Momento Cultural: O Menino Sonhador – por Melchisedec
Eram os anos 20, na pacata cidade da Vitória das Tabocas viveu um casal relativamente felizes. Era o seu Jonjon e a Srª Madrezita e tinham um filho chamado Manequinho. Ele era um garoto muito esperto e sonhador, almejava um dia chegar às estrelas para ver de perto o seu tamanho. Ele conhecia Vitória como a palma de sua mão, ia de norte a sul de leste a oeste, subia em árvores para colher seus frutos, caçava como ninguém, era inimigo fidegal dos peixes do rio Tapacurá, capaz de pegá-los à mão e imaginava que se subisse um daqueles morros em volta da cidade, conseguiria pegar as estrelas com as mãos. Decidido, acordou cedinho, tomou café e pegou a estrada, deu meio-dia e nada de Manequinho chegar a montanha, a barriga começou a roncar de fome. Mas, estava decido e via a montanha ali, bem perto, logo chegaria lá, e continuou caminhando rumo ao seu sonho, ao cair da tarde ele não havia chegado lá, sua mente povoada de histórias de assombrações, fruto da conversas de amigos na praça da matriz, sentiu medo, começou a se desesperar e pensou em sua mãezinha em casa sem saber aonde ele estava. E seu pai este lhe daria uma pisa de ficar marcado por muito tempo. No auge do desespero, sentou na estada e começou a rezar, pediu ao santo que ajudasse ele prometia que nunca mais deixaria sua mãe preocupada, e ficou sentado na estrada chorando muito até que passou um senhor em seu cavalo e lhe perguntou: – “Menino o que você fazendo aqui na estrada, chorando? Manequinho responde: “Estou perdido, não sei voltar pra casa”. – “onde você mora? – “Em Vitória”. – “Você não é filho de seu Jonjon?” – “Sim, ele é meu pai”. –“ Vou levar você pra casa”. – “Moço, não diga nada a meu pai, que eu estava perdido. Senão ele vai me dar uma pisar.” – “Está bem, vou deixar você na sua casa e não vou dizer nada a seu pai”. De volta, já em casa, se sentiu aliviado do medo de dormir fora de casa no escuro da estrada. Deu graças a Deus e agradeceu ao santo pro ter salvo sua vida.
Mas, o menino inquieto e cheio de sonhos, continuou querendo voar para bem longe do seu ninho, sua alma ansiava por novas aventuras, sentia que algo o atraia para longe, seu grande sonho era sair de Vitória, conhecer mundos. Certa vez, ficou impressionado ao ver chegar a Vitória um marinheiro e desejou cruzar os mares para conhecer outros países. Mas, tudo isso era impossível por que Vitória não tinha mar e o mar ficava muito distante, como ele poderia chegar longe? Ouviu alguém falar que existia uma tal de aviação, que levava as pessoas para lugares distante. Então pensou, que bom seria ser como os pássaros que voam a hora que querem e vão aonde desejam.
Mas, tudo isso era apenas sonho, porque ele nunca viu um avião. Manequinho sofria muito porque seus sonhos se desfaziam como gelo. D. Madrezita consolava o pobre filho, dizendo que estava juntando um dinheirinho com a venda de seus bolos, para que um dia o filho pudesse ser Doutor. Tudo isso parecia ser muito remoto para Manequinho. Um dia seu pai o levou para Recife para ver de perto o Zepelim. Será que isso é a tal a aviação? Mas é tão grande, parece um monstro dos seus sonhos. E falou: – “Um dia resolveu vou embora de Vitória e vou conhecer essa tal aviação”.
Melchisedec
Nanãe: missa de sétimo dia….
Momento Vitória Park Shopping
O Tempo Voa: confraternização natalina!
Momento Pitú: Viva a Resenha!!
O Papa e os homossexuais – por Sosígenes Bittencourt
O Papa preferiu dizer que não é ninguém para julgar os homossexuais a dizer que homossexualidade é pecado. Aconselhou inserir os homossexuais na sociedade e condenou a discriminação. Buscou a humildade, eximindo-se de condenar o ser humano. Entregou o seu julgamento ao Juízo Final.
Contudo, é bom frisar, não se pode inserir na sociedade os homossexuais que tripudiam sobre o crucifixo na via pública. Quem pisoteia a memória do Salvador, depreda a cultura espiritual da humanidade, não tem compromisso com Deus nem com os homens, merece ser chamado à responsabilidade. Ninguém poderá provar que não são perigosos à sociedade, flagrante ameaça à integridade das pessoas. Assim como os heterossexuais, os homossexuais têm os mesmos deveres, as mesmas obrigações. Não estão imunes às devidas punições por desrespeito e vandalismo de toda ordem.
Sosígenes Bittencourt
Zezé do Forró canta “Querida” de Aldenisio Tavares
CD de Zezé do Forró, ouça a música QUERIDA, de autoria DE Aldenisio Tavares.
Aldenisio Tavares
Os Ministros do Supremo estão passando o recibo do desgaste….
As últimas notícias realçam o desconforto dos ministros do Supremo Tribunal Federal com “notícias falsas e caluniosas sobre suas excelências e familiares”. Em uma democracia que se preze a liberdade de expressão é algo intocável. Mas, qualquer coisa que extrapole o critério do direito de opinar, o respectivo emissor deverá ser acionado e se for o caso, punido dentro dos critérios da lei, já devidamente posto no nosso ordenamento jurídico. Isso é o justo e atende aos princípios basilares de uma nação livre.
Ao que parece, todo esse estardalhaço, emitido pelos nossos revisores supremos deve ser algum efeito colateral do alto desgaste alcançado pela nossa mais alta corte. A internet está ai….Livre, leve e solta! Uma nova ordem social, já escaldada dos escândalos envolvendo os poderes Legislativo e executivo, já não consegue mais confiar em mais nada……Tomara que essa tal investigação descubra logo esses culpados…..
Uma dança animada, no Quartel General do Frevo!!
Dentro dos meus arquivos do carnaval 2019 acabou passando uma imagem curiosa, por nós registrada na Praça Duque de Caxias, “Quartel General do Frevo”. Um folião – que não o conheço – dançava equilibrando um latão. Achei-o parecido com o deputado Tiririca. Talvez por se expressar corporalmente com as mesmas “mungangas”. Veja o vídeo.
Momento Cultural: A Vaquejada – por STEPHEN BELTRÃO
Hoje tem vaquejada,
Grita alegre o locutor,
Vamos derrubar o boi,
Mostrar o nosso valor.
Hoje tem festa de vaqueiro,
Vamos cantar, comer, aplaudir.
Rir da desgraça do bicho!
Não percam a melhor parte:
A hora que o boi cair.
Vamos tirar o couro do infortunado,
Fazer o animal correr assombrado.
Vamos colocá-lo para comer areia,
Ferrar a cara do danado.
Usar as esporas sem piedade,
Levantar o coitado pelo rabo.
Lembre-se: na hora da queda,
Quando o infeliz estiver esfolado
Sorria, você está sendo filmado!
Vamos dar um grande prêmio
À melhor parelha de vaqueiros.
Ao que nos der maior prazer,
Daremos medalha, troféu e dinheiro!
Vamos levar nossos filhos,
Apresentá-los os nossos festejos,
Mostrar como nós ficamos felizes,
Quando maltratamos os animais,
Mansos, inocentes e indefesos!
Já em circulação a mais nova edição do Jornal da Vitória.
Momento Vitória Park Shopping
2ª Edição de Prêmio Pedro Ferrer de Cultura – sexta – dia 22 – 19:30h
O Tempo Voa: Festival do Guaraná
Momento Pitú: Viva a Resenha!!
Seu Duca Raizeiro – por Sosígenes Bittencourt
O analfabetismo patético e humorístico do curandeiro é caso sem remédio. Do tipo gato com “J” e jacaré com “G”. Misericórdia!
Seu Duca é muito mal-eDUCAdo.
Seu Duca não deveria ter sido raizeiro, deveria ter estudado para cortar o mal pela raiz.
Quer dizer, seu Duca é fruto do meio, ou seja, raizeiro da raiz.
Imagine quando o seu Duca estiver caDUCAndo.
Sosígenes Bittencourt
Arquivo do Brega
Lulinha – “ARQUIVO DO BREGA 1″ – música de autoria de Odair José – A NOITE MAIS LINDA DO MUNDO.
A noite mais linda do mundo – Arquivo do Brega
Aldenisio Tavares
Desse jeito, antes do que se imaginava, os jornais impressos da capital deixarão de circular em nossa cidade.
A linha tênue que separou “os tempos medievais” dos chamados “tempos modernos”, na rica história da civilização, sobretudo no final do século XV e no inicio do XVI, nos proporcionou mudanças e avanços extraordinários em praticamente todos os segmentos, . Dentro desse conjunto, como uma espécie de mola propulsora para tantas outras transformações, encontra-se o invento do alemão Johannes Gutenberg. Isto é: o jornal impresso!!!
Com a chegada da Família Imperial ao Brasil, em 1808, por ocasião da conturbada decisão de fugir de Portugal, com medo do conquistador Napoleão Bonaparte, registrou-se, em terras brasileiras, à chegada da primeira “prensa” para editar jornais. Em nosso torrão, o primeiro impresso a ser materializado – “ O Vitoriense” – teve como ponto de partida 0 dia 05 de novembro de 1866.
De lá pra cá, segundo informações grafadas nos livros que contam a história dos nossos antepassados, tivemos algo em torno de 200 títulos. Com a efetivação da nossa “Estrada de Ferro” (trem), a partir de 1886, os vitorienses, principalmente os que tinham mais intimidade com as letras e que possuíam um poder aquisitivo melhor, passaram a receber, regularmente, os jornais da capital (Recife), como bem narrou, em artigo ( Inventário da Memória) para uma das edições da Revista do Instituto Histórico, o ilustre jornalista Ronaldo Sotero.
Pois bem, após esse rápido histórico sobre os jornais impressos e sua influência e poder de transformação social tomei conhecimento – no último final de semana – de que os jornais da capital – Diário de Pernambuco, Jornal do Commercio e Folha de Pernambuco – pelo resumido número de exemplares que chegam a nossa cidade, não mais se configura como meio de comunicação de massa.
Ou seja, segundo informações de quem os distribuem na cidade, é menos de uma dúzia do Jornal do Comércio, menos de duas dúzias do Diário e pouco mais de cinco dúzias da Folha de Pernambuco, já contabilizados os exemplares dos respectivos assinantes. Antecipadamente, gostaria de dizer que sou leitor dos três jornais (apenas os exemplares do final de semana).
Por mais que soubesse que o mundo digital, um dia, iria suplantar o espaço do jornal impresso, não achava que a coisa já estava tão adiantada, em se tratando da nossa Vitória de Santo Antão. Em ato continuo, não obstante termos disponíveis (sem custo ao internauta) vários blog locais e inúmeros grupos de WhatApp, redes sociais e etc o “Jornal da Vitória”, dirigido pelo idealista e conceituado jornalista José Edalvo, esse ano (2019) está comemorando 40 anos de fundação, em pleno funcionamento e cumprindo sua função social que, entre outras, é de informar e registrar os fatos histórico na terra de Diogo de Braga e Antão Borges Alves. Viva o Jornal da Vitória!!!
Essas linhas, evidentemente, cabe uma porção de interpretação. Essa foi apenas uma!!!
BariLoche: um bar alternativo e estiloso…….
Apesar de já haver tomado conhecimento da abertura de dois novos bares na via conhecida como “Beco da Sipauba” não havia, por motivos diversos, ainda, marcado presença. Eis que, na noite da sexta (15), em tom de convocação, o amigo – Coroa Boyzinho – Jurandir Soares convidou-me para conhecermos, visto que o mesmo também se encontrava na mesma situação que eu, ou seja: sabia que existia, mas não o conhecia “In Loco”.
Assim sendo, fomos até o local (Jurandir, Aldenisio e eu). Por lá, encontramos muita gente conhecida. Amigos das antigas e outros nem tanto. Com proposta diferente, o “BariLoche”, comandado pelo multiartista antonense, Bad Léo, acabei jogando várias partidas de sinuca e até totó, algo que não fazia há vários anos. Segundo informações de alguns frequentadores o ambiente converge, na sua maioria, artistas e pessoas que curtem a noite. Disse-me um deles: “ Pilako, isso fica massa quando fecha todos os bares da cidade. A galera vem toda pra cá”. Bom! Para quem gosta de esticar a noitada até o raiar dos primeiros sinais solares, o “BariLoche” é o lugar certo………








Querida – Zezé do Forró












