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Colunista no meio da Folia
MUSA anima a galera
Maracatu desfila pelas ruas da cidade. Assista:
VOU DIZER A PAI
UM CASAL ESPECIAL
Na tarde do famoso Sábado (09) de Zé Pereira, o Casal Espacial da Agremiação Carnavalesca ETESÃO E ETESUDA, juntamente com milhares de foliões “ganharam” as principais ruas da cidade para fazer a festa.
Os foliões usaram toda criatividade para confeccionar fantasias e colorir, mais ainda o desfile do Etsão que esse anos “arrastou” uma verdadeira multidão.
Taboquinhas nas ruas da Vitória.
Mantendo a tradição, o Clube de Fados Taboquinhas marcou presença nas ruas da Vitória, para abrilhantar a festa de MOMO nas Terras de Diogo de Braga. Nossas lentes flagraram o início do desfile da Agremiação que saiu da frente da Casa dos Pobres.
A presidente da Taboquinha falou, com exclusividade, para as câmeras do Blog do Pilako:
Flashes do Carnaval Vitoriense
“PORQUE HOJE É SEXTA”
Nossas lentes registraram na noite da sexta (08) na Praça da Matriz o “nascimento” de mais uma Agremiação Carnavalesca na Vitória. Uma turma que sempre está se encontrando nas noites das sextas-feira no mesmo lugar, resolveram “oficializar” o encontro, de maneira peculiar, ou seja, fundando uma troça.
O Tempo Voa Especial – O dia em que O LEÃO foi enterrado pelo CAMELO.
Sempre que tenho oportunidade de falar, repito: “não sou velho, mas carnavalescamente falando, vivi o restinho de tudo aquilo que hoje só habita nas paredes da memória dos mais velhos”. Vivi o mela-mela, o corso, com suas “batidas”, as disputas das orquestras, os belíssimos carros alegóricos, os animados bailes de sede, os concorridos ensaios de rua na Pitú-lanches, as comissões com livro de ouro debaixo do braço e porque não dizer, entre outras coisas: o restinho da rivalidade entre LEÃO e Camelo.
Deixei, a propósito, o tema RIVALIDADE por último, para justamente, narrar um acontecimento, ocorrido na terça-feira de carnaval 1991, onde nós, “camelistas” liderado pelo então Presidente Joel Neto, protagonizamos cenas de um carnaval, cujo o “oxigênio”, era a RIVALIDADE.
Muito bem, vamos à história:
Ano de 1991, noite de terça-feira de carnaval. Ao chegar, por volta das 19h na sede do Clube Vassouras “O CAMELO”, juntei-me aos companheiros da jovem diretoria e fui logo recebendo o recado: Joel Neto quer falar com a gente, ele tá aí com uma novidade”.
Naquela ocasião, os “coroas” do Camelo, presentes no desfile foram: Elias Ramalho, Dodó da Gamela, Berilo, Miro Caboclo e “jogando” no time intermediário (meia idade”) Joel Neto. Os mais jovens eram: Fernando, Puan, Alexandre da Gamela, Edalvo, Léo, Murilo, Mano do Cartório, Clodoaldo, Silvio de Velho da Pitú e Eu.
Pois bem, naquele ano, salve engano, estava completando uma sequência de três anos, consecutivos, sem a saída do Leão no carnaval da Vitória. Joel Neto, que gosta da “cachorrada”, aproveitando essa “turma Jovem” e empolgada, disse que só iríamos saber da novidade na casa de Miro Caboclo, localizada na Rua Imperial, quando a Orquestra do Maestro Seminha estivesse parada em frente da casa.
Durante o percurso, o nível de ansiedade da turma jovem só fez aumentar, todos se perguntavam: “que “diabo” de novidade é essa que Joel Neto tem para nos contar?”
Em certo momento, fomos convidados para entrar na casa de seu Miro, lá tomamos, cada qual, umas três lapadas de uísque, e a só assim, a tal novidade foi revelada.
Joel Neto tinha mandado confeccionar uns roupões pretos com desenhos e máscaras de caveiras e uma alegoria, para ser carregada nas mãos, onde aparecia a figura de um LEÃO, feio, fraco, e porque não dizer, quase morto.
Assim sendo, quando saímos da casa de seu Miro, fantasiados de CAVEIRAS, carregando nos braços, aquele LEÃO quase morto, a “galera” do Camelo foi ao delírio, o desfile ganhou uma nova empolgação. Assista o vídeo:
Após contornamos a Praça da Matriz, paramos em frente a sede do LEÃO, ao som de machas fúnebres, fizemos o enterro simbólico do Clube Abanadores O LEÃO. Em certo momento algumas pessoas, mais empolgadas, começaram a chutar a porta do clube. Nesse instante, Joel Neto, com sua autoridade de presidente, controlou a situação.
Saímos então, “cantando vitória” no retorno a nossa sede, no bairro do Livramento e até chegar lá, o pau cantou em cima da “alegoria” do Leão quase morto.
Uma semana depois, quando passei pela calçada da casa do senhor Zé Lourenço na Matriz, torcedor “fervoroso” do Clube Abanadores O Leão, ele disse: “filho de Zito, vem cá. Eu vi você chutando a porta do Leão, vou dize a seu pai, ele não gosta disso não”.
Bem, confesso que fiquei meio “cabreiro”. Mas, caso papai viesse a me reclamar, a resposta já estava na ponta da língua: “foi Joel que mandou”.
Pelo sim, pelo não, acho que seu Zé Lourenço falou com papai, mas como Seu Zito era CAMELO de coração, no fundo, no fundo, acho até que ele tenha gostado da nossa, digamos assim, transgressão carnavalesca.
























