Morte nos presídios: ser civilizado também é se colocar no lugar dos outros……..

Em Vitória de Santo Antão assim como em Pernambuco, no Nordeste e também no Brasil a violência urbana segue em ritmo continuo e crescente. Isso é fato. No governo comandado pelo partido dos trabalhadores, na última década, as facções criminosas, milícias e etc ganharam status de “poder paralelo”, tanto dentro como fora dos presídios.

Nesse ambiente coletivo hostil e insalubre a população embarcou num projeto de endurecimento aos bandidos. Sete meses se passaram e até agora o novo governo não anunciou –  nem praticou –   nenhum endurecimento ou encaminhamento nessa questão.

Os últimos acontecimentos no presídio do Pará, no qual cerca de sessenta presos foram assassinados – queimados, estrangulados e decapitados – apenas escancara que o setor continua livre de  qualquer  tipo de controle. Todo mundo sabe que dentro dos presídios quem menos manda no pedaço são os agentes penitenciários.

Bom! Uma expressiva parte da população, os chamados “cidadão de bem” alguns, inclusive, com bom nível intelectual e frequentadores assíduos des templos religiosos, acreditam  que os presídios são espaços que NÃO devem receber qualquer tipo de atenção por parte dos governantes, afinal, só vão para lá pessoas que não prestam ou que na verdade nem merecem estar vivas.  Em tese, boa parte dos elementos que lá se encontram são incorrigíveis mesmo.

Ontem, após cinco anos tendo como endereço um presídio do Ceará, o camarada foi solto depois da constatação que ele estava lá injustamente, ou seja: por erro da própria justiça. Esse fato, por assim dizer, acende uma luz, isto é: qualquer um de nós, ou até nossos filhos e netos, mesmo sem dever nada, poderão ser jogados lá dentro, e assim passar a ser mais um sujeito “fedorento” daquele conjunto. Assim sendo, fica a pergunta: será mesmo que os presídios do Brasil devem ser abatedouros de seres humanos?

Ser civilizado também é se colocar no lugar dos outros……..

Momento Cultural: Bodas de Ouro – por Corina de Holanda.

(De José Bonifácio e Maria José de Holanda).

Garimpeiros do amor

Por ti abençoado,

Te ofertamos, Senhor,

O ouro acrisolado

Colhido na jornada…

(A prata já foi dada)

Nós te damos também,

Gemas de excelsos brilhos,

Para nós, – Nossos Filhos!

Abençoa-os, Senhor!

São todo o nosso bem,

Frutos do nosso amor.

(Entre o céu e a Terra – 1972 – Corina de Holanda – pág. 60).

MANGA COM SAL? – por Sosígenes Bittencourt.

Como eu fui criado chupando manga SEM SAL, nunca me acostumei com essa modalidade de chupada, essa aventura estomacal. E ainda há quem lambuze a fruta na laminha do sal com vinagre.
Na feira, a primeira pergunta era a seguinte: – Essa manga é docinha?
Aí, o matuto: – É um favo de mel, freguês.
Aprendi que SAL só serve para matar micróbio, dar gosto na comida e subir a pressão arterial. 
Comida insossa é um dos maiores castigos impostos à velhice. Assim como a privação do açúcar para os diabéticos. Não poder chupar uma manga rosa madurinha é terrível para quem sofre de HIPOINSULINISMO. Não poder passar a mandíbula num bago de jaca dura deve ser uma tortura.

Sosígenes Bittencourt

Antão Borges Alves – por Pedro Ferrer.

No dia 5 de novembro de 1866 surgia em nossa cidade o primeiro jornal, “O Vitoriense”. Seu criador, Antão Borges. Filho de Paulo Borges Alves e de Antônia Borges Cunha, nasceu o menino Antão em setembro de 1844. Remarque-se que Antão tinha quinze anos por ocasião da visita da Família Imperial. Essa visita marcou seu espírito.

É lugar comum os biógrafos afirmarem que seus biografados eram alunos dedicados, inteligentes, que tinham pendores pelas artes e a que a veia poética aflorava em todos seus escritos.

Com Antão Borges, não quero cair nesse lugar comum. Antão Borges provou seu amor às letras, quando ainda jovem, já casado, com apenas 22 anos, juntou uns trocados e partiu para Recife para as compras.

O que pretendia comprar aquele jovem?

Compras, nada comum, a um jovem de sua idade e de sua época, que procuraria por uma cartola, uma bengala de marfim, um broche de ouro para gravata, sapatos italianos, lenços de seda…

E que compras tão curiosas foram essas?

Uma impressora e tipos tipográficos. Seu sonho de adolescente tomava forma, imprimir um jornal. Um jornal com oficina própria, independente. A estrada de ferro ainda não existia. Tudo  transportado em lombo de burro.

No dia 5 de novembro de 1866 fazia Antão Borges circular na Vitória “O Vitoriense”. Seu pequeno jornal era um semanário noticioso e comercial, custando a assinatura anual 12 contos de reis. Em 1870 substituiu “O Vitoriense” pelo “Correio de Santo Antão” que permaneceu no prelo até 1875. No ano seguinte voltou a imprimir “O Vitoriense”. Sua edição foi interrompida com a partida de Antão Borges, em 1878, para Glória do Goitá, onde foi exercer o cargo de Tabelião Público. Quando ainda residente na Vitória ocupou uma cadeira na Câmara Municipal pelo Partido Liberal.

Na cidade da Glória do Goitá continuou sua lida jornalística. Tratou de montar sua pequena tipografia e publicou no dia 8 de fevereiro de 1879 “O Goitaense”, primeiro jornal da cidade, periódico imparcial que tinha como um dos seus objetivos alfabetizar a população. Do seu casamento com Antônia Donata teve vários filhos, entre eles o coronel Antão Borges Júnior, coletor fiscal e prefeito da Glória do Goitá nos anos 1920-1924.

Antão Borges, o bravo vitoriense, falecido em agosto de 1918, na cidade da Glória do Goitá, deixou-nos um magnífico legado. Só os iniciados na cultura vitoriense têm a sensibilidade de conhecer o extraordinário trabalho realizado por Antão Borges Alves e os benefícios à cultura vitoriense, atrelados à criação do “O Vitoriense”.

Pedro Ferrer

Manoel Carlos: bem na fita internacional!!

Caro amigo Pilako, 

participo para você convite efetuado pelo Padre Ortodoxo da Igreja Russa, Padre Francisco, para que me faça presente,  nos dias 13 e 14 de novembro,  no grupo que irá  recepcionar o presidente da Rússia,  Vladimir Putin.


Irei recepcionar o presidente Russo na qualidade de Coordenador Estadual da Liga Cristã Mundial, no Estado de Pernambuco, e, no ensejo, presentearei ao grande líder mundial com artesanatos de nossa região. Onde quer que Eu vá, a Pernambucanidade será enaltecida!! Aproveito para agradecer ao Líder Ortodoxo da Igreja Russa, Padre Francisco”. 

Momento Cultural: LEI DE PERIODICIDADE OU CICLOS – por MELCHISEDEC

É a Lei que regula a sucessão periódica na manifestação cósmica e os grandes ciclos da vida, da morte dos átomos, dos astros e dos seres. É ela que faz o movimento de pulsação da Natureza e a respiração universal. Foi através da observação dos períodos onde determinados acontecimentos sempre se repetem, que começaram partindo de uma rotação infinitamente grande, efetuando assim sua revolução em torno de se mesmo e dentro de outra.

Os ciclos perpétuos de tempo recomeçam constantemente de modo periódico e inteligente no espaço e na eternidade. Há ciclos de matéria e há ciclos de evolução espiritual, e há também ciclos de raças, de nações e de indivíduos. Há um objetivo em cada ato importante da Natureza e todos os seus atos são cíclicos e periódicos. Assim é que observamos na história uma alteração regular de fluxo e refluxo na maré do progresso humano. Os grandes reinos e impérios deste mundo, depois de atingirem o ponto culminante do seu desenvolvimento, passam a descer, de acordo com a mesma Lei que os fez subir, até que, tendo chegado ao ponto inferior, a humanidade novamente se afirma e sobe outra vez, para alcançar, graças a essa Lei de progresso ascendente, uma altura maior que aquela, cujo ponto onde havia anteriormente descido. Mas, esses ciclos-rodas que se engrenam em outras rodas não incluem de uma só vez e ao mesmo tempo toda a humanidade.

O grande ciclo abrange o progresso da humanidade desde o aparecimento do homem primordial de forma etérea até a libertação do homem da matéria que o envolve, prosseguindo no seu curso ascendente, para recolher-se ao atingir o ponto culminante da Ronda.

Os grandes ciclos de raças, que incluem por igual todas as nações e tribos pertencentes àquela raça especial, mas, dentro deles há ciclos menores de nação e povo, que seguem seu próprio curso sem dependerem uns dos outros.

(VERDADES FUNDAMENTAIS – MELCHISEDEC – pág. 10 e 11).

SILVA JARDIM E O VESÚVIO – Escreveu: Ronaldo Sotero

Em várias cidades brasileiras, o nome de Silva Jardim está presente sem que a maioria da população saiba seu papel na História e seu trágico fim. Nascido em Capivari, Rio de Janeiro, em 18.8.1860, de origem modesta, António Silva Jardim, conseguiu se formar em Direito na Faculdade do Largo de São Francisco, em São Paulo, aos 22 anos. Integrou-se as causas republicanas com proeminente atuação. Em viagem à Europa em novembro de 1890, após visitar vários países, resolveu conhecer Nápoles, para escalar o Vesúvio, conhecido pela erupção no ano 79 d.C, que destruiu as cidades romanas de Pompéia e Herculano. É o único vulcão na Europa continental a ter entrado em erupção nos últimos cem anos, embora adormecido atualmente. Na companhia de dois amigos, Silva Jardim resolveu olhar para o núcleo do vulcão e acabou caindo e desaparecendo. Era o dia 1/6/1891. Falecia aos 30 anos, o grande republicano que muito teria a contribuir ao seu país.


A cidade de Vitória de Santo Antão homenageia um dos líderes do movimento republicano com nome de rua, através da Lei no. 195, de 18.4.1916, conforme registra o 2o. volume da história desse município, pág 99, de autoria do emérito José Aragão Bezerra Cavalcanti.
Para uma visão mais aprofundada sobre Silva Jardim, a indicação é o auspicioso livro de autoria de Maria Auxiliadora Dias Guzzo, Ícone Editora.
TUDO É HISTÓRIA

Ronaldo Sotero