SILVA JARDIM E O VESÚVIO – Escreveu: Ronaldo Sotero

Em várias cidades brasileiras, o nome de Silva Jardim está presente sem que a maioria da população saiba seu papel na História e seu trágico fim. Nascido em Capivari, Rio de Janeiro, em 18.8.1860, de origem modesta, António Silva Jardim, conseguiu se formar em Direito na Faculdade do Largo de São Francisco, em São Paulo, aos 22 anos. Integrou-se as causas republicanas com proeminente atuação. Em viagem à Europa em novembro de 1890, após visitar vários países, resolveu conhecer Nápoles, para escalar o Vesúvio, conhecido pela erupção no ano 79 d.C, que destruiu as cidades romanas de Pompéia e Herculano. É o único vulcão na Europa continental a ter entrado em erupção nos últimos cem anos, embora adormecido atualmente. Na companhia de dois amigos, Silva Jardim resolveu olhar para o núcleo do vulcão e acabou caindo e desaparecendo. Era o dia 1/6/1891. Falecia aos 30 anos, o grande republicano que muito teria a contribuir ao seu país.


A cidade de Vitória de Santo Antão homenageia um dos líderes do movimento republicano com nome de rua, através da Lei no. 195, de 18.4.1916, conforme registra o 2o. volume da história desse município, pág 99, de autoria do emérito José Aragão Bezerra Cavalcanti.
Para uma visão mais aprofundada sobre Silva Jardim, a indicação é o auspicioso livro de autoria de Maria Auxiliadora Dias Guzzo, Ícone Editora.
TUDO É HISTÓRIA

Ronaldo Sotero 

MOMENTO CULTURAL: CONTRADIÇÃO – por Aluísio José de Vasconcelos Xavier.

Na cidade, a iluminação frenética
do Salvador, a chegada anunciava
e contrastando com tal paisagem estética
na calçada um pobre negro agonizava.

Era a figura doente de uma criança
filha de um erro, fruto de um pecado
e nos olhos tristes de seu corpo nu, gelado
não se via nenhum fio de esperança.

Aproxima-se dele um maltrapilho.
Toma-o nos braços como a um filho
retirando-o daquele leito de cimento.

Meia-noite, então, anuncia o sino.
E nesta hora exata do Nascimento
morreu, à míngua, mais um Jesus-Menino.

Aluísio José de Vasconcelos Xavier

Centro comercial da Vitória: uma verdeira guerra de auto-falantes!!!

Artigo lido em jornal de  grande circulação no nosso estado, desse final de semana, fiquei sabendo que, segundo pesquisa, há cerca de doze mil e quinhentas (12.500) lojas fechadas dentro dos shoppings,  espalhados pelos Brasil. Essa realidade, por assim dizer, é ta,bem corroborada pelos transeuntes mais atentos ao circular pelas ruas centrais do Recife. Para o comercio varejista a crise parece ainda maior.

Ainda segundo o artigo, o negociante que não tiver uma estratégia digital  para se conectar com o consumidor vai acabar por desaparecer. E ainda complementa: “o comercio tradicional está indo para o espaço. É uma questão diagnosticada já em demasia”. Todas essas questões e algumas mudanças, por assim dizer, já são sentidas também na nossa aldeia,  afinal Vitória de Santo Antão não é uma ilha.

Além da conjuntura macro e da tendência tecnológica, o comercio do centro da nossa cidade –  também tem algumas chagas peculiares. Para não me alongar no rosário de dificuldades dos consumidores que por aqui se aventuram,  já tão conhecidas de todos, sobretudo dos órgãos classistas – ACIAV e CDL –  os comerciantes, no afã de pescar o freguês mais distraído, estão promovendo uma verdadeira “guerra” dos auto-falantes, principalmente num das vias mais movimentada – Rua Senador João Cleofas de Oliveira.

Nos dias de sexta e sábado caminhar pelo centro da cidade – se já não bastasse o barulho dos automóveis e suas buzinas, carros de som,  escapamento das motocicletas  e etc – é uma verdadeira declaração de  guerra  aos ouvidos e um potente teste de paciência para o cidadão comum. Independente do seu potencial econômico, tenho a absoluta certeza  que cada dia que passa as pessoas estão evitando passar por esse “incômodo”.

Portanto quero crer que se a iniciativa –  para atenuar os efeitos do som “abusante” das lojas  –   não partir dos próprios comerciantes outras solução não serão das mais proveitosas proveitosa. Proibição, por parte da prefeitura ou mesmo do Ministério Público, não seria a solução mais “ecológica”. Os comerciantes estão precisando  pensar mais no bem estar dos clientes do que na mão pesada das multas, pelo  não cumprimento das leis.

Gilvan Leonel: idade nova….

Com a esposa e os filhos o sempre calmo e sereno Gilvan Leonel recebeu os amigos para comemorar mais passagem natalícia. O encontro ocorreu na noite do sábado (27) no Restaurante Gamela de Ouro. Por lá, aqui e acolá, rodas de conversas com conteúdo político. Gilvan é membro atuante de um movimento na cidade (VitóriaSim) que tem como objetivo criar as condições necessárias para apresentação de uma candidatura majoritária consistente no próximo pleito municipal (2020), assim como ocupar assentos no parlamento local. De nossa parte, segue parabéns dobrados. Pela nova idade e pelo movimento!!