amália.


No contexto da 5ª edição da Corrida e Caminhada da Vitória, que acontecerá no próximo dia 26 de abril, aqui, em Vitória de Santo Antão, a organização, entre tantas outras premiações, estará celebrando histórias de superação destacadas pelos próprios atletas.

O “Troféu Superação” – masculino e feminino – será disputado exclusivamente na internet. Após o participante gravar e nos enviar um vídeo, contando sua história de superação, o mesmo (vídeo) será postado na página oficial da corrida. A postagem mais curtida – nas duas categorias – será a vencedora.
Correr é muito mais que suar a camisa. Por trás de todo atleta, sempre haverá uma história inspiradora de superação.
Veja o vídeo aqui: https://web.whatsapp.com/


De Camilo Castelo Branco: Como é belo o pecado quando o coração não confessa.
De Confúcio: A preguiça é tão lenta que a pobreza, facilmente, alcança.
Reflexivo abraço!
Sosígenes Bittencourt



Três meses antes de desencadear-se pelo nordeste, partindo de Pernambuco, a Confederação do Equador, o sonho grandioso e malogrado do republicano Pais de Andrade, nasceu Antônio Teixeira da Rocha, a 4 de abril de 1824, na cidade de Maceió. Terminando o curso preparatório, matriculou-se, Antônio Teixeira, na Faculdade de Medicina da Baía, na esperança de conquistar a carta de doutor. E obteve-a, brilhantemente, aos vinte e dois anos de idade. Estudioso, fascinado pelo magistério superior, alcançou a cátedra, em concurso memorável, na Faculdade de Medicina, do município Neutro, sede do poder da monarquia. Foi, nessa escola, professor eminente, pelo caráter e pela sabedoria invulgar, àquele tempo.
Mereceu a honra, conta um historiador, de ser médico da Câmara Imperial, gozando da amizade e da simpatia D. Pedro II, Imperador e sábio. Representou, na Câmara Geral, de 1872 a 75, a província natal, sem perder a confiança e o respeito daqueles que lhe conferiram o mandato popular. Recebeu, informa um biógrafo, aos 53 anos de idade, a graça de um baronato. Foi, Antônio Teixeira da Rocha, barão de Maceió.
Correm, a respeito da vida desse titular, algumas histórias e várias anedotas. Entre essas, a do “copo dágua”, a que se refere Heitor Moniz no “Aspectos da História Brasileira”.
Resumamo-la:
– Viajava D. Pedro II, em 1880, com destino ao Paraná, a bordo do ‘Rio Grande”. O barão de Maceió, o visconde de Tamandaré, o vereador Pinto, e outros, faziam parte da comitiva imperial. Num dado momento, Sua Majestade pediu, ao barão, um copo dágua. Partiu, veloz, o fidalgo alagoano, e , poucos minutos, oferecia ao imperante, “numa salva de prata pesada, o copo de cristal”. O visconde de Tamandaré, camarista do Imperador, assistiu à cena, e “tremeu de cólera”. Quando o barão foi guardar o copo, Tamandaré o acompanhou e o interpelou, com voz cheia de ódio:
-“Quem lhe deu a confiança de servir água a Sua Majestade? Não sabe que o camarista sou eu?”
“Maceió replica no mesmo tom aborrecido, aborrecido e enérgico”
Travou-se áspera discursão. Faiscaram, no tombadilho, insultos terríveis. E ouviram-se estas palavras:
-“Você é um reles grumete!”
-E você um reles alveitar!…
Disputava-se desse modo, na monarquia, o direito de coriesania…
Morreu o barão, aos 62 anos de idade, no Paço de São Cristovão. Finou-se como um príncipe, na opulência, e nas graças da monarquia.
Célio Meira – escritor e jornalista.
LIVRO VIDA PASSADA…, secção diária, de notas biográficas, iniciada no dia 14 de julho de 1938, na “Folha da Manhã”, do Recife, edição das 16 horas. Reúno, neste 1º volume, as notas publicadas, no período de Janeiro a Junho deste ano. Escrevi-as, usando o pseudônimo – Lio – em estilo simples, destinada ao povo. Representam, antes de tudo, trabalho modesto de divulgação histórica.
Setembro de 1939 – Célio Meira.


Hoje, quinta-feira (26), a partir das 14h, estaremos concedendo entrevista ao conceituado comunicador Josué Correia, dentro do seu longevo programa “Gente Interessante”. Entre outros assuntos, abordaremos os preparativos para 5ª edição da Corrida da Vitória e alguns aspectos históricos, relativos ao nosso torrão antonense.



A 5ª Corrida e Caminhada da Vitória está chegando!
E durante o evento teremos o sorteio de 2 relógios Garmin Forerunner 55, da Garmin, uma das maiores referências em tecnologia para corrida.
🎁 Serão dois ganhadores:
* 1 relógio entre os grupos inscritos
* 1 relógio para inscrição individual
Isso só a Corrida da Vitória faz, para valorizar ainda mais os atletas e participantes do evento.
📍 Vitória de Santo Antão – PE
Garanta já sua inscrição e venha fazer parte dessa grande festa da corrida!
Para mais informações: 9.9198.0437
Pelo generoso convite, emitido pelo conceituado comunicador antonense, Josué Correia, na próxima quinta-feira, dia 26 março, a partir das 14h, estaremos, mais uma vez, na qualidade de entrevistado, participando do seu singular programa: Gente Interessante.
Na ocasião, entre outros temas, estaremos realçando a passagem dos 400 anos de fundação da nossa cidade, no contexto da 5ª edição da Corrida da Vitória. Prestes a completar 1000 programas (998), nesse formato, é relevante dizer que o mesmo é uma preciosidade, no contexto do rico acervo cultural e histórico, construído ao logo de todo esse tempo.
Antecipadamente, parabenizamos o colega da imprensa, Josué Correia, pela dedicação, perseverança e visão de futuro nessa sua empreitada cívica.


Jornalista Marcus Prado, ladeado pelo escritor Gilberto Freyre e pelo pintor pernambucano, radicado em Paris, Cícero Dias. Ano não registrado.

Foi aqui que pediram cremosidade? Receba.
A Pitú Batidinha Maracujá é cremosa e traz o sabor especial da fruta.
Quem mais tá pronto pra essa cremosa? Vem na batida.


Na noite do domingo (22), nossas lentes registraram a passagem do “Carnaval do Sport” pelo Pátio da Matriz. Animados pelo Trio Pileque e pelo artistas antonese Nildo Ventura, a os torcedores do Sport Clube do Recife comemoraram mais um título estadual. Na ocasião, registramos, em vídeo, um pouco da comemoração.


Promovida por uma instituição religiosa, localizada na comunidade de Terra Preta, aqui em Vitória, aconteceu a 2º Corrida Viva Esporte Run. com distância de pouco mais de 5km, o percurso contemplou os bairros de Águas Branca e Cajá. Na qualidade atleta, marquei presença, para celebrar mais uma manhã de domingo correndo…



Novembro de 1972.
Naquele mês e ano, a ditadura conseguiu prender Foedes dos Santos, o principal líder do PCdoB no Espírito Santo.
A prisão deste militante significou o desmantelamento do partido no estado. Isto porque Foedes não aguentou as sessões de tortura e passou a negociar com os militares a entrega dos seus companheiros de partido.
Após as suas delações, prisões e mortes ocorreram em série no ES.
Foi neste contexto de traições e emboscadas que a jovem Míriam Leitão, grávida, de apenas 19 anos, caiu nas mãos do horror.
Míriam e o ex-marido Marcelo Netto seguiam para a Praia do Canto, em Vitória/ES, em uma manhã de domingo.
Inesperadamente, foram abordados por uma Veraneio, sem identificação, sendo conduzidos na mira de metralhadoras para o quartel do Exército de Vila Velha/ES.
Ali, a jornalista viveria os piores dias de sua vida.
Tapas, chutes, golpes que abriram a sua cabeça, deixando o sangue coagulado na nuca, o constrangimento de ficar nua na frente de dez soldados, a obrigação de deitar com um militar, as horas intermináveis de interrogatórios aos gritos, na presença de cães, simulações de fuzilamento e a ameaça permanente da morte.
A atitude mais sórdida, covarde e sádica, porém, foi quando a deixaram trancada em uma sala completamente escura, sozinha, nua, com uma jiboia.
Míriam não conseguia ver nada.
Lembrou, então, que a cobra é atraída pelo movimento, passando a ficar estática, mal respirando, tremendo naqueles momentos de pavor.
A ditadura tentou aniquilar Míriam Leitão, mas não conseguiu.
O seu filho nasceu saudável e, 42 anos depois, ela deu a seguinte declaração:
“Minha vingança foi sobreviver e vencer”.
Obviamente que a ditadura foi implacável com os homens.
Mas a repressão foi mais cruel com as mulheres, já que as torturas sempre incluíam sevícias sexuais.
No próximo dia 31 de março, pelo quarto ano consecutivo, estaremos realizando um ato, desta vez, na Faculdade de Direito, em rechaço ao golpe de 1964 e neste ano com foco na violência sofrida pelas mulheres.
Todos vocês estão convidados.
A quem interessar, recomendo o livro “A Misoginia na Ditadura”, de Renata Santa Cruz.
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Dias atrás, por ocasião de um sepultamento de uma pessoa próxima, estive no nosso Cemitério São Sebastião, que foi inaugurado em 09 de maio 1875. Aliás, quando inaugurado, apenas se chamava “Cemitério Público”.
Pois bem, nessa ocasião, bati um papo com o funcionário Waldemiro José da Silva, conhecidíssimo por “Miro”. Ele, hoje, com mais de 8o anos, labuta no espaço (cemitério) há mais de seis décadas.
Entre tantas trocas de informações sobre o nosso “campo santo”, expressão usada pelo eminente historiador antonense José Aragão, para se referir ao nosso cemitério, contou-me o Miro que certa vez recebeu a incumbência do então prefeito Barreto para fixar uma placa na lateral da antiga entrada principal.
Em ato contínuo, disse-me ele que no intervalo de tempo entre a ordem do prefeito, para fixar a placa, e o término do serviço, recebeu a notícia do falecimento do prefeito Barreto. Veja o vídeo.
Miro é uma verdadeira “biblioteca de informações” sobre o nosso Cemitério São Sebastião.

Anoitece em Vitória. Anoiteço em Vitória. Sou figura noturnal, viajante do ocaso, sonhador como o crepúsculo vespertino, morto de saudade como o final. De olhos vendados, conheço o cheiro dos bairros, dos becos, do meio do mato de minha cidade natal. O cheiro de fumaça, de mingau, de chuva. Sou todo olfato e lembrança. Conheço os trejeitos do meu lugar, os cabelos perfumados, os enxerimentos, o flerte e o gozo. Minha cidade é todinha uma mulher. Chamar-se-ia Vitória das Marias, Maria das Vitórias, tal como é.
Anoitece em Vitória. Anoiteço em Vitória. Saio para passear, impregnado dos prazeres noturnos, das eras do meu tempo, que me viciam e me saciam. Minha cidade muda todo dia, mas não muda o meu sentimento, o fascínio elaborado pela memória, como quem ama o que odeia e odeia o que ama, num jogo de perde e ganha.
Anoitece em Vitória. Sobretudo, anoiteço em Vitória. Enlouqueço em Vitória. Porque ninguém entende o que em nós nem conseguimos explicar. Vitória, meu berço e minha tumba. Minha alma noctívaga vai enredando sua história. O acaso me espreita, a surpresa me seduz, sua bruma, sua luz. Alucinações e desejos, rimas em ‘ina’, adrenalina, serotonina, dopamina. Ah! Vitória, dos meus idos e vindas de menino, minha menina!
Obs: Quando fiz a poesia, o gentílico antonense ainda não havia.
Sosígenes Bittencourt
