Ainda sobre Jean-Paul Sartre no Recife (65 anos depois) – por Marcus Prado.


No artigo publicado nesta página (05-01-2025), sobre a visita do casal de filósofos franceses Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir ao Recife (1960), reservei para hoje um fato relevante: No meio da comunidade universitária de muitos saberes nos campos da filosofia e do ensaio literário, o reitor João Alfredo da Costa Lima, escolhera o professor, escritor e jornalista Nilo Pereira, autor do livro “Dom Vital e a questão religiosa no Brasil” (1966), para fazer a saudação ao famoso autor de “O Ser e o Nada”. Sartre veio como convidado da UFPE para abrir o I Congresso Internacional de Critica Literária, na Faculdade de Filosofia do Recife. (Sartre considerava a literatura como um testemunho, cúmplice, relacionada à condição humana em sociedade).

Muitos, no auditório, sabendo da trajetória intelectual de Sartre e Nilo, ambos com ideias e crenças totalmente opostas, ficaram à espera das palavras de Nilo. Sabia-se da sua inclinação para a mística católica, era um dos líderes do movimento católico pernambucano que tinha como inspiração o Centro Dom Vital (CDV), uma associação de leigos católicos fundada no Rio de Janeiro em 1922, durante o Estado Novo, pelo advogado e jornalista Jackson de Figueiredo, por iniciativa do então cardeal arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Sebastião Leme. Buscava congregar a intelectualidade católica brasileira. Ao longo de sua história, o CDV sempre contou com grandes intelectuais entre seus membros, como Alceu Amoroso Lima, Gustavo Corção, Sobral Pinto, Tarcísio Padilha, Luiz Paulo Horta, Carlos Frederico Calvet e Ricardo Cravo Alvin, o pernambucano de Olinda, Luiz Delgado. Nilo era amigo de todos, com eles mantendo uma constante e afetuosa atividade epistolar. Os ensinamentos dos filósofos católicos Jacques e Raïssa Maritain (ambos rivais da filosofia de Sartre, da mesma geração na Sorbonne) estavam nos anseios e escritos de Nilo. Sabia-se dos seus discursos, livros e escritos apologéticos ao culto mariano, sobre a divindade cristã.

Sartre foi a vida inteira um pensador agnóstico, existencialista desgarrado de Søren Aabye Kierkegaard, tinha vontade de ser Deus. Para ele, Deus precisava de aperfeiçoamento, era apenas uma causa entre um emaranhado de outras causas. Como era possível um bárbaro da modernidade, ateu, praticante do casamento livre, ser saudado por um tomista adepto do Humanismo Integral? Eu não estava perto deles na cerimônia de abertura do Congresso, para dar o testemunho das palavras de Nilo, nas suas boas vindas a Sartre. Muitos disseram que a saudação de Nilo, feita de improviso, num impecável francês, foi para festejar o Recife e a Universidade pela oportunidade de conhecer um dos mais famosos, combatidos e polêmicos escritores da França do seu tempo, citando como exemplo a sua coerência política e filosófica ao recusar o Prêmio Nobel.

Faço este registro, passados exatos 65 anos, para reconhecer no escritor do Ceará Mirim, não só a sua coragem e grandeza, mas sua vontade e gesto de tolerância, tão afim de pessoas sistemicamente e moralmente autônomas. A tolerância, dentro dos limites da reciprocidade, que possui raízes em alguma parte do nosso ser e escapa de cálculos objetivos, praticada voluntariamente e não compelida.

Marcus Prado – jornalista

A primeira mulher a andar de bicicleta em público em Portugal – por A História Esquecida.

Mercedes Blasco, nascida Conceição Vitória Marques em 4 de setembro de 1867 na Mina de São Domingos, Alentejo, foi uma atriz, escritora, jornalista e tradutora portuguesa que marcou a cena cultural do final do século XIX e início do século XX.
Blasco ganhou destaque pelas suas performances ousadas e inovadoras. Em 1897, ela causou sensação ao entrar no palco de bicicleta, um ato inédito e provocador para a época. Durante a apresentação, cruzou as pernas para segurar a viola enquanto interpretava canções francesas, desafiando as convenções sociais vigentes.
Além de suas performances teatrais, Mercedes Blasco era conhecida por utilizar a bicicleta como meio de transporte na sua vida quotidiana, deslocando-se da sua residência no Chiado até ao Teatro da Rua dos Condes. Essa atitude reforçava a sua imagem de mulher moderna e independente, rompendo com os padrões tradicionais da sociedade lisboeta.
A fotografia de 1897, capturada à porta do Teatro da Rua dos Condes, imortaliza esse momento emblemático da carreira de Mercedes Blasco, simbolizando a sua contribuição para a emancipação feminina e a modernização dos costumes em Portugal.
A História Esquecida

Vida Passada… – Paula Batista – por Célio Meira

Órfão de pai, aos 11 anos de idade, e quase na pobreza, estudou, o recifense Francisco de Paula Batista, a língua latina, no convento dos oratorianos, concluindo os preparatórios, no antigo Liceu Pernambucano.  Obteve, a esse tempo, Paula Batista, as primeiras vitórias de sua longa e luminosa carreira pública, na política, na cadeira de professor e no jornalismo. Bacharelou-se, no Curso Jurídico de Olinda, em 1833, pertencendo à geração brilhante de Ângelo Ferraz, de Urbano Pessoa de Melo e de José Tomaz Nabuco de Aquino. Fizeram parte de sua turma, José Bento Figueiredo e Álvaro Teixeira de Macedo, poeta pernambucano, na primeira metade do século XIX.

Defendeu tese, em 34, e um ano depois, em maio, foi nomeado professor catedrático de Economia Politica e Teoria e Prática do Processo. Tinha 24 anos de idade. Antes de conquistar a cátedra de direito, exerceu, no Recife, os cargos de juiz municipal e de chefe de polícia. Instalada a Assembleia Provincial, Paula Batista, elegeu-se,  deputado, alcançando aplausos na tribuna. Era orador elegante e magnifico.

Político, sob a bandeira dos conservadores, defendeu, em 43, o governo do barão da Boa Vista, fazendo ao Jornal Estrela, “diário baronista”, sua fortaleza de combate. E, em 48, na União, ao lado de José Tomaz Nabuco de Araújo, de Maciel Monteiro e do Padre Pinto de Campos, batalhou ao lado do governo, ferindo, de frente, os liberais “praieiros”. E essa atitude, ele manteve, bravamente, na Câmara Geral, em 1850, não poupando a sorte dos que foram vencidos, e nem a memória daqueles que tombaram, na luta armada.

Quando o Marquês do Paraná, chefiando o gabinete de 6 de setembro de 1853, iniciou a conciliação  dos partidos, Paula Batista o acompanhou. Era o primeiro passo, desse político conservador, na direção do acampamento das forças liberais. E, na verdade, em 61, Paula Batista, na companhia Nascimento Feitosa, fazia sua nova profissão de fé política, no Constitucional, baluarte do partido liberal. Sofreu, nessa época, esse cristão novo, acusações tremendas. Envenenou-lhe a alma o Diário do Recife, a trincheira de Felipe Neri Colaço. E pouco a pouco, foi desaparecendo, o político, para renascer o mestre, que era um sábio.

Escreveu, Paula Batista, em 1855, o Compêndio de Teoria e Prática do Processo, “que é um modelo do gênero”, no julgamento de Clovis Bevilaqua, e em 60, o de “Hermenêutica Jurídica”. Mereceu, do governo, depois de 25 anos de magistério, o título de conselheiro.

Paula Batista, nascido no Recife, a 4 de fevereiro de 1811, foi, afirmam todos biógrafos, o maior professor da Faculdade de Direito até o aparecimento de Tobias Barreto, o gênio de Sergipe. Morreu aos 81 anos de idade. Há, à margem da vida desse homem, de sabedoria genial, que trazia rapé, escreve Faelante da Câmara, “nos bolsos do colete, como outrora dom João VI, nos régios bolsos calções de veludo”, um mundo de anedotas. E conta, o próprio Faelente: “Encontrei-o de uma vez, na rua, sobraçando, pachorrentamente, uma grande melancia das Cucuranas”.

Veneremos, no dia de hoje, o nome de Paula Batista.

Célio Meira – escritor e jornalista. 

LIVRO VIDA PASSADA…, secção diária, de notas biográficas, iniciada no dia 14 de julho de 1938, na “Folha da Manhã”, do Recife, edição das 16 horas. Reúno, neste 1º volume, as notas publicadas, no período de Janeiro a Junho deste ano. Escrevi-as, usando o pseudônimo – Lio – em estilo simples, destinada ao povo. Representam, antes de tudo, trabalho modesto de divulgação histórica. Setembro de 1939 – Célio Meira.

 

O jogo é desleal para a população….

Com eleições no Brasil acontecendo a cada dois anos, intercortadas por “municipais e gerais”,  separar os atos administrativos das questões políticas partidárias/eleitorais,  nas três esferas do poder, vem se tornando  uma tarefa cada vez mais difícil.

É o presidente da República sendo “encostado na parede” para ceder mais espaços para determinados partidos. É governante estadual “virando a chave” do humor para agradar aos  “gregos e troianos” e prefeitos usando a máquina para ajustar seus interesses estaduais. No bojo das respectivas ações, o interesse pessoal sempre se sobrepondo aos interesses do coletivo da população.

Para ficar no nosso “Leão do Norte”, a governadora Raquel Lyra, “doida”  para continuar morando no Palácio do Campo das Princesas 4 anos mais do que o previsto, do dia para noite, segundo informações da imprensa,  virou uma simpatia de pessoa.

Nas redes sociais, vem se esforçando para agradar aos internautas/eleitores, no sentido de formatar  um estilo que lhe renda dividendos eleitorais, já que até o memento sua gestão continua patinando, qualificada como uma das mais antipáticas do País, segundo informações das pesquisas de opinião divulgadas.

Já o atual prefeito do Recife, João Campos, reeleito com alto índice de aprovação pelo eleitor da capital, caladinho, vem armando sua candidatura ao governo do estado, daqui a dois anos, usando como trampolim a “máquina” municipal, ou seja: criando novas secretarias para agregar aliados estratégicos, tanto do ponto de vista partidário quanto no quesito do mapa geopolítico estadual.

Na plateia desse “espetáculo” todo, a população brasileira que ainda não conseguiu colocar a cabeça do lado de fora do tanque de asneira, ao qual o Brasil ainda encontra-se  submerso,  com essa infrutífera polarização entre petistas e bolsonaristas. Apenas lembrando: o juro real  no nosso País, continuam aumentando……

O PENSADOR – por Sosígenes Bittencourt.

De Ronald Reagan: Quando uma empresa gasta mais do que ganha, quebra. Quando o governo faz isso, quebra você.
De Rui Barbosa: As leis são um freio para os crimes públicos; a Religião, para os crimes secretos.
De Osman Lins: A palavra sagra os reis, exorciza os possessos, efetiva os encantamentos.
De Rubens Alves: O estudo da Gramática não faz poetas. O estudo da Psicologia não faz pessoas equilibradas.
De Manuel Bandeira: Perdi o jeito de sofrer.
Reflexivo Abraço!
Sosígenes Bittencourt

“Vitoriense”: o mico continua……

No inicio do derradeiro dia do ano de 2024, pela Rede Globo de Televisão, acompanhei a 99ª Corrida de São Silvestre. Vale lembrar que o nome desta famosa competição, que ocorre desde o ano de 1925, recebeu esse nome  – São Silvestre – em alusão ao dia (31), que é  dedicado à festa do Papa Silvestre I, que exerceu seu pontificado entre os anos 314 a 335.

Pois bem, além de ser uma competição bastante disputada por atletas profissionais de vários países, o conjunto do evento é formado por atletas amadores,  que se manifestam das mais variadas formas. Em 2024,  mais de 37 mil.

No meio dessa “muvuca” toda  apareceu, na transmissão televisiva, um atleta com uma placa em  que “dizia” ser  nativo da cidade  de Santa Vitória, localizado no estado mineiro. Esse lugar, na qualidade de município,  nasceu em  27 de dezembro de 1948. Atualmente, sua população é estimada em cerca de 20 mil habitantes.

Apenas por curiosidade, fui pesquisar o gentílico dessa cidade, já que carrega o nome de Vitória. Sem erros:  os nascidos em Santa Vitória são identificados como  SANTA-VITORIENSE.

Como venho  falando e alertando, o gentílico da nossa cidade – Vitória de Santo Antão – precisa urgentemente de um ajuste.  Ao sermos chamados apenas por  “vitorienses”, fora do solo pernambucano,  acabamos sendo identificados como nativos da cidade de Vitória, capital do estado do Espirito Santo.

Portanto, mais uma vez, relembro que precisamos adotar o “ANTONENSE” como gentílico, dessa forma, doravante,  não mais seriamos obrigados a pagar  o mico de sermos confundidos com os capixabas, que usam o “vitoriense”, de maneira justa e natural.

A SAUDADE TÁ NA RUA…….

Iniciada no primeiro dia do ano (2025) a mídia da Agremiação Carnavalesca SAUDADE já ganhou as ruas. Sucesso garantido há décadas, a mesma desfilará ao som do Trio Asas da América, puxada pela inconfundível Orquestra Super Oara.

Encontro marcado no Carnaval Antonense, sempre na noite da segunda-feira, o folião já pode adquirir o seu kit na promoção do 1º lote, nos pontos de vendas.

No Carnaval, você sabe:  NA SAUDADE, A GENTE BRINCA MELHOR!

SERVIÇO:

EVENTO: DESFILE  DA SAUDADE

DIA: SEGUNDA-FEIRA DE CARNAVAL

VALOR: $105, 00 À VISTA OU EM ATÉ 3X NO CARTÃO ($35)

PONTOS DE VENDA: ESCRITÓRIO DO BLOG DO PILAKO, ÓTICAS DINIZ E VENDEDORES AUTORIZADOS.

Prévia do “Acorda Corno” já “esquentou” o Carnaval Antonense!!!

Iniciando na sempre animada comunidade do Cajá, mais precisamente na Rua Doutor José Rufino Bezerra Cavalcanti, também conhecida como “Principal do Cajá”, a Agremiação Carnavalesca “Acorda Corno” promoveu na “virada do ano” mais uma prévia carnavalesca.

Confirmando o sucesso de anos anteriores e até ampliando a participação popular, esse ano (2024/2025), o desfile contou com duas orquestras de frevo, mostrando, assim, que esse “movimento carnavalesco” já ganhou “tração” nos festejos antonenses.

O nosso secular carnaval é, indiscutivelmente, um dos maiores patrimônios imaterial da terra de Santo Antão.

Todo dia é dia para mudar…………………

Com o fechamento das cortinas de 2024  e o raiar de 2025, indiscutivelmente, ciclos se fecham e se iniciam. Isso não quer dizer que tudo, daqui para frente,  será diferente. Diz o professor, pensador e poeta antonense, Sosígenes Bittencourt, que há muitas similitudes entre o dezembro do “ano velho” com o janeiro do “ano novo”.

Mas independente das nossas vontades e desejos tudo muda, muda toda dia e o tempo todo.  Precisamos, sempre, exercer o aprendizado chancelado pelas experiências vividas sem abrir mão da imprescindível atualização, propriedade, invariavelmente, pertencente aos mais jovens.

Portanto, aproveite a porta aberta de 2025 para promover as mudanças que julgue necessária. A verdade é que sempre podemos melhorar, hoje, amanhã e em todos os dias do ano novo.  Feliz 2025 para todos!!!

Em 2025, faça diferente: MUDE DE VIDA, VÁ CORRER NA RUA……

4ª Corrida da Vitória – 27 de abril de 2025.
Corrida 7km – Caminhada 3km – Concentração às 6h – Largada às 7h.
PREMIAÇÕES
Troféu – 1º ao 5º colocado – masculino e feminino.
Categorias: Geral – Local e Faixa Etária –
Primeira faixa etária: até 39 anos.
Segunda faixa: dos 40 aos 49 anos.
Terceira faixa: dos 50 aos 59 anos.
Quarta faixa: dos 60 aos 69 anos.
Quinta faixa: dos 70 em diante.
Troféu – Maior equipe (grupo) local e visitante.
OBS: NÃO HAVERÁ PREMIAÇÃO EM DINHEIRO!
Inscrições on-line: www.uptempo.com.br
Inscrições para grupos: 81-9.9420.9773
Inscrição presencial: Loja Monster Suplementos – Rua Valois Correia – 96 – Matriz – Vitória.
Valor da Inscrição no 1º lote
Kit completo – corrida ou caminhada – R$ 95,00
Kit sem a camisa – corrida ou caminhada – R$ 80,00

Corrida Com História: o Centenário do Doutor Ivo Queiroz.

E na última gravação do quadro Corrida Com História do ano de 2024, hoje, realçamos o Centenário de nascimento de um dos maiores lideres politico da nossa cidade: Doutor Ivo Queiroz Costa.

Nascido em 24 de dezembro de 1924, na cidade do Limoeiro, Doutor Ivo fez carreira política em Vitória. Na qualidade de médico, em 1958,   exerceu o  seu primeiro cargo público. Foi eleito vereador. Depois, ao longo da carreira política, foi eleito para vários mandatos de prefeito (Vitória)  e deputado estadual por Pernambuco.

Como líder político, naturalmente, foi amado por uns e odiado por outros. Mas Doutor Ivo conseguiu imprimir na historiografia política local algumas marcas e símbolos. Sua caneta verde, sua “bananeira”, seu populismo com as classes mais humildes, inclusive,  sendo aclamado como uma espécie de “plano de saúde dos pobres”.

Nas questões administrativas municipais, angariou antipatia da classe média e do eleitorado mais esclarecido, justamente,  pelo seu reconhecido  desprezo pelos regramentos  urbanos. Nas partes periféricas da cidade, na qualidade de gestor, abriu e ampliou vários bairros. Um doa mais populoso, atualmente, o do Lídia Queiroz, carrega o nome da senhora sua mãe.

 À título curiosidade, em 1964, chegou acumular, também, a função de prefeito do vizinho município de Pombos, catalogado com o 2º da historia pombense.

Veja o vídeo aqui: https://youtube.com/shorts/TOYuKu-uU5U?si=Dp8Jqh26MLnCTN9s

Pois bem, por tudo isso e muito mais, dedicamos o nosso “Corrida Com História”  de hoje a passagem do Centenário do nascimento do eterno Doutor Ivo. Corrida Com História!

 

Disse-me Carlos Henrique: “Nada Mudou”…….

Em encontro casual com o vereador antonense Carlos Henrique, ocorrido na tarde de ontem (26), aqui, na Vitória de Santo Antão, tivemos tempo  para  abordar vários assuntos, dentre os quais questões políticas paroquianas.

No bojo, emendei uma pergunta sobre comentários que  surgiram nas redes sociais, recentemente, sobre uma possível adesão política sua ao grupo liderado pelo prefeito reeleito Paulo Roberto. Aliás, falavam até que ele já havia “batido o martelo” em comandar a pasta da agricultura municipal.

Sem pestanejar, disse-me ele: “Pilako, isso não é verdade! Aliás, eu até acho que sei de onde partiram esses boatos. Para mim, nada mudou, seguirei o meu trabalho.” Concluiu.

Nós sabemos que a prática adesista é comum, sobretudo quando estamos falando de parlamentares que compõem as câmaras legislativas interioranas. Via de regra, não importa em que palanque ou campo politico o vereador fora eleito. Na verdade o que quase todos desejam  é ser “base”,  para respirar, também,  os “doces ventos do Poder Executivo”.

Pois bem, após a sua resposta, eu até tomei a liberdade de fazer  um complemento: seria até curioso você  – Carlos Henrique – se “abraçar”, daqui para frente,  com o grupo político liderado por  Paulo Roberto que  justamente, todos sabem,  trabalhou até a noite do  sábado –  antes do domingo do pleito –   para “melar” sua reeleição.

E emendei: na próxima legislatura, Carlos, ao que parece, você será a única voz capaz de fazer um contraponto político equilibrado à gestão central,  pela capacitação e também em função da nova composição da Casa. Segue o jogo para 2025…..

Câmara de Vereadores: será que a internet tá funcionando?

Recentemente, postei aqui no blog que a Câmara de Vereadores da nossa cidade, em plenário, rejeitou o projeto (135/2024) em que possibilitaria o uso, de maneira oficial, de um segundo gentílico, ou seja:  o Antonense.

Antes, porém, vale salientar, que o nosso gentílico oficial (vitoriense)  não cumpre com o seu papel plenamente. Infelizmente, não nos define geograficamente de forma conclusiva.

A primazia de ser o autêntico  vitoriense é, de maneira  justa,  dos nativos da  cidade de Vitória, capital do estado do Espirito Santo.

Pois bem, intelectuais e pessoas  gabaritadas  na língua portuguesa, em vários registros,  já ratificaram esse “desajuste” no nosso gentílico. Aliás, isso já  faz tempo.

É lamentável constatar que a esmagadora maioria dos vereadores que formam  o parlamento local, não tem capacidade cognitiva de entender esse “nó” e esse tipo de  “vergonha alheia”,  ou seja: Vitória é uma cidade com 400 anos e não tem um gentílico próprio, original e único, que possa nos definir conclusivamente. 

Alheio à ignorância e despreparo dos nossos ilustres representantes do povo o Google já “matou a charada”,  quando o internauta consulta-lhe sobre o  gentílico da cidade da Vitória de Santo Antão.

É evidente e até compreensivo que os nossos vereadores não sejam  “entendidos de tudo”, mas é razoável questionar aos nobres parlamentares o que eles fazem com os recursos que deveriam ser usados  para a chamada “Assessoria Parlamentar?”

Não quero imaginar que  as vagas desses gabinetes do parlamento local sejam  preenchidos com  pessoas que não contribuem no melhor assessoramento  e esclarecimentos às questões inerentes a um bom desempenho da função do edil. Isso seria uma questão grave!

Com a proximidade de uma nova legislatura, seria salutar, até por uma questão do bom uso e transparência com o dinheiro público, que a nova bancada anunciasse, tão logo definisse,  os nomes dos componentes das respectivas  equipes, até porque, ao que parece, tem gente ganhando salário na câmara sem prestar o devido serviço legal, ou seja: assessorar o parlamentar nos  temas vinculantes ao necessário desempenho da função. Fica a dica!

O último adeus ao professor Enedino Soares….

No dia de ontem, quinta-feira, 26 de dezembro, foi velado e sepultado o corpo do professor Enedino Soares. Por ser membro atuante, há vários anos,  da direção do Instituto Histórico local, na qualidade de secretario, recebeu as últimas homenagens no Salão Nobre da “Casa”.

Em vida, interagiu com a sociedade antonense em vários espaços: na administração pública, no magistério, na política partidária e sindical. Sempre  trilhou pelo caminho da decência e correção.

Na qualidade de pessoa amiga, não economizava em atenção e sempre estava disponível para contribuir com sua quota pessoal. Por ocasião da sua candidatura ao cargo de vereador da Vitória, em 2020, produzimos, aqui pelo blog, uma live em que contou um pouco da sua vida e dos seus projetos. Veja o vídeo:

https://www.youtube.com/live/OQZPn7n7ng0?si=DeR_YqIE0_SCLcF6

Ontem, em ato de despedida, também registramos as palavras do presidente do Instituto Histórico, professor Pedro Ferrer,  sobre sua relação com a cidade da Vitória: veja os vídeos: