Primeira Corrida do EJC – Igreja do Amparo.

Organizada pela turma jovem da Igreja de Nossa Senhora do Amparo, no último domingo (19), aconteceu a 1ª Edição Corrida do EJC. Com concentração desde 5:30h,  após o aquecimento, os atletas percorreram os 5km planejados.  O encerramento ocorreu no Pátio de Evento Otoni Rodrigues.

Ao final, os três primeiros colocados, no masculino e feminino, foram agraciados com troféus. Para concluir: muita fruta, guloseimas e um banho para refrescar. Parabéns ao pessoal do EJC, pela iniciativa.

 

A atualidade das ideias de Gilberto Osório de Andrade – por Marcus Prado .

No universo em que se discutem grandes temas ligados à Geografia como ciência-síntese da relação homem-natureza, sobretudo quando se fala em crise climática, nomes pernambucanos são lembrados entre os da geração que passou e a mais recente, a começar pela trajetória intelectual de cientistas como Gilberto Osório de Andrade, Mário Lacerda de Mello, Manuel Correia de Andrade, Rachel Caldas Lins, Diva de Andrade Lima, Lucivânio Jatobá, Marlene Maria da Silva. Eles representam um conjunto de pesquisadores de alto nível, de particularidades históricas e epistemológicas que marcaram e ainda marcam época, parceiros de uma corrente do que se convencionou chamar de Geografia Moderna, uma ciência que tem como objeto de estudo o espaço geográfico, o lugar, onde se realizam as atividades humanas. Re-teorizar o espaço era uma referência do autor do “Introdução aos estudos dos brejos pernambucanos”, um clássico, quando o foco primordial é a Geografia Regional, ao fazer abordagens sobre a relação entre as influências dos meios naturais, particularmente o clima.

Foram Gilberto Osório de Andrade e Rachel Caldas Lins que correlacionaram o clima semiárido nordestino com o deserto na parte meridional da África. Afirmavam com propriedade que o semiárido brasileiro era uma projeção do ar seco kalahariano no continente sulamericano. Muitos geógrafos brasileiros desconhecem Gilberto Osório e as revolucionárias teses que defendeu.

Quando leio “Geografias pós-modernas: A reafirmação do espaço na teoria social crítica”, de Edward Soja, o Edward visto como um dos mais destacados geógrafos norte-americanos, vejo como a problemática do espaço foi tratada com severidade de pesquisa, também de forma abrangente, pelo nosso Gilberto Osório de Andrade.

Dedicou-se a escrever pioneiros estudos de Climatologia e Geomorfologia, hoje confirmados pelas modernas ferramentas do Geoprocessamento. Há um livro biográfico, de autoria da jornalista Leda Rivas, que retrata a vida e as ideias do nosso geógrafo maior e seus grandes debates que se estendem até os dias atuais, sobre o semiárido nordestino.

Com a sua sede inerentemente insaciável por conhecimento, foi dele a preocupação dialética do espaço, do tempo e do ser social. As teses por ele defendidas implicaram num avanço incrível da Geografia Física brasileira nas décadas de 1960 e 1970. São estudados tudo o que envolve os seres vivos e o meio onde eles vivem — desde os aspectos biológicos, passando pelos químicos e, finalmente, seus aspectos físicos.

Talvez não seja demais lembrar que Gilberto, nos seus estudos, livros e palestras (a destacar a sua presença na SUDENE e no Seminário de Tropicologia/Fundaj, oferece-nos uma perspectiva inovadora do espaço geográfico como, antes dele, foi argumentado por Maurice Merleau-Ponty: o espaço em que existimos e somos nele. O lugar da memória, do esquecer, da cristalização de lembranças.

Marcus Prado – jornalista

Lançamento da Antologia Literária Internacional Além-mares III

Em uma linda tarde poética à beira-mar, o Restaurante Picuí Praia,  em João Pessoa (PB),  se encheu de alegria e emoção para celebrar o lançamento da antologia. Com boa música ao fundo, os participantes vivenciaram  momentos inesquecíveis, repletos de arte e conexão!

Parabéns aos coautores: Djar Aquino e Raul Vitorino, que com sua receptividade iluminaram o evento e acolheram com carinho o Projeto Chá da Vida Brasil, comandado por Jones Pinheiro.  Que as palavras continuem a  unir e inspirar pessoas…

Mais uma Missão Cumprida!!

Assessoria

Mãe Gilda – por @historia_em_retalhos.

Mãe Gilda: vida e morte de luta contra a intolerância religiosa.

Esta é a ialorixá Gildásia dos Santos, a Mãe Gilda.

Símbolo da luta contra a intolerância religiosa, a ialorixá é fundadora do Ilê Axé Abassá de Ogum, Terreiro de Candomblé localizado nas imediações da Lagoa do Abaeté, em Salvador/BA.

Como todos aqueles que lutam pelo respeito à sua ancestralidade africana neste país, Mãe Gilda sofreu com ataques de preconceito, ódio, intolerância e violência.

No caso dela, custou a própria vida.

Em 1999, teve a sua imagem utilizada no jornal Folha Universal, vinculado à Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd), com a manchete “Macumbeiros charlatões lesam o bolso e a vida dos clientes”.

Na época, a reportagem dizia que estava crescendo um “mercado de enganação” no país.

E o pior, com um detalhe sórdido: a imagem de Mãe Gilda aparecia com uma tarja preta nos olhos.

A publicação dessa foto marcou o início de um doloroso, porém importante processo de luta por justiça da família e de todos os religiosos do Candomblé.

Lamentavelmente, dada a fragilidade do momento, adeptos de outras religiões hegemônicas sentiram-se no direito de atacar diretamente a casa de Mãe Gilda, agredindo-a, verbal e fisicamente, dentro das dependências do terreiro, até quebrando objetos sagrados lá presentes.

Diante desses fatos, com a saúde fragilizada, Mãe Gilda não suportou: o seu estado piorou, sofreu um infarto e ela faleceu no dia 21 de janeiro de 2000.

Custa-nos a acreditar, mas, periodicamente, o busto que foi erguido em sua homenagem dentro do Parque do Abaeté (foto), em Salvador, é alvo de atos de racismo religioso.

O autores desses atos costumam justificar a conduta dizendo que apedrejam “a mando de Deus”.

Racismo religioso é crime.

Para quem não sabe, o Brasil registra uma denúncia de intolerância religiosa a cada 15 horas e os adeptos das religiões de matriz africana, principalmente Umbanda e Candomblé, são os mais perseguidos no país.

Desde 2007, celebra-se em 21 de janeiro o “Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa”, em memória de Mãe Gilda.
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As festividades do Padroeiro Santo Antão 2025

Com 13 dias de programação,  os festejos, religiosos e profanos,  alusivos a passagem dos 400 anos do nosso Padroeiro  Santo Antão movimentou a comunidade católica em nossa cidade.

Seguindo o modelo de anos anteriores, em que os festejos foram incrementados com a chegada,  em solo antonense,  do Monsenhor Maurício, em 2025, além da densa programação religiosa, a noite do dia 17, sexta-feira, após a procissão, o Pátio da Matriz ficou lotado para acompanhar o show da renomada artista de Joana.

Dentro das festividades da cidade, logo pela manhã, ocorreu a “Corrida de Santo Antão”, atividade física que reuniu mais de mil atletas, com concentração, partida e chegada para percurso de 5km, no Pátio da Matriz.

O ponto alto das festividades, foi a Procissão de Santo Antão. Na ocasião, registramos a passagem dos fiéis pela Praça Diogo de Braga; Veja os vídeos:

 

Também registramos uma bonita imagem da procissão, no seu retorno, pela Praça Duque de Caxias. Veja o vídeo:

12ª Feijoada da ABTV celebra as várias tradições do Carnaval antonense.

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Em Vitória de Santo Antão, terra da Pitú e também da folia, a Associação dos Blocos de Trio Elétrico da Vitória (ABTV), segue a tradição de promover mais uma edição da feijoada, um encontro dos baluartes que defendem com unhas e dentes a festa mais popular da nossa cidade.

O evento ocorrerá no sábado dia 1ª de fevereiro no Restaurante Gamela de Ouro, com início a partir das 12h. Nildo Ventura é atração confirmada, a Orquestra Ciclone regida pelo maestro Givaldo Barros também está confirmado para alegria e diversão dos carnavalescos que irão prestigiar esse encontro.

O presidente Charles Romão destacou a importância dos foliões participarem deste evento: “ A feijoada da ABTV reúne figuras importantes do carnaval, além dos homenageados conseguimos ao longo dos anos unir todos os construtores da folia em seus respectivos espaços, os membros da ACTV participam de nossa festa porque sabem que a força está na união e com mãos dadas enfrentaremos qualquer dificuldade, convido a todos para prestigiar esse momento”, finalizou.

Para participar basta adquirir a pulseira no valor de R$ 30,00 que está sendo vendida em Seu Kiko Cozinha Regional, na Aqui Tem Conveniência e com o Eventos Vitória.

Assessoria. 

Em 2025, faça diferente: MUDE DE VIDA, VÁ CORRER NA RUA……

4ª Corrida da Vitória – 27 de abril de 2025.
Corrida 7km – Caminhada 3km – Concentração às 6h – Largada às 7h.
PREMIAÇÕES
Troféu – 1º ao 5º colocado – masculino e feminino.
Categorias: Geral – Local e Faixa Etária –
Primeira faixa etária: até 39 anos.
Segunda faixa: dos 40 aos 49 anos.
Terceira faixa: dos 50 aos 59 anos.
Quarta faixa: dos 60 aos 69 anos.
Quinta faixa: dos 70 em diante.
Troféu – Maior equipe (grupo) local e visitante.
OBS: NÃO HAVERÁ PREMIAÇÃO EM DINHEIRO!
Inscrições on-line: www.uptempo.com.br
Inscrições para grupos: 81-9.9420.9773
Inscrição presencial: Loja Monster Suplementos – Rua Valois Correia – 96 – Matriz – Vitória.
Valor da Inscrição no 1º lote
Kit completo – corrida ou caminhada – R$ 95,00
Kit sem a camisa – corrida ou caminhada – R$ 80,00

Paulo Afonso – por @historia_em_retalhos.

“Delmiro deu a idéia
Apolônio aproveitou
Getúlio fez o decreto
E Dutra realizou
O presidente Café
A usina inaugurou
E graças a esse feito
De homens que tem valor
Meu Paulo Afonso foi sonho
Que já se concretizou”. 🪗

Paulo Afonso (1955)
(Luiz Gonzaga e Zé Dantas)

Em 15 de janeiro de 1955, era inaugurada a Usina Hidroelétrica de Paulo Afonso, um sonho idealizado pelo empresário e visionário Delmiro Gouveia.

A inauguração da usina aconteceu 32 anos após a construção da Usina de Angiquinho, por iniciativa de Delmiro.

Angiquinho, com capacidade geradora de 1.100 quilowatts, foi a primeira hidroelétrica do Nordeste, erguida no distrito de Pedra (hoje, o município Delmiro Gouveia/AL).

Inspirado no empresário, o ministro Apolônio Sales assumira, em 1943, o projeto de uma usina de grande porte no Rio São Francisco.

Precisou vencer uma acirrada disputa com empresários paulistas, contrários à obra, mas, finalmente, o decreto de criação da Chesf foi assinado em 1945, por Getúlio Vargas, dias antes de ser deposto.

Os trabalhos de construção da barragem “Delmiro Gouveia” e de mais três casas de força, Paulo Afonso 2, 3 e 4, foram iniciados em 1949, durante o governo Dutra.

Em seu 2.° mandato, Getúlio deu continuidade à obra, que só seria inaugurada por seu vice, Café Filho, após a sua morte.

Em 1955, Paulo Afonso já fornecia energia elétrica para o Recife e, no ano seguinte, para Salvador.

Duas curiosidades que poucos sabem:

– O nome da cidade é uma referência ao sertanista Paulo Viveiros Afonso, que recebeu, em 1725, uma sesmaria na margem esquerda do São Francisco e fundou, mais tarde, um arraial, que foi chamado de “Tapera de Paulo Afonso”.

– Paulo Afonso foi a primeira usina subterrânea do Brasil. As suas turbinas encontram-se a mais de 80 metros abaixo do nível do Velho Chico.

Desde, então, a cidade recebeu o título de “Capital da Energia”.

Parabéns a todo o povo pauloafonsino!

Dedico este retalho de hoje ao meu querido tio e amigo Paulo de Tarso da Costa, cujos inúmeros atributos, notadamente, a liderança e a inteligência, foram colocados a serviço de Paulo Afonso, sendo ele parte importante desta história.
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Bicentenário da morte de Frei Caneca!!!

Em comitiva, na manhã da segunda-feira, 13 de janeiro de 2025, o Instituto Histórico e Geográfico da Vitória marcou presença na Solenidade que marcou a passagem do Bicentenário da morte do eminente pernambucano e herói brasileiro, Frei Caneca.

O evento ocorreu no “Largo das 5 Pontas”, bairro de São José, local em emblemático no contexto histórico da vida de Frei Caneca, pois foi nesse espaço que mesmo foi saiu da vida para entrar para história, por ocasião de seu arcabuzamento.

O referido evento contou com a presença de autoridades civis, militares,  eclesiásticas e representação da sociedade civil: maçonaria e institutos históricos pernambucanos.

Na ocasião, o instituto antonense foi condecorado com medalha e o diploma comemorativos dos 200 anos de Frei Caneca.

Prévia do “In Cima da Cama”…….

Em tarde/noite do domingo (12) chuvoso, foliões de várias tendências marcaram presença no Pátio da Matriz para acompanhar as movimentações da prévia carnavalesca da Agremiação “In Cima da Cama”.

Sucesso já no primeiro desfile, em 2025 a expectativa se volta para a segunda apresentação. Encarnando o estilo “irreverente” a referida agremiação promete muita agitação e estrutura no carnaval que se avizinha.

Lançamento da Antologia Além-Mares III foi um sucesso!

Lançamento da Antologia Além-Mares III emociona e celebra a diversidade artística em Vitória de Santo Antão. No Salão Nobre do Instituto Histórico e Geográfico de Vitória de Santo Antão, foi realizado na manhã do sábado (11), um evento inesquecível: o lançamento da Antologia Literária Internacional Além-Mares III , promovido pelo Projeto Chá da Vida Brasil e idealizado por Jones Pinheiro , mentor do projeto.

O evento reuniu coautores de algumas cidades pernambucanas como Recife, Jaboatão dos Guararapes, Palmares, Bezerros e Caruaru, além de contar com a participação de seis representantes da Academia Vitoriense de Letras, Artes e Ciência. O destaque internacional ficou por conta da escritora uruguaia Dea Coirolo , que veio acompanhada de seu esposo, o escritor Anchieta Antunes , agregando ainda mais brilho à cerimônia.

Um Espetáculo de Emoção e Arte

A programação foi um verdadeiro mosaico de expressões artísticas, combinando declamações poéticas, apresentações musicais e vídeos,  que impactaram positivamente os convidados.

• Mensagens ao Mar: o primeiro vídeo trouxe um gesto simbólico emocionante — o lançamento de 52 garrafinhas com mensagens dos coautores ao mar, realizado a 7 km da costa da praia de Suape, no litoral sul de Pernambuco.

• Cápsula do Tempo e Pau-Brasil: em seguida, foi apresentado o segundo vídeo, o plantio de uma muda de pau-brasil no bosque do Monte das Tabocas. Inicialmente, foi posta a cápsula do tempo cuidadosamente na cova, que permanecerá sob as raízes do pau-brasil. A cápsula contém textos de poetas, músicos e escritores, todos coautores da antologia, simbolizando um legado cultural que transcenderá gerações.

• A Lua e a Sereia: O terceiro momento foi marcado pela exibição do videoclipe “A Lua e a Sereia”, de autoria do cantor, compositor e instrumentista Bau Blues , também coautor da antologia. Sua performance emocionou os presentes, sendo recebida com calorosos aplausos.

Um Encontro de Culturas e Talentos

Mais do que um evento literário, o lançamento da Antologia Além-Mares III conectou talentos de diversas partes do mundo, incluindo Canadá, Portugal, Grécia, Cabo Verde, Venezuela e Uruguai, além de regiões de todo o Brasil. A coletânea simboliza a união entre culturas, traduzindo a riqueza da alma humana por meio da literatura, música e poesia.

O organizador Jones Pinheiro destacou a relevância de iniciativas como esta:
“Este projeto é uma ponte entre continentes, um reflexo de como as palavras têm o poder de unir, inspirar e transformar.”

Com aplausos efusivos e momentos de pura emoção, o evento foi uma verdadeira ode à arte, provando que a literatura e a música transcendem fronteiras, tocam corações e deixam legados eternos.

Assessoria

 

Em 2025, faça diferente: MUDE DE VIDA, VÁ CORRER NA RUA……

4ª Corrida da Vitória – 27 de abril de 2025.
Corrida 7km – Caminhada 3km – Concentração às 6h – Largada às 7h.
PREMIAÇÕES
Troféu – 1º ao 5º colocado – masculino e feminino.
Categorias: Geral – Local e Faixa Etária –
Primeira faixa etária: até 39 anos.
Segunda faixa: dos 40 aos 49 anos.
Terceira faixa: dos 50 aos 59 anos.
Quarta faixa: dos 60 aos 69 anos.
Quinta faixa: dos 70 em diante.
Troféu – Maior equipe (grupo) local e visitante.
OBS: NÃO HAVERÁ PREMIAÇÃO EM DINHEIRO!
Inscrições on-line: www.uptempo.com.br
Inscrições para grupos: 81-9.9420.9773
Inscrição presencial: Loja Monster Suplementos – Rua Valois Correia – 96 – Matriz – Vitória.
Valor da Inscrição no 1º lote
Kit completo – corrida ou caminhada – R$ 95,00
Kit sem a camisa – corrida ou caminhada – R$ 80,00

Desde sempre, somos antonenses………

Lastreado por um ampliado trabalho de pesquisa, não me canso de afirmar: somos todos antonenses.

Já para os nativos da cidade da Vitória, capital do estado capixaba,  o gentílico de vitoriense lhe é mais apropriado, justo e indubitável.

No apagar das luzes do ano de 2024, a Câmara de Vereadores  da nossa cidade perdeu a oportunidade de marcar um gol de placa, no sentido  dessa questão que envolve o nosso oficial  e “duvidoso” gentílico.

Me refiro ao Projeto de Lei  (135/2024) que , se aprovado, naquela ocasião,  possibilitaria, de maneira oficial, à adoção  de um segundo gentílico para nossa cidade:  isto é: O ANTONENSE

Sem a devida capacidade do chamado  macro entendimento necessário,  ou mesmo sem assessores capacitados para lhes orientarem nesta questão,  a bancada do “não”, liderada pelos vereadores Marcos da Prestação e Mano Holanda, acabaram prejudicando toda comunidade que é,  indiscutivelmente,  filha do Padroeiro Santo Antão, desde sua fundação, ocorrida em 1626.

Pois bem, recentemente, relendo meus arquivos, encontrei mais uma prova inequívoca de que, de fato, somos antonenses.

Acompanhe o raciocínio:

Fomos: Povoado de Santo Antão, Freguesia de Santo Antão, Vila de Santo Antão e só a partir de 1843 fomos condecorados com o título honorífico de “Cidade da Vitória”.

Em tempo: só a partir de 1º de janeiro de 1944 é que carregamos o nome   atual. Ou seja: Vitória de Santo Antão.

Assim sendo, no documento exposto, em  que registra-se situações ocorridas em nosso lugar, por ocasião da Revolução Pernambucana de 1817 (antes de virarmos “Cidade da Vitória”), o autor nos qualifica de maneira clara como “patriotas” antonenes, por uma razão muito simples e lógica: até então, já mais poderíamos ser “vitorienses”, uma vez que o nome “Cidade da Vitória” só viria ocorrer mais de duas décadas depois (26 anos).

Portanto, independente da Câmara de Vereadores, que muitas vezes trabalha contra os interesses coletivos da cidade, precisamos entender que o nosso gentílico oficial (vitoriense) precisa de um ajuste. Precisamos respeitar a história e as nossas origens, independente de quaisquer questões menores que possam nos dividir. Para concluir: SOMOS TODOS ANTONENSES.  

José “Pepe” Mujica – por @historia_em_retalhos.

Todo mundo conhece um pouco da filosofia de vida do ex-presidente uruguaio José “Pepe” Mujica.

O seu modo de vida simples e austero o tornou uma das personalidades mais admiradas em todo o mundo.

E isso pode ser bem ilustrado nos seus meios de locomoção.

Durante duas décadas, Mujica teve uma lambreta.

Em 2005, quando se transformou em ministro, optou por incrementar a sua forma de transporte: vendeu a lambreta e adquiriu um fusca 1987 (foto).

Este fusquinha ganhou as manchetes do mundo inteiro.

Dez anos mais tarde, em 2015, durante a cúpula de G77+China, realizada na Bolívia, Mujica recebeu uma oferta de um sheik árabe, disposto a pagar US$ 1 milhão por seu velho automóvel.

Em setembro, em um encontro com representantes diplomáticos em Montevidéu, o embaixador do México, Felipe Enríquez, também ofereceu dez veículos em troca do famoso fusca azul.

Mujica ainda avaliou aceitar a oferta para doar o dinheiro para fins sociais, mas grupos de uruguaios pediram-lhe que não o vendesse, pois era um “símbolo nacional”.

O fusquinha ficou e hoje continua sendo uma representação material da filosofia de vida deste grande homem latino-americano.

O ex-guerrilheiro que chegou ao poder em 2010 doa a maior parte de seu salário ao Plano Juntos, um projeto de moradia solidária que criou ao assumir a presidência.

Em maio, chegará aos 90 anos.

Força na tua luta contra o câncer, Pepe.

Não posso imaginar este mundo atual sem a tua sabedoria.

Você é imprescindível.
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Ataques à democracia no Brasil – por @historia_em_retalhos.

8 de janeiro tornou-se uma data associada a ataques à democracia no Brasil.

Hoje, convido-te a conhecer um outro 8 de janeiro.

Trata-se de um dos episódios mais brutais e covardes do ciclo da ditadura militar e que teve como pivô uma das figuras mais abjetas daquele período: o cabo José Anselmo dos Santos.

Anselmo foi um agente duplo, que iniciou a sua atuação militando contrariamente ao regime.

Depois, porém, passou a servi-lo, como infiltrado, levando jovens militantes ao leito da morte.

Dias antes do golpe de 1964, Anselmo liderou um motim dos marinheiros, chegando a ser preso e expulso da corporação.

Em 1971, todavia, foi preso novamente e, a partir daí, decidiu tornar-se informante do Dop’s, comandado pelo delegado Sérgio Fleury, um dos expoentes da repressão.

Já com um plano arquitetado com Fleury, Anselmo foi ao Chile e conseguiu convencer Onofre Pinto, um dos líderes da Vanguarda Popular Revolucionária, a levar a organização para Pernambuco.

Onofre, mesmo advertido, acreditou nas intenções do cabo, que indicou as 6 pessoas que iriam conduzir a VPR no estado.

Foi assim que José Manoel, Jarbas Marques, Eudaldo Gomes, Pauline Reichstul, Evaldo Luiz e Soledad Barret entraram no radar da morte.

Sedutor, persuasivo e com a estratégia já traçada, Anselmo iniciou um relacionamento com a poetisa Soledad Barret, indo com ela morar em Olinda.

Soledad passou a trabalhar como artesã, na loja Boutique Mafalda, no centro histórico da cidade, enquanto Anselmo convencia a VPR a adquirir um sítio em Abreu e Lima/PE, futuro local da emboscada.

Em 08.01.1973, a chacina aconteceu.

Os militantes foram pegos, torturados e executados em um casebre, próximo à Igreja de São Bento (foto).

Foram 32 tiros, a maioria, à queima-roupa (14 deles nas cabeças).

Nos jornais, foi publicada a versão oficial de que teria havido um “tiroteio”.

Não houve tiroteio algum.

A cena do crime foi modificada, com armas plantadas para simular um confronto.

O que houve, em verdade, foi um massacre.

Este fato precisa ser mais difundido e daria um excelente filme na esteira de “Ainda Estou Aqui”.

Alô, @waltersalles_oficial.

#ditaduranuncamais
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Ainda sobre Jean-Paul Sartre no Recife (65 anos depois) – por Marcus Prado.


No artigo publicado nesta página (05-01-2025), sobre a visita do casal de filósofos franceses Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir ao Recife (1960), reservei para hoje um fato relevante: No meio da comunidade universitária de muitos saberes nos campos da filosofia e do ensaio literário, o reitor João Alfredo da Costa Lima, escolhera o professor, escritor e jornalista Nilo Pereira, autor do livro “Dom Vital e a questão religiosa no Brasil” (1966), para fazer a saudação ao famoso autor de “O Ser e o Nada”. Sartre veio como convidado da UFPE para abrir o I Congresso Internacional de Critica Literária, na Faculdade de Filosofia do Recife. (Sartre considerava a literatura como um testemunho, cúmplice, relacionada à condição humana em sociedade).

Muitos, no auditório, sabendo da trajetória intelectual de Sartre e Nilo, ambos com ideias e crenças totalmente opostas, ficaram à espera das palavras de Nilo. Sabia-se da sua inclinação para a mística católica, era um dos líderes do movimento católico pernambucano que tinha como inspiração o Centro Dom Vital (CDV), uma associação de leigos católicos fundada no Rio de Janeiro em 1922, durante o Estado Novo, pelo advogado e jornalista Jackson de Figueiredo, por iniciativa do então cardeal arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Sebastião Leme. Buscava congregar a intelectualidade católica brasileira. Ao longo de sua história, o CDV sempre contou com grandes intelectuais entre seus membros, como Alceu Amoroso Lima, Gustavo Corção, Sobral Pinto, Tarcísio Padilha, Luiz Paulo Horta, Carlos Frederico Calvet e Ricardo Cravo Alvin, o pernambucano de Olinda, Luiz Delgado. Nilo era amigo de todos, com eles mantendo uma constante e afetuosa atividade epistolar. Os ensinamentos dos filósofos católicos Jacques e Raïssa Maritain (ambos rivais da filosofia de Sartre, da mesma geração na Sorbonne) estavam nos anseios e escritos de Nilo. Sabia-se dos seus discursos, livros e escritos apologéticos ao culto mariano, sobre a divindade cristã.

Sartre foi a vida inteira um pensador agnóstico, existencialista desgarrado de Søren Aabye Kierkegaard, tinha vontade de ser Deus. Para ele, Deus precisava de aperfeiçoamento, era apenas uma causa entre um emaranhado de outras causas. Como era possível um bárbaro da modernidade, ateu, praticante do casamento livre, ser saudado por um tomista adepto do Humanismo Integral? Eu não estava perto deles na cerimônia de abertura do Congresso, para dar o testemunho das palavras de Nilo, nas suas boas vindas a Sartre. Muitos disseram que a saudação de Nilo, feita de improviso, num impecável francês, foi para festejar o Recife e a Universidade pela oportunidade de conhecer um dos mais famosos, combatidos e polêmicos escritores da França do seu tempo, citando como exemplo a sua coerência política e filosófica ao recusar o Prêmio Nobel.

Faço este registro, passados exatos 65 anos, para reconhecer no escritor do Ceará Mirim, não só a sua coragem e grandeza, mas sua vontade e gesto de tolerância, tão afim de pessoas sistemicamente e moralmente autônomas. A tolerância, dentro dos limites da reciprocidade, que possui raízes em alguma parte do nosso ser e escapa de cálculos objetivos, praticada voluntariamente e não compelida.

Marcus Prado – jornalista

A primeira mulher a andar de bicicleta em público em Portugal – por A História Esquecida.

Mercedes Blasco, nascida Conceição Vitória Marques em 4 de setembro de 1867 na Mina de São Domingos, Alentejo, foi uma atriz, escritora, jornalista e tradutora portuguesa que marcou a cena cultural do final do século XIX e início do século XX.
Blasco ganhou destaque pelas suas performances ousadas e inovadoras. Em 1897, ela causou sensação ao entrar no palco de bicicleta, um ato inédito e provocador para a época. Durante a apresentação, cruzou as pernas para segurar a viola enquanto interpretava canções francesas, desafiando as convenções sociais vigentes.
Além de suas performances teatrais, Mercedes Blasco era conhecida por utilizar a bicicleta como meio de transporte na sua vida quotidiana, deslocando-se da sua residência no Chiado até ao Teatro da Rua dos Condes. Essa atitude reforçava a sua imagem de mulher moderna e independente, rompendo com os padrões tradicionais da sociedade lisboeta.
A fotografia de 1897, capturada à porta do Teatro da Rua dos Condes, imortaliza esse momento emblemático da carreira de Mercedes Blasco, simbolizando a sua contribuição para a emancipação feminina e a modernização dos costumes em Portugal.
A História Esquecida

Vida Passada… – Paula Batista – por Célio Meira

Órfão de pai, aos 11 anos de idade, e quase na pobreza, estudou, o recifense Francisco de Paula Batista, a língua latina, no convento dos oratorianos, concluindo os preparatórios, no antigo Liceu Pernambucano.  Obteve, a esse tempo, Paula Batista, as primeiras vitórias de sua longa e luminosa carreira pública, na política, na cadeira de professor e no jornalismo. Bacharelou-se, no Curso Jurídico de Olinda, em 1833, pertencendo à geração brilhante de Ângelo Ferraz, de Urbano Pessoa de Melo e de José Tomaz Nabuco de Aquino. Fizeram parte de sua turma, José Bento Figueiredo e Álvaro Teixeira de Macedo, poeta pernambucano, na primeira metade do século XIX.

Defendeu tese, em 34, e um ano depois, em maio, foi nomeado professor catedrático de Economia Politica e Teoria e Prática do Processo. Tinha 24 anos de idade. Antes de conquistar a cátedra de direito, exerceu, no Recife, os cargos de juiz municipal e de chefe de polícia. Instalada a Assembleia Provincial, Paula Batista, elegeu-se,  deputado, alcançando aplausos na tribuna. Era orador elegante e magnifico.

Político, sob a bandeira dos conservadores, defendeu, em 43, o governo do barão da Boa Vista, fazendo ao Jornal Estrela, “diário baronista”, sua fortaleza de combate. E, em 48, na União, ao lado de José Tomaz Nabuco de Araújo, de Maciel Monteiro e do Padre Pinto de Campos, batalhou ao lado do governo, ferindo, de frente, os liberais “praieiros”. E essa atitude, ele manteve, bravamente, na Câmara Geral, em 1850, não poupando a sorte dos que foram vencidos, e nem a memória daqueles que tombaram, na luta armada.

Quando o Marquês do Paraná, chefiando o gabinete de 6 de setembro de 1853, iniciou a conciliação  dos partidos, Paula Batista o acompanhou. Era o primeiro passo, desse político conservador, na direção do acampamento das forças liberais. E, na verdade, em 61, Paula Batista, na companhia Nascimento Feitosa, fazia sua nova profissão de fé política, no Constitucional, baluarte do partido liberal. Sofreu, nessa época, esse cristão novo, acusações tremendas. Envenenou-lhe a alma o Diário do Recife, a trincheira de Felipe Neri Colaço. E pouco a pouco, foi desaparecendo, o político, para renascer o mestre, que era um sábio.

Escreveu, Paula Batista, em 1855, o Compêndio de Teoria e Prática do Processo, “que é um modelo do gênero”, no julgamento de Clovis Bevilaqua, e em 60, o de “Hermenêutica Jurídica”. Mereceu, do governo, depois de 25 anos de magistério, o título de conselheiro.

Paula Batista, nascido no Recife, a 4 de fevereiro de 1811, foi, afirmam todos biógrafos, o maior professor da Faculdade de Direito até o aparecimento de Tobias Barreto, o gênio de Sergipe. Morreu aos 81 anos de idade. Há, à margem da vida desse homem, de sabedoria genial, que trazia rapé, escreve Faelante da Câmara, “nos bolsos do colete, como outrora dom João VI, nos régios bolsos calções de veludo”, um mundo de anedotas. E conta, o próprio Faelente: “Encontrei-o de uma vez, na rua, sobraçando, pachorrentamente, uma grande melancia das Cucuranas”.

Veneremos, no dia de hoje, o nome de Paula Batista.

Célio Meira – escritor e jornalista. 

LIVRO VIDA PASSADA…, secção diária, de notas biográficas, iniciada no dia 14 de julho de 1938, na “Folha da Manhã”, do Recife, edição das 16 horas. Reúno, neste 1º volume, as notas publicadas, no período de Janeiro a Junho deste ano. Escrevi-as, usando o pseudônimo – Lio – em estilo simples, destinada ao povo. Representam, antes de tudo, trabalho modesto de divulgação histórica. Setembro de 1939 – Célio Meira.

 

O jogo é desleal para a população….

Com eleições no Brasil acontecendo a cada dois anos, intercortadas por “municipais e gerais”,  separar os atos administrativos das questões políticas partidárias/eleitorais,  nas três esferas do poder, vem se tornando  uma tarefa cada vez mais difícil.

É o presidente da República sendo “encostado na parede” para ceder mais espaços para determinados partidos. É governante estadual “virando a chave” do humor para agradar aos  “gregos e troianos” e prefeitos usando a máquina para ajustar seus interesses estaduais. No bojo das respectivas ações, o interesse pessoal sempre se sobrepondo aos interesses do coletivo da população.

Para ficar no nosso “Leão do Norte”, a governadora Raquel Lyra, “doida”  para continuar morando no Palácio do Campo das Princesas 4 anos mais do que o previsto, do dia para noite, segundo informações da imprensa,  virou uma simpatia de pessoa.

Nas redes sociais, vem se esforçando para agradar aos internautas/eleitores, no sentido de formatar  um estilo que lhe renda dividendos eleitorais, já que até o memento sua gestão continua patinando, qualificada como uma das mais antipáticas do País, segundo informações das pesquisas de opinião divulgadas.

Já o atual prefeito do Recife, João Campos, reeleito com alto índice de aprovação pelo eleitor da capital, caladinho, vem armando sua candidatura ao governo do estado, daqui a dois anos, usando como trampolim a “máquina” municipal, ou seja: criando novas secretarias para agregar aliados estratégicos, tanto do ponto de vista partidário quanto no quesito do mapa geopolítico estadual.

Na plateia desse “espetáculo” todo, a população brasileira que ainda não conseguiu colocar a cabeça do lado de fora do tanque de asneira, ao qual o Brasil ainda encontra-se  submerso,  com essa infrutífera polarização entre petistas e bolsonaristas. Apenas lembrando: o juro real  no nosso País, continuam aumentando……