Ação Social: Itambé, Raça e Meia Maratona da Vitória……

Passado o “vendaval” de atividades, envolvendo o planejamento e execução da Primeira Meia Maratona da Vitória, evento esportivo que aconteceu no domingo, 21 de setembro, de maneira criteriosa, escolhemos 5 instituições de caridade da nossa cidade,  para serem contempladas com os produtos arrecadados no evento –   Leite em pó Itambé.

Assim sendo, após o agendamento de dia e horário, na tarde de ontem (13), juntamente com as equipes da Raça Distribuição e  ITAMBÉ, empresas parceiras e promotoras  da referida promoção, estivemos, presencialmente, nas 5 instituições para efetivar os respectivos atos de doação.

Em breve, estaremos divulgando imagens e vídeos, realçando a nossa Ação Social.

Bloco Baby Alegria fez a festa da criançada no dia das crianças…..

Mantendo a tradição, no feriado que lembra as crianças,  o Bloco Infantil  Baby Alegria  desfilou pelas ruas da cidade, na tarde do domingo (12). Após um espetáculo teatral, realizado no Pátio da Matriz,  a criançada,  juntamente com seus pais, seguiram,  pulando e cantando,  atrás do trio elétrico, “puxado” pela artista antonense, Watuse Alves.  Veja o vídeo.

Abacaxi Run – na sua primeira edição….

No contexto da 39ª Festa do Abacaxi, evento tradicional da vizinha cidade de Pombos, outrora, distrito da nossa Vitória de Santo Antão, na manhã do domingo (12), aconteceu o primeiro evento da corrida de rua, intitulada de “Abacaxi Run”.

Com duas distâncias em disputa, 10km e 5km, a organização do evento  premiou os 3 primeiros colocados, no masculino e feminino. Ao final, medalha para todos participantes, muita fruta e música. Na ocasião, ao lado do “abacaxi gigante”, símbolo da festa, registramos nossa participação.

SOBRE A BREVIDADE DA VIDA – por Sosígenes Bittencourt.

O ser humano é um animal sem solução. Todo ser humano tem um livro escrito na memória que vai folheando, folheando… Às vezes, desprende um aroma. É o passado intrometendo-se na vida da gente, o passado sempre presente.

A brevidade da vida relembra o poeta romano Horácio (65 – 8 a.C.), agoniado com a fugacidade do tempo: Eheu! fugaces labuntur anni!: Ai de nós! os anos correm céleres.
Tudo que nos mantém vivos, nos mata. Sem o oxigênio, morreríamos; por causa do oxigênio, morreremos. Sem colesterol, morreríamos; por causa do colesterol, morreremos.

Se não comêssemos, morreríamos; porque comemos, morreremos. Tudo que nos faz viver corrói a vida. Tudo que auxilia na vida, auxilia na morte. Por isso, é preciso esquecer a brevidade da vida e usufruir da preciosidade do tempo. Ninguém tem obrigação de pensar na morte, aquilo que só acontecerá uma vez na sua vida. Portanto, contra a contrariedade de pensar na morte, a liberdade de não pensá-la.

Efêmero abraço!
Sosígenes Bittencourt

 

UMA BOA NOTÍCIA: Cessar-fogo entre Israel e Hamas entra em vigor….

REVISTA FRAGMENTOS Ano XXXVIII (1987-2025) – por Sosígenes Bittencourt.

1) Assaltantes põem revólver em duas idosas na Silva Jardim. Nem tudo para os moradores da Silva Jardim são flores.

2) A paixão é uma maldade: quando junta, arenga; quando separa, sente saudade.

3) Dançar, para mim, é uma harmonia neurodinâmica, sistêmica, funcional,
um desafio à gravitação universal.

 

Sosígenes Bittencourt.

 

Vida Passada… – Alcêdo Marrocos – por Célio Meira.

A povoação de São Vicente, encravada, em 1860, nas terras pernambucanas de Timbaúba, e que se originou, contam os historiadores, de uma feira, aos domingos, à sombra de uma árvore, foi o berço de Francisco Alcêdo da Silva Marrocos. Probrezinho, e muito moço, desacompanhado da proteção dos homens, mas, abençoado por Deus, deixou, Alcêdo Marrocos, o berço nativo, e veio para o Recife. Atirou-se às asperezas e as traições do destino, ingressando no funcionalismo público, ocupando uma banca, informa um biógrafo, na Tesouraria Geral da sua província.

Concluiu os preparatórios, e conseguiu, aos 23 anos de idade seteado de sofrimento, matricular-se na Faculdade de Direito do Recife. Pertenceu ao número dos estudantes que se distinguiram pela cultura e pelo talento, figurando, destacadamente, no pequenino rol dos amigos de Tobias Barreto. Obteve, em 1887, a carta de bacharel, na turma de Alfredo Pinto, Claudino dos Santos, Costa Pinto, Graça Aranha e de Metódio Maranhão. E no ano seguinte, com a tese – “Pode haver self-goverment sem parlamentarismo ?” – bateu à porta da Faculdade, num concurso, ao lado de Gomes Parente, João Elísio e de Martins Junior.

Voltou à arena, em 1893, disputando, com Sofrônio Portela, a cadeira de Seabra. E, mais tarde, em 96, entrou em dois concursos, defendendo, no último, na campanha de José Anísio e de Gervásio Fioravanti, a grande tese – “Poesia do Direito Romano “, – com os aplausos dos mestres. Não conseguiu a vitória, nessas retumbantes e luminosas batalhas de fino espirito, e de cultura jurídica. A política arrebatou-lhe, sempre, a glória pacífica, de uma cátedra. Jornalista vigoroso, batalhou na imprensa pernambucana, redigindo a “Revista Comercial”, o “Era Nova”, diário do vigário Augusto Franklin e o “Jornal do Recife”. Colaborou no “Jornal do Comércio”, do Rio, e no Amazonas, afirma Sebastião Galvão, defendeu, ardorosamente, o governo, na famosa questão do Acre, ouvindo a orientação de Silvério Neri. Estudou, a esse tempo, a língua dos selvagens, publicando, mais tarde, o “Dicionário Guarani-Português”, no Estado do Pará.

Quando regressou da Amazonas,  fixou-se no Recife, alquebrando, quase cego, na desventura. Feria, o destino malvado, o grande Alcêdo. Deu-lhe, a Santa Casa de Misericórdia, uma casa humilde e triste, perto do Hospital Pedro II. Em 1921, o Instituto de Ciências das Letras, espécie de Academia, levou ao cêgo glorioso, as rosas da amizade. Agradecendo a homenagem, em famoso discurso, ele viu, nessa festa, o “viático da glória ao moribundo”.

E na verdade, dois anos decorridos, a 11 de março de 1923, parou o coração de Alcêdo Marrocos. Já não havia, nos olhos do mestre, a luz do dia. Iluminava-lhe o rosto, pálido e sereno, a luz da eternidade.

Célio Meira – escritor e jornalista. 

LIVRO VIDA PASSADA…, secção diária, de notas biográficas, iniciada no dia 14 de julho de 1938, na “Folha da Manhã”, do Recife, edição das 16 horas. Reúno, neste 1º volume, as notas publicadas, no período de Janeiro a Junho deste ano. Escrevi-as, usando o pseudônimo – Lio – em estilo simples, destinada ao povo. Representam, antes de tudo, trabalho modesto de divulgação histórica. Setembro de 1939 – Célio Meira.

PARA O DIA DO NORDESTINO – por Sosígenes Bittencourt.

Imagino Ariano Suassuna entrando no céu.
Surge Uma Mulher Vestida de Sol e pergunta: – Ariano, você sabia que morreu?
E o artesão do Auto da Compadecida: – E quem foi que nasceu pra não morrer?
Um escritor não tem que ser necessariamente triste. Ariano não o era. Era um visionário de alegrias. Difícil saber onde terminava o homem e começava o poeta. Sua arte se confundia com o seu dia a dia. Nunca vi alguém dizer que, uma vez perguntado, desejaria renascer um dia.
O escritor vive escrevendo.
O escritor morre escrevendo.
Até quando dorme, sonha escrevendo.
Um olho aberto e outro fechado,
uma folha de papel e uma caneta ao lado.
Assim, anda vivendo,
Assim, vive andando,
meio acordado, meio sonhando.

Sosígenes Bittencourt

De Edmund Husserl, Heidegger, Ubirajara Carneiro da Cunha – por Marcus Prado.

Compartilho com o leitor breves impressões de leitura, a começar pelo livro “A Ideia de Fenomenologia, que acaba de sair em nova edição (Editora Vozes). Trata-se de uma obra filosófica monumental, em um campo altamente complexo do saber, com apenas 80 páginas, de Edmund Husserl — de quem Martin Heidegger tanto devia, como aluno —, voltada para o “ser na existência”. O método filosófico rigoroso do autor, de obstinada e complexa realização, busca descrever os fenômenos e como eles se apresentam à consciência.

Uma grata surpresa — indicação que faço aos estudiosos da obra monumental de Martin Heidegger — “A História da Metafísica como Esquecimento do Ser”, tese de mestrado do pernambucano de Vitória de Santo Antão, Ubirajara Joaquim Carneiro da Cunha Júnior. Dirigente de faculdade, ele tem se dedicado às mesmas investigações temáticas de seu pai, também profundo conhecedor da obra do filósofo alemão, não apenas na tradução em nosso idioma.

Esse trabalho, aprovado com louvor pelo Programa de Pós-Graduação em Filosofia (Mestrado em Filosofia) da Universidade Católica de Pernambuco, investiga o fenômeno do esquecimento do Ser na tradição filosófica ocidental, com ênfase na complexa análise de Martin Heidegger. “A problemática central aborda a tentativa dessa tradição de suprimir a distinção crucial entre o Ser e os entes, desviando-se do pensamento autêntico do Ser para uma reflexão centrada nos entes.” Destaca ainda “a transmissão desse esquecimento desde os pré-socráticos até filósofos como Nietzsche, identificando Leibniz como um pensador que tocou na essência do Ser, mas cuja indagação, embora acertada, não foi capaz de reorientar a filosofia.” O objetivo, segundo Ubirajara Júnior, consiste em examinar o pensamento de Heidegger, destacando sua demarcação e originalidade em relação aos filósofos precedentes, e ressaltando suas contribuições à contemporaneidade. “A metodologia empregada envolveu a definição do escopo, centralizando a análise nas perspectivas filosóficas de Heidegger, desde o século VI a.C. até os dias atuais.” Tenho para mim que esse jovem estudioso de Heidegger terá justo e merecido reconhecimento da comunidade filosófica — não apenas no Recife.

Marcus Prado – jornalista 

O “efeito Angelina Jolie” – Siga: @historia_em_retalhos.

Em 2013, a atriz norte-americana Angelina Jolie veio a público comunicar que havia sido submetida a uma dupla cirurgia de mastectomia.

Mastectomia é a retirada completa da mama, o que inclui a pele, a aréola, a glândula mamária e o mamilo. Tudo.

Jolie justificou o ato como uma medida redutora de risco, após ter descoberto que era portadora de uma variante patogênica no gene BRCA1, que aumenta o risco de câncer de mama e de ovário.

A decisão da atriz de adotar uma medida tão drástica foi tomada após a realização do teste genético, visto que havia um forte histórico familiar: mãe, avó e tias maternas de Jolie tinham falecido de câncer de mama ou de ovário.

Só para vocês terem uma ideia: segundo o National Cancer Institute, pessoas com alterações no BRCA1 têm risco de 47% a 88% de desenvolver câncer de mama em algum momento da vida.

Em verdade, a atitude de Jolie acabou ajudando muitas mulheres.

Na época, a exposição do caso de uma figura mundialmente conhecida contribuiu para a popularização dos testes genéticos para câncer de mama, um fenômeno que ficou conhecido como “efeito Angelina Jolie”.

De fato, para alguém que vive da própria imagem, o ato revelou coragem e o sentimento de que nenhuma fama ou vaidade pode estar acima da própria saúde.

Por isso que digo a você que nos lê neste momento: não hesite em realizar os testes de prevenção.

A população feminina tem um risco de 7% de ter câncer de mama em algum momento da vida e a genética é um fator de risco muito importante.

Entre 5 e 10% dos casos de câncer em geral são causados por uma alteração genética herdada de um dos pais.

É o chamado “câncer hereditário”.

Tudo isso vale para nós, também, homens.

Vamos nos cuidar, gente. 🌹

Uma quarta-feira de paz a todos!
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#outubrorosa🎀

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Maria Carolina – direto de Brasília……

Fruto da sua dedicação e do seu empenho, no sentido da materialização dos seus sonhos, Maria Carolina de Araújo Lima, após  prestar concurso público, tomou posse, dias atrás, em Brasília, para ocupar o cago de Procuradora da Fazenda Nacional.

Filha do amigo Jonas José de Lima, a nova servidora pública federal se junta a um seleto grupo  de antonenses que despacha direto da  Capital federal. À jovem procuradora federal, Maria Carolina,  descortina-se um novo ciclo de vida profissional. Boa Sorte!

PRIMEIRO ATO – por Sosígenes Bittencourt.

Manhã cedinho, ponho-me a lidar com as palavras. Leio desde quando não sabia ler e escrevo desde quando não sabia escrever. Ver é natural. Ler é intelectual. Penso, logo escrevo. Escrevo, logo sou lido. Sou lido, logo existo. Ensinar, para mim, é uma forma de conviver, minha escola é o mundo. Eu não faço poesia de propósito, faço poesia quando a beleza passa. Eu não sou egoísta, por isso conto a poesia pra todo mundo.

Sosígenes Bittencourt