Apenas uma reflexão

Adeus a carne e aos seus prazeres! dias de fartura, de muita bebida, comida, manifestações populares, músicas, danças, dias chamados “gordos”. É uma festa que muitas pessoas gostam e extravasam bastante, saindo do seu cotidiano. Em nossa cidade essa festa sofreu evoluções, mudanças, até os dias atuais… até onde chegaremos? Sabemos que há uma influência direta da vontade popular, mas o papel do Governo deveria ser, permitir que essa vontade se manifestasse da melhor forma possível. O povo talvez esteja cumprindo o seu papel, mas será que o Governo tem estado a altura do povo? Em Vitória de Santo Antão, tradicionalmente ta­nhamos as orquestras, alegorias, o frevo, corsos, cedendo lugar aos potentes trios elétricos e músicas que em grande parte se afastam do frevo. Mas será que essa é a vontade do povo? Festa democrática, popular, espontânea, mas precisa da iniciativa governamental para fluir, para acontecer bem. E nesse particular, falta planejamento, sensibilidade, organização, para que efetivamente a vontade popular esteja contemplada. Fazer carnaval sem dialogar com o povo é se afastar cada vez mais de seus anseios, isso é lógico. E precisamos evitar isso em nossa cidade e se for necessário, mudar os governantes. O povo não mudou, continua animado e animando, com muita vontade de alegrar-se nos dias de momo, e em grande parte, a intervenção governamental segue na contramão. Talvez por esse equívoco, não vemos mais as caluas, os bois, as pequenas troças, caboclinhos, que deveriam ser financiados também com dinheiro público. Nesse vácuo governamental, surgem iniciativas alternativas, canalizadas por empresários do carnaval, com seus grandes trios, enormes cordas, atraindo muita gente, que talvez por gravidade, tendem a aderir a essa proposta impositiva.
É apenas uma reflexão.

Aristides Joaquim Félix Júnior
Advogado

Vitória: Carnaval 2012

Por mais um ano a tradição da terra de Diogo de Braga foi mantida, agremiações de todas as tendências, ritmos e cores foram para as ruas e fizeram a festa. A cidade da Vitória tem o privilégio de ostentar como patrimônio imaterial, entre outras coisas, uma história carnavalesca das mais ricas deste País e um povo festeiro que celebra com entusiasmo as manifestações populares na cidade.

O carnaval 2012 foi marcado pelas fortes chuvas que caíram no sábado de Zé Pereira durante tarde e noite, chegando a causar os adiamentos do desfile dos blocos Papa-léguas e Clube dos 30 por algumas ruas terem ficado alagadas e consequentemente desertas.

No quesito musical, podemos registrar de maneira positiva, algumas músicas de blocos que sugiram, assim como, o lançamento de mais uma canção do bloco A Girafa e a música comemorativas dos 20 anos do Bloco da Saudade. Já na outra ponta, de maneira negativa, a “galera” nova enchia os pulmões para repetir o refrão do “lixo musical” “PUTA QUE PARIU” nos quatro cantos da folia.

É oportuno lembrar que o carnaval vitoriense de 2012 não aconteceu nenhum incidente de violência que mereça destaque. Uma boa notícia para os vitorienses é que o próximo carnaval acontecerá mais cedo, sendo assim, falta menos de um ano para começar tudo novamente.

Ouça a música lançada em comemoração dos 20 anos do Bloco da Saudade:
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Gostou da música? – Baixe a MP3

Comentários sobre o Carnaval – Parte 01

Tivemos, dia 11, às 20 horas, a abertura do carnaval/2012, com desfile e baile municipal. O desfile saiu da rua Imperial e o baile ocorreu na praça da Matriz, frente e lateral esquerda do templo católico. Foi na verdade, meus queridos, uma festa do faz de conta.

Público reduzido. Pouca participação. Meia dúzia de gato pingado aplaudia outra meia dúzia, de oportunista, postos em cima de um palco. Políticos foi o que não faltou: o deputado derrotado André de Paula, Mano Holanda, Novo da Banca e outros. Tentaram fazer da abertura do carnaval um palanque político. O tiro saiu pela culatra. O desânimo contaminou até os aliados do prefeito. Ah! O secretário de Cultura também se fez presente. Pouco a pouco ele sai dos bastidores. Ficou um bom tempo por trás das cortinas. De vez em quando, botava a cabeça de fora, olhava o movimento e avaliava se valia o sacrifício de reaparecer.

Não vou carregar muito nas tintas, mas sobre a qualidade da abertura do carnaval não pode haver duas opiniões. Fraca e decepcionante. Vitória goza ou gozava por justo título a fama do melhor carnaval do interior pernambucano. Onde ficam, nossa tradição, nossa cultura, nossa história?  Hoje deveria ser um dia de gala para nossa festa maior, mas os homens gestores não pensam assim. Insisto muito nesta tecla. Não vou cansar.

Pedro Ferrer