
TIRO DE GUERRA DA VITÓRIA – BAIRRO DO LIVRAMENTO – JURAMENTO À BANDEIRA – 15-11-1982.


TIRO DE GUERRA DA VITÓRIA – BAIRRO DO LIVRAMENTO – JURAMENTO À BANDEIRA – 15-11-1982.



A lua vinha alumiando por detrás da serra. As tartarugas pulavam de galho em galho.
Um negro nu, com a mão no bolso, lia um jornal sem letra de cabeça para baixo.
Se eu pudesse amá-la-ia, mas, como não posso amar ela, meu coração por ti gela.
Nada mais do seu
Bom Né.
Enganoso abraço!
Sosígenes Bittencourt


Nos últimos dias, em função do volume de atividades, atinentes à realização da 5ª edição da Corrida e Caminhada da Vitória, não tive “pernas” para atualizar nosso jornal eletrônico.
Devidamente justificada, doravante, seguiremos com a rotina do blog, isto é: atualização nos cinco dias da semana.


Na qualidade de atleta homenageado da 5ª edição da Corrida da Vitória, o Professor Rogério, em vídeo, destacou um pouco da sua trajetória: sua origem, seu interesse por esporte, sua chegada à Vitória e seu legado, como orientador e incentivador de várias gerações de atletas.
Veja aqui a primeira parte do documentários:
https://www.instagram.com/reel/DXZdbzsACOM/?igsh=cXNwNnd1Ym9uNWJp


Posse solene de Manoel de Holanda como primeiro presidente do Instituto Histórico. A sede da instituição foi adquirida no primeiro ano de seu mandato. Na foto, o dirigente aparece ladeado pelo Juiz de Direito Euclides Ferraz, promotor de Justiça Lauro Raposo, governador Agamenon Magalhães e ex-prefeito José Joaquim da Silva. Foto: “O SOBRADO DE SEU MIRO e outras crônicas” – Manoel de Holanda Cavalcanti – pág 110.


Quando perguntaram por que não se casaram nem geraram filhos, Jean-Paul Sartre respondeu: Eu e Simone de Beauvoir nos unimos para gerar livros.
Filosófico abraço!
Sosigenes Bittencourt


Na manhã do domingo (19), aconteceu a reunião ordinária pública da AVLAC que marcou o inicio de um novo ciclo da instituição das letras antonense.

Sob o comando da nova diretoria, o encontro ocorreu pela primeira vez na nova sede, cujo prédio foi cedido pela atual gestão pública municipal, que fica localizado na Rua Rui Barbosa, bairro do Livramento.
Na ocasião, além da homenagem prestada aos ex-presidentes da entidade e outras apresentações, a presidente Christienne Marie Barnabé, na sua fala, realçou a sua alegria e determinação, visando avançar nas questões relacionadas às novas parcerias da AVLAC.
Ao final, um brinde e o tradicional corte de bolo, para celebrar auspicioso o momento.



Dia 19 de abril, às 9h, em sua nova sede: Rua Rui Barbosa, bairro do Livramento.

No mundo tem inteligência de todo tipo e pra todo gosto.
Certa vez, eu pedi a uma aluna para conjugar o verbo Amar no Presente do Indicativo.
Ao que me respondeu: – No momento, ninguém, professor.
Professoral abraço!
Sosigenes Bittencourt




Pão com manteiga e café.
Se o conjunto prestar,
é comida espetacular!
Sou do tempo da manteiga Turvo.
Quando comia,
me turvava de alegria.
Pão com manteiga e café.
Se o pão for bom;
do padeiro, é um dom.
Sou do tempo do café São Miguel.
Da chaminé, o cheiro
ia bater no Céu.
Pão com manteiga e café.
Se o conjunto é de primeira,
não engulo besteira.
Sosígenes Bittencourt


Na cidade de Campos, terra canavieira, à margem direita do Paraíba do Sul, a leste do Estado do Rio, nasceu José Alexandre Teixeira de Freitas, no ano de 1833. Ouvindo as aulas dos padres, no Seminário de São José, concluiu o curso de preparatórios, e cedo, na corte, se matriculou na Faculdade de Medicina. Um ano antes de receber o grau de doutor, reuniu, no “Sombras e sonhos”, os versos da mocidade, cheios de doçuras e de recordações da terra onde nascera. Quando obteve, em 1859, o doutorado, tinha vinte e seis anos de idade.
Não atraiu a clínica, na metrópole, e apressado, afivelou a mala, e marchou, marginando o rio natal, na direção da formosa Campos, onde armou sua oficina de trabalho. Poeta e jornalista teve, Teixeira de Melo, na imprensa campista, e na do Rio de Janeiro, atuação destacada, escrevendo, informa o erudito historiador Artur Mota, excelentes trabalhos de filosofia e de história.
Dezesseis anos decorridos, fixou-se na capital do Império, em 1876, conta um biógrafo, e ingressou na Biblioteca Nacional, chefiando valiosa secção de manuscritos. Foi, nesse posto, trabalhador infatigável, colhendo notas e apontamentos preciosos, destinados a biografias e memórias. Deu publicidade, em 77, ao “Miosotis”, livro de versos delicados, repassados de lirismo. Era Teixeira de Melo, no julgamento dos críticos literários, simples na linguagem e aprimorado na forma. Redigiu a “Gazeta Literária”.
Obra de vulto, realizou esse ilustrado fluminense, publicando, a partir de 1881, na Gazeta de Notícias”, do Rio, as “Efemérides Nacionais”. Reunidas em três volumes, representam, essas notas, trabalho paciente e fonte perene de informações exatas sobre a história da pátria. Mereceu, em 82, Teixeira de Melo, a honra de ingressar no Instituto Histórico Brasileiro.
Quando, em 97, os vultos luminosos, e maiores, da vida intelectual do Brasil fundaram a Academia Brasileira de Letras, não se esqueceram desse escritor, e lhe deram uma cadeira.
Ocupou, o poeta de “Sombras e Sonhos”, a poltrona número 6, patrocinada por Casimiro de Abreu, o cantor do “Primaveras”, fluminense também, nascido na barra de São João.
Homem simples e de excessiva modéstia, no dizer de Artur Mota, teve, Teixeira de Melo, no Instituo, e na Casa de Machado de Assis, a divina alegria do trabalho, honrado sempre aos postos conquistados pela sabedoria, e pela humildade.
Morreu velhinho, a 10 de abril de 1908, aos setenta e cinco anos. Desceu, amado e respeitado, à sepultura. E é possível que tenha repousado, no seio da terra, como ele desejava, “à sombra de salgueiro”.
Célio Meira – escritor e jornalista.
LIVRO VIDA PASSADA…, secção diária, de notas biográficas, iniciada no dia 14 de julho de 1938, na “Folha da Manhã”, do Recife, edição das 16 horas. Reúno, neste 1º volume, as notas publicadas, no período de Janeiro a Junho deste ano. Escrevi-as, usando o pseudônimo – Lio – em estilo simples, destinada ao povo. Representam, antes de tudo, trabalho modesto de divulgação histórica.
Setembro de 1939 – Célio Meira


Com reunião aberta ao público, a AVLAC – Academia Vitoriense Letras, Artes e Ciência – iniciará, a partir do próximo domingo, dia 19 de abril, um novo ciclo. Com nova sede e nova diretoria. A reunião terá inicio às 9h.
Cedido pela atual gestão municipal, o prédio que fica localizado na Rua Rui Barbosa, no qual funcionava a Biblioteca Osman Lins, doravante, será o palco dos encontros da AVLAC. Das reuniões ordinárias, festivas e eventos afins.

Com mais de duas décadas de atuação na cidade, a Academia Vitoriense de Letras, Artes e Ciência, atualmente presidida pela advogada Christienne Marie Barnabé, é um espaço dedicado à produção e preservação de conteúdo literário e artístico eminentemente antonense.


Debruçado sobre o muro aqui de casa, um pé de pitanga vigia a rua. Mulheres que vêm de bairros distantes passam, de braços dados, a admirá-lo.
Êi, Maria, vê quanta pitanga!
As pitangas, suspensas no ar, parecem se balançar de vaidade, olhando para lá e para cá.
Menina, e tem de toda cor!
Alguns pinguços também já as admiraram, lambendo os beiços, ébrios de desejo.
Isso dá um tira-gosto arretado!
Sinto-me contente com tamanha dádiva. A eugenia uniflora, que dá em quintais, empertigada no canto do muro do meu terraço. Sei que a drupa globosa é comum na Mata Atlântica brasileira e na Ilha da Madeira em Portugal. Ao sol vesperal, parecem mimos caídos do céu, esses novelos de cálcio coloridos d’aquém e d’além mar.
Bem sei que alguns a futucam com um pau, no intuito de fazer um ponche, chupar minhas pitangas. Nem por isso vou “chorar as pitangas”, me aperrear, ficar me lamuriando. Aliás, lembra-me a célebre reflexão do revolucionário francês Babeuf: Os frutos da terra pertencem a todos, e a terra, a ninguém.
Sou um homem feliz, porque, em meio à struggle for life (luta pela vida), tenho tempo de parar para observar minhas pitangas e produzir esta crônica.
Mimoso abraço!
Sosígenes Bittencourt


TRAVESSA DA RUA DO DIQUE – ANO NÃO REGISTRADO.

