
Por volta das 9h, no trem vindo Recife, há exatos 120 anos, chegava à Vitória de Santo Antão a comitiva liderada pelo Bispo de Olinda Dom Luiz Raimundo de Brito. Após almoçar na residência do então juiz doutor Primitivo de Miranda, às 17h, as já mencionadas autoridades juntaram-se ao então prefeito doutor Henrique Lins e ao povo antonenses para inaugurar o monumento do “Anjo”, alusivo de à vitória alcançada na épica Baralha das Tabocas, ocorrida em 3 de agosto de 1645.
Vistosa, bonita e imponente a imagem do “Anjo” sempre despertou admiração e curiosidade da população e até um certo pavor por parte da criançada de várias décadas do século XX.
Naquela época, diziam os adultos, que no dia em que o “Anjo” tocasse sua trombeta o mundo se acabaria. Pelo sim, pelo não, as crianças respeitavam essa história.

COMEMORAÇÃO DA PASSAGEM DO CENTENÁRIO DO ANJO, OCORRIDO EM 2025
Para concluir, vale lembrar que o dia 27 de janeiro é uma data muito importante para o contexto da chamada Restauração Pernambucana. Várias cidades no nosso estado, tem ruas que recebem o nome de “27 de janeiro”.
Eis ai, portanto, alguns do simbolismo que envolve o nosso monumento, intitulado de “Anjo da Vitória, que realçamos, hoje (27), no nosso Projeto cultural/esportivo Corrida Com História.
Veja o vídeo aqui: https://youtube.com/shorts/EAiuNbppVkw?si=L7qfXWrZAowfVXpH

















No universo em que se discutem grandes temas ligados à Geografia como ciência-síntese da relação homem-natureza, sobretudo quando se fala em crise climática, nomes pernambucanos são lembrados entre os da geração que passou e a mais recente, a começar pela trajetória intelectual de cientistas como Gilberto Osório de Andrade, Mário Lacerda de Mello, Manuel Correia de Andrade, Rachel Caldas Lins, Diva de Andrade Lima, Lucivânio Jatobá, Marlene Maria da Silva. Eles representam um conjunto de pesquisadores de alto nível, de particularidades históricas e epistemológicas que marcaram e ainda marcam época, parceiros de uma corrente do que se convencionou chamar de Geografia Moderna, uma ciência que tem como objeto de estudo o espaço geográfico, o lugar, onde se realizam as atividades humanas. Re-teorizar o espaço era uma referência do autor do “Introdução aos estudos dos brejos pernambucanos”, um clássico, quando o foco primordial é a Geografia Regional, ao fazer abordagens sobre a relação entre as influências dos meios naturais, particularmente o clima.




Com 13 dias de programação, os festejos, religiosos e profanos, alusivos a passagem dos 400 anos do nosso Padroeiro Santo Antão movimentou a comunidade católica em nossa cidade.







Uma das melhores definições de mim não é minha, é do escritor e pensador inglês Chesterton: O homem SÃO é aquele que tem a tragédia em seu coração e a comédia em sua cabeça.

