
9ª Festa da Saudade: SALVE A DATA…

Algumas festas passam. Outras ficam na memória.
E no dia 15 de agosto, teremos mais um capítulo dessa história na Festa da Saudade – Ano 9.
Uma noite especial para reencontrar amigos, reviver grandes momentos e dançar ao som da inigualável Orquestra Super Oara. 🎶💃🕺
📍 Vitória de Santo Antão – Clube O Leão
🗓️ 15 de agosto
Salve a data, convide os amigos e venha fazer parte de mais uma edição dessa tradição que já mora no coração de tanta gente.
Vida Passada… – Francisco Bernardino – por Célio Meira.

O rio Piranga, afluente do rio Doce, ao sul de Minas Gerais, deu seu nome a uma cidade. E nessa terra mineira, nasceu, em 1853, Francisco Bernardino Rodrigues Silva, que teria de ser, no cenário político brasileiro, por dilatados anos, figura singular e destacada. Diplomou-se, em Direito, pela Faculdade do rincão bandeirante.
Não se iniciou, na vida pública, na terra natal, e abriu banca de advogado, na mesma zona do sul de sua província, na cidade de Juiz de Fora, onde alcançou largo prestígio na alma do povo, pela rija témpera do caráter, pelo saber, e pelas virtudes do coração.
Ingressou, na política, sob a bandeira do partido conservador, e os correligionários o elegeram deputado à Assembleia da Província. Não figurou, no parlamento, entre figuras inexpressivas: ao contrário, orador eloquente, imaginoso, de linguagem burilada, conta o erudito historiador do “Galeria Nacional”, obteve, sempre, a admiração de seus pares, e o aplauso popular, e quente, das galerias. Exerceu, ao tempo da monarquia, a presidência da província do Piauí, e nesse alto posto, informa um biógrafo, notáveis serviços prestou à causa pública.
Quando se proclamou a República, Francisco Bernardino não permaneceu sob os escombros do regime decaido. Aceitou, sem pruridos guerreiros de cristão novo, a revolução vitoriosa. E, como outrora, serviu, nobremente, à terra adotiva de Juiz de Fora, aceitando, a presidência da Câmara Municipal. Foi vice-presidente de Minas, ao lado de Afonso Pena.
Pleiteou, mais tarde, o cargo de presidente do seu Estado, e não conseguiu eleger-se. Memorável foi essa refrega eleitoral. Bias Fortes foi o eleito. Derrotado, Francisco Bernardino, não ensarilhou as armas nobres de sua campanha, e continuou na estacada, amando a terra e o povo. Fez-lhe justiça, esse mesmo povo, enviando-o à Câmara Federal.
Jornalista, dirigiu o “Farol”, velha e brilhante tribuna da imprensa de Juiz de Fora, e nessa esfera de suas atividades intelectuais, foi sempre o mesmo homem, idealista, patriota, e de atitudes definidos no mundo cheio de perigos, da política partidária. Morreu, aos 67 anos de idade, a 17 de abril de 1920, na terra amada, que o acolheu e o elevou, no conceito público. Piranga e Juiz de Fora, duas irmãs do sul mineiro, perderam, nesse dia, com o desaparecimento de Francisco Bernardino, uma das figuras famosas de sua vida e de sua história.
Célio Meira – escritor e jornalista.
LIVRO VIDA PASSADA…, secção diária, de notas biográficas, iniciada no dia 14 de julho de 1938, na “Folha da Manhã”, do Recife, edição das 16 horas. Reúno, neste 1º volume, as notas publicadas, no período de Janeiro a Junho deste ano. Escrevi-as, usando o pseudônimo – Lio – em estilo simples, destinada ao povo. Representam, antes de tudo, trabalho modesto de divulgação histórica.
Setembro de 1939 – Célio

O MUNDO EM TODA PARTE – por Sosígenes Bittencourt.

Eu não posso ver o Mundo do alpendre aqui de casa.
Eu sempre estou no centro da Terra.
Onde eu estiver, será sempre o centro do Universo.
Sosígenes Bittencourt

O Tempo Voa Vídeo: Luciano Lima
“O Brasil será hexa de todo jeito”….

Faltando poucos dias para o início da maior competição futebolística do planeta – Copa da FIFA -, já é possível sentir um clima diferente no ar, sobretudo para os amantes do futebol.
De fato, se desprezarmos todos os interesses que giram na concepção do evento, a ideia de que a copa do mundo “junta” os povos, as culturas e celebra o esporte, convenhamos, é algo animador, no sentido do crescimento civilizatório.
Antes da realização da 2ª copa no Brasil, ocorrida em 2014, nutria um desejo de, um dia, participar desse evento. Mas, após participação efetiva, de várias partidas, em solo pátrio, dei-me por satisfeito. Ou seja: contemplei minha curiosidade. Achei bastante interessante. Foi uma experiência gratificante.
Se estiver vivo, quando ocorrer a 3ª copa no Brasil, voltarei a participar. Mas não desejo mais, como antes, deslocar-me para outro país ou mesmo continente para vivenciar esse espetáculo. Talvez por não mais me considerar uma pessoa “ligada em futebol”.
Hoje, cotidianamente, sou uma espécie de “torcedor meia boca”. Aquele que apenas acompanha os resultados, sem quase nenhum envolvimento.
Mas independente de qualquer coisa, para o brasileiro de maneira geral, o futebol será sempre uma “religião” a ser incorporada. É cultural….
Curiosamente, ontem (1º), escutei uma expressão que chamou-me a atenção: “o Brasil será hexa de todo jeito”. Em seguida, veio a explicação: “serão seis títulos conquistados ou seis copas consecutivas sem vencer!!!”

ENTRE PROSA E VERSOS – por Sosígenes Bittencourt.

Eventualmente, eu e Veridiano Dias Clemente, num instante de inspiração literária na Avenida Mariana Amália.
Sosígenes Bittencourt

O Tempo Voa: comemoração

Grupo Escolar Rosa Amélia de Queiroz – década de 1960 – entre outros, Nô Joaquim de Ivo Queiroz.

Momento Pitú

José Edson imprimiu seu nome na galeria dos grandes atletas antonenses!!!

A vida não é fácil para ninguém. A história de cada um, cada qual sabe contar. No mundo mágico dos esportes, por exemplo, a superação é um ingrediente inexorável. Para vencer faz-se necessário lutar com todas as forças, muitas vezes, buscando-as em lugares que, inicialmente, nem se imagina possuir.
Pois bem, doravante, narrarei uma história de superação que ganhou tonalidade domingo (31), refletida bem diante dos meus olhos.

Ainda não passava das 2h do domingo (31) quando o meu celular, tocando, acordou-me. Do outro lado, o amigo atleta antonense José Edson. Com voz firme de quem já estava “aceso”, relatou-me variáveis de dificuldades para o seu deslocamento até a cidade de Olinda, na qual, assim como eu, estava inscrito para um evento de corrida de rua: Maratona Internacional de Olinda.
Não se tratava de uma prova rotineira: seria a sua primeira maratona. Ou seja: os seus primeiros 42km e 195 metros, justamente numa prova internacional. Vencida as primeiras dificuldades, viabilizamos, naquele momento, a resolução do deslocamento.
Juntos, ainda antes das 4h, chegamos ao destino. Detalhe: a largada estava marcada para acontecer às 4:30h. Além do escuro próprio do horário, a chuva ainda “jogava” mais dificuldade na aludida empreitada esportiva.
Após a largada, foquei no meu desafio. Comprometido comigo mesmo, planejei concluir aquela meia maratona (21k e 100 metros) num tempo inferior a 2:30h. Algo que realizei com sucesso (2:27h).
Mas voltemos ao José Edson – também conhecido pelo carinhoso apelido de “Gui”.
Já com o dia claro, eis que, após “voar” em um percurso de 42km (média pace 4), percorrido em pouco menos de 2:50h, cruzou o pórtico da chegada, diante dos nossos olhos, o José Edson. Ainda sem poder falar e raciocinar direito, mediante ao esforço físico e mental demasiado, esboçou algumas palavras: “acho que fiquei em terceiro”.
Já restabelecido, seu número foi chamado pelos autofalantes para comparecer à tenda da organização. Veio a confirmação: 2ª colocação geral na Maratona Internacional de Olinda: detalhe do feito: na primeira prova realizada pelo referido atleta nessa categoria: 42k.
No seu semblante reluzia um universo de alegria, que era emoldurado pela principal característica dos verdadeiros vencedores, ou seja: humildade.
Naquilo que poderíamos chamar de “ficha técnica” do atleta aludido, posso dizer que o José Edson não é atleta profissional. Muito pelo contrário: ele já tem 45 anos de idade, trabalha duro todos os dias no regime ‘CLT” e não goza do acompanhamento necessário que os atletas competitivos – de alto nível – dispõem.
Para encerrar essas linhas, em que tributamos ao atleta antonense José Edson nossas melhores admirações e reconhecimento de HONRA AO MÉRITO, realçamos que nossa cidade é um celeiro de atletas “que se viram sozinho”. Certamente, em algum lugar, no tempo futuro, haverá de ter um espaço reservado aos talentos e o devido reconhecimento para esses verdadeiros guerreiros e guerreiras das tabocas.
Em tempo: na categoria Meia Maratona (21km), no feminino, nessa mesma prova – Maratona Internacional de Olinda – duas atletas antoneses – Michele e Elaine – compuseram o pódio geral, na 2ª e 4ª colocação, respectivamente.

A POESIA É ESSENCIAL – por Sosígenes Bittencourt.

De Carlos Drummond de Andrade: Eu plantei um pé de sono, brotaram vinte roseiras.
De Orestes Barbosa: A porta do barraco era sem trinco, mas a lua furando nosso zinco, salpicava de estrelas nosso chão.
Sosígenes Bittencourt

Lançamento de Livro: Do Subsolo De Todos Nós….

FAMILIARIDADE – por Sosígenes Bittencourt.

Juliana, minha primeira filha adotiva, a quem dei mamadeira e pus no Jardim da Infância. Seu esposo e minha primeira netinha.
Familiarizado abraço!
Sosígenes Bittencourt

Momento Pitú

Viva o 28 de maio: o dia da nossa autonomia!!!
Recentemente, no dia 06 de maio, nossa cidade festejou, com feriado, mais um ano da passagem de elevação à categoria de cidade, ou seja: éramos “vila” e passamos a ser “cidade”.
Pois bem, ao mergulharmos na historiografia local logo entenderemos que essa transformação (vila à cidade) não impactou, de maneira significativa, no cotidiano do lugar. Tratou-se, digamos assim, apenas de um título honorífico.
No meu modesto entendimento, na qualidade de estudioso da história local, acredito que a data “ 06 de maio de 1843″ só ganhou essa relevância toda no nosso calendário histórico por uma coincidência do destino.
Explico:
Em 06 de maio de 1943, após exatamente um século da referida elevação (vila à cidade), na qualidade de prefeito, governava a cidade o Mestre José Aragão.
Conhecedor da história local, ele procurou “jogar tinta” nesse importante acontecimento (centenário), para comemorar com muita pompa, e acabou tornando-o maior do que na realidade ele o foi.
Com efeito, até hoje, a cidade, os governantes e a Câmara de Vereadores apenas reproduz essa data, sem nunca haver procurado entender melhor os acontecimentos locais a ela relacionados.
Explico novamente:
Hoje, quinta-feira, 28 de maio de 2026, marca, exatamente, 214 anos da elevação da nossa então “Freguesia de Santo Antão” à categoria de “Vila de Santo Antão”. Esse acontecimento – Freguesia à Vila -, para o contexto da nossa linha do tempo, nesses 400 anos de história, foi, indiscutivelmente, o acontecimento que mais transformou a vida da nossa comunidade.
Foi a partir dessa mudança que deixamos de pertencer ao “Termo de Olinda”: seria hoje – mais ou menos – como se fossemos um distrito de Olinda.
Passamos a ter autonomia administrativa, isto é: cuidar da nossa arrecadação de impostos e aplica-los da maneira mais conveniente aos interesses locais. Em ato continuo, passamos a escolher os nossos legítimos representantes para a chamada Câmara Legislativa, algo só possível quando se chegava à categoria de “vila”.

Nesse contexto, também abrimos espaço, já que a legislação prévia, para nossa autonomia jurídica: além de passamos a ter “juízes próprios”, passamos a ter cartórios e outros bancos de dados locais. Aliás, com a chegada da tão sonhada categoria de “vila” quase tudo na localidade se transformou, sob todos os pontos de vista.
Salve engano, o então prefeito José Augusto Ferrer de Morais, na sua 2ª gestão, ainda chegou a decretar feriado por ocasião de dia 28 de maio de 1812. Mas a “coisa” não engrenou, digamos assim…
Assim sendo, daqui, da minha tribuna eletrônica, intitulado de Blog do Pilako, levanto um “VIVA” especial para o dia 28 DE MAIO.
Após a data da nossa fundação, 17 de janeiro de 1626, realço o 28 de maio de 1812 como o dia em que a terra desbravada por Diogo de Braga virou, definitivamente, um LUGAR AUTÔNOMO!!!

O Tempo Voa Documento: Anúncio de Transporte Coletivo.

Anúncio veiculado no Jornal O Progresso, de 14 de dezembro de 1960.

O tempo Voa Vídeo: Gustavo e Pierre
Vida Passada… – Padre Noronha – por Célio Meira.

No primeiro quartel do século XVIII, em 1723, nasceu José Manuel de Noronha, na terra paraense de Nossa Senhora de Belém. Internou-se, muito moço, no colégio jesuíta de Santo Alexandre, e ouvindo, religiosamente, as lições dos padres da Companhia de Jesus, educadores sábios, formou o espírito e o coração.
Homem feito, enamorou-se da advocacia, alcançando vitórias, na tribuna forense. Orador eloquente, de linguagem clássica, teve, também, José Noronha, no mundo da política, atuação destacada. Elegeu-o vereador, o povo do Pará, conquistando, nesse posto, esse ilustrado discípulo dos padres de Santo Inácio Loiola, como outrora, na advocacia, a admiração, os aplausos e o respeito daqueles que o elegeram.
Anos decorridos, deixando a representação popular, na câmara do município, foi sentar-se José Noronha, na cadeira de juiz de fora. Severo, escreveu sentenças, resolvendo questões intricadas, sem perder, nunca, o alto sentido da justiça. E andava feliz, gozando o prestígio da sua gente, quando a morte lhe feriu o coração, arrebatando-lhe a esposa.
Caiu, Noronha, nesse transe, na solidão e na tristeza. Perdeu a graça de viver, no turbilhão do mundo. As glórias da advocacia, os triunfos do mandato popular e do juizado não lhe despertaram o entusiasmo para recomeçar, na viuvez, a vida trepidante de outrora, fervilhante de emoções.
Voltando-se, então, para o sacerdócio. E encontrou, na oração, a alegria divina da existência. Fez-se padre. Foi, a cruz, sua redenção. Na paróquia do Rio Negro, começou sua jornada de levita do Senhor. E de terra em terra, no coração imenso da Amazônia, padre Noronha pregou a palavra mansa, e dôce, de Jesus. Escreveu, informa o historiador Galanti, um “Roteiro” das regiões percorridas. Exerceu a vigararia geral, na província nativa.
E morreu tranquilo, na sua fé, na velhice coroada de benções, no dia 15 de abril de 1794, aos 71 anos de idade.
Padre Noronha, deve ter merecido, no Céu, pela beleza mora de sua jornada, pela terra, as graças de Deus.
Célio Meira – escritor e jornalista.
LIVRO VIDA PASSADA…, secção diária, de notas biográficas, iniciada no dia 14 de julho de 1938, na “Folha da Manhã”, do Recife, edição das 16 horas. Reúno, neste 1º volume, as notas publicadas, no período de Janeiro a Junho deste ano. Escrevi-as, usando o pseudônimo – Lio – em estilo simples, destinada ao povo. Representam, antes de tudo, trabalho modesto de divulgação histórica.
Setembro de 1939 – Célio

AGRADECIMENTO – por Sosígenes Bittencourt.

Resmungar é pecado e dá azar. Agradecer é uma virtude e dá sorte. Eu não sei o que fiz de tão bom na vida, para merecer tanta gente boa na vida.
Grato abraço!
Sosígenes Bittencourt

O Tempo Voa: comemoração na Escola Agrotécnica.

Comemoração na Escola Agrotécnica Federal – Terra Preta – diretores e funcionários – início dos anos 1990 – Vitória de Santo Antão.

