Ouça a música “Cristo Online“ – composta por Aldenisio Tavares – interpretação de Serginho Farineli . A canção é integrante do CD “O Amor de Deus nos uniu”.
Cristo Online – Serginho Farineli
Aldenisio Tavares
Ouça a música “Cristo Online“ – composta por Aldenisio Tavares – interpretação de Serginho Farineli . A canção é integrante do CD “O Amor de Deus nos uniu”.
Cristo Online – Serginho Farineli
Aldenisio Tavares
No propósito do aperfeiçoamento constante, no conjunto de serviços que se conjugam na efetivação de um grande evento, esse ano, a 4ª Festa da Saudade celebrou parceria com uma profissional na área da gastronomia. Nesse contexto, porém, os petiscos que serão disponibilizados durante o evento terão a assinatura da Chef de cozinha Carmete Marques.
Formada há quatro anos pela Universidade Maurício de Nassau a entusiasmada profissional é apaixonada pela atividade que abraçou: “Acordar, trabalhar e dormir respirando gastronomia é o que me inspira a transformar meus pratos em realidade”. Revelou-me a amiga Carmete, que atualmente comanda a cozinha do seu próprio negócio.
Assim sendo, de maneira inovadora, o evento dançante mais esperado da cidade, além de outras novidades em áreas distintas, também terá uma profissional do ramo da gastronomia visitando as mesas, para indicar e sugestionar à melhor opção no petisco. Dançar, se divertir, beber e comer bem!!!Essa é a proposta da 4ª Festa da Saudade.
A ESCRITORA VITORIENSE MARTHA DE HOLANDA em tudo foi uma antecipada, antecipadíssima, corajosa, desobediente. Sua biografia, escrita por Luciene Freitas, merece o nosso reconhecimento e aplauso pelo notável esforço de pesquisa. Um episódio marcante de sua índole de rebeldia permanece ainda não revelado: aquela cena de nudismo, a única e mais bela jamais vista, com tamanha categoria e arte, nas terras antonenses.
Foi quando, ainda jovem, solteira, numa certa noite de verão, a autora de O DELÍRIO DO NADA teve como única alternativa e apelo de conforto, permanecer, por instantes, não demorados, quase nua, os belos seios soltos como pássaros no infinito, na varanda do sobrado em que morava na companhia dos pais, na antiga Farmácia dos Holanda vitorienses, na Rua do Comércio. No sobrado que pertenceu a Nestor de Holanda, Maria Belkiss e Diva de Holanda, hoje patrimônio histórico de Pernambuco por minha iniciativa, no Conselho Estadual de Cultura. Seios que pareciam os das ninfas dos bosques e dos contos de fadas, no exagero da poesia. Os seios de Martha, na sua alvura, na aragem fria que ela encontraria naquele lugar, pareciam os seios de Duilia, da famosa narrativa de Aníbal Machado.
Martha era assim: provocação e sensualidade, eternamente desafiadora, chamamento ao desespero das horas sonhadas, sem perder a sua dignidade e altivez. Os olhos grandes, rasgados, de um brilho persistente, mesmo quando ela se afastava feito as ondas de um sino ficam para sempre soando no ar. O inesperado nessa noite quentíssimo, aconteceu: uma tia de Martha, católica praticante, que morava na mesma rua, noutro sobrado, viu esta cena de espontânea liberdade e bem-estar da nossa Martha, e exclamou, a voz alta de censura: OS ÚLTIMOS DIAS DE POMPEIA? Martha respondeu de imediato: Não, mas contemplo daqui, tristonha, a lamentar, a DECADÊNCIA FÍSICA DE UMA GERAÇÃO.
Marcus Prado – Jornalista
Numa noite assim
de vento gelado a almas mortas
maus presságios e calafrios
foi-se a donzela.
Numa noite assim
sem esperança de aurora
nem sombra de lua
foi-se a donzela.
Foi a donzela
para nunca mais.
Onde se esconde
sua mantilha de rendas?
Sua grinalda de rosas
onde estará?
Seu coração magoado
de ilusão pulsa ainda?
Em que terra crua
seu cabelo é guardado,
Numa noite assim
de estrelas comidas
em ginete de fogo
seu amado passou
três assovios à porta
e sua amada levou
e em três passos de espera
a sua vida sugou.
Em três passos de espera.
(em TAMPA DE CANASTRA)
José Tavares de Miranda, vitoriense nascido a 16 de novembro de 1919, filho do Prof. André Tavares de Miranda. Fez os primeiros estudos na Vitória, sob os cuidados do seu genitor, e transferiu-se para o Recife, onde teve grande atuação na imprensa. Mudando-se para São Paulo, ali concluiu o seu curso de Direito (iniciado na Faculdade de Direito do Recife) na Faculdade de Direito do Largo S. Francisco, em 1939. Escritor, jornalista e poeta. Teve vários livros publicados inclusive de poesias, sendo estes últimos reunidos em um só volume: TAMPA DE CANASTRA. Faleceu em São Paulo (Capital) a 20 de agosto de 1992.
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Hoje disponibilizamos a canção SAUDADE – autoria e interpretação FERNANDO SILVA.
Aldenisio Tavares
LOJA DE ISMAIL HAMMAD – O forte dessa loja era a miudeza, além de outras variedades domésticas. Ismail dividia com Martha, sua esposa, o comando da loja, localizada no centro comercial da cidade. Martha era filha de um tradicional lojista vitoriense. Ismail tinha, como raros, no seu ramo, um vasto interesse pelas coisas do Brasil, era um crítico de políticos inoperantes. Dizia com forte sentimento de gratidão que era um imigrante acolhido com muito carinho pela cidade que o adotou como um dos seus
filhos. A diferença dessas lojas do passado para os modernos super-mercados dos nossos dias, entre tantas razões e motivos bairristas, é que nelas a gente falava com os donos.
Marcus Prado – jornalista
Na manhã do domingo (18) aconteceu mais uma reunião ordinária da AVLAC – Academia Vitoriense de Letras, Artes e Ciência. Sob o comando do presidente Serafim Lemos o encontro aconteceu na sede da instituição – Sobradinho – e contou com a participação de membros e convidados.
Na qualidade de convidado, o amigo Zito de Galileia apresentou alguns dos seus trabalhos – literatura de cordel. A professora e escritora Maria do Carmo da Silva, da cidade de Gravatá, fez uma breve apresentação da sua obre que tem como foco os povos indígenas. Em breve a AVLAC promoverá evento para comemorar mais um ano de passagem da sua fundação.
Aconteceu no último Sábado (17) um evento que já faz parte do Calendário Cultural de Vitória de Santo Antão, trata-se do The Beatles Night, que em outros anos já teve o nome de Uma Noite em Liverpool, organizado pela loja Clássicos do Rock do amigo Sebastião Cristóvão e que pela primeira vez aconteceu no Espaço de Ouro, casa de shows que fica ao lado do tradicional restaurante A Gamela de Ouro, que já foi palco de eventos passados.
Como o nome já entrega, trata-se de uma noite dedicada aos Beatles, uma das maiores bandas de todos os tempos, e que neste ano de 2019 completam cinquenta anos do lançamento do seu último disco de estúdio, o Abbey Road de 1969, que marcou o fim da lendária banda. Para provar que mesmo após tanto tempo do término do conjunto, a chama da Beatlemania se mantém acesa, a casa de shows Espaço de Ouro, recebeu fãs e admiradores de todas as idades que puderam acompanhar grandes sucessos dos Beatles, interpretados pela banda cover Revolution Beatles Band da cidade do Recife.
O clima estava propenso, uma chuva fina que caía do lado de fora deixou a noite com uma cara um pouco mais “Inglesa”. Quando o relógio marcou 22:00 teve início o primeiro show da noite, que ficou por conta da banda Sexto Ato de Vitória de Santo Antão, destilando sucessos das décadas de 60, 70 e 80, como Creedence Clearwater Revival, Doobie Brothers, Bread, America, U2 dentre outros. O público cantou, dançou e se divertiu com o show de abertura, ficando no clima perfeito para o show que viria a seguir.
Por volta da meia noite teve início o principal show do evento com a Revolution Beatles Band, que começou com grandes clássicos dos Beatles como From me To You, Day Triper, We Can Work it Out, passando por clássicos da carreira solo de cada Beatle, como Give me Love de George Harrison e No More Lonely Nights de Paul Mccartney. A banda Recifense é um dos principais covers dos Beatles no Nordeste, e em conversa com o guitarrista Carlos Vilanova, ele disse que “É sempre um prazer voltar a Vitoria de Santo Antão para tocar Beatles”, exaltando a coragem e a persistência do organizador do show, Sebastião Cristovão, que todo ano marca a cena musical vitoriense com esse tipo de evento.
Foi mais uma noite memorável que ficará marcada na história Vitoriense, esperamos que esse tipo de evento se perpetue na cidade, pois a casa repleta de fãs mostra que o público que se renova é fiel e que sempre vai prestigiar a boa música de décadas passadas.
Em relação ao artigo recentemente postado, escrito pelo jornalista Marcus Prado, retratando o “Beco do Cornelio”, recebemos dois comentários que somam no contexto histórico da nossa cidade.
“Conheci e conheço o Beco de Cornelio e conheci o próprio .Cornelio era um soldado aposentado da policia ele vendia revolveres balas…comprei muita bala de revolver 38 e de rifler 44…e eu ainda menino comprava esta munição e levava para o engenho e lá atirar”
Fernando Borges.
“No Beco do Cornélio, até março de 1964, funcionou no.primeiro andar de um desses prédios à direita da foto a Associação dos Estudantes de Vitória ( ou vitorienses). Não sei se era subordinada à UNE, que na época andava por Vitória, por conta das Ligas Camponesas. Jetro era um jovem estudante que estava à frente da Associação. Fui uma vêz ao local… Fiquei fascinado com o que vi. Disse a meu pai…Quase levo uma surra. Fazia o primeiro ano Ginasial”.
Lucivanio Jatobá.
Para onde correres sempre serás
aquele menino!
Sempre acharás o vazio.
Verás, nas inquietudes tuas,
disformes ações, aceleradas, cruas.
Tens morrido e nascido todas as noites,
menino triste!
Como a dor cresceste nas passagens das coisas Algo flutua na crença que te torna magia.
Atirado nos congestionamentos do ser,
ganhaste a ti.
Tudo mais sobrou,
para contar as mágoas, que incomodaram
a tua agonia íntima dos sentimentos.
Curado das lágrimas do rosto, de sofrimentos
escondidos, quase rudes,
hoje sempre sorri, mas não choras mais.
O menino, que sempre se esconde
das coisas do mundo, se podou.
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Ouça a música “Paz Senhor“, composta por Aldenisio Tavares, na interpretação de Junior Senna. A canção é integrante do CD “O Amor de Deus nos uniu”.
Aldenisio Tavares
Praticamente, tudo pronto para o acontecimento dançante mais esperado da nossa cidade. Agora, resta apenas um só sábado! A 4ª Festa da Saudade acontecerá no próximo dia 24 de agosto no Clube Abanadores “O Leão”, a partir das 22h, e contará com duas atrações musicais: Banda Made In Recife e Orquestra Super Oara.
Por falar na Orquestra Arcoverdense de Ritmos Americanos (OARA), conjunto musical com mais de seis décadas de “estrada”, o amigo e líder do grupo, Elaque Amaral, em vídeo, revelou que também está na contagem regressiva para sua próxima apresentação na nossa cidade e prometeu muita animação, música boa e uma noite inesquecível. Veja o vídeo.