
Antes de pedir saúde, faça uma dieta.
Antes de pedir paz, guarde suas armas.
Antes de pedir prosperidade, arregace as mangas.
Antes de pedir amor, tente perdoar.
Sosígenes Bittencourt


Antes de pedir saúde, faça uma dieta.
Antes de pedir paz, guarde suas armas.
Antes de pedir prosperidade, arregace as mangas.
Antes de pedir amor, tente perdoar.
Sosígenes Bittencourt



Essa é a última postagem de 2025. É, também, desde o inicio das nossas atividades, ocorrida, lá, em 2011, a postagem de número trinta mil (30.000). Uma longa jornada que segue em movimento. Sigamos firmes e fortes. 2026 é logo ali…..


🎉 Edição especial celebrando os 400 anos de fundação da Vitória de Santo Antão! 🎉
🏃♂️✨ 5ª Corrida da Vitória – 26 de abril de 2026 ✨🏃♀️
Corrida 7km – Caminhada 3km
Concentração às 5h – Largada às 6h
🏆 PREMIAÇÕES
Troféu do 1º ao 5º colocado – masculino e feminino.
Categorias:
* Geral
* Local
* Faixa Etária:
– Até 39 anos
– 40 a 49 anos
– 50 a 59 anos
– 60 a 69 anos
– 70+ anos
Maior equipe:
🏆 Troféu para grupo/assessoria local e visitante.
Sorteio de 2 relógios ⌚️ Garmin para os participantes do evento
⚠️ Não haverá premiação em dinheiro.
📝 INSCRIÇÕES
🌐 On-line: www.uptempo.com.br
📞 Grupos: 81 9 9198-0437
🏬 Presencial: Loja Monster Suplementos – Rua Valois Correia, 96 – Matriz – Vitória.
💸 1º LOTE
* Kit completo: R$ 95,00
* Kit sem camisa: R$ 80,00




Fragilizada fisicamente, há algum tempo, faleceu, ontem (29), a conhecidíssima “Doutora Iara Gouveia”. Será sepultada na tarde de hoje (30), no Cemitério Morada da Paz, localizado no município de Paulista.
Figura ativa desde a juventude ela teve uma trajetória de vida marcada por dificuldades e sucessos. Iniciou sua caminhada no magistério aos 18 anos e gostava de ser tratada como tal (Professora), mesmo depois de conjugar outras profissões – dentista e advogada.

Com personalidade forte, também atuou no cenário político, iniciando seu ativismo nos bancos da faculdade. Dizia em alto e bom som: “não sou de meias palavras e de gestos comedidos”. Amante do contraditório, encontrou na tribuna do parlamento local o espaço perfeito para exercer seus atributos, seu jeito de ser e pensar. Foi a segunda mulher a ocupar a vereança na cidade da Vitória de Santo Antão.

Arquivo Jornal da Vitória
Foi através do casamento com Sylvio Gouveia, com quem teve três filhas, que adotou Vitória como “Pátria Amada”. Reconhecida como provedora de frutos coletivos recebeu, da Câmara de Vereadores local, cidadania antonense.
Também teve passagem marcante no nosso secular carnaval. O nome Iara Gouveia se traduzia, em se tratando de carro alegórico, bom gosto, luxo e beleza.
Doutora Iara Gouveia não foi uma pessoa que passou despercebida pela vida. No plano terreno, foi uma guerreira, uma ativista, uma mulher que inaugurou, por assim dizer, o sentido da palavra “empoderamento feminino”. Seu legado e seus exemplos serão exercidos por seus familiares e, sobretudo, por aqueles que gozaram da sua amizade e do seu afeto.


Ao sul do Estado do Rio Grande do Norte, Manuel Teotônio Freire Junior veiu ao mundo. Nasceu, em 1865, no Acari, na zona do Seridó. Na Matriz de Santana, conta Ezequiel Vanderlei, um padre, à pia batismal, o iniciou na família numerosa dos cristãos. E era muito jovem, ainda, quando se fixou no Recife, largo cenário de suas atividades intelectuais, e onde encontrou, à hora do triunfo, a lousa do sepulcro.
Diplomado pela Escola de Pernambuco, Teotônio Freire não exerceu o magistério. Jornalista, cronista fulgurante, poeta parnasiano, e romancista, fez, Teotônio, do jornal e do livro, as armas de seu brasão. Alistou-se entre os combatentes moços, conta um biógrafo, na redação da Folha do Norte, ao lado de Martins Junior, Artur Orlando, Alfredo Falcão e de Faelante da Câmara, que eram, em 1833, num renascimento literário e cientifico “os petroleiros da rua das laranjeiras.”
Deixando a redação da Folha, seguiu, em 87, na companhia de Martins, de Adelino Filho, e de Perdal Malet, narra Artur Muniz, para os arraiais da Revista do Norte, e doze anos decorridos, em junho 1889, no esplendor da propaganda da República, apareceu, Teotônio, nas colunas do Norte, redigindo a Lira Maligna. Era Teotônio, o Oscar, nessa coluna famosa, em que enfrentou, airosamente, o mestre Carneiro Vilela, na Província. Colaborou no Comércio de Pernambuco, no mesmo plano de Alcêdo Marrocos, de Pereira da Costa e de Celso Vieira.
Em 1894, aos 29 anos de idade, contando vitórias, dirigiu, na companhia de França Pereira e de Marcelino Cleto, informa Alfredo de Carvalho, a Revista Contemporanea, a melhor revista do gênero, em todo nordeste, nos fins do século XIX.
Contou, a Província, no rol dos seus colaboradores efetivos, o nome de Teotônio. Nessa trincheira liberal, fundada por José Mariano, escreveu, Teotônio Freire, as célebres Cartas de Castor, que lhe deram renome. O Jornal do Recife foi, também, uma das suas oficinas de trabalho. No velho jornal do coronel Farias, traçou, ele, aos domingos, magnificas crônicas literárias.
Romancista, escreveu o Passionário e o Regina. Contista, o Flâmulas. Crítico, o De Relance. Ritornelos Líricos e Lavas são livros de seus versos. Pobre, modesto, e humilde escriturário do Hospital Militar, foi, Teotônio, uma das figuras de maior relevo, nas letras literárias do nordeste. Pertenceu à Academia Pernambucana de Letras. Sentou-se, na Casa Carneiro Vilela, na Poltrona nº 19, patrocinada pelo alcandorado de Paulo Arruda.
Morreu, no dia 24 de março de 1917, aos 52 anos de idade. Finou-se, nesse dia, um romântico, de armas de ouro e de marfim.
Célio Meira – escritor e jornalista.
LIVRO VIDA PASSADA…, secção diária, de notas biográficas, iniciada no dia 14 de julho de 1938, na “Folha da Manhã”, do Recife, edição das 16 horas. Reúno, neste 1º volume, as notas publicadas, no período de Janeiro a Junho deste ano. Escrevi-as, usando o pseudônimo – Lio – em estilo simples, destinada ao povo. Representam, antes de tudo, trabalho modesto de divulgação histórica.
Setembro de 1939 – Célio Meira.


Assim sendo, não perca o passo:
Desfile da Saudade
Dia – segunda-feira de carnaval – dia 16/02
Hora – 21h
Atração: Orquestra Super Oara e Trio Asas da America
Kit – $105 à vista ou em até 3X no cartão (3X$35).
Locais de vendas: Escritório do Blog do Pilako, vendedores autorizados e pelo DISK SAUDADE – 9.9188.3054.

Pensada e articulada pelas lideranças católicas da nossa cidade e financiada pelo sentimento de gratidão dos fiéis de então, o “Obelisco da Matriz” – um monumento em forma de “Pirâmide”- eternizou a homenagem dedicada a Jesus Cristo, por ocasião da passagem do século XIX para o XX.
O papo é reto: ninguém pode amar, preservar e cultuar aquilo que desconhece. O sentimento só chega depois do conhecimento.

Pois bem, munido de informações históricas e pessoais, hoje, sexta-feira, 26 de dezembro, pela manhã, ao final de mais um treino de corrida, fiz questão de realizar um registro, junto ao referido monumento histórico.
Explico:
No final de ano de 1967, exatamente no dia 26 de dezembro, nasceu o décimo-primeiro filho do casal Zito e Anita. Dentro do clima natalino, resolveram, naquela ocasião, que o garoto deveria se chamar Natalício.

Sem qualquer inconveniência do avô materno, o intelectual Célio Meira, por ocasião de uma visita, ainda na maternidade, ao saber da decisão – o nome do garoto seria uma homenagem ao Natal – sugestionou outro nome, sem mudar o sentido da homenagem, dizendo:
“Já que vocês querem fazer uma homenagem ao Natal, porque não homenagear o verdadeiro símbolo do Natal que é Jesus Cristo? Coloquem o nome Cristiano no garoto”.
58 anos se passaram. Hoje, temos, pelo menos, duas homenagens concretas e diretas ao filho Deus em nossa cidade: uma de concreto (o “Obelisco”) e outra de carne e osso ( eu). .

O talento do pituzeiro é indiscutivel. E tu, já tá com a casa brilhando pra essa resenha? Conta pra gente.




A ação impiedosa do tempo destrói todas as obras humanas de modo tão sutil que nós mesmos somos, sem o pressentirmos, os agentes e pacientes dessas informações.
Dir-se-ia que no campo espiritual existem sedimentos iguais às que se verificam no terreno material.
As gerações sucedem-se deixando camadas sobre camadas de ideias e sentimentos que se concretizam em atos e costumes e marcam a mentalidade de cada época do espírito humano.
Os povos de formação definida, já chegados à maioridade racial, evoluem lentamente, são, por índole, conservadores, de modo que, entre eles, os costumes e as tradições nacionais sobrevivem às gerações.
Nos países novos, etnicamente em gestação, pontos de convergência das migrações de outros povos, é o próprio movimento da população que produz a renovação contínua, incessante e rápida dos costumes com a introdução de usos estranhos e a imitação dos figurinos estrangeiros.
É o que sucede com o Brasil, notadamente depois que os modernos inventos encurtaram as distâncias e nos fizeram vizinhos dos Estados Unidos e da Europa.
Só assim se explica a metamorfose da vida brasileira, hoje com aspectos e modalidades bem diferentes, quando não opostos aos de 20 ou 30 anos atrás.
* * * *
Vieram-me à mente essas lucubrações ao meditar sobre o Natal que conheci nos meus tenros anos, cheio de encanto e suavidade.
O Natal do lares enfeitados, onde se reuniam famílias e se formava ambiente de intensa alegria, vivendo os moços, os velhos e as crianças momentos de verdadeira felicidade, ao som do harmônio e da flauta, à mesa frugal, ou nos salões onde se achava o presépio armado e adrede preparado para receber a visita do pastoril elegante.
O Natal dos carros de bois rangendo saudosamente pelas estradas, conduzindo as famílias dos engenhos que vinham “à rua” para ouvir a Missa do Galo.
O Natal das barraquinhas aristocráticas, cercadas de cadeiras para as famílias, donde mocinhas feiticeiras trocavam olhares discretos com os moços janotas da cidade, que se desmanchavam em amabilidades e tudo faziam para enviar uma prenda à sua predileta.
O Natal em que se ouvia o canto pausado do Glória a Deus nas alturas, por ocasião da missa tradicional, a que o povo assistia com o máximo respeito e silêncio religioso.
Natal dos fandangos, das lapinhas vistosas, dos presépios animados.
* * * *
Hoje, o Natal está desfigurado.
Sente-se que desapareceram o misticismo, a poesia, a beleza mágica de outrora.
É um Natal frio, vário, sem o encanto de outras eras.
É que as aspirações, os sentimentos, as ideias de hoje são bem diferentes dos que formavam o ambiente de nossa infância.
Tudo passa sobre a Terra.
Prof. José Aragão
Sob o pseudônimo de Fausto Agnelo.
Texto publicado no Jornal O Vitoriense, 31 de dezembro de 1939.


Foto registrada durante confraternização natalina do trabalho social de alfabetização para crianças carentes, realizado diariamente na residência de dona Anita (2023).


Antes de ser chamado de “Largo da Estação” o espaço, hoje, conhecido como Praça Leão Coroado, foi o escolhido pelos nossos ancestrais para servir de embarque e desembarque, para os passageiros que se deslocavam ao Recife nas antigas carruagens.

Com a chegada do trem, a partir de 1886, nosso lugar ganhou semblante de cidade grande. Hotéis, restaurantes e tantos outros empreendimentos ganharam vida, no entorno da Estação Ferroviária.
Agremiação carnavalesca vinculada à chamada “Educação Patrimonial”, A SAUDADE, que todos os anos vem realçando datas e passagens marcantes do nosso lugar, em 2026, exaltará os 140 da chegada da “Estrada de Ferro”.

Vale lembrar, também, que foi através do trem que muitas orquestras de frevos, agremiações visitantes e turistas chegaram para construir e enriquecer a história do nosso grandioso carnaval.



Na nossa Vitória de Santo Antão a festividade mais esperada é o Carnaval. Animado, famoso e tradicional, a referida celebração popular também projeta a cidade para todo estado de Pernambuco.
No contexto dos desfiles das agremiações locais, “A SAUDADE” joga no time das mais esperadas. Como diz o trecho da música: “na segunda-feira o carnaval é de primeira. A Saudade tá na rua é festa a noite inteira”….


No mesmo estilo, com a animação de sempre e preservando os sentimentos mais genuínos, através da música, em 2026, a Orquestra Super Oara comandará a festa.
Jogando brilho no desfile e embelezando a cidade, o “Concurso de Adereço de Cabeça” da SAUDADE promete movimentar a cena, sobretudo no público feminino.
Assim sendo, não perca o passo:
Desfile da Saudade
Dia – segunda-feira de carnaval – dia 16/02
Hora – 21h
Atração: Orquestra Super Oara e Trio Asas da America
Kit – $105 à vista ou em até 3X no cartão (3X$35).
Locais de vendas: Escritório do Blog do Pilako, vendedores autorizados e pelo DISK SAUDADE – 9.9188.3054.


Morreu ontem, dia 20, aos 85 anos, o cantor Lindomar Castilho, conhecido como o “rei do bolero”.
O que poucos lembram, porém, é do terrível crime que marcou para sempre a sua vida: o assassinato de sua ex-mulher, Eliane de Grammont, no ano de 1981.
Castilho e Eliane conheceram-se no ano de 1979, nos corredores da gravadora RCA, em São Paulo.
Ele já era conhecido como o “rei do bolero”, enquanto ela ainda ensaiava os primeiros passos na carreira como cantora.
Iniciaram um relacionamento e, quando pensaram em casar, decidiram que Eliane abandonaria a carreira artística, para se dedicar exclusivamente ao lar.
O casamento não prosperou.
Devido às agressões e e às crises de ciúme, alimentados pelo alcoolismo de Lindomar, Eliane, aos 25 anos, pediu a separação, o que fora rechaçado pelo marido, que passou a persegui-la.
Na tentativa de retomar a carreira artística, Eliane começou a se apresentar com Carlos Randall, primo de Lindomar, despertando em seu ex-marido a desconfiança de que os dois tinham um relacionamento amoroso, situação que se agravou quando Randall também se separou da mulher.
Na madrugada de 30 de março de 1981, enquanto cantava a canção “João e Maria” (Chico Buarque), no Café Belle Époque, em São Paulo, Eliane foi alvejada por Castilho em pleno palco com cinco disparos fatais.
A cantora faleceu na hora, deixando a filha Lili de Grammont com apenas dois anos de idade.
Lindomar tentou fugir, mas foi contido.
Preso em flagrante, foi condenado a 12 anos e 2 meses de prisão em júri popular.
Depois de cumprir a pena, sendo seis anos em regime semiaberto, ganhou a liberdade em 1996.
A morte de Eliane causou forte comoção e reforçou debates sobre a violência contra a mulher, ainda incipientes naquele início dos anos 1980.
Até hoje, este feminicídio permanece como um dos episódios mais chocantes da história cultural brasileira, tanto pela violência, quanto pelo local onde aconteceu: um palco, durante uma apresentação.
Apesar do crime, Lindomar Castilho construiu uma carreira de sucesso, sendo a voz de “Você É Doida Demais”, tema de abertura da série Os Normais, e do clássico brega “Tapas e Beijos”.
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