Arquivo da categoria: A Lupa
FLASH DO PRÉ-CARNAVAL 2025

FLASH DO PRÉ-CARNAVAL 2025

A Saudade Tá na Rua!!!

Orquestra Super OARA – Trio Asas da América
2º Lote: $115, à vista ou em até 3X no cartão, sem acréscimo!
Para mais informações: 9.9192.5094
Capitão Pedro da Silva Pedroso – por @historia_em_retalhos.

Este é o capitão Pedro da Silva Pedroso, uma das figuras mais fascinantes e, ao mesmo tempo, controversas da galeria de personagens históricos pernambucanos.
Revolucionário de 1817, Pedroso estava ao lado do capitão José de Barros Lima, o Leão Coroado, quando este último aplicou o golpe de espada que atravessou o brigadeiro português Barbosa de Castro, em 6 de março de 1817, cabendo a Pedro o gesto libertário de empunhar a espada ensanguentada e assumir o comando do Regimento de Artilharia do Recife.
O “Pardo do Recife”, como ele gostava de ser chamado, era um sujeito sagaz, corajoso e muito envolvente, tornando-se amado e respeitado pelo povo, principalmente, por aqueles por quem mais lutava: a população preta.
Um traço, porém, lhe era muito próprio: o radicalismo.
Pedroso era conhecido por suas ações intempestivas, no mesmo espírito dos radicais da Revolução Francesa, o que o levou a ser também chamado de o “Robespierre Pernambucano”, pelos arbitrários fuzilamentos que ordenou contra opositores e pelas ameaças contra membros do próprio governo provisório que integrava.
Foi ele quem conseguiu que o governo provisório de 1817 praticasse o primeiro ato abolicionista no Brasil, concedendo alforria aos escravos que se alistassem no exército, sendo ele próprio quem, pessoalmente, treinou a primeira tropa de escravos libertos.
A Revolução Republicana de 1817 vigorou por 75 dias, defendendo liberdade de expressão, de imprensa e de credo, mas, embora aberta à igualdade racial, não era claramente contrária à escravidão.
Com a derrota do movimento, Pedro foi preso e enviado para a Bahia, sentindo a discriminação dentro da prisão por seus próprios companheiros revolucionários: os negros eram os primeiros a apanhar e os últimos a comer.
Isso fez nascer na maior liderança negra de 1817 uma revolta: para ele, certos estavam os negros do Haiti, que, em 1804, mataram ou expulsaram todos os brancos do país.
Em 1821, a Corôa anistiou os presos, mas, mais uma vez, a segregação: Pedro Pedroso foi o único a não ser solto.
Foi enviado para Portugal, recebendo perdão e voltando a Pernambuco em 1822.
Durante o governo da chamada Junta dos Matutos, não mais suportando o imenso desprezo aos negros e inspirado na Revolução do Haiti, Pedroso convocou a população preta e parda para reagir e tomou a cidade do Recife com atentados, prisões e ameaças de fuzilamentos.
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Tal insurreição aconteceu em 21 de fevereiro de 1823, há exatos 201 anos, sendo conhecida como a “Pedrosada”, um motim que desejava implantar um governo negro em Pernambuco.
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A multidão associava Pedro à figura de Cristovam, um ex-escravizado que comandou tropas revolucionárias, tornou-se general e chegou ao poder, em 1811, no Haiti.
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Novamente preso, desta vez, foi remetido à capital do Império, sendo libertado após submeter-se a D. Pedro I.
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Por sua liderança junto ao povo negro, o monarca o viu como uma peça útil para lutar contra a Confederação do Equador, recém eclodida em Pernambuco, oferecendo-lhe anistia.
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O Pardo do Recife, acreditando em dias melhores, decidiu virar de lado e lutar a favor da monarquia, ajudando a abafar a Confederação de 1824, comandada por seus antigos correligionários.
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Goste-se ou não do nosso Robespierre, uma coisa, porém, não há como negar-lhe: a sua Pedrosada levantou a ideia do republicanismo que integrava os negros à República, provando que o sistema escravocrata era uma perversa circunstância histórica.
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A Pedrosada durou oito dias (21 a 28 de fevereiro).
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Capitão Pedro Pedroso morreu de velhice no Rio de Janeiro.
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Virgens da Vitória desfilam neste sábado, na Mata Sul

Para quem não quer esperar até a próxima semana pelo carnaval e está no interior do Estado pode aproveitar, neste sábado o bloco “As virgens da Vitória”, no município da Mata Sul a quilômetros do Recife. O desfile já tem 42 anos e neste dia 22 vai contar com o trio elétrico puxado pelo cantor Carlinhos Beleza
“A criação do bloco das virgens, no início da década de 80, marcou uma institucionalização, digamos assim, do que se via na rua: os homens com as roupas das suas esposas brincando o carnaval com irrreverencia. Isso virou um bloco e com o passar dos anos as pessoas passaram a caprichar nas fantasias, muitas personagens de novelas, cantoras. A Tiêta que está de volta a TV hoje foi um dos grandes sucessos do bloco. Eu mesmo brinquei por muitos anos e assumi a responsabilidade de não deixar que as virgens saiam da programação do nosso carnaval”, descreve Denilson Canêjo, atual presidente do bloco.

As virgens ganham às ruas a partir das 20h com saída da praça do Livramento. O percurso do bloco segue até o bairro da Matriz, de onde retorna para o local da saída. Pouco mais de quatro horas de festa.
Para os marmanjos fantasiados tem premiação em dinheiro: a virgem mais criativa, o melhor grupo de virgens, e a virgem mais luxuosa. Para participar do bloco custa 25 reais para as virgens fantasiadas e 20 reais para o público em geral. Os crachás de acesso estão à venda na praça Duque de Caxias, no Centro da cidade.
Assessoria.

A Saudade Tá na Rua!!!

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Doutor Washington Amorim: desembargador eleitoral de Pernambuco!

Figura de destaque no mundo jurídico estadual, o doutor Washington Amorim, na última quinta-feira, 13 de fevereiro, tomou posse no TRE de Pernambuco para atuar como desembargador eleitoral, na qualidade de membro efetivo, em uma das vagas reservadas à advocacia.
O evento, ocorrido na cidade do Recife, foi bastante prestigiado. Autoridades de relevo dos três poderes pernambucano – Executivo, Legislativo e Judiciário -, familiares, amigos e boa parcela da sociedade antonense marcaram presença.

Obstinado, o doutor Washington Amorim sempre se dedicou de corpo e alma ao exercício do direito. Bem articulado, dentro e fora da cidade da Vitória, sua terra mãe, sabe – mais do que ninguém – os caminhos que trilhou para galgar os espaços já alcançados.
Para esse novo ciclo, o desejo de todos que gozam da sua amizade é que Deus continue guiando os seus passos. Boa Sorte, doutor!

A Saudade Tá na Rua!!!

Orquestra Super OARA – Trio Asas da América
2º Lote: $115, à vista ou em até 3X no cartão, sem acréscimo!
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Seculares engenhos de Vitória de Santo Antão – por Marcus Prado
Durante cerca de dois anos, enfrentando uma série de dificuldades (inclusive de acesso), fotografei a maioria dos seculares engenhos de açúcar da Vitória de Santo Antão.
Creio que foi uma iniciativa pioneira, posto que inexistia nos arquivos locais uma memória iconográfica desse tempo rural e fator de crescimento industrial da nossa terra.
Fiz doação desse acervo, ampliado, ao Instituto Histórico, na expectativa de ser útil aos futuros pesquisadores, o último dos quais foi o professor José Aragão, presidente do I.H., que recebeu as fotos com muito zelo.
Hoje, são todos de fogo-morto, com seus equipamentos inúteis e suas paredes em ruínas.
Decadência do nosso importante a motor da industrialização brasileira, o ciclo da cana gerou condições para uma importante classe que proporcionou condições para ascensão de uma oligarquia rural que serviu de inspiração para os barões do café no sudeste brasileiro.
Marcus Prado – jornalista

4ª Edição da Corrida e Caminhada da Vitória – já iniciamos o 2º lote!!!

kit completo – $115,00
kit sem a camisa – $95,00
Para grupos, temos desconto!
SORTEIO DE 2 RELÓGIOS GARMIM
“Ratos e Urubus, Larguem Minha Fantasia” – Siga: @historia_em_retalhos.

Em 1989, a Beija-Flor realizava aquele que é considerado o desfile mais ousado e impactante da história do carnaval carioca.
Até hoje, esse desfile é citado e estudado.
Impressionantemente, o carnavalesco Joãosinho Trinta desnudou para o mundo o contraste entre o luxo das elites brasileiras e a pobreza daqueles que vivem no meio do lixo, em um dos países mais desiguais do planeta.
Logo na abertura, o carro abre-alas traria um Cristo Redentor em meio aos mendigos e vestido como eles.
Porém, a Arquidiocese do RJ conseguiu uma ordem judicial para proibir a apresentação da alegoria.
Joãosinho não se deu por vencido e cobriu o Cristo com um plástico preto, acrescentando a frase “Mesmo proibido, olhai por nós!”.
A polêmica gerada em torno da censura acabou dando à alegoria um impacto ainda maior.
“Atenção mendigos, desocupados, pivetes (…) esfomeados e povo da rua… Tirem dos lixos deste imenso país restos de luxo e façam a sua fantasia (…)”.
Com esses dizeres, a escola convidava para a grande confraternização: o luxo seria retirado do lixo!
Um detalhe de muita simbologia: os diretores da escola usavam uniformes iguais aos dos profissionais da limpeza.
O resultado disso foi que os garis que vinham atrás do desfile, limpando a avenida, sentiram-se contagiados, visibilizados e parte integrante da festa!
Ao fim, Beija-Flor e Imperatriz Leopoldinense (que exaltou a proclamação da República) terminaram empatadas com 210 pontos.
Por um capricho do destino, o desempate ocorreu em uma nota originariamente descartada, no quesito samba-enredo, e a Beija-Flor amargou o segundo lugar.
Anos depois, o jurado Cláudio Cunha, que tirou um ponto da Beija-Flor no quesito evolução, disse que havia se arrependido de não ter dado a nota 10 que faria a escola de Nilópolis campeã.
Mesmo não levantando a taça, porém, o desfile revolucionário entrou para a história.
Jamais uma escola de samba realizou uma crítica social tão profunda, expondo às vísceras os contrastes de um país desigual, em que a extrema pobreza e a extrema riqueza convivem dentro de uma permanente tensão.
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Júlio Mosquito, o eterno morcego do nosso Carnaval – por Marcus Prado.

Um dos mais alegres brincantes do Carnaval vitoriense foi o nosso Júlio Mosquito, imortalizado na fantasia de Morcego.
Foi fotografado por Abraão Meireles há exatos 80 anos, (1945), uma data que deveria ser celebrada pelos carnavalescos da cidade.
Júlio fazia parte da cena carnavalesca do que havia de melhor e mais alegre do Carnaval vitoriense do passado remoto.
Essa foto, que reproduzo, acha-se no Museu Carnaval do Instituto Histórico (Rua Imperial).Indo ao Museu, suba uns degraus e verá o saudoso Júlio e seu sonho de Carnaval, o de voar como um morcego.
Marcus Prado – jornalista.

Dorothy Stang – por @historia_em_retalhos.

Em 12 de fevereiro de 2005, era covardemente assassinada em Anapu, no Pará, a missionária norte-americana naturalizada brasileira Dorothy Stang.
Irmã Dorothy, como era conhecida, chegou ao Brasil em 1966 e, na década de 1970, migrou para a região do Xingu, na Amazônia, no momento em que era inaugurada a rodovia Transamazônica.
A pergunta mais importante:
Por que Irmã Dorothy tornou-se um símbolo da luta por terras e do respeito à floresta no Brasil?
Em resumo, todo o conflito começou a partir do momento em que o governo militar passou a distribuir terras públicas às margens da recém-inaugurada Transamazônica.
Na região de Anapu, o governo privilegiou fazendeiros e empresários do setor de madeira.
Estes deveriam manter as terras públicas produtivas em troca do documento de posse.
A maioria, porém, extraiu os recursos naturais dessas terras e depois as repassou para terceiros ou simplesmente as abandonou.
Neste cenário, pequenos agricultores passaram a reivindicar terras na região.
Foi aí que, em 1997, Dorothy Stang decidiu organizá-los em assentamentos para que conseguissem obter a posse dessas áreas.
A franzina missionária foi uma das primeiras pessoas a defender publicamente no Brasil que as terras públicas deveriam ser destinadas à reforma agrária.
No seu modelo (Projeto de Desenvolvimento Sustentável), cada família teria direito a 20 hectares de terra e o resto do território seria destinado ao uso coletivo, desde que a mata permanecesse preservada.
Em 2002, o governo federal criou oficialmente dois assentamentos (PDS’s) baseados no modelo de Dorothy, o Esperança e o Virola-Jatobá, o que despertou a ira de madeireiros e pecuaristas.
Em 12 de fevereiro de 2005, aos 73 anos, a missionária foi vítima de uma emboscada, levando seis tiros em uma estrada de terra.
Cinco acusados pelo crime foram condenados.
De lá para cá, segundo a Comissão Pastoral da Terra, outras 22 pessoas foram mortas em Anapu por conta da luta pelo direito à terra.
Dorothy Stang tornou-se um marco na luta ambiental no Brasil.
O seu legado de luta e justiça pela terra aos pequenos agricultores permanece vivo até hoje.
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Adereços à venda!!!

Com o carnaval na ordem do dia, para os que gostam, segue aberta a temporada do “Bloco das Ilusões”. Se fantasiar, se enfeitar e embelezar-se, sintonizado com o reinado de momo, é quase uma regra.

Na Agremiação Carnavalesca Saudade, por exemplo, o Concurso de Adereço de Cabeça é um bom motivo caprichar no figurino. Nesse contexto, as artesãs já estão com suas produções à venda.

Para comprar e encomendar, basta entrar em contato pelo whatsapp 9.9868.9772.

Flash do pré-carnaval 2025

Ozias Valentim, José Edalvo e Cristiano PIlako – prévia do ETSÃO – 2025

A Saudade Tá na Rua!!!

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Vida Passada… – Auta de Sousa – por Célio Meira.

Nasceu Auta de Sousa, no ano de 1876, na terra norte-rio-grandense. Vivei, na infância, no Colégio de São Vicente de Paula, situado na Estância, na cidade do Recife. Nesse estabelecimento de ensino, sob a vigilância maternal de religiosas francesas, Auta de Sousa começou a ler e a rezar, iluminado o espirito e formando o coração.
Era uma criança triste. Mas, “já na meninice, aos oito, escreve Mério Linhares, inspirado poeta brasileiro, sua inteligência despertava para as coisas superiores do sonho e da beleza espiritual da vida, e, no colégio, entremeava os deveres escolares com os primeiros surtos de seu estro”.
Trouxe, Auta de Sousa, na jornada da vida, destino de amargura. Aos 14 anos, órfão, e doente, não sorria no mundo. Vivia pensando na morte. E, na mocidade, escreveu lindos versos, repassados de tristeza, e cheios de doçura, iluminada pelas graças do céu.
Publicou, aos 24 anos, o “Horto”, o jardim de seus sofrimentos e de suas dôres, onde havia “balbucios de prece e espirais de incenso”, Fez, de sua poética, harmoniosa, e clara como as águas de uma fonte, a consolação de suas manhãs nubladas, de suas tardes, indecisas, e de suas longas noites friorentas, e sem estrelas. Doente, marchando apressada para o túmulo, peregrinou pelo sertão de sua terra natal, perfumada pelo “incenso agreste de jurema em flôr”, em busca da saúde perdida, da alegria de viver, e, desiludida, e mais tristonha, regressou a Natal, para reclinar a fronte cor de cêra, e quente de febre, na sepultura pequenina, coberta de lírios e de rosas. Adormeceu, sorrindo, na Eternidade, a 7 de fevereiro de 1901. Auta de Sousa tinha 25 anos de idade.
Quando ele morreu, a cidade de Natal, de luto, se ajoelhou, para assistir ao enterro da poetiza. Numa rua, narra Ezequiel Vanderlei, parou o préstito fúnebre. E um homem ilustre, político de prestigio, aproximou-se do ataúde de Rosa de Macaíba, e abrindo-o, beijou-o, chorando, a face fria, e iluminada por Deus, da princesa da poesia do nordeste brasileiro.
Era, esse homem venerado, o senador Pedro Velho. E esse beijo era a homenagem comovida do Rio Grande do Norte.
O espirito amado e fulgurante de Auta de Sousa, pelo muito que sofreu, deve andar, pela terra, consolando os aflitos.
Célio Meira – escritor e jornalista.
LIVRO VIDA PASSADA…, secção diária, de notas biográficas, iniciada no dia 14 de julho de 1938, na “Folha da Manhã”, do Recife, edição das 16 horas. Reúno, neste 1º volume, as notas publicadas, no período de Janeiro a Junho deste ano. Escrevi-as, usando o pseudônimo – Lio – em estilo simples, destinada ao povo. Representam, antes de tudo, trabalho modesto de divulgação histórica. Setembro de 1939 – Célio Meira.

Corrida e Caminhada da Vitória – dia 14/02 virada do 1º lote!!!

4ª Corrida da Vitória – 27 de abril de 2025.
Corrida 7km – Caminhada 3km – Concentração às 6h – Largada às 7h.
PREMIAÇÕES
Troféu – 1º ao 5º colocado – masculino e feminino.
Categorias: Geral – Local e Faixa Etária –
Primeira faixa etária: até 39 anos.
Segunda faixa: dos 40 aos 49 anos.
Terceira faixa: dos 50 aos 59 anos.
Quarta faixa: dos 60 aos 69 anos.
Quinta faixa: dos 70 em diante.
Troféu – Maior equipe (grupo) local e visitante.
OBS: NÃO HAVERÁ PREMIAÇÃO EM DINHEIRO!
Inscrições on-line: www.uptempo.com.br
Inscrições para grupos: 81-9.9420.9773
Inscrição presencial: Loja Monster Suplementos – Rua Valois Correia – 96 – Matriz – Vitória.
Valor da Inscrição no 1º lote
Kit completo – corrida ou caminhada – R$ 95,00
Kit sem a camisa – corrida ou caminhada – R$ 80,00
PARA MAIS INFORMAÇÕES: 9.9420.9773
1.° de fevereiro de 1974 – por @historia_em_retalhos.

Há 51 anos, São Paulo assistia ao 3.° incêndio mais mortal da história do país: a terrível tragédia do Edifício Joelma.
Foram 187 mortos e mais de 300 feridos.
Em número de mortos, o incêndio do Joelma fica atrás apenas das catástrofes do Gran Circus Norte-Americano em Niterói/RJ (503) – veja no nosso retalho – e da Boate Kiss em Santa Maria/RS (242).
Tudo começou com um curto-circuito em um ar-condicionado no 12.º andar, que se alastrou por materiais inflamáveis, como cortinas e carpetes.
Naquela época, o Joelma era considerado um marco arquitetônico da cidade e abrigava diversos escritórios.
Durante mais de 3 horas, o fogo destruiu 14 pavimentos.
Com o acesso pelas estreitas escadarias impossibilitado, os bombeiros tentaram fazer o resgate por helicópteros, mas havia enorme dificuldade de pousar no topo, porque este era coberto com telhas de amianto e não havia heliponto.
Mais de 60 pessoas que fugiram para o terraço morreram carbonizadas.
Era muito desesperadora a situação, visto que o calor durante um incêndio pode superar os 900° e, nessa temperatura, um corpo fica totalmente destruído, restando no máximo um quilo e meio de cinzas.
Se a água dos bombeiros chegar até lá, pode transformar tudo em lama, impossibilitando completamente o reconhecimento.
Desesperadas, várias pessoas tentavam se salvar pulando das janelas.
13 vítimas tentaram escapar por um elevador, mas o equipamento parou e todas morreram ali mesmo.
Seus corpos, não identificados, foram enterrados lado a lado no Cemitério São Pedro (foto).
O fato acabaria sendo inspiração para o chamado “Mistério das Treze Almas”, às quais são atribuídos diversos milagres até hoje.
Como único saldo positivo, a tragédia do Joelma trouxe à tona o debate sobre a importância da prevenção a incêndios, provocando a criação de uma regulamentação de segurança no Brasil.
Depois do Joelma, as coisas começaram a mudar.
Dedico este retalho de hoje à memória de meu irmão Ricardo da Costa Soares, engenheiro de segurança do trabalho que dedicou a sua vida profissional ao estudo e à difusão de sistemas de prevenção e combate a incêndios.
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