“Aqui afogaram os argelinos” – por @historia_em_retalhos

“Aqui afogaram os argelinos”, diz a mensagem grafada em Paris (foto) alguns dias após o massacre de 17 de outubro de 1961.

Há 63 anos, durante uma manifestação pacífica para protestar contra um toque de recolher imposto aos argelinos pelo governo francês, aconteceu uma das repressões mais sanguinárias e cruéis do século 20.

Cerca de 100 argelinos foram mortos, com alguns sendo arremessados no Rio Sena.

Houve, ainda, milhares de prisões por causa dos protestos.

Nas semanas seguintes, os cadáveres argelinos iam sendo retirados do Sena já desfigurados.

Isso aconteceu durante a Guerra de Independência da Argélia, que ocorreu entre 1952 e 1962.

Para quem não sabe, o país do norte da África era colônia francesa, assim como o Brasil era de Portugal.

Somente em 2021, sessenta anos depois, o governo francês reconheceu que houve um massacre naquele dia.

Este é o motivo pelo qual a delegação da Argélia fez uma homenagem durante o desfile da abertura das Olimpíadas de Paris, jogando flores no Rio Sena (foto).

Este fato e outros tantos também representam a razão pela qual atletas de origem argelina, como o super craque Zinédine Zidane (foto), mantêm reservas com a República Francesa.

Fica, para nós, a seguinte reflexão: os valores consagrados na grande Revolução Francesa (liberdade, igualdade e fraternidade) eram estrategicamente esquecidos quando o assunto era as suas colônias?

Agradeço ao meu querido cunhado @lucas_maciels por ter me trazido a sugestão do tema do retalho de hoje.
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Convenção Partidária do MDB – É HOJE!

Na tarde de hoje, segunda-feira, 05 de agosto, último dia do calendário eleitoral para realização das chamadas  convenções  partidárias, circula na internet, o convite para o ato que confirmará as postulações  vinculadas ao partido MDB, tendo o  atual prefeito, Paulo Roberto, na cabeça da chapa.

Local – Clube Abanadores O Leão

Horário – a partir das 15:15h

Convenção do Partido Liberal em Vitória…

Na tarde do domingo (04), no Clube Abanadores “O Leão”, aconteceu o ato obrigatório, político partidário,  que referendou os nomes das postulações  pelo  PL – Partido Liberal – à disputa para Casa Diogo de Braga.

Sem candidaturas majoritárias, o PL municipal marchará com o grupo liderado  pelo atual prefeito Paulo Roberto – candidato à reeleição. Na ocasião da nossa passagem pelo referido ato, registramos quando o locutor oficial do evento iniciava uma oração. Veja o vídeo:

Presente ao ato, o atual deputado estadual Alberto Feitosa, liderança do bolsonarismo pernambucano, em sua fala, chamou a atenção dos presentes para fechar apoio aos candidatos do partido, ou seja: que inicia com o número 22. A linha dos discursos, foram sempre no alinhamento das questões defendidas pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.

Corrida Com História, Marquês de Sapucaí e Monte das Tabocas: juntos e misturados…

Dentro da programação comemorativa,  alusiva a passagem dos 379 anos da Batalha das Tabocas, a prefeitura da Vitória promoveu mais uma edição da “Corrida das Tabocas”  (44ª)  e o “Passeio Ciclístico” (3º).

Com partida da Praça Padre Felix Barreto, por volta das 6:30h, em direção ao Monte das Tabocas os atletas percorreram um distância de pouco mais de 11km. Na qualidade de corredor, participei da atividade.

Na ocasião, ao chegarmos  ao emblemático Monte das Tabocas, para marcar a “data magna” do “Cidade de Santo Antão”,  gravamos  um vídeo para enriquecer o nosso Projeto Esportivo/Cultural que atende pelo nome de Corrida Com História.

Fruto das constantes pesquisar sobre o nosso torrão, realçamos, no vídeo, que por ocasião da visita da comitiva do Imperador Pedro II, ao Monte das Tabocas, em 1859, o então Visconde de Sapucaí se fez presente.

Mais tarde, em 1872, o referido Visconde foi condecorado com o título de Marquês de Sapucaí. Ou seja: o mesmo que virou nome de avenida no Rio de Janeiro, em que acontece os desfiles do Carnaval Carioca.

Veja o vídeo: https://youtube.com/shorts/XKtdnjUWMZE?si=udJoqWj-RTuLUFC5

O Instituto Histórico celebrou a passagem dos 379 anos da Batalha das Tabocas.

Na noite da sexta (02), o Instituto Histórico e Geográfico da Vitória promoveu cerimônia solene para festeja a passagem dos 379 anos da épica Batalha das Tabocas, ocorrida em 03 de agosto de 1645.

Em função da ausência do presidente da entidade, professor Pedro Ferrer – em viagem pelo continente europeu – comandou os trabalhos o atual vice-presidente, Cristiano Pilako.

Na programação, além de apresentação musical, do documentário sobre as ligas camponesas, da tomada de posse de novos sócios, o evento ainda contou com a palestra do 1º Tenente R/2 de Infantaria EB, Dennis Mocock.

No espaço dedicado ao coquetel a diretoria do IHGVSA condecorou, com certificação e prêmios em dinheiro,  os estudantes ganhadores do recente Concurso Literário Osman Lins, promovido pela entidade, para marcar a passagem do seu centenário de nascimento.

 

Rebeca Andrade, uma Poesia em forma de Mulher – por Marcus Prado


Quando Rebeca Andrade nasceu um Anjo barroco feminino de compleição masculina, com sotaque grego, disse em sonho, como o sonho de Júpiter a Agamenon (Ilíada), como o sonho de Drummond: Vai, Rebeca, dar saltos pelos azuis do firmamento, como a Sílfide das mitologias céltica e germânica. Se a Terra gira e corpos celestes fazem piruetas nos inquietantes céus, parece que Rebeca traz na testa uma estrela das planícies além do Sol, uma sensação de maravilhamento tão comum no mundo antigo a partir da Grécia dos Jogos Olímpicos.

Assisti na TV a cena que mostrava em câmera lenta a performance mágica de Rebeca Andrade nos Jogos Olímpicos 2024. A brasileirinha de vinte e poucos anos, cor de canela, campeã em Ginástica Artística, tem uma flexibilidade rítmica de quem traça um arco na fugidia penumbra do amanhecer na mata, solta no ar como o Uirapuru da floresta amazônica, tamanha a sua magia de piruetas, graça, elegância, força e saltos mortais desafiadores e de alto risco.

A sua luta para se superar, vencer os seus medos e as suas limitações me faz lembrar o belo livro hoje esquecido “Salto Mortal” (The Catch Trap, 1979), da escritora norte-americana Marion Zimmer Bradley. Ambientado no mundo colorido e árduo dos antigos circos itinerantes, em meados das décadas de 30-40, relata a história do romance entre dois trapezistas Mario Santelli e Tommy Zane. Faz-nos entrar em contato com a realidade dos artistas circenses, com detalhes sobre o salto mortal. A superação dos desafios, enfrentando tufões e maremotos. “Eu conheço meus limites. É por isso que eu os ultrapasso”.

Ao ver os saltos de Rebeca (parece que outro salto mais alto principia), eu vejo a poesia de Thiago de Mello, o poeta da Amazônia, ao descrever uma índia de longos cabelos e pernas para as vastas travessias pelos igarapés “que voava como um gavião”. Rebeca é muito mais: parece que salta sobre a “neve de lã” da poesia José Rodrigues de Paiva, tão de Coimbra como de Olinda.

Disseram que Rebeca havia se preparado para fazer história em Paris. Fruto de uma intencionalidade precisa. Seria um almejadíssimo e desafiador Yurchenko, salto com tripla pirueta, conhecido pela sigla YTT, a manobra mais complexa e de dificuldade elevada. “Quanto mais rotações um mortal tem, mais difícil ele é. No caso do Yurchenko, são três rotações que totalizam 1080º no sentindo longitudinal”.
Rebeca não é apenas uma ginasta genial, é uma Poesia em forma de mulher que nasce como as andorinhas, como os sabiás-da-mata.

Marcus Prado – jornalista

Monte das Tabocas: um olhar diferente para o dia 3 de agosto!!!

Na qualidade de pesquisador da história da nossa cidade e atual vice-presidente do Instituto Histórico local, na manhã de ontem (31), após ser convidado pelos instrutores do Tiro de Guerra, ministrei palestra sobre a importância do Monte das Tabocas para todos os antonenses.

Com um olhar diferente para o tradicional e épico embate sangrento, procuramos relacionar os acontecimentos ocorridos em 03 de agosto de 1645 com o dia a dia da comunidade e os seus respectivos impactos na vida e na construção  da cidade. Atentos e receptivos,  tenho certeza que os 80 atiradores saíram do encontro enriquecidos com o conteúdo da chamada “Educação Patrimonial”.

 

Parque Estadual de Dois Irmãos no Recife – @historia_em_retalhos

Realizar uma visita ao Parque Estadual de Dois Irmãos no Recife provoca no visitante mais saudosista um misto de melancolia e tristeza.

Não é novidade para ninguém que este parque marca profundamente a memória afetiva dos pernambucanos.

Em uma área de Mata Atlântica, com 14 hectares só de jardim zoológico, o bom e velho Dois Irmãos padece, porém, de um mal grave: a submissão a um passado de inadequação e abandono.

A grande verdade é que o nosso horto parou no tempo.

Jaulas minúsculas, inapropriadas e, em sua maioria, vazias, além do matagal e da ferrugem generalizados, são o retrato da falta de gestão que marca o equipamento.

Logo na chegada, dos seis guichês para a compra de ingressos, apenas um em funcionamento, o qual, todavia, não aceita pix ou cartão de crédito, impondo ao visitante uma fila desnecessária.

Antes de entrar no zoo, o frequentador recebe de logo a advertência dos ambulantes: “garanta a sua água, porque lá dentro não vende nada”.

Como conceber que um equipamento daquele tamanho não tem um único estabelecimento para vender itens básicos, frise-se, em pleno mês de julho, mês de férias escolares?

O pior, porém, caros amigos, ainda está por vir: as condições a que estão submetidos os (poucos) animais.

Não é preciso ser um especialista para constatar que os espaços são apertados e inadequados.

O hipopótamo, por exemplo, um dos poucos animais de grande porte que ainda resiste, vive em um recinto que é uma ladeira.

Há jaulas apertadas, com animais estressados, e outras tantas vazias, só com a placa indicativa na frente, cujos bichos morreram ou foram transferidos, sem que jamais tenha havido a reposição.

Um conceito mais moderno de zoológico, tendo como princípios básicos o bem-estar animal e a educação ambiental, é urgente para o nosso Dois Irmãos.

E, no próprio Brasil, há vários exemplos.

Apelamos, encarecidamente, à Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade de Pernambuco (Semas), que reconsidere o olhar dispensado ao nosso parque, promovendo uma reformulação profunda em sua estrutura e gestão.

Uma coisa é certa: este patrimônio é coletivo.

São 85 anos de memórias.

#sosdoisirmãos
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Eleições 2024: PDT e REDE confirmaram os nomes de André Carvalho e Lulinha.

Dando prosseguimento ao processo obrigatório dos encontros políticos, visando ratificar os nomes que irão disputar o comando do Poder Executivo local e assentos na Câmara Municipal, na noite da terça-feira (30), aconteceu mais uma Convenção Partidária.

Ocorrido na casa de recepção “Maçã Verde”, o PDT e a Rede confirmaram os nomes de André Carvalho e Lulinha, prefeito e vice-prefeito, respectivamente e de um conjunto de postulação ao cargo de vereador.

Com a presença do presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, atual Ministro da Previdência Social, e de outras lideranças estadual do partido, o evento congregou apoiadores empolgados. Veja o vídeo:

Superando a barreira da desconfiança, por parte do segmento político, se o mesmo manteria sua candidatura  majoritária adiante, justamente por, segundo comentários, “ter uma cadeira certa na Câmara”, o vereador André Carvalho chega à disputa  de 2024 com o mesmo discurso que lhe projetou, lá atrás. Nas “arrumações finais”, perdeu aliados de peso.

Com prazo final obrigatório  até o próximo dia 05 de agosto, segunda-feira, quando se fechará o quadro majoritário na nossa cidade, possivelmente ficaremos nas 3 candidaturas para prefeito, já amplamente divulgadas.

ESTAMOS DE VOLTA!!!

Ocasionado por uma questão de ordem técnica, nas últimas 48 horas, o nosso jornal eletrônico, intitulado de Blog do Pilako, esteve “fora do ar”. Sem capacidade para solucionar tal demanda, fui obrigado a recorrer ao suporte técnico. O problema estava relacionado ao processo de armazenamento de conteúdo, obrigando-nos a procedimentos no servidor. Assim ocorrendo, ESTAMOS DE VOLTA!!!

Convenção Partidária: Victor e Socorrinho da Apami largaram na frente!!!

Dentre as três pré-candidaturas majoritárias,  já anunciadas em Vitória,  a primeira a promover sua convenção partidária  foi a formada por Victor e Socorrinho, PSB e UB, respectivamente.

O evento ocorreu na tarde do domingo (28), no espaço conhecido como “Ponto 40”, localizado na Avenida Henrique de Holanda.

No momento em que estive por lá o locutor oficial chamava todos para uma oração. Veja o vídeo:

No inicio do processo da arrumação política, a candidatura do PSB, representada  pelo deputado Aglailson Victor,  passou por um período de isolamento político.

Mais adiante,  ganhou “corpo” com a chegada do grupo liderado por Socorrinho da APAMI. Faltando um dia para o evento, Victor e Socorrinho, nas redes sociais,  comemoraram à chegada do “Grupo Verde”, liderado pelo vereador Carlos Henrique.

Donos de um “pedaço” do eleitorado local, o grupo irá buscar o seu espaço, rumo ao Palácio Municipal,  disputado o pleito de 2024 com mais duas candidaturas majoritárias,  que em breve também estarão promovendo suas respectivas convenções obrigatórias.

Inauguração da Clube Arena JB…

Com muita expectativa o público, na noite do último sábado (27), seguiu na direção do Distrito de Pirituba para acompanhar o evento festivo do Clube Arena JB. Por lá, 4 atrações musicas subiram no palco.

Na qualidade de atração musical principal o cantor romântico,  José Augusto, mostrou o melhor do seu repertório. A plateia, atenta e animada, cantou todas….

Veja o vídeo:

 

O sonho olímpico frustrado – Corrida Com História…

Sintonizado com o maior acontecimento esportivo mundial – Olímpiadas de Paris 2024 -, na tarde do sábado (27), produzimos mais um conteúdo para o nosso quadro:  Corrida Com História.

Marcado por duas informações históricas realcei, na primeira parte, à decepção dos antonenses pela não passagem da tocha olímpica em solo local, por ocasião da peregrinação da mesma,  em Pernambuco, quando o referido evento ocorreu no Brasil, em 2016.

Em ato contínuo, lembrei que foi no segundo mandato de prefeito da Vitória de Santo Antão que  José Augusto Ferrer concretizou aquilo que poderíamos chamar de “sonho olímpico antonense”.

No espaço, em que hoje funciona a AABB – Associação Atlética Banco do Brasil – no inicio da década de 1970  inaugurou-se  o “Centro Desportivo” (municipal). O mesmo, já naquela ocasião,  foi pensado para proporcionar à juventude uma oportunidade de conhecer,  ingressar e  praticar os chamados  esportes olímpicos.

Por política menor, sem visar o melhor para a população, gestões que  sucederam o prefeito José Augusto Ferrer cuidaram em desativar  o espaço  chegando, inclusive, mais adiante,  negocia-lo com a referida entidade de caráter privado (AABB). O Tempo passou (mais de 5 décadas).

Atualmente a cidade ainda não dispõe de espaços públicos voltados à prática de esportes olímpicos. Veja o vídeo: https://youtube.com/shorts/oLskqFNgt98?si=AIUzsn-z_FhTi9U9

A tragédia envolveu três homens de nome “João” – por @historia_em_retalhos.

A resposta à indagação de hoje tem razões históricas.

Em verdade, tudo começa a partir do assassinato de seu pai, João Suassuna, morto, nas palavras do próprio Ariano, “de forma traiçoeira, numa emboscada”, em 1930.

A tragédia envolveu três homens de nome “João”:

– João Pessoa,

– João Suassuna e

– João Dantas.

Na primeira metade do século 20, vários acontecimentos marcaram a história política da Paraíba.

Entre 1928 e 1930, o estado era presidido por João Pessoa, que sucedeu João Suassuna no poder.

Frise-se, aliás, que Ariano nasceu dentro do Palácio da Redenção, sede do poder executivo estadual, em 1927.

João Dantas, por sua vez, era um advogado e militante político, que apoiava Suassuna e era opositor ferrenho de João Pessoa.

No dia 26 de julho de 1930, há exatos 94 anos, na Confeitaria Glória, Centro do Recife, João Dantas matou João Pessoa à queima-roupa.

Muitos dos considerados perseguidos politicamente por João Pessoa optaram pelo exílio político após a sua morte, indo morar em outros estados.

A maior parte deles estabeleceu residência em Pernambuco, como foi o caso de João Suassuna.

Tais disputas políticas e pessoais culminaram no assassinato de Suassuna, pouco mais de dois meses depois, no Rio de Janeiro, enquanto tentava provar a sua inocência perante acusações feitas por seus adversários a respeito da morte de João Pessoa.

No momento da morte, Suassuna carregava no bolso do paletó uma carta em que afirmava que, caso tirassem a sua vida, não queria que a família nutrisse nenhum tipo de sentimento de revanchismo.

Após isso, criou-se na família, de geração em geração, a tradição de não verbalizar a palavra “João Pessoa”, por carregar o sangue e a dor de seu patriarca.

É isso, gente.

Esta história rende até hoje, com algumas pessoas defendendo a modificação do nome da capital paraibana.

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