“Guerrinha Fria” em Vitória

Em um período da nossa história, mas precisamente, pós segunda Guerra Mundial (1945) até início da década de 1990, o que mais se falava nas escolas era sobre a tal Guerra Fria. De um lado os Estados Unidos e do outro a União Soviética, onde tudo era disputado,  da política à  economia, da corrida espacial para o poderio militar.

Muito bem, mesmo depois de tudo isso já fazer parte do passado em nossa cidade, uma “guerrinha fria” vem sendo travada pelos caciques políticos locais, que por sinal, fazem de tudo para se apresentarem como homens “bonzinhos” e que só pensam em fazer o bem para os mais necessitados.

Pois bem, após passar mais de ano com os seus cavaletes, instalados nas margens da Avenida Henrique de Holanda em frente ao Antigo Posto Sitonho, atual Ponto Quarenta, interrompendo o bom andamento do fluxo de veículo e ainda pondo em risco a vida das pessoas, os Querálves, desafiavam a “autoridade” do Prefeito com a manutenção daquela “transgressão” urbana.

Elias Lira que, quando está com o “chicote na mão”, é tão perseguidor quanto os Querálves, por vingança vem mantendo há semanas, também as margens da Avenida Henrique de Holanda e, coincidentemente, em frente ao Ponto Quarenta, só que do lado inverso, uma “montanha” de metralha e entulhos com a intenção evidente de  atrapalhar as movimentações políticas do seu opositor, já que suas carreatas e caminhadas usa também aquele espaço.

Nessa Guerra Fria, entre o “RUIM E O PIOR”, não custa nada lembrar mais uma vez aos internauta:  Elias e Aglailson são farinhas do mesmo saco.

Caravana Nissin Miojo

Encontra-se em nossa cidade, mais precisamente na rua entre as Praças do Anjo e a do “Jacaré” a Caravana Nissin Miojo. O evento promocional conta com stands para recepcionar as pessoas, convidando-as para participar de várias atividades. Vale a pena conferir.

8.000 comentários

Foi com alegria e satisfação que na manhã de hoje (19) registramos em nosso blog o comentário de número 8.000. Ao logo dos últimos 14 meses, nosso jornal eletrônico vem fazendo parte do cotidiano de muitos conterrâneos, alguns inclusive, morando fora da cidade há anos, mas que vem participando do “dia a dia” da cidade através da internet.

Já é comum encontrar amigos e até pessoas que nem  tenho muita aproximação, que fazem questão de me confidenciar algo sobre o blog, dizendo aliás, que já virou uma rotina agradável encontrar-se comigo, virtualmente, todos os dias. Portanto, mais uma vez agradeço a todos pelos honrosos comentários.

André de Paula. Muito bonzinho também…

Reprodução TV Vitória

Assisti ontem (17) os programas eleitorais gratuitos dos candidatos para prefeito de nossa cidade na televisão e vi a participação do ex-deputado André de Paula em algum evento promovido pela coligação que apoia Elias. Muito bem, aproveitando a sua passagem em nossa cidade, acho que seria uma ótima oportunidade para cobrá-lo, com relação as  promessas não cumpridas nas eleições de 2006, quando o mesmo prometeu, junto com Elias, a construção de um Matadouro na cidade. Motivo pelo qual publicaremos mais uma vez a matéria postada em nosso blog no dia 09 de dezembro de 2011, relembre conosco:

Cadê o Matadouro da Vitória?

O Programa jornalístico na TV aberta que vem marcando época no Brasil, na minha opinião, dado ao seu estilo e formato é o CQC. De maneira inteligente os “caras” comandados pelo sempre jovem Marcelo Tas, parece que só perguntam aos entrevistados aquilo que eles não gostariam de responder, coincidentemente é a saia justa que faz com que o sua audiência cresça há cada dia, não é a toa que o alvo deles são os políticos que na sua grande maioria são pessoas oportunistas e que adoram fazer os outros de babacas como se eles fossem seres superiores.

Muito bem, na terra de Osman Lins, os políticos, com algumas exceções, são chegados a umas “mentirinhas eleitoreiras”, algumas das promessas ditas nas Praças em campanhas políticas.

“Vou trazer quatorze fábricas para Vitória” – DR IVO

“Com a feira da sulanca quero transformar Vitória em Santa Cruz do Capibaribe” – José Aglailson

“Vou demitir o pessoal de fora da cidade e vou botar para trabalhar na Prefeitura só gente de Vitória” – Elias Lira

Muito bem, o tempo passou e hoje todos nós sabemos que tudo isso não passou de  Rompantes e frases de efeitos sob as massas imbuídas com misto de fé e esperança. Nesta última semana, nós vitorienses assistimos o fechamento dos Matadouros Públicos de nossa cidade onde, convenhamos, não apresentava a menor condição de uso. É do conhecimento também de todos, que esse não é um problema novo, pois no ano de 2006 os referidos estabelecimentos também foram lacrados pelos mesmos motivos.

Revirando meus arquivos encontrei um panfleto eleitoral da campanha de 2006, onde o então candidato a dep. Estadual Elias Lira, junto com o dep. Federal André de Paula anunciam a construção de um novo Matadouro (já em fase de licitação) em nossa cidade. Resultado disso? Os dois foram eleitos.

Com a palavra o senhor Elias Lira e o senhor André de Paula.

Frente
Verso

O dia que o primeiro carro chegou em Vitória

Neste domingo (16) li no Diário de Pernambuco, na coluna opinião, um artigo “O FIM DO AUTOMÓVEL?”, escrito pelo Professor Universitário e Antropólogo João Hélio Mendonça, cuja narrativa, entre outras coisas, fazia referência à história do automóvel.

Diz o professor que já no Século 18 existia alguns protótipos de carros mas, foi só no século 20 que o carro passou a ser produzido industrialmente. No Brasil, disse o professor, o automóvel foi sendo importado aos poucos e que até poucas décadas atrás era artigo de luxo.

O primeiro carro do Brasil foi importado por Santos Dumont em 1891 para a cidade de São Paulo. Nas décadas de 1920 e 1930 os carros causaram ineditismo nos interiores do Brasil, contando-se nos dedos quem os possuíam.

Muito bem, diante de um artigo tão interessante, foi quase impossível não lembrar do FRISON ocorrido em nossa cidade em uma manhã ensolarada do dia 9 de setembro de 1910 (há 102 anos), como conta o saudoso Manuel de Holanda em um dos seus artigos no Livro “O SOBRADO DE SEU MIRO”, pelo chegada triunfante, vindo do Recife, de um automóvel para ser mostrado a todos vitorienses.

O senhor Manoel Alexandre, era homem elegante, de envolvente simpatia jovial e loquaz, assim narrou seu Manoel de Holanda, e foi ele que mandou anunciar em toda cidade, com dia e hora marcada, a chegada do carro, acontecimento esse, que foi o maior sucesso na terra de Diogo de Braga.

Antes da chegada do “bicho” os comentários surgiam de toda ordem, “já deve está em Jaboatão” ou ainda  “saiu ás cinco horas  do Recife e deve está  chegando  por aqui ás 11”, já outras pessoas, mais desconfiados, envenenava dizendo “esse carro só vai chagar aqui, quando o Anjo das Tabocas tocar”.

Mas, depois de muitos comentários, eis que ás 11 em ponto, e fazendo um barulho danado, Manoel Alexandre, todo sorridente chega na “Lagoa do Barro” (hoje Praça Duque de Caxias) para delírio de todos, principalmente da  criançada.

Depois de algumas voltas na cidade e de ter marcado aquele dia para sempre na história da Vitória de Santo Antão,  o “bicho” pegou a estrada e ficou de frente para cidade do Recife e se foi, com muita gente correndo atrás e outros à cavalo, querendo alcançar-lo, deixando  no ar,  para os conterrâneos,  apenas a poeira do INEDITISMO.

“Chuvas do Poder”

Na tarde de ontem (17) nossas lentes flagraram, mais uma vez, uma porca se alimentando de lixo nas proximidades do Viaduto do Cajá, e como sempre, promovendo a maior sujeira e imundice.

Fica difícil, mais muito difícil mesmo de acreditar em um candidato que usa o seu tempo no guia eleitoral gratuito para dizer que investiu, durante sua gestão, em saúde e que, caso reeleito, irá investir muito mais.

Fica difícil, mais muito difícil mesmo de acreditar que na gestão do Governo de Todos haja alguma SINERGIA entre os secretários municipais na priorização das questões básicas no município, como por exemplo limpeza urbana+saúde pública.

Fica muito difícil, mais muito difícil mesmo de aceitar em nossa própria terra que praticamente todos os secretários da cidade estejam submetidos a um SECRETÁRIO FORASTEIRO que em nada está SINTONIZADO com nossa cidade e que está passando apenas  uma “chuva” por aqui, e que depois poderá tranquilamente se “aquecer” na sua cidade natal ou em Recife, São Paulo ou até em Paris, sem nem mais entra na nossa cidade para não ser, ao menos, incomodado com o mau cheiro exalado dos lixos espalhados pelos porcos nas calçadas.

Vitorienses em Cartaz no Teatro do Arraial. Concorra a ingressos!

Acaba de ser incluído na Sexta do Pilako desta semana um par de ingressos da peça teatral “O Rico Avarento“, dirigida e produzida pelo Grupo Vid´Art, sendo dirigida pelo vitoriense Leonardo Edardna. A Peça está em cartaz todas as Sextas e Sábados no Teatro do Arraial, em Recife. Para concorrer basta participar do sorteio desta semana. Clicando aqui.

Sinopse 

A peça Teatral conta a história de um Coronel, rico e avarento, e Tirateima, um rapaz humilde que, por falta de emprego, aceita ser o mestre sala do Coronel. Dia após dia, Tirateima vai conhecendo o caráter avarento de seu patrão, o qual nega esmola e comida para os pobres e mendigos que vão até sua casa. Até que um dia, o rico avarento recebe uma visita inusitada: O chefe do inferno e seus “cães” vêm buscá-lo pelo seus pecados e diz que todos os mendigos que foram pedir comida na casa dele era ele testando-o, os cães o levam pra o fogo do inferno e quando tirateima chega lá encontra o chefe e seus cães, querendo levá-lo também para o inferno. Mas ele, com sua inteligência de nordestino, o Caba da peste como dizeres popular nordestino, acaba com eles e se livra de ir para o inferno e descobre que o coronel guarda uma grande fortuna em um lugar que ele nunca imaginaria e acaba ficando com tudo.

Professor Pedro Ferrer lançará novo livro

O Instituto Histórico e Geográfico da Vitória de Santo Antão e o Professor Pedro Ferrer convidam os vitorienses para o lançamento do seu mais recente livro: “Vi Nascer”, que trata-se de um relato sobre a fundação da Escola de Formações de Professores da Vitória de Santo Antão. O evento acontecerá nesta sexta-feira, dia 21 de Setembro, às 19h30, no Salão Nobre do Instituto.

Tudo a mesma coisa…

Na tarde de ontem (17) nossas lentes flagraram na Rua Silvino Lopes no bairro do Cajá dois cavalos circulando livremente. Em praticamente todos os bairros da cidade a “pisada” é a mesma.

Segundo comentários é o senhor Beto Lira, sobrinho do Prefeito Elias Lira, o responsável  pelos serviços de fiscalização e recolhimento dos animais nas ruas da cidade. A gestão do Governo de Todos chega ao seu quarto ano de atuação sem resolver vários problemas da gestão anterior, mostrando assim que o governo de Elias deu continuidade aos desmandos administrativos “capitaneados” por José Aglailson e seus filhos.

João Cleofas: 25 anos de saudade

Hoje 17 de setembro 2012, completam 25 anos da morte do vitoriense João Cleofas de Oliveira. Na minha opinião o conterrâneo João Cleofas foi o maior político de todos os tempos de nossa cidade. Segue abaixo alguns trechos retirados do PERFIL PARLAMENTAR – SÉCULO XX – editado pela Assembleia Legislativa do Estado de Pernambuco:

João Cleofas, José Cavalcanti Barreto, prefeito do municipio da Vitória de Santo Antão, no lançamento da pedra fundamental da Faculdade de Formação de Pofessores de Vitória de Santo Antão, 1971 – Foto: Jornal da Vitória

Um ano depois de receber o diploma de engenheiro, Cleofas, com o apoio do então governador de Pernambuco, José Bezerra Cavalcanti, foi eleito, em 1922, prefeito de Vitória de Santo Antão, cidade que aprendeu a amar como poucos e à qual se dedicou o tanto quanto pôde. Foi na sua terra que ele pôde fincar os alicerces de sua vida e criar a primeira imagem de administrador ousado e avançado para sua época.

João Cleofas inaugurando energia em Vitória

Em Vitória, Cleofas implantou, quando prefeito, no período de 1922 a 1925, os serviços de abastecimentos de água e fornecimento de luz elétrica, o que foi considerado um grande avanço. Tempos mais tarde, no desempenho de outros cargos públicos, fundou a Escola Agrícola de Pacas – que foi, posteriormente, transformada no Instituto Profissional de Pacas, sob a coordenação da Fundação do Bem-Estar do Menor – FEBEM, e a Escola Agrotécnica Federal. Construiu praticamente com recursos próprios, o Hospital João Murilo de Oliveira, que ainda hoje atende à população pobre e carente da Zona da Mata. O nome do hospital traduz uma homenagem a um dos seus dois filhos homens, morto precocemente em um acidente aéreo, no Rio de Janeiro.

Ainda à sua terra natal fez doação em dinheiro para a constituição da Fundação de Ensino Superior de Vitória de Santo Antão, viabilizando, assim, a instalação e o funcionamento da Faculdade de Formação de Professores do município. Além dessa ações, ele teve uma decisiva participação junto à Companhia Hidro Elétrica do São Francisco – CHESF, para que a empresa agilizasse a chegada, a Vitória, da luz elétrica gerada a partir de Paulo Afonso.

João Cleofas e o ex-prefeito e então presidente do Instituto Histórico de Vitória de Santo Antão, José Aragão Bezerra Cavalcanti, quando foi agraciado com a Medalha de Mérito Tabocas, em 1985 – Foto Jornal da Vitória

Em Vitória de Santo Antão, o Instituto Histórico, localizado no centro da cidade, reúne várias publicações escritas pelo filho ilustre. São livros e livretos com discursos e conferências geralmente feitos quando ele era ministro da Agricultura, deputado federal e senador. O Instituto também guarda umas poucas fotografias e alguns móveis antigos que foram doados pela família após a morte do veterano líder político. Um currículo do ex-prefeito, elaborado e distribuído pela Prefeitura municipal de Vitória, assim registra sua atuação em benefício da terra natal: “Realizou uma eficiente administração, dotando a cidade de iluminação elétrica – terceira cidade a usufruir então desse benefício no Interior do Estado – e também promoveu a implantação do serviço de abastecimento d´água, através de chararizes públicos, até que se completasse a rede para atender às instalações familiares”.

(PERFIL PARLAMENTAR SÉCULO XX – João Cleofas – pag: 21 e 22)

CRONOLOGIA RESUMIDA

João Cleofas, com Getúlio Vargas – Foto: Diario de Pernambuco

1899 – Em 10 de setembro, nasce João Cleopfas de Oliveira, no Engenho Pirapama, em Vitória de Santo Antão, Pernambuco.

1921 – Diploma-se em Engenharia Civil, pela Escola Politécnica do Rio de Janeiro.

1922 – É eleito prefeito de Vitória de Santo Antão e, após cumprir o mandato, é eleito vereador da cidade.

1925 – É eleito deputado estadual em Pernambuco.

1931 – É nomeado, pelo interventor federal Carlos de Lima Cavalcanti, secretário estadual de Agricultura, Viação e Obras Públicas.

1934 – É eleito para seu primeiro mandato de deputado federal para a Legislatura de 1935/1939.

1945 – Após o Estado Novo, é eleito para Assembléia Nacional Constituinte, seu segundo mandato federal.

1950 – É eleito para o terceiro mandato de deputado federal para a Legislatura de 1951/1954. – Disputa e perde o Governo de Pernambuco para Agamenon Magalhães, por uma diferença de 10 mil votos.

1951 – É nomeado em 31 de janeiro para o cargo de ministro da Agricultura, ficando na pasta até 17 de junho de 1954.

1954 – Disputa e perde, como candidato da UDN, o Governo de Pernambuco, para Osvaldo Cordeiro de Farias, por uma diferença de 35 mil votos

1958 – É eleito para o quarto mandato de deputado federal para a Legislatura de 1959/1962.

1962 – Disputa e perde, como candidato do Partido Republicano e com o apoio da UDN, o Governo de Pernambuco, para Miguel Arraes de Alencar, por uma diferença de 13 mil votos.

1965 – É eleito para o quinto mandato de deputado federal, pela UDN.

1966 – É eleito senador da República, em 15 de dezembro, pela ARENA, derrotando o candidato do MDB, Armando Monteiro Filho.

1970 – É eleito presidente do Senado federal e, consequentemente, do Congresso Nacional, tomando posse em 1º de abril.

1971 – Preside a representação do Congresso Brasileiro no Seminário de Reforma Agrária, realizado em Bogotá, na Colômbia.

1974 – Disputa, pela ARENA, a reeleição para Senado e perde para o candidato do MDB, Marcos Freire.

1987 – Em 17 de setembro, morre, aos 89 anos, vítima de infecção pulmonar, numa clínica do Rio de Janeiro.

(PEFIL PARLAMENTAR SÉCULO XX – João Cleofas – pag: 89 e 90)

A PALAVRA DE UM AMIGO

O comerciante João de Albuquerque Álvares, 66 anos, natural de Vitória de Santo Antão, foi um dos mais próximos correligionários e amigos do ex-senador João Cleofas. Durante quase três décadas, Álvares, que sempre colaborou com alguns jornais da sua terra, acompanhou de perto a trajetória política de seu conterrâneo, com quem manteve fraternos laços de parentesco e amizade. João Álvares é, hoje, um dos pernambucanos que mais conhecem a vida de João Cleofas, sobre quem faz questão de guardar folhetos, jornais e recortes, contando quem foi o mais famoso político de Vitória no século XX. Nesta entrevista, feita no dia 2 de julho de 2001, o comerciante fala sobre a vida pública do ex-senador e sobre o relacionamento amigo que mantiveram.

Pergunta – Quem foi o ex-senador João Cleofas para o senhor?

João Álvares – Dr. João Cleofas de Oliveira, para nós, foi a maior expressão política de Vitória de Santo Antão de todos os tempos. Um homem que fez uma escola de qualidade, de dignidade, de trabalho. Por isso, ele merece a admiração de todos os pernambucanos que tiveram a oportunidade de conhecê-lo.

P – O que ele representou para a política pernambucana?

JA – Um exemplo. Um exemplo que, infelizmente, não vem sendo seguido. A escola de dr. João Cleofas foi a da probidade, da dignidade, a do trabalho, das grandes realizações. Isso se pode verificar e constatar através de seu rico currículo de vida pública. Foram 50 anos de vida pública de mãos limpas.

P – Quando e como foi que o senhor conheceu João Cleofas?

JA – Nós conhecemos dr. Cleofas já numa segunda fase, quando ele disputava o Governo de Pernambuco. Foi através de laços de família. Então, houve um estreitamento de amizade. Tenho a satisfação de dizer que tivemos uma amizade que perdurou durante os tempos áureos dele e os tempos de dificuldade. Foi uma amizade de família.

P – Na sua visão, quais as maiores virtudes do ex-senador como político?

JA – Olha, a seriedade, não é? Dr. João Cleofas era um homem que tinha muita ética política, desejou muito governar Pernambuco e não foi possível. Quem perdeu não foi ele, mas os pernambucanos, porque negaram um mandato a um homem de uma vida pública exemplar. Ele realizou um trabalho brilhante como secretário de Obras Públicas de Pernambuco, como ministro da Agricultura, como presidente do Congresso Nacional. De sorte que Pernambuco perdeu muito, fazendo outras opções que não foram as melhores, as mais inteligentes.

P – O senhor acha, então, que ele foi traído nas eleições que perdeu?

JA – Não. Eu não acredito propriamente em traição, não é? Porque é uma questão de opção. Então, naquela época, na verdade, as disputas eram feitas sem a abertura de hoje. Os meios de comunicação não eram como os de hoje e, talvez, os pernambucanos não tivessem entendido muito bem a sua mensagem. Mas não faço uma colocação como traição, e sim como opção não muito inteligente dos pernambucanos.

P – Na sua opinião, nos anos 70, quem eram os grandes amigos políticos dele, aqui no Estado?

JA – Um dos grandes amigos políticos dele era o dr. José Augusto de Oliveira, que foi deputado estadual por quatro legislaturas, inclusive foi líder do Governo Cid Sampaio. Dr. João Cleofas, apesar de ter sido batido três vezes (perdeu três eleições para Governo do Estado, 1951/52, 1955/58 e 1963/64), nunca perdeu o carinho dos pernambucanos, nunca se abateu e sempre mereceu o maior respeito, inclusive dos adversários.

P – Quais foram os maiores adversários dele durante as eleições que disputou?

JA – Ele disputou a primeira eleição (para o Governo) com Agamenon Magalhães, que era um líder inconteste, e perdeu como menos de 10 mil votos de diferença. Foi uma eleição renhida. Naquele tempo, pesava o coronelismo. Dr. Etelvino Lins e aquela cúpula do PSD que fazia política – se sabe hoje – de forma não muito escrupulosa, com currais eleitorais no Sertão. Ele (Cleofas) perdeu uma eleição de maneira incrível, quando ele era o favorito e as urnas do Sertão deram uma maioria esmagadora a dr. Agamenon Magalhães. Mas, felizmente, o Governo ficou em boas mãos, porque Agamenon também fez um bom Governo.

P – Qual foi a campanha mais adversa que ele enfrentou?

JA – Eu acho o seguinte: a Revolução ou Golpe de 64, como queiram chamar, foi um mal necessário ao Brasil. Naquela época, João Goulart, Leonel Brizola e outros queriam implantar o comunismo no Brasil. Então, dr. João Cleofas tinha uma posição muito séria contra o comunismo e fez um trabalho que foi injustiçado pela própria Revolução. Ele foi escolhido e eleito presidente do Senado e do Congresso Nacional, mas o que ele queria mesmo era ser governador. De forma que ele foi injustiçado pela própria cúpula da Revolução de 1964.

P – O que o senhor acha que mudou na política pernambucana depois que Cleofas saiu de cena?

JA – Eu só tenho uma grande recordação dos políticos de Pernambuco: é da política econômica do Governo Cid Sampaio, quando foi implantada a SUDENE. Na verdade dr. Cid implementou em Pernambuco um programa de trabalho, de desenvolvimento, quando foram instalados os grandes polos de desenvolvimento do Estado, os distritos industriais do Cabo de Santo Agostinho, de Jaboatão dos Guararapes, de Paulista e outros. De lá para cá, temos sido um Estado perdedor. Então ficou em dr. Cid Sampaio aquela ideia, aquele programa de desenvolvimento, de crescimento. É quando a gente se lembra da bravura de Pernambuco, de ser o Leão do Norte. Dr. Cid ganhou uma eleição bonita, combatendo as forças que manipulavam as eleições e fez um trabalho extraordinário. De lá para cá, sinceramente, eu não vi mais nenhum Governo que trouxesse para o Estado o que todos desejamos: o desenvolvimento.

P – O senhor acha que João Cleofas foi o maior político de Vitória de Santo Antão, uma vez que na cidade nasceram tantos nomes importantes?

JA – Sem nenhuma dúvida, sem demérito para os demais. Vitória teve pessoas muito importantes, como dr. José Rufino de Bezerra, ex-governador de Pernambuco e ex-ministro da Agricultura. Mais recentemente, tivemos dr. Gustavo Krause, que foi ministro da Fazenda e do Meio Ambiente, dr. Aloísio Sotero, que foi ministro interino da Educação. Então, Vitória tem sido rica na revelação de grandes políticos. Mas dr. João Cleofas, para Vitória, ocupa um lugar de destaque, pois ele amou muito esta terra. As melhores e maiores obras concretas da cidade vieram pelas mãos de dr. João Cleofas de Oliveira.

P – Quais as últimas lembranças que o senhor guarda dele?

JA – As últimas lembranças como pessoa humana é que ele nunca demonstrou o menor ressentimento por nada. No coração dele não existia ódio, ele não tinha inimigos políticos, tinha adversários de momento, adversários de palanque. Ele nunca se queixou de injustiça de quem quer que seja. Por incrível que pareça, ele ainda manifestou – embora não de maneira formal – que guardava o desejo de encerrar a vida pública como prefeito de Vitória. Dois anos antes da morte, ele, almoçando conosco, fez essa revelação, porque amou muito a sua terra. Em 1921, quando foi prefeito aqui, ele instalou água, luz, telefone, infra-estrutura. Em Pacas, onde hoje está a FEBEM, foi ele quem instalou, naquele tempo, uma escola agrícola. Muitos pernambucanos ilustres frequentaram aquela escola. Ele foi o pioneiro da irrigação no terreno árido de Pernambuco, em Petrolina. Conseguiu financiamento, por intermédio do Governo Federal, para movimentar as chamadas rodas d’água do Rio São Francisco e utilizar as suas terras, hoje um centro de produção agrícola que é orgulho de Pernambuco.

P – Vitória de Santo Antão ainda deve alguma homenagem a seu filho ilustre?

JA – Vitória deve ainda a dr. João Cleofas uma estátua, um monumento. Eu espero que alguma prefeito faça ainda essa grande homenagem. Na verdade, nossa principal rua do comércio hoje leva o seu nome (antiga Barão do Rio Branco), também tem uma escola estadual Senador João Cleofas de Oliveira. Acredito que só nos resta erguer um monumento, não apenas um busto, mas um monumento por inteiro em homenagem a sua pessoa.

(PEFIL PARLAMENTAR SÉCULO XX – João Cleofas – pag: 81 a 86)

Lavora está “se tratando”.

Na tarde do Domingo (16) encontrei na Praça Severino Ferrer de Moraes, mais conhecida como Praça do Fórum, o meu amigo Lavora acompanhado de amigas. Na ocasião, disse-me o amigo que o médico tinha lhe receitado, para PRESSÃO ALTA, lazer, sempre acompanhado por mulheres, receita aliás, que vem cumprindo. Olhe aí  que remédio bom…

Parabéns ao CAÇULA

Aconteceu no último sábado (15) mais um encontro dos amantes da boa música no Restaurante Varanda do Tadeu. Como sempre, os belos clássicos musicais foram interpretados pelos consagrados Tadeu e Josy, sempre regidos pelo grande “maestro”  Beto.

A grande atração da tarde foi o aniversariante Caçula, que brindou a todos com uma belíssima interpretação de uma canção internacional que levou toda “galera” ao delírio. Sendo assim, repetirei a frase do meu amigo professor Sosígenes Bittencourt:  “A varanda do Tadeu é um ESPETÁCULO”.