8ª Festa da Saudade – senha já estão na rua….

Faltando pouco mais de um mês para o encontro dançante  (romântico) mais esperado da cidade – 8ª Festa da Saudade -, em que terá como principal  atração musical a Orquestra Super OARA, informamos que já começaram as entregas das senhas, das mesas e dos  camarotes.

Bem prestigiado e concorrido, a já tradicional festa congrega pessoas mais “maduras” e com bom gosto musical. Para participar, entrar em contato pelo whatsApp 9.91883054.

Serviço:

Evento: 8ª Festa da Saudade.

Quando: 23 de agosto de 2025.

Local: Clube Abanadores “O Leão”.

Hora: 21h.

Informações e reservas: 9.9188.3054.

Vida Passada… – Esmeraldino Bandeira – por Célio Meira.

“Guarda-livros de uma grande casa comercial, conta Adelmar Tavares, numa formosa oração, é o que desejo ao meu filho Esmeraldino, costumava dizer João Vicente Torres Bandeira aos seus amigos”. O destino contrariou, graças a Deus, essa vontade paterna, e  Esmeraldino se fez acadêmico de direito, bacharel, doutor, e mestre, alcançando a glória de ser, entre os criminalistas, o “Príncipe da Escola Positiva no Brasil”.

Contemporâneo de Epitácio Pessoa, Graça Aranha, Gumercino Bessa e de Nilo Peçanha, de quem seria, vinte e três anos mais tarde, ministro da Justiça, recebeu, Esmeraldino Olímpio de Torres Bandeira, a carta de bacharel, no ano de 89, na companhia de Alfredo Valera, Sebastião Galvão, e de Gervásio Fioravanti. Batalhou pela abolição da escravatura, e , ouvindo a voz eloquente de Martins Junior, fez propaganda da República.

Diplomado, iniciou sua vida pública na Intendência Municipal e na delegacia de polícia de Olinda, e do Recife. Elegeu-se deputado estadual em 92, e dois anos depois, dirigiu a chefatura de polícia do Rio Grande do Norte. Distingui-o, em 1894, o governo de Santa Catarina, com o juizado de direito da comarca do Tubarão. Não ingressou, porém, na magistratura santa-catarinense, pois a esse tempo, aceitou a 2ª promotoria de justiça, no Distrito Federal. Na Capital do País, ascendeu, aos 31 anos de idade, ao posto de procurador da República. E conquistou, nessa época, na Faculdade de Direito do Rio de Janeiro, a cadeira de direito criminal.

Governando, Correia de Araújo, o Estado de Pernambuco, mereceu, Esmeraldino, em 98, o cargo de prefeito do Recife. Encerrando a administração da prefeitura de sua terra natal, esse pernambucano, figura destacada do partido republicano, que obedecia à orientação de Rosa e Silva, passou a representar o povo, a partir de 1900, na Câmara Federal. Foi, Esmeraldino, na bancada pernambucana, e no seio do parlamento, um dos vultos figurantes, pela irradiação de sua cultura e pela firmeza do seu caráter. Assumindo a presidência da República, em 1909, Nilo Peçanha não se esqueceu do antigo condiscípulo, e o fez ministro da Justiça. Nesse ministério, Esmeraldino, que cultuou, sempre, no dizer de Afonso Celso, “ a religião do trabalho, da hora, do dever, da família e da pátria”, elevou, bem alto, o nome de seu berço, enobrecendo-o, porque em verdade, esse filho do Recife, “como Anteu, na observação de Ademar Tavares, seu discípulo bem amado, tirou da terra natal toda a força e toda pureza do seu ideal e das suas energias”

Advogado notável, parlamentar, jurista e ministro, teve, Esmeraldino, vida intensa e luminosa, Nasceu no dia 27 de fevereiro de 1865, e morreu aos 63 anos de idade. Tornando maior a lista de suas obras de direito, escreveu, em 1928, o “Reflexões”, livro de máximas e de sentenças. Há, nesse livro, experiências e ensinamentos de quem viveu e venceu. “Felizes, escreve ele, os que podem morrer convictos de ter ocupado, com dignidade, o seu lugar na vida”. Morreu feliz, o mestre.

Célio Meira – escritor e jornalista. 

LIVRO VIDA PASSADA…, secção diária, de notas biográficas, iniciada no dia 14 de julho de 1938, na “Folha da Manhã”, do Recife, edição das 16 horas. Reúno, neste 1º volume, as notas publicadas, no período de Janeiro a Junho deste ano. Escrevi-as, usando o pseudônimo – Lio – em estilo simples, destinada ao povo. Representam, antes de tudo, trabalho modesto de divulgação histórica. Setembro de 1939 – Célio Meira.

Centro Educacional Ethos alcançou a melhor nota no ENEM 2024.

Iniciado no ano de 2020, período em que o mundo vivenciou um dos piores momentos dos últimos séculos (pandemia), o Centro Educacional Ethos, localizado no bairro da Bela Vista, aqui, em Vitória de Santo Antão, após 5 anos de funcionamento, focados, prioritariamente,  no resultado elevado dos alunos e  se valendo de metodologia diferenciada, acaba de comemorar expressiva vitória coletiva. Ou seja: direção, professores, alunos e familiares.

Recentemente, por ocasião do anuncio dos resultados do ENEM 2024, elencados por escolas, o Centro Educacional Ethos, no recorte Vitória de Santo Antão, alcançou a melhor média de nota entre todos os educandários antonenses, quer sejam eles público ou privado.

Fruto da competência, do trabalho e da busca constante pelos  melhores resultados, a referida unidade de ensino – Centro Educacional Ethos -,  idealizada pelos experientes educadores, Michele Siqueira e Aluísio Oliveira, reafirma seu compromisso com os mesmos ideais, renovando o entusiasmo e “correndo atrás” dos  excelentes resultados concretos.

Peças fundamentais nessa engrenagem, os alunos do ETHOS, que se entregaram de corpo e alma nesse projeto, também são merecedores de todos os aplausos. Vale sublinhar, inclusive,   que mais de 85% dos alunos foram aprovados em universidades públicas. Uma vitória coletiva que  deve ser compartilhada com toda sociedade!

Como nasceu o sentimento de subjugação dos EUA com o Brasil? – por Siga: @historia_em_retalhos.

A história explica!

Ainda no século 19, o então presidente norte-americano James Monroe lançou a sua conhecida “Doutrina Monroe”.

Com o discurso de “América para os americanos”, Monroe baseava a sua doutrina no princípio da não intervenção externa nos assuntos internos dos países americanos.

Porém, ao mesmo tempo em que buscava manter a região livre da interferência estrangeira, Monroe queria, na verdade, afirmar a influência norte-americana na região.

E, de certa forma, conseguiu.

Esta política externa de controle das américas acentuou-se no século 20.

Inicialmente, temendo a influência nazista na região, por meio de fortes incentivos financeiros e de uma calculada aproximação cultural, os EUA promoveram, por exemplo, personagens estereotipados, como Zé Carioca, na esteira da chamada “política da boa vizinhança”.

Esta medida, dentre outras, garantiu o apoio do Brasil aos aliados na Segunda Guerra Mundial, tornando o nosso país, a partir daí, ainda mais imbrincado à influência norte-americana, notadamente, após o fim do conflito armado, com a configuração da Guerra Fria entre os EUA e a antiga URSS.

Vencedor da guerra e consolidado como grande potência mundial, os EUA levaram o seu expancionismo ao extremo, ao ponto de apoiarem golpes militares em diversos países, como fizeram no Brasil em 1964 (“Operação Brother Sam” e “Operação Condor”).

Este é, em poucas palavras, o pano de fundo histórico, que trouxe consigo efeitos colaterais negativos.

Tal sentimento de subjugação, olhando para o Brasil como parte de seu quintal, gerou nos brasileiros aquilo o que Nelson Rodrigues sabiamente denominou de “complexo de vira-lata”.

Trata-se de uma percepção negativa, da falta de autoestima dos brasileiros com relação à própria identidade nacional.

Como consequência, este complexo de inferioridade induz o brasileiro a autodepreciar-se, a acreditar que o Brasil, a sua cultura, o seu povo e as suas realizações são inferiores aos de outras nações, especialmente aos dos EUA.

Não é raro assistirmos à postura de alguns reconhecendo e até buscando como legítima a tutela norte-americana em assuntos internos brasileiros, malferindo a soberania nacional.
.
Isto é vira-latismo puro.
.
É consenso em matéria de relações internacionais que a primeira condição para uma nação tornar-se realmente respeitada é não abrir mão de sua soberania plena.
.
Para tanto, a bandeira brasileira jamais poderá ser a norte-americana.
.
Aqui é o Brasil.
.
E o Brasil é soberano.

.
.Siga: @historia_em_retalhos

https://www.instagram.com/p/DL7EQaVOoe8/?igsh=bnYzb2N2amlqaGth

AVLAC – 20 anos de fundação…

Na manhã do domingo (13), em sua sede, localizada no bairro da Matriz, aconteceu mais uma reunião ordinária da AVLAC – Academia Vitoriense de Letras, Artes e Ciência.

Na ocasião, além do “espaço do acadêmico”, o encontro também serviu para o presidente, professor Serafim Lemos, repassar algumas informações visando o aniversário de 20 da entidade, que ocorrerá no próximo mês de outubro.

8º Festa da Saudade – com Orquestra Super OARA – dia 23/08

O melhor da música dançante, no encontro romântico 💕 mais esperado da cidade da Vitória de Santo Antão.

Para participar, os interessados deverão entrar em contato para reservas de mesas e camarotes, pelo Whatsapp 9.0188.3054.

Serviço:

Evento: 8ª Festa da Saudade.

Quando: 23 de agosto de 2025.

Local: Clube Abanadores “O Leão”.

Hora: 21h.

Informações e reservas: 9.9188.3054.

“Corrida do Orgulho Autista” – mais 5km para somar….

Promovida por uma empresa privada, na manhã do domingo (13), aconteceu mais uma corrida de rua de na nossa cidade – “Corrida do Orgulho Autista”. Com percursos diferenciados, o evento também contou com uma caminhada, no sentido da inclusão para os iniciantes. Prestigiamos o evento e  somamos mais 5km, realizados com sucesso!

 

“Xou da Xuxa 3” – por @historia_em_retalhos.

Em 11 de julho de 1988, há exatos 37 anos, Maria da Graça Xuxa Meneghel lançava o álbum “Xou da Xuxa 3”, o disco infantil mais vendido da história.

Com mais de três milhões e duzentos mil cópias vendidas, o álbum consagrou hits como “Ilariê”, “Arco-Íris”, “Abecedário da Xuxa”, “Brincar de índio” e “Dança da Xuxa”, sendo, também, o disco mais vendido da história do Brasil por uma artista feminina.

A canção “Ilariê” (Cid Guerreiro) permaneceu em primeiro lugar nas paradas durante 20 semanas, como a mais executada em rádios, ao lado de “Faz Parte do Meu Show” de Cazuza.

Incompreendida por muitos e constantemente atacada por setores conservadores da sociedade, Xuxa é, até hoje, um fenômeno de sucesso infantojuvenil jamais alcançado no Brasil.

No início da década de 1990, chegou a apresentar programas de televisão no Brasil, Argentina, Espanha e EUA, simultaneamente, alcançando 100 milhões de telespectadores.

Aos 62 anos, a gaúcha de Santa Rosa segue ativista e militante de causas nobres, como a violência contra as crianças e o direito dos animais.

Salvem a Rainha dos Baixinhos. 🙌🏼

@historia_em_retalhos

https://www.instagram.com/p/DL_Io_IxCKm/?igsh=aHpwNmdidWE0a2tl


.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.

Instituto Histórico e Geográfico de Pombos – a semente foi lançada!

Por uma feliz iniciativa de alguns iluminados munícipes da vizinha cidade de Pombos, outrora distrito da cidade da Vitória de Santo Antão,  até 1963, na noite de ontem, quinta-feira, 10 de julho de 2025, foi constituído, oficialmente, o Instituto Histórico e Geográfico de Pombos.

A Sessão Solene aconteceu na Sede da Banda Padre Galdino e teve início por volta das 19:30h. O evento contou com um bom número de pessoas. Além dos nativos, envolvidos na causa da preservação e educação patrimonial,  o encontro também celebrou  a presença da  senhora Claudia Pinto (RIHPE) e o doutor José Soares (IAHGP), ambos representando o movimento vinculado à consolidação da pauta da preservação histórica,  em nível estadual.

Na qualidade de figura central e emblemática para a historiografia da cidade de Pombos, a ativista e semeadora das boas causas, professora Gasparina, com a autoridade dos seus 84 anos, deu o tom do evento. Empolgou a todos  com o seu entusiasmo, com a sua mente privilegiada e o seu amplo conhecimento sobre os fatos marcantes e o  cotidiano local.

Portanto, a semente foi lançada em campo fértil e certamente irá vingar, crescer e florescer, até porque a cidade de Pombos tem uma rica história, um povo animado e vibrador. Elementos necessários de que precisa um Instituto Histórico e Geográfico, para avançar e se consolidar. Desejamos boa sorte e sucesso para todos os envolvidos nessa verdadeira empreitada  cívica e cultural.

Dia 23 de agosto – Orquestra Super OARA em Vitória de Santo Antão.

Chegando para sua oitava edição, a Festa da Saudade acontecerá na noite do sábado, 23 de agosto, no tradicional Clube Abanadores “ O Leão”. Voltado para o público mais maduro, o bom repertório musical se configura numa das atrações do encontro dançante.

No palco, duas atrações musicais. Na qualidade de banda mais esperada, a internacional Orquestra Super OARA – Orquestra Arcoverdense de Ritmos Americanos.

Para participar, os interessados deverão entrar em contato para reservas de mesas e camarotes, pelo Whatsapp 9.0188.3054.

Serviço:

Evento: 8ª Festa da Saudade.

Quando: 23 de agosto de 2025.

Local: Clube Abanadores “O Leão”.

Hora: 21h.

Informações e reservas: 9.9188.3054.

 

 

A Meia Maratona da Vitória homenageia os 380 anos da Batalha das Tabocas.

Por iniciativa da equipe que organiza a “Corrida da Vitória” – evento esportivo já consagrado na cidade e região – no próximo dia 21 de setembro acontecerá a Primeira Meia Maratona da Vitória. No conjunto, além dos 21km, haverá, também,  um percurso de 10km.

Para enriquecer o referido evento de corrida de rua, no conceito, a equipe introduziu a seguinte expressão: 21 POR TABOCAS. Além do suor, da superação e da emoção que só a corrida de rua pode proporcionar, a Meia Maratona da Vitória também se propôs a divulgar o maior patrimônio histórico da cidade da Vitória de Santo Antão. Ou seja: o Monte das Tabocas e sua importância histórica. 

Em 2025, ano em que estamos comemorando os 380 anos da Batalha das Tabocas, refrega armada entre  holandeses e luso-brasileiros, ocorrida, exatamente,  em 3 de agosto de 1645, será estampada, nas medalhas e troféus, uma arte exclusiva alusiva aos  épicos acontecimentos daquele tempo. Portanto, se prepare,: além de muitos  kms temos muitas histórias para contar!!!

 

🏅 1ª Meia Maratona da Vitória – 21 por Tabocas
📍 21K e 10K

📅 Data: 21/09/2025
📍 Local: Antiga Estação Ferroviária / Praça Leão Coroado – Vitória de Santo Antão
🕓 Concentração: 4h
🏁 Largada: 5h

🏆 Premiações – Meia Maratona (21km):
🔹 Masculino e Feminino – 1º ao 5º lugar
🔹 Geral e Local
🔹 Faixas etárias:
* 40 a 49 anos
* 50 a 59 anos
* 60+

🏃‍♂️ Corrida 10km:
🔹 Masculino e Feminino – 1º ao 5º lugar
🔹Geral e Local

❗ Obs: Não haverá premiação em dinheiro 💰

📝 Inscrições:
🌐 Online: https://www.uptempo.com.br/event-details/1-meia-maratona-da-vitoria-21-por-tabocas-vitoria-de-santo-antao-pe
📲 Grupos: (81) 9 9198-0437
🏪 Presencial: Loja Monster Suplementos – Vitória

💸 Valores 2º lote:
🔸 21K e 10K: R$ 115,00
🔸 Kit sem camisa: R$ 105,00
🔹 Descontos especiais para grupos: (81) 9 9198-0437

Vida Passada… – Antônio Estevão – por Célio Meira.

No ano de 1845, em fevereiro, no bairro do Recife, na capital da Província de Pernambuco, nasceu Antônio Estevão de Oliveira. Matriculou-se na Faculdade de Direito do berço natal, aos 18 anos de idade, e no ano de 1867, figurando ao lado de José Higino, Generino dos Santos, Maciel Pinheiro, Augusto Guimarães, o cunhado de Castro Alves, Gonsalves Ferreira e do sirinhaense João Barbalho Uchôa Cavalcanti, o futuro constitucionalista brasileiro, recebeu Antônio Estevão, a carta de bacharel. Iniciou a vida pública na promotoria de justiça de Quixeramobim, na província do Ceará. Moço, inteligente, altivo, não entregou os pulsos às algemas da política, e abandonando, airosamente, a cadeira de promotor, regressou à terra onde nasceu.

E ao lado de José Bernardo Alcoforado, advogado de nota, escreve um cronista, Antônio Estevão, começou a pelejar, no fôro, alcançando, rapidamente, porque Deus lhe havia concedido a graça da eloquência, grandes e retumbantes vitórias, nas tribunas do júri. Conquistou renome, também, no cível e no comercio. Foi, no seu tempo, figura de prôa, na família dos advogados do Recife.

Político na monarquia, servindo à Corôa porque servia à pátria, ouviu, sempre, a voz de comando das fortalezas liberais. E sustentando, bravamente, as ideias de seu partido, ingressou, aos 34 anos de idade na Assembleia de sua província, honrando, pelo caráter, pela coragem e pelo patriotismo, o mandato livre do povo.

E quando deixou, em 1885, a cadeira de deputado, em que fora grande, foi para tornar-se maior, na praça pública, defendendo a liberdade dos escravos. Nessa abençoada e memorável campanha da abolição da escravatura negra, a mais nobre das que se processaram na monarquia, e a mais cristã, em toda a terra brasileira, pertenceu, Antônio Estevão, pelo espirito fulgurante e pelo coração amável, à geração dos batalhadores românticos. Não combateu, porque lhe adviesse, da refrega, fama e glória; bateu-se, porque lhe era doce o sacrifício, na libertação de uma raça.

Proclamada a República, voltou, em 1890, à Assembleia provincial, para defender, como outrora, o direito e a justiça. O regime político havia sido mudado, o deputado, porém, era o mesmo que ali estivera, em 79, sereno nos debates, e independente nas atitudes.

E em 1895, aos 50 anos de idade, obteve, na Faculdade de Direito de sua terra natal, em concurso brilhante, a cadeira de prática do processo. Mestre, foi um dos ídolos da mocidade acadêmica. Na cátedra, era eloquente, elegante, e por vezes, irônico. E daí a admiração comovedora dos discípulos.

Morreu, na cidade de Olinda, em 25 de fevereiro de 1904, nove anos depois da última vitória, no mundo largo da ciência jurídica. Adormeceu, nesse dia, um varão pernambucano.

Antônio Estevão de Oliveira, advogado, jornalista, orador, parlamentar e professor de direito, merece as homenagens da geração de hoje. Foi um homem de bem.

Célio Meira – escritor e jornalista. 

LIVRO VIDA PASSADA…, secção diária, de notas biográficas, iniciada no dia 14 de julho de 1938, na “Folha da Manhã”, do Recife, edição das 16 horas. Reúno, neste 1º volume, as notas publicadas, no período de Janeiro a Junho deste ano. Escrevi-as, usando o pseudônimo – Lio – em estilo simples, destinada ao povo. Representam, antes de tudo, trabalho modesto de divulgação histórica. Setembro de 1939 – Célio Meira.

Instituto Histórico e Geográfico de Pombos: agora é oficial!

Boas notícias da nossa vizinha cidade. Com o inicio das atividades, de maneira oficial, a cidade de Pombos contará com um Instituto Histórico e Geográfico, no sentido da preservação e promoção da sua história. Emitido pela diretoria provisória, segue o convite a todos as pessoas que se identificam com essa verdadeira causa cívica!

VISITA DE UM SANTO A PERNAMBUCO -por Ronaldo Sotero.


Em um dia 7 de julho como hoje, curiosamente uma segunda-feira, há 45 anos, em 1980, às 15h45, a bordo de um avião da FAB, chegava a Base Aérea do Recife, o papa Joao Paulo II. Foi recebido pelo arcebispo de Olinda e Recife, D. Helder Câmara e pelo governador Marco Maciel. No roteiro, desfile pela Avenida Boa Viagem. Uma multidão o aguardava no viaduto Joana Bezerra, onde foi realizada missa diante de 500 mil pessoas.

No dia seguinte prosseguiu viagem a Teresina, na visita de 12 dias ao Brasil, com escalas em várias capitais e a cidade de Aparecida. Joao Paulo II esteve quatro vezes no Brasil. Em seu papado de 26 anos, visitou 129 países. Em 2014, foi beatificado.

Dom  Fernando Saburido na época era monge no Mosteiro de São Bento. Anos mais tarde, esteve três vezes no Vaticano com João Paulo II. Uma data tão importante na  memória da comunidade católica pernambucana não foi lembrada nos jornais do estado.

Ronaldo Sotero 

Primeira Meia Maratona da Vitoria – virada do 1º lote!

 

🏅 1ª Meia Maratona da Vitória – 21 por Tabocas
📍 21K e 10K

📅 Data: 21/09/2025
📍 Local: Antiga Estação Ferroviária / Praça Leão Coroado – Vitória de Santo Antão
🕓 Concentração: 4h
🏁 Largada: 5h

🏆 Premiações – Meia Maratona (21km):
🔹 Masculino e Feminino – 1º ao 5º lugar
🔹 Geral e Local
🔹 Faixas etárias:
* 40 a 49 anos
* 50 a 59 anos
* 60+

🏃‍♂️ Corrida 10km:
🔹 Masculino e Feminino – 1º ao 5º lugar
🔹Geral e Local

❗ Obs: Não haverá premiação em dinheiro 💰

📝 Inscrições:
🌐 Online: www.uptempo.com.br
📲 Grupos: 81 99198-0437
🏪 Presencial: Loja Monster Suplementos – Vitória

💸 Valores (1º lote promocional):
🔸 21K e 10K: R$ 99,99
🔸 Kit sem camisa: R$ 90,00
🔹 Descontos especiais para grupos: (81) 9 9198-0437

⚠️ Promoção válida até 06 de julho ou enquanto durarem as vagas do 1º lote

Vida Passada… – França Pereira – por Célio Meira.

No dia 24 de fevereiro de 1870, nasceu Luiz de França Pereira, na terra pernambucana do Recife. Poeta, desde menino, publicou, em 1889, o “Ritornelos Líricos”, e no ano seguinte, aos 20 anos de idade, “A Pátria Nova”, livro de crítica. Matriculado na Faculdade de Direito da sua tarra natal, conquistou, em 1895, a carta de bacharel, na mesma turma do vitoriense Demóstenes de Olinda, inspirado poeta do “Ortivos”, do paraibano Ulisses Costa, que seria, num período vermelho de convulsão política, o chefe de polícia de Pernambuco, e de Virgílio de Sá Pereira, que teria de honrar, com o andar do tempo, na magistratura do Distrito Federal, o nome da terra onde nasceu. Coube, a França Pereira, a honra de dizer adeus, em oração formosa, aos mestres e companheiros.

Diplomado, e cheio de esperanças, armou, na cidade do Cabo, a tenda de advogado, fixando-se, pouco tempo depois, no Recife, o grande cenário de suas brilhantes atividades, na imprensa e na cátedra.

Jornalista, cronista, e escritor de invejável cultura literária e cientifica, batalhou, França Pereira, no Correio de Pernambuco”, na companhia de Pereira Junior, de Minervino Soares,  Celso Vieira e de Francisco Alexandrino, ocupando, mais tarde , a secretaria da Revista Contemporânea, ao lado de Teotônio Freire. “Grande Talento, escreve Clóvis Bevilaqua, servido por vastos estudos , artista do conto e do verso, cultor da filosofia”, teve França Pereira, atuação de relevo, em 1902, na Revista Pernambucana, fundada por Getúlio Amarale Francisco Solano. Nessa trincheira branca das boas letras, no mesmo e elevado plano de Artur Orlando, Carlos Porto Carreiro, Gervásio Fioravanti  e de Rigueira Costa, realizou, França Pereira, modesto e culto, obra imperecível, Foi, nessa época, força poderosa no primado do espirito. No Diário de Pernambuco e na Província,  desfraldou, também, a bandeira de lutas literárias.

Publicou, em 1916, uma Gramática Prática Elementar. Poliglota, exerceu o magistério, alcançando, num concurso célebre, na Escola Normal, a cadeira de francês. Entregou, às livrarias, em 1924, o Terra Patrum, o grande livro de versos, em cujas páginas palpita o amor à pátria e à natureza. O Terra Patrum pertence ao rol dos livros notáveis, na literatura de um povo. Quando, em 1901, se fundou a Academia Pernambucana de Letras, Carneiro Vilela foi busca-lo na sua humildade, e lhe deu uma cadeira. E ele ilustrou, e a honrou, e a enobreceu, sob a luz do espirito de Afonso Olindense, literato político e abolicionista.

Através das idades, enquanto existir a Academia, França Pereira, será sempre, o grande apóstolo que semeou, na província das letras, as sementes da Verdade e da Beleza.

Célio Meira – escritor e jornalista. 

LIVRO VIDA PASSADA…, secção diária, de notas biográficas, iniciada no dia 14 de julho de 1938, na “Folha da Manhã”, do Recife, edição das 16 horas. Reúno, neste 1º volume, as notas publicadas, no período de Janeiro a Junho deste ano. Escrevi-as, usando o pseudônimo – Lio – em estilo simples, destinada ao povo. Representam, antes de tudo, trabalho modesto de divulgação histórica. Setembro de 1939 – Célio Meira.

2026: leituras e suas encruzilhadas…….

Distante um ano dos últimos ajustes para as disputas eleitorais, visando o pleito geral brasileiro, é possível dizer que a maioria do eleitorado “cansou” das duas figuras protagonistas dos últimos anos, ou seja: Lula e Bolsonaro. Saturados, os eleitores começaram a entender que os dois adornam o mesmo sistema, mas com abordagens  e apresentações  distintas.

Aparentemente mais cristalizado o cenário pernambucano, visando 2026,  é possível dizer que já temos  um desenho mais aproximado do que irá acontecer. Duas jovens lideranças – João Campos e Raquel Lyra -, que estão no gozo de suas respectivas gestões administrativas,  no contexto do Poder Executivo,  estão se apresentando para o embate. Aliás, os últimos festejos juninos, realizados nas mais diversas cidades do estado,  serviram de plataforma para os dois jogarem seus “laços políticos”.

Já na terra do eterno  João Cleofas de Oliveira, o cenário político que se apresenta hoje, visando o próximo pleito (2026), nos inclina a imaginar que será mais animado do que o ocorrido em 2022. Isso porque, ao que tudo indica, teremos mudanças de posicionamentos políticos, tanto no contexto estadual quando no local, propriamente dito.

Alguns atores locais, outrora “aliados eternos”, começam seguir caminhos diferentes dos já trilhados, sobretudo no contexto estadual. Mas, como dizem alguns cientistas políticos populares mais experientes, em política tudo pode mudar.

Aliás, vale lembrar, também, que em política, muitas vezes,  até as discórdias  e as  mudanças de rumo são combinadas. Só depois de muito tempo – ou as vezes não – é que os eleitores se tocam que foram usados como “galos briga”,  apenas para animar a campanha eleitoral da vez.  Segue o baile……

São João do Nordeste: sonhar ainda é possível!

Em sonho, nada é impossível. Mas não é exagero dizer que há 50 anos ninguém teria a ousadia de sonhar que na metade da terceira década do século XXI a cor preta seria predominante nas vestimentas do povo nordestino, justamente nas grandes aglomerações juninas, promovidas com o dinheiro público.

Num  mundo cada vez mais globalizado, outrora, precificado pelos estudiosos da época como algo inevitável, a chamada reserva de mercado  é aplicada  pela força, no sentido da “proteção interna” e, em alguns casos, pelo interesse coletivo.  Os detentores do capital financeiro são especialistas nessa matéria e sabem “mexer” bem com as peças no tabuleiro. Ou seja: as massas sempre acompanham as “tendências”….

Extremamente rico e detentor de um capital cultural singular e valiosíssimo, o Nordeste brasileiro amarga a doença “da mau sorte”  de ser dirigido e liderado por políticos entreguistas: em regra,  simulam o compartilhamento das dores no atacado, para se beneficiarem no varejo do particular.

E como nos sonhos nada é impossível, que bom seria se os políticos do nosso pedaço do Brasil (Nordeste), em sinal de respeito ao fortalecimento financeiro e cultural da região que representam,   fechassem  –  apenas no São João –  a “porteira musical”  para o resto do País e numa só voz bradassem a todos pulmões: vamos promover os artistas e as manifestações genuínas  dos 9 estados,  num amplo intercâmbio cultural, no sentido da proteção, promoção e desenvolvimento financeiro da região.  Nada mais justo!!!

Aliás, dinheiro é o que não nos falta. Ainda sem despertar do sono – para não ser taxado de ingênuo –  tenho absoluta  certeza de que em uma década já estaríamos (Nordeste) exportando festivais joaninos para os quatro cantos mundo. Finalmente, teríamos um produto “made in nordeste” para chamar de seu.

Mas a vida é vivida no “mundo dos acordados” e enquanto essa realidade estiver vigente  – atrações musicais alheias ao interesse da cultura local –  apenas os sabidos e os mal intencionados estarão  se dando bem com o atual  formato dos  festejos juninos. Aliás, cada vez mais “encaixadinhos”…..

O Povo nordestino, coitado, não consegue nem sonhar, muito menos pensar de como seria tão bom e efetivamente sustentável  ter um São João  genuíno: cultura e artistas da região sendo protagonistas e cantando de galo em seu vasto  terreiro, que se chama NORDESTE DO Brasil.

FALECIMENTO DE FERNANDO GARÇOM – por Sosígenes Bittencourt.

Ex-jogador de futebol, garçom brincalhão e risonho, de causar inveja a quem cumpre o doloroso dever de viver. Um sujeito simples, um homem do povo, mas uma perda sentida por muitos que se distraíam com o seu bom humor. Enfim, morreu, como pretendia Nelson Gonçalves: depois de 2001, sem inimigo nenhum.
Requiescat in Pace!
Sosígenes Bittencourt

Vida Passada… – Moreira de Vasconcelos – por Célio Meira.

Mocinho, com os exames de preparatórios, não encaminhou seus passos, o carioca Francisco Moreira de Vasconcelos, na direção de uma escola de ensino superior. Não desejou um título cientifico. Não o deslumbrou o brilho das pedras preciosas, nos anéis simbólicos. Foi bater, alegre, à porta de um teatro. Atraia-o a luz forte, e enganadora, das gambiarras e da ribalta.  Ao alvoroço dos estudantes, nos corredores das faculdades, preferiu o cochicho, no pequenino espaço dos bastidores, dos atores e das atrizes. “Matriculou-se”, na Academia do palco. Alcançou o título de “doutor”. E atirou-se ao mundo.

As lições dos mestres o fizeram autor teatral, e a experiência da vida o levou a ser empresário. Fazendo o galã, o centro, o cínico, e por vezes, o cômico, escrevendo dramas, e organizando companhias, começou, Moreira de Vasconcelos, corajosamente, sua peregrinação artística, pelo Brasil, de norte a sul, conquistando aplausos das plateias. Esteve, no Recife, pela primeira vez, escreve Samuel Campelo, em 1885, ao lado de Luiza Leonardo, estreando com o “Tiradentes”, drama histórico, de sua autoria. E, um ano depois, voltou ao Santa Isabel, velho teatro pernambucano, representando “Os Revoltosos”, e encenando, mais tarde, a famosa “Lamarão”, deliciosa revista de costumes recifense.

Quatro anos decorridos, pisou, Moreira de Vasconcelos, pela terceira vez, a terra do Recife. Acolheu-o, o povo, com simpatia, com entusiasmo, e com emoção. “Era, no dizer de um cronista de teatro, escritor de talento, e como empresário, operoso, ativo e inteligente”. Nessa temporada, na companhia, de Luiza e Leonardo, a admirável Leonardo, a “afilhada do Imperador Pedro II”, representava, Moreira de Vasconcelos, no teatro da cidade dos Palmares, quando a morte, em noite de 23 de fevereiro de 1900, malvadamente, o arrebatou. Subia, à cena, “O Calvário”, drama da pena daquela famosa companheira, e em meio à representação, contra-cenando com Luiza Moreira de Vasconcelos cambaleou, levando a mão ao coração.

Era o fim. Era o calvário. “Morreu, no palco. Morreu como um soldado, conta Rêgo Barros, no seu posto de honra”

E assim se extinguiu, dramaticamente, o bom Moreira de Vasconcelos, ator, poeta, e dramaturgo. Quando, no teatro Palmarense, desceu o pano-de-boca, abriram-se mansamente, as cortinas da eternidade. Havia Luz. Era a glória.

Célio Meira – escritor e jornalista. 

LIVRO VIDA PASSADA…, secção diária, de notas biográficas, iniciada no dia 14 de julho de 1938, na “Folha da Manhã”, do Recife, edição das 16 horas. Reúno, neste 1º volume, as notas publicadas, no período de Janeiro a Junho deste ano. Escrevi-as, usando o pseudônimo – Lio – em estilo simples, destinada ao povo. Representam, antes de tudo, trabalho modesto de divulgação histórica. Setembro de 1939 – Célio Meira.