Perseguição política no Carnaval

Na manhã de hoje (08) fomos procurados pelo advogado Rivaldo Pereira, onde o mesmo fez uma grave denúncia, relacionada as autorizações emitidas pela prefeitura, dando o direito aos moradores adentrarem com o seu automóvel no percurso oficial do carnaval.

Portanto, segundo o advogado Rivaldo Pereira, o morador do bairro do Livramento, senhor Natan da Rede Ferroviária, foi impedido de pegar sua credencial pelo fato de ter sido partidário político de outro candidato nas últimas eleições. A confusão, ainda segundo o Advogado Rivaldo Pereira, foi parar na Delegacia de Polícia da cidade.

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Internauta faz comentário sobre o carnaval

A timidez sempre foi a minha aliada, mas no carnaval eu sempre dava férias a ela e a mesma ficava de longe contemplando as minhas facetas. Já fui borboleta, já fui cigano, já fui Zé molambo, já fui noiva, já fui presidiário e tantos outros personagens aos quais emprestei o meu corpo e a minha alma para brincar, de dia e de noite, o carnaval. Tive o privilégio de brincar o carnaval do povo, feito para o povo, uma mistura de raça, não sabíamos quem era rico ou pobre, o banho de lama tinha o mesmo valor do banho de água limpa, o confete, a serpentina, o talco, a lança perfume, deixavam qualquer ambiente nobre. Brinquei um carnaval sem kit, sem marketing, sem corda, sem cordeiro, sem axé, sem trios, mas com orquestras afinadíssimas, que ao se encontrarem a disputa era tão acirrada, que ficavam com medo de ouvir a outra tocar o frevo: correu, correu… Puro sinal de derrota, vaias de um lado e aplausos de outro. Brinquei carnaval comendo cebola quente montado em um leão. Brinquei carnaval ao lado da girafa com um manso camelo. Brinquei carnaval com um coelho sendo o motorista de um lindo cadillac. Vitória cadê o teu carnaval? Será que os donos de blocos só pensam em cifras? Hoje se brinca o carnaval do bolso. Enquanto isso, eu digo com muito orgulho, brinquei o melhor carnaval do mundo, o carnaval da Vitória!

Evandro Montenegro